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Merkez Kubbeli Camiler " Edirne Üç Şerefeli Camii

ÜNİTE 6 TÜRKLERDE SANAT

A) İLK TÜRK DEVLETLERİNDE SANAT

4. Merkez Kubbeli Camiler " Edirne Üç Şerefeli Camii

mulheres ocasionada pelas guerras, o que favoreceu o patriarcado. Décadas mais tarde, tornou-se popular a associação entre o conceito de poligamia e poliginia, esta última ocorrendo quando um homem possui mais de uma mulher. No entanto, a poligamia também pode ocorrer quando uma mulher possui mais de um homem, recebendo o nome de poliandria. A poligamia é uma forma de casamento comumente associada à religião mulçumana e reconhecida pela legislação de mais de 50 países, onde a população segue os ensinamentos do Alcorão, o qual permite ao homem ter até 4 esposas, com a condição de que dê atenção igual a cada uma delas.

Por haver uma pluralidade de companheiros, o poliamor muitas vezes é comparado à poligamia. Algo peculiar ao relacionamento poliamoroso é que tanto homens como mulheres têm acesso a parceiros adicionais, havendo uma igualdade

53 WOLFE, L. P. Jealousy and transformation in polyamorous relationships. 2003. The Institute

for Advanced Study of Human Sexuality, São Franscisco, California.

54 TWEEDY, Ann E. Polyamory is a Sexual Orientation. Disponível em:

de gênero, distinguindo-se da poligamia, que concebe apenas ao homem ou à mulher a permissão para ter outros(as) parceiros(as).

Abordando as relações não-monogâmicas, ensinam Pilão e Mirian Gutenberg55:

A poligamia, associada tradicionalmente às sociedades ameríndias e mulçumanas, é a mais conhecida. Os pesquisadores afirmam que não são polígamos, mas poliamoristas, uma vez que a poligamia pressupõe assimetria de gênero, ou seja, há um único polígamo em cada relação. Já no poliamor, é indispensável que a possibilidade de mais de um relacionamento amoroso simultâneo seja tanto de homens quanto de mulheres.

Dessa forma, tanto a poliginia, quanto a poliandria remetem a uma prática unilateral, em que apenas um dos gêneros tem o direito de ter mais de um parceiro. Já o poliamor, além de não ter associações religiosas, é sempre consensual para ambas as partes, tendo em vista que defende o direito à liberdade dos membros. Ou seja, todos os parceiros podem amar mais de uma pessoa e se relacionar com elas. Ocasionalmente, um homem ou uma mulher pode ter mais de uma relação, enquanto o outro tem apenas a ele ou a ela. No entanto, enquanto conservada a liberdade mútua para seguir novas escolhas, a prática não deixa de se caracterizar como poliamor.

Costuma-se afirmar que no poliamor existe uma maior liberdade, quando comparado com as relações poligâmicas. As razões apontadas para essa concepção geralmente estão relacionadas aos seguintes aspectos: a possibilidade de todos (homens e mulheres) terem mais de um relacionamento; de vivenciarem o amor em grupo e de amarem pessoas fora do casamento, e até do mesmo sexo.

Além de tudo, o significado de poligamia está muito mais relacionado ao ato do casamento do que à afetividade entre seus membros. Casar com várias mulheres ou vários homens não significa necessariamente nutrir sentimentos por todos eles. Afinal, casamento não é sinônimo de amor. A poligamia pode acontecer, ainda, como mera fidelidade a determinados padrões culturais religiosos; mera formalidade.

55 PILÃO, Antônio Cerdeira; GOLDENBERG, Mirian. Poliamor e monogamia: construindo

O poliamor, de outra forma, é motivado muito mais pela afetividade múltipla, tendo formato fluido, sendo, portanto, uma prática livre de padrões e incentivos religiosos. 3.2 Principais diferenciações entre Uniões Poliamorosas e as práticas sexuais não-ortodoxas

O swing é uma das práticas sexuais não-ortodoxas, referindo-se à troca sexual de parceiros entre dois casais. Seus praticantes geralmente buscam se livrar da monotonia que tanto atormenta a maioria dos casais de longa data. O swing ocorre quando dois casais se encontram ocasionalmente para trocar de parceiros em busca de variar o sexo, não havendo transações afetivas ou românticas. Diferente do relacionamento aberto, a prática do swing nunca acontece com membros da união isolados, exigindo acordo prévio entre os parceiros. Ou seja, os amantes não podem se encontrar a sós com mais alguém. Quando isso acontece, considera-se traição e, consequentemente, gera discórdia entre o casal. Dessa forma, diferentemente dos poliamorosos, os swingers são considerados monogâmicos.

