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3.1. Firma Değerlemesi Đle Đlgili Yaklaşımlar Ve Firma Değerleme Yöntemleri

3.1.1. Maliyet Yaklaşımı

Em 2002 a Comissão – naquele momento coordenada pelo artista plástico José Alberto Pinho Neves – começa a realizar um novo inventário. Desta vez pela própria equipe da Divisão de Patrimônio Cultural da prefeitura - DIPAC. O trabalho se desenrolou até 2005 e pela primeira vez mostrou uma maior preocupação em incluir os bairros um pouco mais afastados da região central da cidade. Data deste ano também a entrada na Comissão de Paulo Gawriszewski, arquiteto que a partir de então assumiria papel destacado nos trabalhos sobre o patrimônio no DIPAC e na Comissão.

Para além de uma atualização e ampliação do inventário do patrimônio cultural, o coordenador defendia no ano seguinte a revisão da Lei 7282. Afirmava a necessidade de uma adequação aos termos da lei federal sobre patrimônio cultural, bem como da regulamentação de um regimento interno da CPTC. Os membros da comissão destacaram a necessidade de se explicitar melhor alguns termos como a figura da Declaração de Interesse Cultural, um novo prazo para reabertura de tombamento de um mesmo objeto, etc. O principal ponto, no entanto foi levantado por Paulo Gawrizewski ao defender o caráter deliberativo da comissão. A proposta era uma tentativa de concentrar o poder de avaliação do que deveria ou não ser classificado como patrimônio nas mãos da CPTC, não ficando esta a reboque de uma decisão do prefeito da cidade.

A primeira proposta do novo texto foi apresentado em maio de 2003. Havia sido elaborado pela Divisão de Patrimônio com o auxílio do jurista Conselheiro Wilson Jabour Júnior. Para tal o grupo reuniu referência e legislações de vários países e cidades no Brasil que atuavam no campo do patrimônio cultural e vinham incorporando já a noção de patrimônio imaterial.

No ano de 2004 a política de preservação do patrimônio local ganharia novos contornos. A Lei 7282 foi revogada implantando-se um novo texto jurídico, a Lei 10777 de 15 de julho de 2004. O documento buscava aprimorar os termos do anterior, para além de uma atualização e adequação em relação a um novo cenário da categoria patrimônio que emergiu nos últimos anos, expresso no Brasil pelo Decreto Federal 3551 de 04 de agosto de 2000, o patrimônio imaterial. O “surgimento” e sucesso desta categoria reflete uma série de processos ocorridos a partir da segunda metade do século XX, como a

140 disseminação do uso antropológico da noção de cultura e as demandas de um mundo pós- colonial. Segundo kirshenblat-Gimblett:

“Over several decades of trying to define intangible heritage, previously and sometimes still called folklore, there has been an important shift in the concept of intangible heritage to include not only the masterpieces, but also the masters. The earlier folcklore model supported scholars and institutions to document and preserve a record of disappearing traditions. The most recent model seeks to sustain a living, if endangered, tradition by supporting the conditions necessary for a cultural reproduction. This meaning according value to the ‘carriers’ and ‘transmiters’ of traditions, as well as to their habitus and habitat.” (kirshenblat- Gimblett, 2004:53)

No Brasil o patrimônio imaterial enquanto objeto de política pública desloca em última instância as categorias de arte e história do posto de entradas principais para se pensar o patrimônio brasileiro para o segundo plano. Agora, colocou-se antes a dicotomia material/imaterial. Acredita-se que a confluência destas duas categorias darão conta da diversidade brasileira, encampando terrenos que até então não haviam sido tocados de modo adequado pela agência. De tal forma, a diferença entre tangíveis e intangíveis é menos entre o fato de algo ser ou não palpável, mas de modelos de apresentar a nação. A uma nação construída discursivamente sobre a pedra e cal e que representava, sobretudo as elites, caminha agora com uma outra caráter supostamente amplo, agregando os mais variados elementos, sobretudo aqueles outrora denominados por categorias como folclore e cultura popular.

