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IV. ELMALILI TEFSİRİ'NİN GENEL TANITIMI

3.3. Elmalılı Tefsirinde Yahudilerin Eleştirilen Karakterleri

3.3.7. Mala Düşkünlükleri ve Cimrilikleri

caix ot ar ia, m iolos de painéis, br inquedos, et c.

Baixo

On d e: * as in f or m ações são in f er ên cias f eit as com b ase n as sim ilar id ad es d as esp écies d os g r u p os com as esp écies eleit as t r ad icion ais em cad a g r u p o.

* * a classif icação em b aix o, m éd io e alt o f oi est ab elecid a liv r em en t e e t em o ob j et iv o d e at r ib u ir u m a n oção d o v alor d e m er cad o d as esp écies.

4 . 5 . 2 . 7 Í n d ice d e I m p or t â n cia d a Esp é cie ( I N D ) d os g r u p os

A Tabela 25 apr esent a a dist r ibuição dos gr upos de acor do com o núm er o de espécies, I ND t ot al e im por t ância r elat iv a per cent ual.

O I ND t ot al r efer e - se à som a dos v alor es dos I ND’s das espécies d e cada gr upo, em per cent ual. A im por t ância r elat iv a per cent ual ( I R% ) r eflet e a m édia ponder ada do I ND t ot al de cada gr upo t endo em cont a o núm er o de espécies em cada gr upo. O I R% é calculado pela m édia sim ples ent r e o per cent ual r elat iv o ao núm er o de espéc ies de cada gr upo em r elação ao núm er o t ot al de espécies do est udo ( 187) , com o per cent ual r elat iv o ao I ND t ot al de cada gr upo.

Tabela 25. Dist r ibuição dos gr upos das espécies for m ados pela análise m ult iv ar iada de acor do com o núm er o de espécies, I ND t ot al e im por t ância r elat iv a per cent ual.

GRUPO ESPÉCI ES % I N D TOTAL % I R%

1 3 3 17,6 9 , 9 1 8 10,4 14,0 2 4 6 24,6 1 6 , 3 1 8 17,1 20,8 3 1 9 10,2 1 3 , 2 4 5 13,8 12,0 4 4 6 24,6 3 7 , 7 6 1 39,4 32,0 5 4 3 23,0 1 8 , 5 1 0 19,3 21,2 TOTAL 1 8 7 100,0 95, 752 * 100,0 100,0

On d e : I ND TOTAL = ín d ice d e im p or t ân cia t ot al d as esp écies d o g r u p o ( I NDespécies do gr upo)

I R% = im por t ân cia r elat iv a per cen t u al ( ( % espécies + % I ND t ot al) . 2- 1)

* v alor r ef er en t e às 1 8 7 esp écies d o est u d o d e ag r u p am en t os, sen d o q u e a d if er en ça p ar a 1 0 0 % , o u sej a, 4 , 2 4 8 % , se d ev e à au sên cia d as esp écies d escon h ecid as, d as n ão id en t if icad as b ot an icam en t e e d as n ão en con t r ad as n a lit er at u r a.

O Gr upo 4 foi o que apr esent ou o m aior e o Gr upo 3 o m enor I R% ent r e os gr upos. Os Gr upos 2 e 5 m ost r ar am- se equ ilibr ados e o Gr upo 1 r ev elou o m enor v alor com r elação a esse índice. No caso do Gr upo 4, o v alor m ais elev ado do I R% é at r ibuído à pr esença da espécie Cast anheir a ( Cas0 5 8 ) , cuj o I ND de 1 4 , 7 3 3 % foi dispar ado o m aior ent r e t odas as espécies do est udo.

Par a cada um dos gr upos, as 1 0 espécies que m ais se dest acar am com r elação ao I ND for am :

Gr u p o 1 : Abíu ( Abi0 0 1 ) 1 , 5 5 5 % ; Man it ê ( Man 1 3 9 ) 1 , 2 0 0 % ; Pam a - pr et a ( Pam 1 5 6 ) 1 , 1 6 8 % ; Cer n am bi- de- índio ( Cer 0 6 6 ) 0 , 9 7 8 % ; Car apanaúba- am ar ela ( Car 0 5 3 ) 0,774% ; I ngá- v er m elh a ( I ng1 0 7 ) 0 , 6 6 4 % ; Taboar ana ( Tab1 8 4 ) 0 , 6 1 5 % ; Pam a - am ar ela ( Pam 1 5 4 ) 0 , 4 2 4 % ; Abiur ana ( Abi0 0 3 ) 0 , 3 2 0 % ; e, Mat am at á ( Mat 1 4 3 ) 0,288% .

