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Plazmid siRNA’nın Spektrofotometrik Kontrolü

Belgede KABUL VE ONAY SAYFASI (sayfa 37-0)

3. MATERYAL VE METOT

3.2. Metot

3.2.2. Plazmid siRNA’nın Spektrofotometrik Kontrolü

Para esse debate sobre a experiência do homem e cidade, e nesse caso considerando a fruição da arte no espaço público como uma proeminente forma de experienciar a cidade, convoco o sociólogo e historiador americano Richard Sennett. Dedicado à analise do homem por meio da observação das relações sociais, Sennett dedica parte de sua obra à investigação do espaço público. A obra do filósofo francês Michel Foucault, filiado à escola filosófica pós- estruturalista e um grande analista do discurso, foi o gatilho para suas teorias sobre o espaço. Sennett buscou se apropriar da escrita de uma historia da cidade por meio da perspectiva da experiência corporal dos habitantes, e buscou contrapor as diversas representações do corpo e experiências corporais como fator condicionante aos diferentes traçados urbanos ao longo da história das cidades. Uma de suas mais importantes obras ―Carne e Pedra - o corpo e a

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e o espaço urbano explorando os limites entre as disciplinas acadêmicas, instigando o leitor a repensar as questões sociais e estéticas da antiguidade à contemporaneidade.

Sendo referencia para os estudos de arte-cidade, a obra nos propõe um olhar não mais a partir do homem, mas sim do espaço no qual corpo e cidade se atravessam mutuamente e que, além dos corpos ficarem inscritos nas cidades, as cidades também ficam inscritas e configuram os nossos corpos enquanto habitantes e também enquanto artistas que se movem nesse território.

Já na introdução Sennett nos faz refletir sobre a anulação e desprestígio do corpo instaurado na lógica cristã e capitalista da sociedade Ocidental que reduz o corpo e o movimento a uma passividade inativa inerente aos meios de produção do capital e ideologias moralistas.

De empréstimo para essa pesquisa buscamos estabelecer uma simbiose do conceito de cidade a partir de Sennett e da discussão das obras de arte que se projetam no espaço público. Relações também permeadas pela passividade e inatividade que denotam processo o corpo sofreu na transferência de significados, nas relações de poder e nas transformações estruturais presentes nas cidades contemporâneas:

(...)Dessa forma, o corpo político exerce o poder e cria formas urbanas que se expressam na linguagem genérica do corpo, que reprime pelo afastamento. Poderia existir algo de paranóico em se cogitar de que essa linguagem e esse conceito nada mais fossem que mecanismos de poder. Pessoalmente, acredito que uma sociedade pode perfeitamente tentar descobrir o que a mantém coesa. Além disso, não se pode esquecer que a linguagem a que nos referimos sofreu uma destruição peculiar quando traduzida para o espaço urbano. Ao longo da história do Ocidente imagens dominantes do corpo estilhaçaram-se no processo de sua transferência para a cidade. A Imagem idealizada encerra um convite à multiplicação de valores, dadas as idiossincrasias físicas de cada um, que, além disso, possuiu desejos opostos. (SENNETT, 1997, p.23)

Tendo ciência das críticas lançadas às idéias de Sennett, as quais julgam o autor como um teórico romântico que apresenta uma visão saudosista e idealizada. Não obstante, sua contribuição fundamental neste trabalho se dá a partir do estudo da cidade moderna e as relações humanas pautadas pelo capitalismo e pela lógica do trabalho. Aspectos que determinam a organização espacial das cidades e caracterizam o efeito de efemeridade atribuída aos valores e desejos dos indivíduos. Por essa perspectiva de Sennett é possível nessa pesquisa estabelecer entendimentos do campo da sociologia da cultura que são fundamentais para observar o conceito de cidade, arquitetura e ocupação humana, contornos inalienáveis das obras do autor, inerentes aos processos de criação artísticas que buscam estabelecer diálogos com o espaço público.

