ġākir 56 gazel, 24 kıta, 6 tesdis, 1 müseddes, 2 muhammes, 1 terk bend
2. Metni Kurarken Ġzlenilen Yöntem:
Após a fase de recolha dos dados, passamos para a fase da análise descritiva dos questionários, tomando como referencial a abordagem qualitativa apoiada em dados quantitativos.
Para isso utilizamos, parcialmente, os princípios da análise estatística seguida de explicação textual do material recolhido de forma que pudemos construir nossas inferências a partir de dados, mas sempre com o objetivo de elucidar os aspectos pessoais e acadêmicos dos estudantes, pois nosso interesse é a possibilidade de particularizar e focar no perfil do estudante de um dado universo pesquisado. Tal procedimento permitiu que dimensionássemos com segurança os resultados adquiridos nos questionários de forma que pudemos conhecer melhor os pensamentos e as representações dos sujeitos investigados, bem como explanar a representatividade social das conclusões com pertinência. De acordo com Silva (2012, p.55), “no processo de análise estatística, faz-se necessário tratar cuidadosamente a informação coletada, observando o seu sentido para os informantes, a fim de chegar a conclusões e, assim, poder contribuir com o conhecimento”.
Desse modo, organizamos, analisamos, apresentamos e interpretamos, em constante parceria com os teóricos os dados recolhidos, de modo que tivemos subsídios para a sustentação do debate das questões aplicadas.
A apresentação dos resultados dessa recolha ocorreu por meio de gráficos e tabelas possibilitando melhor visibilidade da totalidade dos dados, o que facilita a sua apreciação e interpretação.
Ao final, procuramos triangular as respostas das questões abertas, por meio dos discursos enunciados pelos estudantes, não apenas para detectar o que eles queriam dizer em seus escritos e/ou com suas palavras, mas também como eles conseguiram falar de suas expectativas e motivações a partir do discurso emitido.
2.3.2 A análise dos dados recolhidos nas entrevistas
A nossa proposta de análise dos dados procurou apreender, a partir das entrevistas dos estudantes, como eles percebiam o sentido do currículo do PROEJA e, para isso, destacamos o referencial denominado de Método de Interpretação de Sentidos, procedimento
surgido a partir de uma perspectiva das correntes compreensivas das ciências sociais, uma vez que este analisa “(a) palavra; (b) ações; (c) conjunto de inter-relações; (d) grupos; (e) instituições; (f) conjunturas, dentre outros corpos analíticos” (GOMES et al., 2005, p.202. apud MINAYO; DESLANDES; GOMES, 2012), o que nos ajuda, por demais, fundamentar nossa pesquisa.
A partir desse método, destacamos para nossa aplicação, a concepção que diz respeito ao diálogo entre as concepções hermenêutica e dialética que nos conduzirão ao que está por trás das narrativas manifestas, indo além das aparências do que está sendo comunicado, sendo, assim, observamos que esta é uma técnica que exige detalhes e cuidados. Minayo, Deslandes e Gomes (2012) consideram este método como um caminho para chegarmos aos sentidos.
Assim, a nossa análise iniciou durante a própria recolha dos dados, uma vez que estávamos cuidadosos, no momento das entrevistas, para possíveis manifestações não-verbais dos estudantes que nos pudessem oferecer indícios interpretativos. Conforme afirma TURATO (2000, p.105) “o pesquisador qualitativo deve complementar a redação com as observações emergentes no “setting” da entrevista, sempre perguntando a si próprio o porquê dos detalhes da linguagem verbal e não-verbal daquele entrevistado”.
A organização dos dados foi iniciada a partir da transcrição literal das entrevistas, mantendo todas as expressões que surgiram nos depoimentos e ressaltando os momentos de pausa, apreensão, espanto, alegria etc. Os nomes dos profissionais da instituição que surgiram nos depoimentos foram substituídos por nomes fictícios para evitar a exposição de suas identidades.
Em seguida procedemos com a leitura exaustiva do material obtido nas entrevistas com o objetivo de apreendermos as particularidades do material. Após esta etapa, submetemos os dados à proposição de consolidação em que foram encontradas as ideias centrais e por último montamos os temas de análise, conceituadas como a representação simbólica das narrativas. Tais temas envolveram contínuas categorizações das unidades que compõem o material, chegando a um detalhamento em unidades temáticas. Nesse momento, buscamos o que era comum no grupo e o que era específico do discurso individual do sujeito, pois cada ator social experimenta e conhece o fato social de forma peculiar.
Para a exploração do material foi imprescindível, com base neste método, irmos além das falas e dos fatos e, para isto, utilizamos o aporte dos documentos oficiais e dos autores para darmos sentidos as narrativas. Para Minayo, Deslandes e Gomes (2012) é de
fundamental importância caminhar na direção do que está explícito para o que é implícito. Para isto, os autores propõem a seguinte trajetória:
(a) Identificação e problematização das idéias explícitas e implícitas no texto (a problematização pode ocorrer através de questionamentos que fazemos ao material que dispomos); (b) busca de sentidos mais amplos (socioculturais) atribuídos às ideias; (c) diálogo entre as ideias problematizadas, informações provenientes de outros estudos acerca do assunto e o referencial teórico do estudo. (MINAYO; DESLANDES; GOMES, 2012, p. 101)
Finalmente fomos em busca da síntese interpretativa a qual articulamos os objetivos do estudo, o referencial teórico, os documentos investigados e os dados recolhidos. O cruzamento dos dados encontrados na pesquisa realizada foi fundamental para as análises com o intuito de descobrirmos respostas para as inquietações e os questionamentos evidenciados no início desta tarefa.
Os conhecimentos desvelados nessa investigação compõem um quadro teórico de respostas, ou até mesmo, se configura em novas indagações que se constituirão em novos elementos de pesquisa nessa incansável busca pelo conhecimento que estão expressas no capítulo quatro da pesquisa.
Enfim, o método de interpretação de sentidos foi uma tentativa de avançarmos mais para a interpretação, no enredamento dos caminhos observados que vão além do conteúdo e da forma.