Gr u p o 2: Br eu- v er m elho ( Br e042) 3, 130% ; Cat uaba ( Cat 059) 1, 769% ; Tax i- pr et o ( Tax 190) 1, 251% ; Violet a ( Vio201) 1, 102% ; Maçar anduba ( Mac1 3 3 ) 1 , 0 0 6 % ; Jit ó- br anco ( Jit 119) 0, 950% ; Am ar elão ( Am a012) 0, 771% ; Ar oeir a ( Ar o032) 0, 689% ; An g ico- am ar elo ( Ang025) 0, 672% ; e, Angelim- am ar goso ( Ang017) 0, 656% .

Gr u p o 3: Cum ar u- fer r o ( Cum 0 7 4 ) 3 , 7 4 3 % ; I pê- am ar elo ( I pe1 1 0 ) 2 , 0 9 0 % ; Ju t aí ( Jut 1 2 3 ) 2 , 0 0 2 % ; Cupuaçu- br av o ( Cup076) 1, 755% ; Rox inho ( Rox 173) 1, 054% ; I m bir indiba- am ar ela ( I m b1 0 0 ) 1 , 0 1 7 % ; Tam ar ina ( Tam 1 8 5 ) 0 , 8 0 7 % ; Acar iquar a ( Aca010) 0, 148% ; Pit aíca ( Pit 169) 0, 140% ; e, Tax ir ana ( Tax 192) 0, 132% .

Gr u p o 4: Cast anheir a ( Cas0 5 8 ) 1 4 , 7 3 3 % ; Tauar i ( Tau1 8 8 ) 5 , 3 8 2 % ; Cu m ar u- cet im ( Cum 0 7 3 ) 4 , 3 1 2 % ; Cam bar á ( Cam 0 5 0 ) 1 , 7 5 1 % ; Xix á ( Xix 2 0 2 ) 1 , 4 7 1 % ; Angico ( Ang024) 1, 459% ; Guar iúba ( Gua096) 1, 286% ; Espinheir o - pr et o ( Esp085) 1, 114% ; Angelim ( Ang016) 1, 071% ; e, Piqui ( Piq167) 0, 933% .

Gr u po 5 : Ser ingueir a ( Ser 179) 4, 1 3 3 % ; Sam aú m a ( Sam 1 7 4 ) 2 , 3 0 7 % ; Caucho ( Cau061) 1, 745% ; Copaíba ( Cop068) 1, 499% ; Jequit ibá ( Jeq118) 1, 339% ; Apuí ( Apu026) 1, 056% ; Mar upá ( Mar 142) 1, 031% ; Sam aúm a - pr et a ( Sam 176) 0, 602% ; Pau- sangue ( Pau162) 0,544% ; e, Cedr o ( Ced063) 0,520% .

A análise dos I ND’s das espécies é par t e indispensáv el ao planej am ent o em se pensando no m anej o flor est al. Em ger al, baseando- se nesse índice, v er ificou- se que t odos os gr upos possuem espécies com bom pot encial par a o m anej o. Não houv e concent r ações de espécies com v alor e s dos I ND’s alt os ou baix os em qu alqu er u m dos gr u pos, o qu e dem on st r a qu e h á, n a ár ea do est u do, espécies apt as e em quant idades suficient es par a t odos os t ipos de usos apont ados par a os gr upos.

4 . 5 . 3 Ag r u p a m e n t o s co n sid e r a n d o a p e n a s a s p r in cip a is p r o p rie d a d e s f ísica s e m e câ n ica s p a r a d if e r e n t e s u sos f in a is

Por m eio da análise m ult iv ar iada, pr ocessada no pr ogr am a SAS, r ealizou- se agr upam ent os consider ando apenas as pr incipais pr opr iedades par a os seguint es usos finais: a) Const r ução pesada ( v igam ent os, colu n as, et c. ) ; b) Const r ução lev e ( peças de cober t ur a, caibr os, et c. ) ; c) Móv eis; d) Assoalhos; e, e) Post es e dor m ent es.