Bens tangíveis Bens móveis e imóveis

Livro do tombo Conjuntos urbanos

Bens Intangíveis Formas de expressão

Livro de registro Ofícios

Saberes Lugares

Tornou-se lugar comum afirmar que a preocupação com os bens imateriais no país remontam a um período anterior ao Decreto 3551/2000. De fato, paulatinamente foi-se construindo uma biografia para esta categoria no Brasil. Num primeiro momento trçes referências foram utilizadas na construção desta historicidade. A primeira é o pré-projeto de lei formulado por Mário de Andrade, e adotado com algumas mudanças no Decreto Lei

141 25 de 1937. Em seu pré-projeto Mario Andrade esboça uma concepção de patrimônio octogonal, onde a entrada principal é a arte. No sentido andradiano a categoria arte se aproxima de uma noção de cultura, como toda e qualquer manifestação humana. Sob sua ótica as manifestações populares seriam uma das formas de arte, ou das manifestações humanas, e consequentemente o que se convencionou hoje chamar de patrimônio imaterial se fazia presente neste projeto como uma das categorias de pensar o patrimônio nacional.

A segunda referencia utilizada na construção da trajetória do patrimonio imaterial do país é Aloísio Magalhães. No período em que esteve à frente do Centro Nacional de Referencia Cultural – e em seguida pela Fundação Cultural Pró-Memória -, o discurso impresso por Aloísio Magalhães tinha por objetivo a superação de um modelo de nação, apresentando um Brasil diverso e culturalmente heterogêneo. Em sua proposta, a autenticidade da cultura brasileira seria o resultado de um processo histórico, que liga presente, passado e futuro. A autenticação é feita por meio de noções como referência e produção cultural. A nação é visualizada como uma pluralidade de grupos e segmentos sociais. Neste viés, haveriam tantos passados quanto grupos sociais ligados, entretanto, por um elemento unificador que é a nação. Os bens culturais seriam os meios pelos quais os diferentes setores da nação se expressariam no fluxo histórico. Amplia-se assim, o leque de bens passíveis de serem deslocados de seu contexto cotidiano para se tornarem também patrimônio cultural. Os principais pontos de embate na proposta de Aloísio Magalhães se revelam na superação da visão tradicional de Rodrigo Mello Franco, no reconhecimento da diversidade e nos próprios conflitos que essa pluralidade suscita na criação de uma coesão social.

Outra referência, até então pouco citada no que se refere às reflexões sobre patrimônios culturais, é a constituição de 1988. O artigo 216 apresenta o patrimônio cultural brasileiro constituído por “bens de natureza material, imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. Perceba-se que a concepção de patrimônio presente na documentação é um tanto quanto abrangente, buscando abarcar a totalidade de grupos constituintes da nação. Seus efeitos em termos de ação, no entanto, não foram significativos a ponto de alterar o quadro vigente.

Não obstante estes termos, a preocupação com o patrimônio cultural já havia sido expressa em textos constitucionais anteriores. A primeira referencia neste âmbito é a

142 Constituição de 1934. Em seu artigo 10, item III consta que compete à União e Estados: “proteger as belezas naturais e os monumentos de valor histórico ou artístico, podendo impedir a evasão de obras de arte;”. Tais termos são complementado no artigo 148 onde se lê que caberia além das instancias governamentais citadas, também aos municípios: “favorecer e animar o desenvolvimento das ciências, das artes, das letras e da cultura em geral, proteger os objetos de interesse histórico e o patrimônio artístico do País, bem como prestar assistência ao trabalhador intelectual.” O texto seguinte, de 1937 possui redação semelhante. No entanto nota-se uma ampliação da definição sobre o que é este patrimônio entendido agora como os monumentos históricos, artísticos e naturais, além das paisagens ou lugares particularmente dotados pela natureza,,gozariam da proteção das três instancias do podwer federal, estadual e municipal. Uma inovação é a insersão de uma pena contra infrações: “Os atentados contra eles cometidos serão equiparados aos cometidos contra o patrimônio nacional.” O texto posterior de 1946 segue o mesmo raciocínio apresentado. Possui uma redação mais breve e não fala em punições. Apresenta, por outro lado, uma maior especificidade quanto ao uso dos termos histórico e artístico ao afirmar que: “As obras, monumentos e documentos de valor histórico e artístico, bem como os monumentos naturais, as paisagens e os locais dotados de particular beleza ficam sob a proteção do Poder Público.” O estilo de escrita perdura no texto posterior de 1967, surgindo a ideia de paisagem natural e incluindo o arqueológico: “Ficam sob a proteção especial do Poder Público os documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico, os monumentos e as paisagens naturais notáveis, bem como as jazidas arqueológicas.”

