2.5. Finansal Piyasalarda Yer Alan Kurumlar
2.5.2. Merkez Bankası
A abordagem comunicativa (AC) foi assim chamada porque o seu objetivo social de referência era formar alunos capazes de comunicar em lìngua estrangeira (L2). A escolha do termo “perspectiva acional” (AC) pelos autores do CECR é também lógica: o objetivo apresentado nesse documento é de fato a formação de um “ator social”.17
Christian Puren, no artigo intitulado “Variations sur la perspective de l‟agir social en didactique des langues-cultures étrangères” (2009), versa sobre o “agir social” da perspectiva
17No original: “L‟approche communicative (AC) avait été ainsi nommée parce que l‟objectif social de référence de cette méthodologie était de former les apprenants à communiquer en langue étrangère (L2). Le choix de
l‟appellation „perspective actionnelle‟ (PA) par les auteurs du CECR est aussi logique: l‟objectif affiché dans ce document est en effet la formation d‟un „acteur social” (PUREN, 2009; tradução nossa).
acional (PA), abordando as ideias centrais dessa nova orientação na didática das línguas- culturas (DLC). Também esclarece as diferenças entre a PA e AC, explicitando os motivos que impulsionaram o surgimento de mais uma metodologia de ensino.
Nesse sentido, Puren inicia esse artigo lembrando que o objetivo principal da AC era a competência comunicativa, formar aprendizes capazes de comunicar em língua estrangeira. Importa dizer que, na década de 1970 e 1980, houve um maior interesse social pelas viagens turísticas e/ou profissionais ao exterior. Explicita também que, com base nesses objetivos, os autores da AC, espelhados em interações presentes no ambiente de L2 e baseados nas teorias de atos de fala, propuseram como atividades pedagógicas os exercícios de simulação global e
os conhecidos “jeux de rôles”, além de documentos autênticos.
Quanto à PA, Puren explica que o aparecimento de mais uma nova metodologia se deve ao contexto social. Após a globalização e a unificação dos países europeus, os encontros de povos diferentes, antes pontuais, tornam-se mais frequentes. É comum, sobretudo, na Europa, que profissionais e estudantes de diversas nacionalidades e línguas trabalhem, estudem e vivam com sujeitos de cultura e de língua diferentes.
As atividades de ensino não podem mais ser baseadas nas situações de viagens e nos atos de fala incoativos e breves da AC. Para Puren, o sujeito, nesse novo cenário social,
precisa, além de saber interagir com o “estrangeiro” (com destaque nosso) e respeitar a diversidade cultural e linguìstica de cada povo, saber coagir, de fato, com esse “outro”. Puren
define que o princípio da PA será formar atores sociais com base no saber, no saber-ser, no saber-fazer, e não somente nas competências comunicativas da abordagem anterior (AC). Vale lembrar que esses saberes estão fundamentados nas reflexões de Edgar Morin, citadas na introdução desta pesquisa.
No intuito de estabelecer esse coagir, Puren cria o conceito de “co-culture”, que é definido como: “O conjunto das concepções compartilhadas que alguns atores criaram ou aceitaram, tendo em vista o tipo de ação conjunta estabelecida entre os envolvidos em um determinado ambiente social...”18 Puren chama a atenção, também, para o fato de que esse acordo não visa ao aculturamento, mas, sim, a um engajamento entre os envolvidos.
Tendo como objeto referencial a formação de atores sociais, os preconizadores da PA adotam como suporte metodológico as tarefas e os projetos pedagógicos vinculados à realidade do aluno/do sujeito social. Além disso, Puren considera fundamental que os envolvidos no aprendizado de uma LE estabeleçam um contrato de cooperação (2009, p. 156). Sobre o uso da tradução no ensino de FLE, Daniel Coste, no artigo intitulado “Tâche, progression, curriculum” afirma que a PA e o CECR legitimam a tarefa tradutória no ensino de LE, bem como qualquer outra que seja significativa para o aprendiz. No caso da tradução, Coste alega que traduzir é uma atividade presente no espaço social, ou seja, não é uma tarefa apenas com fins pedagógicos.
Visando a formar atores sociais, a PA considera as novas tecnologias educativas (NTE), sobretudo as veiculadas à Internet, como uma ferramenta de extrema importância no ensino de LE. As NTE propiciam que os sujeitos se tornem capazes de interagir e coagir em prol de um objetivo comum. Como ilustração, Puren cita os wikis e as outras plataformas que podem ser elaborados coletivamente pelos aprendizes e por outros sujeitos de acordo com seus projetos de aprendizado Além dessas contribuições das NTE, ele ressalta a quantidade de
18 No original: “L‟ensemble des conceptions partagées que certains acteurs se sont créées ou qu‟ils ont acceptées en vue de leur type d‟action conjointe dans un environnement social determine” (PUREN, 2009, p. 162; tradução nossa).
documentos que os alunos podem selecionar e aos quais podemter acesso, sem os recortes de métodos e de professores.
A esse respeito, o autor condena o ínfimo espaço concedido aos aprendizes na gestão das informações, sobretudo no que tange às atividades de simulação da AC. Além disso, afirma que a PA é a orientação mais adequada no “processamento da informação” (2009, p.161) uma vez que exige do aluno: selecionar, avaliar, reorganizar, transformar, comunicar e estocar a informação desejada.
No que concerne às diferenças entre a AC e a PA, Puren chama a atenção para os conceitos de autonomia, presentes nessas duas orientações. Enquanto para a PA o conceito de autonomia está associado a um agir coletivo, com base na avaliação do outro, do coagir social, para a AC, a acepção de autonomia se centra no julgamento do próprio indivíduo, com relação à sua competência comunicativa.
No que diz respeito à formação do professor, Puren adverte que, assim como o cidadão europeu precisa possuir uma competência pluricultural, o professor de LE deve ter uma competência plurimetodológica e ser capaz de escolher e selecionar, de forma autônoma, a(s) metodologia(s) com vistas aos interesses e aos objetivos de seus alunos e grupos.