Com o j á m encionado, o cr it ér io ut ilizado par a a seleção das espécies m ais apr opr iadas aos difer ent es usos finais foi o de “ r obust ez” , ou sej a, ent r e os gr upos for m ados pela análise m ult iv ar iada par a cada uso final, for am selecionados

aqueles possuidor es das espécies com os pr im eir os e os segundos m aior es v alor es das pr opr iedades consider adas, denom inados Gr upo Pr incipal e Gr upo Secundá r io, r espect iv am ent e.

A Figur a 47 apr esent a o diagr am a em for m a de “ copa de ár v or e inv er t ida” , for necido pelo pr ogr am a SAS, par a o uso final “ const r ução pesada” .

Figur a 47 - Diagr am a for m ado pela com binação das pr incipais pr opr iedades físicas e m ecân icas par a o uso final “ const r ução pesada” .

No agr u pam en t o par a “ con st r u ção pesada” , em qu e for am u t ilizadas as pr opr iedades FEr e CI r , for am selecionadas 12 espécies per t encent es ao Gr upo Pr incipal ( pr im eir as em “ r obust ez” ) e 41 espécies per t encent es ao Gr upo Secundár io ( segundas em “ r obust ez” ) . São list adas a seguir t ais espécies:

Gr u p o p r in cip a l: Abiu r an a- folha- cin zen t a (Abi006) ; Abiu r an a- v er m elh a (Abi0 0 8 ) ; Cu m ar u- ferro ( Cum 0 7 4 ) ; Cu pu açu - br avo ( Cu p0 7 6 ) ; I ngá- v er de ( I ng1 0 6 ) ; I pê- am ar elo ( I pe110) ; I t aúba- pret a ( I t a112) ; Jacar andá ( Jac114) ; Pit aíca ( Pit 169) ; Quina- quina- am ar ela ( Qui172) ; Rox inho ( Rox 173) ; e, Tam ar ina ( Tam 185) .

Gr u p o se cu n d á r io : Abíu ( Abi0 0 1 ) ; Abíu- br av o ( Abi0 0 2 ) ; Abiu r an a ( Abi0 0 3 ) ; Acar iquar a ( Aca010) ; An g i co- am arelo ( Ang025) ; Ar a çá (Ar a030) ; Bacuri- de- ant a ( Bac035) ; Baj ão ( Baj 037) ; Bálsam o ( Bal039) ; Car apanaúba- am ar ela ( Car 0 5 3 ) ; Car apanaúba- p r et a (Car 054) ; Car ipé- b r an co (Car 055) ; Car ipé- v er m elh o (Car 0 5 7 ) ; Co açu (Coa0 6 7 ) ; Cu m ar u r an a (Cum 0 7 5 ) ; Envir a - san g u e (Env 083) ; Fav a- or elinha ( Fav 089) ; Fei j ão zi n h o (Fei0 9 1 ) ; I ngá ( I ng101) ; I ngá- de- v ár zea ( I ng102) ; I ngá- ferro ( I ng103) ; I ngá- m irim ( I ng1 0 4 ) ; I ngá- pr et a ( I ng105) ; I ngá- v er m elha ( I ng107) ; I nhar é ( I nh1 0 8 ) ; I t aúba ( I t a111) ; Ju t aí ( Jut 123) ; Louro - chum bo ( Lou131) ; Macu cu- chiador ( Mac134) ; Macu cu- sangue ( Mac135) ; Mar ax im bé- v er m elh o (Mar 1 4 0 ) ; Muir ax im bé- b r an co (Mui147) ; Mu r ici (Mu r 1 5 0 ) ; Pam a - am ar ela ( Pam 154) ; Pam a - p r e t a (Pam 156) ; Pau- co n ser v a (Pau158) ; Pi n t ad i n h o (Pin 1 6 6 ) ; Sucupir a - pr et a ( Suc183) ; Taboar an a ( Tab1 8 4 ) ; Tat aj u ba ( Tat 1 8 7 ) ; e, Tax ir ana ( Tax 19 2 ) .

A Figur a 48 apr esent a o diagr am a em for m a de “ copa de ár v or e inv er t ida” , for necido pelo pr ogr am a SAS, par a o uso final “ const r ução lev e” .