A diferença essencial entre estas redações e a elaborada na Constituição de 1988 dialoga com a ampliação conceitual que ela apresenta. Se os textos anteriores são regidos pelos monumentos e exuberâncias naturais, a atual constituição abre margem para os aspectos cotidianos e intangíveis da cultura como objeto de patrimônio. Para além disso este texto discorre de maneira mais detalhada sobre o que pretende definir.

A quarta referencia desta historiografia é a Carta de Fortaleza, de 1997. O documento resultou de um seminário realizado na cidade homonima com objetivo de discutir estratpegias de proteção do patrimônio imaterial. Foram discutidas experiencias nacinais e internacionais voltadas para as culturas tradicionais e populares, possiveis formas de atuação insitucional, para além da propria categoria patrimonio imaterial. O documento final recomendava o aprofundamento das discussões e estudos paa a criação de

143 um instrumento legal de proteção, sendo indicado o ‘registro’ como principal mecanismo de preservação (IPHAN, 2012).

Para além deste conjunto de elementos foi incorporado na biografia da categoria patrimonio imaterial, logo em seguida, o que se convencionou chamar de movimento folclórico. O período que se estende de 1947 até 1964 é recorrentemente apresentado como um momento de efervescência, ou “de uma grande mobilização em torno desse tema [no Brasil], que foi identificada pelos seus próprios integrantes na época como um ‘movimento folclórico’.” (VILHENA, 1997). Este movimento obteve significativo êxito realizando diversas reuniões destinadas a debater o assunto em âmbito nacional e internacional. Foram criadas agências estatais, entre elas o atual Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, como reflexo da expressividade do movimento.

Menos citados nesta trajetória que culmina na elaboração da categoria do patrimônio imaterial são os movimentos sociais – de defesa dos direitos dos negros, indígenas, imigrantes, entre tantos outros. Pode ser mencionado também a atuação de departamentos de pesquisa das universidades e outras instituições, bem como a multiplicação de órgãos estaduais e municiais de preservação chamando a atenção para novos elementos passíveis de serem patrimonializados. A atuação destes agentes teve um papel importante na redefinição do cenário e elaboração discursiva sobre patrimônios culturais no país (LONDRES, 2001:189).

Este conjunto de referencias dialoga com uma panorama internacional, no mundo ocidental, regulado pela Unesco. A preocupação deste órgão com estes segmentos culturais remontam a segunda metade da década de 1940. Após a Segunda Guerra Mundial o órgão recomenda aos países signatários a criação de comissões destinadas a documentação e salvaguarda das manifestações folclóricas. Daí o surgimento da Campanha de Defesa de Folclore no Brasil e organismos diversos outros países. Na década de 1970, esta preocupação é novamente colocada a partir de uma reação de países do cone sul ao texto da Convenção da Salvaguarda do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural. Capitaneados pela Bolívia este conjunto de países postulavam a necesidade de preservação das expressões da chamada cultura tradicional e popular e não só os bens móveis e imóveis, conjuntos arquitetônicos e sítios urbanos ou naturais. Reivindicaram a realização de estudos para dar forma a uma proteção jurídica a esta categoria de bens. O resultao desta movimentação foi a Recomendação sobre a salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular,

144 de 1989. O desenrolar das discussões sobre o tema culmiraram em 2003 com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial durante a 32ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas.

Estes marcos legais criam uma historicidade para o Decreto 3551 de 4 de agosto de 2000, que institui o registro de bens imateriais no país. O documento é narrado como o culminar de um processo e inicio de uma ação sistemática do estado brasileiro em ambito feredal na salvaguarda destes bens. O que ele trás de novo em relação à inciativas anteirores, para além de reformulações conceituais é a instituição de um instrumento jurídico para dar suporte a um projeto de ação, que é o registro.