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―Árvores‖ – Clarice Lima – intervenção urbana – Festival Horizontes Urbanos/ 2011. Foto: Netun Lima

Retomando a observação sobre os festivais brasileiros que buscam a cidade como território, pode-se constatar que houve nos últimos anos importantes avanços no sentido de uma real apropriação da cidade. Uma busca dos curadores em estabelecer identidades estéticas que primam por um diálogo mais profundo com o espaço público. Desse panorama destaca-se a edição de 2011 do Festival Horizontes Urbanos em BH que agregou além de trabalhos de cunho performativo, ações de caráter formativo e pedagógico. Refiro-me ao workshop ―Árvores” da artista paulistana Clarice Lima que resultou em duas intervenções realizadas nos dias 14 e 15 de julho na Praça Floriano Peixoto e no Parque Ecológico da Pampulha. A proposta do

trabalho foi criar paisagens temporárias na cidade, que se tornam mais afetivas a partir do contato com os seus habitantes. Trazer seus habitantes para dentro da ação é estimular um ambiente de troca entre a performance

e a cidade, bem como criar e absorver novos significados dentro do contexto local. São estabelecidos sentidos tanto para o espaço quanto para o público, e claro também, para os participantes da performance. A artista busca selecionar em cada cidade os participantes que farão parte da intervenção. Essa metodologia faz com que cada resultado seja único, e que em cada cidade o trabalho possa refletir sobre questões próprias. Do ponto de vista da artista, a busca por uma itinerância não só na proposta, mas também nas possibilidades de ressignificação de cada espaço, possibilita uma espécie de mapeamento psico-afetivo de cada cidade, característica que particularmente prezo como metodologia e estética nos trabalhos de arte que se propõe como intervenção no espaço público.

Percebe-se que o panorama da produção e circulação da dança brasileira no contexto das cidades apesar de recente, já apresenta resultados significativos, seja na disponibilização e acesso ao público, incentivo e criação de grupos artísticos e, sobretudo, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento Arte e Cidade, movimento de arte contemporânea que objetiva refletir o homem e seu meio através da relação de seus corpos na ambiência da cidade. Neste sentido destacamos a afetividade, a crítica, o engajamento político, a resiginificação do espaço, a observância dos elementos simbólicos como pressupostos caros

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nesse debate, e que buscam alcançar a cidade além das suas fisicalidades, visualidades e texturas.

2.2 Cheios e Vazios - notas sobre um espaço em movimento

Essa pesquisa de mestrado acadêmico, objetiva a investigação de práticas em dança no contexto da cidade ao analisar processos criativos específicos que debatem as relações inerentes desse encontro. Nos processos metodológicos pelos quais caminham a pesquisa, mais do que perceber a cidade como território de legitimação da arte contemporânea difundida nos últimos anos e estabelecendo diálogos para além das matrizes artísticas, é fundamental buscar compreender a cidade em suas dimensões físicas, estruturais e urbanísticas. No escopo do trabalho ―Corpo & Cidade - Complicações em processo‖ (2012) Brito e Jacques chamam a atenção sobre possíveis metodologias de investigação do espaço urbano que de fato considerem seus habitantes:

O estudo das relações entre corpo e cidade pode, efetivamente, ajudar-nos a compreender os processos urbanos contemporâneos e, por meio do estudo dos usos urbanos do corpo ordinário, vivido, cotidiano2, mostrar-nos alguns

caminhos alternativos ao processo de espetacularização das cidades contemporâneas3. Na lógica espetacular atual, os projetos urbanos hegemônicos

buscam transformar espaços púbicos em cenários desencarnados, em fachadas sem corpo: pura imagem publicitária. As cidades cenográficas são espaços pacificados, que esterilizam a própria esfera pública política. (BRITO; JACQUES, 2012).

É importante perceber a cidade como um macro organismo, rizomático, vivo e que está em constante transformação. Apoiado por outras áreas de articulação do conhecimento, o conceito de cidade é friccionado pelas disciplinas do espaço como a geografia e a arquitetura, ganhando dimensões subjetivas no tratamento das ciências sociais e filosóficas e ganha aportes na interdisciplinaridade com a psicologia e com as ciências comportamentais. No campo das artes, o conceito de cidade emerge com certa robustez por seus intercâmbios semióticos com as citadas áreas do conhecimento humano.

Esta pesquisa entende a cidade como um sistema de espaços, lugares e territórios, autônomos ou interdependentes, cheios ou vazios, poéticos ou matemáticos, esparsos ou condensados, ficcionais ao mesmo tempo em que físicos e estruturalmente (des)organizados. Em meio a essas complexas encruzilhadas é preciso estabelecer um olhar para um recorte de

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uma situação afim, visando buscar compreender a cidade não pelo todo, mas por uma de suas partes. Selecionamos aqui a praça pública, por força do processo de criação do espetáculo ―Anjos d’Água‖, pois é neste espaço que se realizam as ações desse espetáculo.

Belgede KABUL VE ONAY SAYFASI (sayfa 37-0)