Figur a 48 - Diagr am a for m ado pela com binação das pr incipais pr opr iedades físicas e m ecânicas par a o uso final “ const r ução lev e” .

No agr upam ent o par a “ const r ução lev e” , em que for am ut ilizadas as pr opr iedades FEr e 1 . CTV- 1 ( cont r ação v olum ét r ica inv er sa) , for am selecionadas 12 espécies per t encent es ao Gr upo Pr incipal ( pr im eir as em “ r obust ez” ) e 65 espécies per t encent es ao Gr upo Secundár io ( segundas em “ r obust ez” ) . As espécies do Gr upo Pr incipal for am coincident es com as do uso “ const r ução pesada” , o que é at r ibuído ao cr it ér io de “ r obust ez” ut ilizado e, pr esum iv elm ent e, ao m aior poder discr im inant e de FEr em r elação às ou t r as pr opr iedades ( CI r e 1 . CTV- 1) pr esent es nos dois agr upam ent os. São list adas a seguir t ais espécies:

Gr u p o p r in cip a l: Abiu r an a- folha- cin zen t a (Abi006) ; Abiu r an a- v er m elh a (Abi0 0 8 ) ; Cu m ar u- ferro ( Cum 0 7 4 ) ; Cu pu açu - br avo ( Cu p0 7 6 ) ; I ngá- v er de ( I ng10 6) ; I pê- am ar elo ( I pe110) ; I t aúba- pr et a ( I t a112) ; Jacar andá ( Jac114) ; Pit aíca ( Pit 169) ; Quina- quina- am ar ela ( Qui172) ; Rox inho ( Rox 173) ; e, Tam ar ina ( Tam 185) .

Gr u p o se cu n d á r io : Abíu ( Abi0 0 1 ) ; Abíu- br av o ( Abi0 0 2 ) ; Abiu r an a ( Abi0 0 3 ) ; Acar iquar a ( Aca010) ; Angelca ( Ang014) ; An gelim- am ar goso ( An g0 1 7 ) ; An g ico- am ar elo ( Ang025) ; Ar açá (Ar a030) ; Ar oeir a (Ar o0 3 2 ) ; Bacur i ( Bac034) ; Bacur i- de- an t a ( Bac035) ; Baj ão ( Baj 037) ; Bálsam o ( Bal039) ; Br eu- v er m elh o ( Br e042) ; Cabelo - de- cut ia ( Cab0 4 4 ) ; Car apanaúba- am ar ela ( Car 053) ; Car apanaúba- pr et a ( Car 054) ; Car ipé- b r an co (Car 055) ; Car ipé- v er m elh o (Car 0 5 7 ) ; Cer n am bi- de- índio ( Cer 066) ; Co a çu (Coa0 6 7 ) ; Co p i n h o (Cop0 7 0 ) ; Cu m ar u r an a (Cum 0 7 5 ) ; Envira - a m a r el a (Env 078) ; Envir a - condur u ( Env 080) ; Envira - sa n g u e (En v 0 8 3 ) ; Far inha- sêca ( Far086) ; Fav a- orelinha ( Fav 0 8 9 ) ; Feij ãozinho ( Fei0 9 1 ) ; Grão- de- galo ( Gr a094) ; I m bir indiba- am ar ela ( I m b100) ; I ngá ( I ng101) ; I ngá- de- v ár zea ( I ng102) ; I ngá- fer r o ( I ng103) ; I ngá- m irim ( I ng104) ; I ngá- pr et a ( I ng105) ; I ngá- v er m elha ( I ng107) ; I nhar é ( I nh108) ; I nhar é - ama relo ( I nh109) ; I t aúba ( I t a111) ; Jat obá ( Jat 116) ; Ju t a í (Jut 123) ; Lar an j in h a (Lar 1 2 4 ) ; Louro - ch u m b o (Lou131) ; Macu cu- chiador ( Mac1 3 4 ) ; Macu cu- sangue ( Mac135) ; Man it ê ( Man139) ; Mar ax im bé- v er m elho ( Mar 1 4 0 ) ; Mat am at á ( Mat 1 4 3 ) ; Mu ir ax im bé- br anco ( Mu i1 4 7 ) ; Mur ic i ( Mur 150) ; Mu r u r é (Mu r 1 5 1 ) ; Pa c o t e (Pac153) ; Pam a - am ar ela ( Pam 1 5 4 ) ; Pam a - pr et a (Pam 1 5 6 ) ; Pau- con ser v a (Pau1 5 8 ) ; Pa u- m ar fim (Pau 1 6 1 ) ; Per eir o (Per 1 6 5 ) ; Pint adinho ( Pin 1 6 6 ) ; Sucupir a - am ar ela ( Suc1 8 1 ) ; Sucupir a - pr et a ( Suc1 8 3 ) ; Taboar ana ( Tab1 8 4 ) ; Tat aj uba ( Tat 187) ; Tax ir ana ( Tax 192) ; e, Xixuá ( Xix 2 0 4 ) .