Frequentemente o swing é comparado ao poliamor. Contudo, os poliamorosos, ao contrário de muitos praticantes do swing, não se reúnem com o único propósito de fazer sexo. Em geral, essas pessoas consideram esta prática como uma nova atividade de recreação, em que elas trocam as regras dominantes pelas regras de um estilo de vida. Os poliamoristas, por outro lado, fazem suas próprias regras internas, específicas do relacionamento em questão, para criar uma estrutura profunda de um novo caminho para sua vida. O swing se difere pelo fato de que no poliamor é enfatizado o desenvolvimento de um relacionamento íntimo e emocional a longo prazo, contrário do que é observado no swing56.

O casal, nesta perspectiva poliamorista, não define uma unidade moral. O “adultério consentido”, como muitos definem o swing, é um contrassenso para alguns poliamoristas, que ambicionam uma liberdade sem necessidade de concessões e negociações. Na perspectiva hierárquica, representam um avanço em

56 SHEFF, E. Polyamorous Women, sexual subjectivity, and Power. Journal of Contemporary

relação à monogamia, mas um retrocesso em relação ao Poliamor, já que o envolvimento múltiplo afetivo é uma impossibilidade.

Entre os praticantes de swing, a oposição da honestidade e da hipocrisia é feita para diferenciar seus relacionamentos da infidelidade, como muitos costumam comparar. Os defensores dessa prática acreditam ser impossível que em uma relação duradoura o interesse sexual esteja restrito ao parceiro. Para os poliamoristas, a “honestidade” dos praticantes de swing deve necessariamente ser menor do que a poliamorista, já que, como os monogâmicos, os praticantes do

swing defendem que o amor deva ter apenas um destinatário.

Acerca da diferenciação entre o poliamor e o swing, no que concerne ao local das relações entre os envolvidos, ensina-nos Pilão57:

É importante reafirmar que os poliamoristas não veem no casamento e na constituição de uma família mononuclear o lugar exclusivo ou privilegiado de envolvimento emocional. Dizem não acreditar ser necessário escolher uma única pessoa e a ela voltar todas as suas emoções e expectativas de vida, atribuindo a um único indivíduo uma posição absolutamente diferenciada dos outros. A expansão das possibilidades do amor enfatiza que muitos podem ser “especiais”, “singulares” e “amáveis”. Esta seria uma marcação de distinção com relação aos adeptos de swing, dentre outras modalidades de relacionamentos múltiplos, que colocam a esfera do lar, do casal, como sagrado, local de profundidade emocional, enquanto “a rua”, o clube de swing, seria o terreno do anonimato, da apropriação de corpos genéricos, despersonificados. Os poliamoristas, em contrapartida, afirmam que valorizam a singularidade, e é em geral o que dizem procurar em cada experiência amorosa.

O Poliamor é considerado um vínculo mais “livre” do que o swing, como muitos consideram, uma vez que o estabelecimento de um relacionamento não é impeditivo de outros. Afirma-se que o Poliamor é mais “igualitário” do que o swing, já que este é considerado “machista”, privilegiando os desejos masculinos e tratando as mulheres como objetos. Por sua vez, o Poliamor é marcado pelo combate ao “machismo” e a possibilidade de que tanto homens quanto mulheres amem da forma que desejarem.58

Apesar desta distinção também estar presente entre os poliamoristas que defendem relacionamentos abertos, entre estes, a desvalorização do sexo se

57 PILÃO, Antônio Cerdeira. Reflexões sócio-antropológicas sobre Poliamor e amor romântico.

RBSE – Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, v. 12, n. 35, pp. 505-524, Agosto de 2013.

58 PILÃO, Antônio Cerdeira; GOLDENBERG, Mirian. Poliamor e monogamia: construindo

concentra mais sobre a “objetificação” do parceiro, e não sobre o número de parcerias sexuais. Desta forma, a crítica é ao “machismo”, ao tratamento da mulher como objeto de uso masculino e da despersonalização do ato sexual. A pressuposição de “igualdade” e de reconhecimento do outro como sujeito é o que sustenta a crítica e a distinção desse segundo grupo de poliamoristas aos monogâmicos e aos swinguers.59

59 PILÃO, Antônio Cerdeira. Reflexões sócio-antropológicas sobre Poliamor e amor romântico.

4. UNIÕES POLIAMOROSAS ANTE OS NOVOS PARADIGMAS INFORMATIVOS