O registro é um instrumento de preservação, formulado no intuito de dar conta do caráter dinâmico em permanente reconstrução dos considerados bens de caráter intangível. Em linhas gerais, ele assegura o compromisso por parte do Estado em salvaguardar estes bens, documentando-os, apoiando-os e acompanhando suas transformações. Em âmbito federal, sob a orientação do IPHAN, prevê a produção de conhecimento sobre os bens registrados através de dossiês de registro que resultam de um levantamento exaustivo, a partir de uma metodologia específica de inventário.188 Este objetiva uma espécie de radiografia dos bens culturais que considere sua trajetória, elementos contextuais, os atores que participam do processo, suas permanências, mudanças e apropriações. Deve fornecer um leque variado de fontes, incluindo textos, imagens, vídeos e outros elementos que acharem convenientes, de modo a possibilitarem a apresentação do objeto em pauta.

Em comparação com o tombamento, os trâmites para encaminhar um pedido de registro são mais complexos – considerando as orientações estipuladas pelo IPHAN. A documentação mínima exigida – tal qual estipulada pelo Iphan – demanda o auxílio e envolvimento de uma rede de especialistas como fotógrafos, filmadores, etnógrafos, etc. O intuito neste caso é o de gerar uma rede de informações de modo uniforme, que possam estar acessíveis em futuro banco de dados. No caso de tombamentos, esse processo é mais simples e num certo sentido democrático. Os encaminhamentos de solicitações de tombamento não estipulam uma documentação mínima tão elaborada como o registro. Em

188 A metodologia de inventário adotada pelo IPHAN para o patrimônio imaterial é INRC – Inventário Nacional de Referencias Culturais, cujo objetivo é “produzir conhecimento sobre os domínios da vida social aos quais são atribuídos sentidos e valores e que, portanto, constituem marcos e referencias de identidade para determinado grupo social.” (IPHAN. Disponível em

145 princípio, do ponto de vista burocrático, um breve dossiê que contenha dados sobre o bem e uma justificativa para seu tombamento são suficientes. A contradição neste caso é o dado de que um instrumento que sempre foi acusado de ser utilizado para privilegiar patrimônio das elites tem suas formas de uso mais democráticas que aquela dita para privilegiar as camadas populares.

Ambos, tombamento e registro preveem a inscrição em livros. Criam listas patrimoniais. Estes livros constituem-se em espécies de relíquias que guardam o inventário de todo o acervo patrimonial produzido por um grupo. A inscrição de um bem nesses livros é ato simbólico, mas também resultado de uma série de disputas. O momento de inscrição no livro é o referendar de sua suposta estabilização como patrimônio e de eliminação retórica das ambivalências. No livro não são contempladas as contestações do proprietário de algum imóvel ou as queixas de um grupo rival a um que tenha tido seu patrimônio registrado. A inscrição no livro é o momento final da limpeza já apresentada no decreto de um bem. Eles determinam ainda o destino destes bens, pois que cada livro de registro ou tombo influencia nas diretrizes de sua salvaguarda e o tipo específico de coleção da qual faz parte.

O registro de bens imateriais trouxe também uma nova agenda de questões para o campo do patrimônio. O registro é muitas vezes entendido e apropriado por parte de seus detentores como uma janela de diálogo com o estado. Neste sentido as ações de salvaguarda do Iphan acabam por ter de dialogar com questões relativas a estratégias de cidadania e inclusão social. Numa reunião para discutir ações de salvaguardar para a capoeira em 2010, por exemplo, as reivindicações iam dos embates entre mestres de capoeira e profissionais de educação física pela autoridade e direito de ensinar capoeira até reivindicações de um sistema previdenciário para mestres de capoeira. O patrimônio imaterial trouxe a necessidade de um diálogo entre os diversos ministérios do governo para propor ações que de fato atendam aos anseios destes grupos. Este diálogo interministerial é, no entanto, um desafio a ser enfrentado.