A Figur a 49 apr esent a o diagr am a em for m a de “ copa de ár v or e inv er t ida” , for necido pelo pr ogr am a SAS, par a o uso final “ m óv eis” .

Figur a 49 - Diagr am a for m ado pela com binação das pr incipais pr opr iedades físicas e m ecânicas par a o uso final “ m óv eis” .

No agr upam ent o par a “ m óv eis” , em que for am ut ilizadas as pr opr iedades FEr , CPpar , FDr e 1 . CTV- 1 ( cont r ação v olum ét r ica inv er sa) , não foi possív el ident ificar gr upos capazes de r epr esent ar espécies par a esse uso fin al, pois o diagr am a m ost r a que em pr at icam ent e t odos os gr upos for m ados ex ist em espécies indicadas par a confecção de m óv eis. Esse r esult ado dem onst r a que as pr opr iedades r equer idas par a a seleção de espécies par a “ m óv eis” não se lim it am às físicas e m ec ânicas. Pr ov av elm ent e, se t iv essem sido incluídas out r as pr opr iedades ( t r abalhabilidade, pr opr iedades de colagem , acabam ent o, fix ação de pr egos, cor , et c. ) hav er ia m aior eficácia no agr upam ent o r ealizado.

A Figur a 50 apr esent a o diagr am a em for m a de “ copa de árvore inv er t ida” , for necido pelo pr ogr am a SAS, par a o uso final “ assoalhos” .

Figur a 50 - Diagr am a for m ado pela com binação das pr incipais pr opr iedades físicas e m ecânicas par a o uso final “ assoalhos” .

No agr upam ent o par a “ assoalhos” , em que for am ut ilizadas as pr opr iedades FEr , DUt r , FDr e 1 . CTV- 1 ( cont r ação v olum ét r ica inv er sa) , for am selecionadas 1 9 espécies per t encent es ao Gr upo Pr incipal ( pr im eir as em “ r obust ez” ) e 3 4 espécies per t en cen t es ao Gr u po Secu n dár io ( segu n das em “ r obu st ez” ) . São list adas a seguir t ais espécies:

Gr u p o p r in cip a l: Acar iq u ar a (Aca010) ; Baj ão (Baj 037) ; Cum ar u- f er r o (Cum 0 7 4 ) ; Cupuaçu- br avo ( Cup076) ; Feij ãozinho ( Fei0 9 1 ) ; I m bir indiba- am ar ela ( I m b100) ; I ngá- v er de ( I ng1 0 6 ) ; I pê- am ar elo ( I pe110) ; I t aúba- pr et a ( I t a112) ; Jacar an dá ( Jac114) ; Ju t aí ( Jut 123) ; Mar ax im b é- ver m elho ( Mar 140) ; Mu ir ax im bé- br anco ( Mui147) ; Mu r ici ( Mur 150) ; Pit aíca ( Pit 169) ; Quina- quina- am ar ela ( Qui1 7 2 ) ; Rox inho ( Rox173) ; Tam ar ina ( Tam 1 8 5 ) ; e, Tax ir ana ( Tax 192) .

Gr u p o se cu n d á r io : Abíu ( Abi0 0 1 ) ; Abíu- br av o ( Abi0 0 2 ) ; Abiu r an a ( Abi0 0 3 ) ; Angelca ( An g0 1 4 ) ; Ar açá ( Ar a0 3 0 ) ; Bálsam o ( Bal039) ; Car apanaúba- am ar ela ( Car 053) ; Car apanaúba- p r et a (Car 054) ; Car ipé- b r an co (Car 055) ; Car ipé- v er m elho

( Car 057) ; Cer n am bi- de- ín d io (Cer 066) ; Co a çu (Coa067) ; Cu m ar u r an a (Cum 0 7 5 ) ; Env ira- san g u e (Env 083) ; Fav a- or elin h a (Fav 0 8 9 ) ; I n g á (I ng101) ; I ngá- de- várzea ( I ng102) ; I ngá- f er r o (I ng103) ; I ngá- m ir im (I ng104) ; I ngá- p r et a (I ng105) ; I ngá- v er m elh a (I ng107) ; I nharé - am ar elo (I nh1 0 9 ) ; I t a ú b a (I t a111) ; Ja t o b á (Jat 1 1 6 ) ; Macu cu- ch iador (Mac1 3 4 ) ; Ma cu cu- sangue (Mac1 3 5 ) ; Man it ê (Man 1 3 9 ) ; Mat am at á ( Mat 143) ; Pam a - am ar ela (Pam 1 5 4 ) ; Pam a - p r et a (Pam 156) ; Pin t ad in h o (Pin 1 6 6 ) ; Sucupira - pr et a ( Suc183) ; Taboar ana ( Tab1 8 4 ) ; e, Tat aj uba ( Tat 187) .

A Figur a 51 apr esent a o diagr am a em for m a de “ copa de ár v or e inv er t ida” , for necido pelo pr ogr am a SAS, par a os usos finais “ post es e dor m ent es” .

Figur a 51 - Diagr am a for m ado pela com binação das pr incipais pr opr iedades físicas e m ecânicas par a os usos finais “ post es e dor m ent es” .

No agr upam ent o par a “ post es e dor m e nt es” , em que for am ut ilizadas as pr opr iedades FEr e CPpar , for am selecionadas 10 espécies per t encent es ao Gr upo Pr incipal ( pr im eir as em “ r obust ez” ) e 23 espécies per t encent es ao Gr upo Secundár io ( segundas em “ r obust ez” ) . São list adas a seguir t ais espécie s:

Gr u p o p r in cip a l: Cu m ar u- f er r o (Cum 0 7 4 ) ; Cupuaçu- b r av o (Cup076) ; I ngá- v er de ( I ng106) ; I pê- am ar elo ( I pe110) ; I t aúba- pr et a ( I t a112) ; Jacar an dá ( Jac114) ; Pit aíca ( Pit 169) ; Quina- quina- am ar ela ( Qui1 7 2 ) ; Rox inho ( Rox 173) ; e, Tam ar ina ( Tam 185) .

Gr u p o se cu n d á rio : Abiu r an a- folha- cin zen t a ( Abi006) ; Abiu r an a- v er m elha ( Abi008) ; Acar iquar a ( Aca010) ; Bacur i- de- an t a ( Bac035) ; Bálsam o ( Bal039) ; Envira - sangue ( Env 083) ; Fav a- or elinha ( Fav 0 8 9 ) ; Feij ãozinho ( Fei0 9 1 ) ; I nhar é ( I nh108) ; I t aúba ( I t a111) ; Ju t aí ( Jut 123) ; Louro - chum bo ( Lou131) ; Macu cu- chiador ( Mac134) ; Macu cu- sangue (Mac1 3 5 ) ; Mar ax im b é- v er m elh o (Mar 1 4 0 ) ; Muir ax im bé- b r an co (Mu i1 4 7 ) ; Mu r i ci (Mur 150) ; Pau- con ser v a (Pau158) ; Pin t ad in h o (Pin 1 6 6 ) ; Sucupir a - pr et a ( Suc183) ; Taboar an a ( Tab1 8 4 ) ; Tat aj u ba ( Tat 1 8 7 ) ; e, Taxir ana ( Tax 192) .

4 . 5 . 4 Con sid e r a çõe s sob r e o a g r u p a m e n t o p e lo con j u n t o d a s p r op r ie d a d e s d o e st u d o e o a g r u p a m e n t o p e la d e n sid a d e b á sica

De encont r o com o obj et iv o de classificar , ou agr upar , as m adeir as pela densidade básica ( DEb) , ou sej a, pr est ar- se com o um r efer encial aos out r os agr upam ent os, especialm ent e par a o que consider ou o conj unt o das pr opr iedades físicas e m ecân icas do est u do, são apr esen t adas a segu ir algu m as con sider ações sobr e esses dois agr u pam en t os.