Para além disso, uma nova categoria profissional ganhou centralidade nas discussões sobre o patrimônio. O campo outrora com predomínio de atuação de historiadores, arquitetos, museólogos, passou a ter uma forte atuação de antropólogos. Noutros termos, a autoridade para atuar na seara do atrimônio imaterial tornou-se um

146 atributo preferencial de profissionais com formação em antropologia, em função das questões que demandam associadas recorrentemente a temas como diversidade, dinamicas culturais, entre outros.

Se o desenvolvimento de iniciativas de preservação do patrimônio no âmbito local continuam se expandindo, um novo quadro também se delineou recentemente. Trata-se da incorporação do discurso do patrimônio imaterial por parte destas políticas locais de patrimônio. Este processo vem ocorrendo de modo rápido e vertiginoso. Segundo dados do IBGE do ano de 2009 (vide gráfico), um número de 401 municípios no país dispunha de legislação que contemplava o registro do patrimônio imaterial. A região sudeste concentra mais da metade destes municípios. Movimento semelhante ocorre em âmbito estadual. Um levantamento feito em 2008 indicava a presença de legislação sobre o patrimônio imaterial em 12 estados do país (CAVALCANTI; FONSECA, 2008). Hoje, três anos depois, este seguramente aumentou. No Estado de Minas Gerais, por exemplo, segundo dados do IEPHA, cerca de 700 municípios dispõem de legislação própria sobre patrimônio cultural, boa parte deles contemplando a dimensão imaterial.189 Neste caso a lei Hobin Hood foi um grande motivador deste processo.

Grandes Regiões e

Unidades da Federação

Municípios

Total Total (1) Com legislação municipal de proteção ao patrimônio cultural Natureza do bem tombado (2)

Patrimônio material Patrimônio imaterial

Brasil 5565 1618 1559 401 Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins 449 52 22 62 15 143 16 139 65 11 1 12 3 25 3 10 65 11 1 12 3 25 3 10 29 5 3 4 2 12 1 2 Nordeste Maranhão Piauí Ceará

Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia 1794 217 224 184 167 223 185 102 75 417 239 21 15 39 21 24 38 10 9 62 239 21 15 39 21 24 38 10 9 62 85 14 5 7 3 7 14 6 4 25 Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo 1668 853 78 92 645 920 676 30 51 163 920 676 30 51 163 222 147 12 15 48

147

Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul

1188 399 293 496 248 47 75 126 248 47 75 126 43 15 12 16 Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal 466 78 141 246 1 87 17 27 42 1 87 17 27 42 1 22 6 7 8 1 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009.

(1) A mesma legislação municipal de proteção ao patrimônio cultural pode tratar dos patrimônios material e imaterial. (2) O mesmo município pode ter mais de um tipo de bem tombado.

Esta ampliação pode ser entendida como mais um indício da explosão patrimonial das últimas décadas. A patrimonialização se ramifica e cria uma multiplicidade de discursos única na história. Resta averiguar se a existência de um aparato legal sobre o patrimônio imaterial corresponde a um conjunto de ações efetivas desenvolvidas por cidades e estados.

Em Juiz de Fora, o momento em que o patrimônio imaterial foi inserido na agenda da política pública de preservação coincide com uma nova administração municipal. Tal qual ocorrido em 1989, Alberto Bejane fora novamente eleito prefeito da cidade, sucedendo Tarcísio Delgado. Em 2008 foi afastado e preso por denuncias de corrupção. De sua gestão cabe indicar uma relativa continuidade ao trabalho que vinha se desenvolvendo. Não ocorreram por exemplo, mudanças significativas na CPTC.

A nova Lei trouxe diferentes propostas para se pensar o patrimônio juizforano, a começar pela própria definição do que é esse patrimônio. Ele aparece constituído agora “pelos bens materiais – imóveis, móveis e integrados -, públicos ou privados e bens imateriais existentes em seu território”.190 Junto dessa nova definição surge também um

novo critério de atribuição cognitivo para esses bens. Não se fala mais em valores, mas no fato de serem “portadores de referência a identidade juizforana”191, embora estes mesmos

Benzer Belgeler