De m aneir a ger al, os gr upos for m ados p e lo conj unt o das pr opr iedades for am hom ogêneos em r elação às DEb’s das espécies que os com põem . O CV% dos gr upos v ar iou de um m ínim o de 4,9 ( Gr upo 3) a um m áx im o de 18,8 ( Gr upo 5) ( v er Tabela 16) .

As espécies do Gr upo 1, que apr esent ou, ent r e os cinco gr upos a segunda m aior m édia de DEb, v ar iar am de um m ínim o de 0, 67 g. cm- 3 ( I ng101, I n g1 0 2 , I n g1 0 3 , I n g1 0 4 , I n g1 0 5 , I n g1 0 7 e Mu r 1 5 1) a u m m áx im o de 0 , 8 3 g. cm- 3 ( Cum 075) , sendo que o CV% foi 6,7.

As espécies do Gr u po 2 , qu e apr esen t ou a t er ceir a m aior m édia de DEb, v ar iar am de um m ínim o de 0, 57 g. cm- 3 ( Tax 1 9 0 ) a um m áx im o de 0 , 8 4 g. cm- 3 ( Fav 089) , sendo que o CV% foi 7, 4.

As espécies do Gr upo 3, que apr esent ou a pr im eir a m aior m édia de DEb, v ar iar am de u m m ín im o de 0 , 8 0 g. cm- 3 ( I m b1 0 0 ) a u m m áx im o de 0 , 9 7 g. cm- 3 ( Pit 169) , sendo que o CV% foi 4, 9.

As espécies do Gr upo 4, que apr esent ou a quar t a m aior m édia de DEb, v ar iar am de u m m ín im o de 0 , 4 1 g. cm- 3 ( Mor 145) a um m áx im o de 0, 75 g. cm- 3 ( Cum 073) , sendo que o CV% foi 12,8.

Por fim , as espécies do Gr upo 5, que ap r esent ou a m enor m édia de DEb, v ar iar am de u m m ín im o de 0 , 2 7 g. cm- 3 ( Mal1 3 7 ) a u m m áx im o de 0 , 5 2 g. cm- 3 ( Lou128) , sendo que o CV% foi 18,8.

A Figu r a 5 2 apr esen t a a fr eqü ên cia ( absolu t a e per cen t u al) das espécies em cada gr upo pelas classes de DEb.

1 1 (33%) 2 2 (67%) 3 0 (65%) 1 6 (35%) 9 (47%) 1 0 (53%) 2 0 (44%) 2 5 (54%) 1 (2%) 2 0 (47%) 2 3 (53%) 0 5 1 0 1 5 2 0 2 5 3 0 3 5 M é d ia P e s a d a M é d ia P e s a d a P e s a d a M u it o p e s a d a L e v e M é d ia P e s a d a M u it o l e v e L e v e Gr u p o 1 Gr u p o 2 Gr u p o 3 Gr u p o 4 Gr u p o 5 F r e q u ê n c ia d a s e s p é c ie s

Figu ra 5 2 - Dist r ibuição da fr eqüência das espécies em cada gr upo, de acor do com a classe de DEb.

Nos gr upos ocor r er am espécies de apenas duas classes de DEb, ex cet o o Gr upo 4 , onde ocor r er am espécies de t r ês classes de DEb, sendo um a classe r epr esent ada por apenas um a espécie ( Cu m ar u- cet im - Cum 0 7 3 ) . Nos Gr upos 3 e 5 houv e um cer t o equilíbr io em r elação às fr eqüências das espécies por classe de DEb.

Nos Gr upos 1, 2 e 4 pr ev alecer am , r espect iv am ent e, as espécies da classe Pesada ( 67% ) , as espécies da classe Média ( 65% ) e as espécies da classe Média ( 54% ) . Todas as espécies das classes ex t r em as ( Muit o Lev e e Muit o Pesada) , for am r eunidas som ent e em um gr upo, sendo o Gr upo 5 par a a pr im eir a e Gr upo 3 par a a segunda classe. Já as out r as classes de DEb, ou sej a, Lev e, Média e Pesada, for am dist r ibuídas em 2, 3 e 4 gr upos, sendo os gr upos 4 e 5 par a as espécies da Lev e, os gr upos 1, 2 e 4 par a as da Média, e os gr upos 1, 2, 3 e 4 par a as da Pesada.

A Figur a 53 t r az a r epr esent ação gr áfica da dist r ibuição das espécie s do est udo de acor do com a densidade básica ( DEb) , e na or dem com que for am dist r ibuídas no diagr am a for necido pela análise m ult iv ar iada.

Ao obser v ar o gr áfico da Figur a 53, per cebe- se que cada gr upo localiza- se em um nível difer ent e de DEb, excet o os Gr upos 1 e 2 onde se v er ifica que boa par t e das espécies est á no m esm o nív el de DEb. A dist r ibuição dos gr upos por DEb confir m a o r anking em r elação à gr andeza das m édias dessa pr opr iedade.

Além dos Gr upos 1 e 2, é per cept ív el no gr áfico um a sobr eposição de espécies com DEb pr óx im as em out r os gr upos, é o caso, por ex em plo, de par t e das espécies do Gr upo 3 em r elação às espécies dos Gr upos 1 e 2, que est ão na faix a de 0,75- 0 , 8 0 g . cm- 3, e par t e do Gr upo 4, em r elação aos Gr upos 2 e 5, que est ão na f aix a de 0 , 65- 0 , 5 5 g . cm- 3 e de 0,40- 0 , 5 0 g . cm- 3.

Com r elação a um ev ent ual con fr on t am en t o ent r e o agr upam ent o por DEb e os ou t r os agr u pam en t os, ou sej a, pelo con j u n t o das pr opr iedades e pelas pr opr iedades específicas aos usos finais , conclui- se não ser possív el dada à nat ur eza dest es agr upam ent os, pois, enquant o o pr im eir o env olv e apenas um a infor m ação n u m ér ica, os ou t r os t r azem em si o en v olv im en t o de v ár ias in for m ações desse gêner o. Ent r et ant o, v er ificou- se que ex ist em for t es r elações e sim ilar idades en t r e est es agrupam ent os, pois à pr opr iedade DEb est ão fir m em ent e associadas, e v ice - v er sa, a gr ande m aior ia das pr opr iedades m ecânicas, confor m e é obser v ado na lit er at ur a e com o foi dem onst r ado por est e est udo. Por m ot iv o de ser um a das pr opr iedades da m adeir a m ais facilm ent e obt idas, um a v ez que não r equer com plex as e on er osas m áqu in as de en saio, a m assa específica, r epr esen t ada aqu i por DEb, t or na- se t am bém v ant aj osa sob o pont o de v ist a econôm ico, consider ando que seus cust os de ensaio são r eduzidos. Por essas r azões, pode- se adm it ir que a m assa específica da m adeir a const it ui- se no m elhor indicat iv o par a definição dos usos dependent es da r esist ência m ecânica.

0 , 0 0 0 , 2 0 0 , 4 0 0 , 6 0 0 , 8 0 1 , 0 0 1 , 2 0 0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 1 2 0 1 4 0 1 6 0 1 8 0 E s p é c i e s ( s e q u ê n c i a c o n f o r m e o a g r u p a m e n t o p e l a a n á l i s e m u l t i v a r i a d a ) Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5

Figura 53 - Repr esent ação gr áfica da dist r ibuição das espécies do est udo confor m e os gr upos for m ados pelo con j u n t o das pr opr iedades físicas e m ecânicas com a densidade básica ( DEb) , incluindo a cir cunscr ição ar t ificial t r acej ada dos gr upos.

5 CO N CLU SÕ ES

A apr esen t ação das pr in cipais con clu sões desse t r abalh o foi div idida em : a) específicas às et apas a, b, c e d do seu obj et iv o ger al; b) quant o aos agr upam ent os das espécies pr opr iam ent e dit os; e, c) r ecom endações de car át er ger al ao t em a básico t r at ado.

a ) Esp e cíf ica s

• A baix a v ar iabilidade ( en t r e 1 5 , 8 e 1 7 , 0 ) dos coeficien t es de v ar iação percen t u al ( CV% ) dos par âm et r os abu n dân cia ( AB) , v olu m e por h ect ar e ( V) e ár ea basal por hect ar e ( ABs) , r ev ela que as 1 2 pequenas pr opr iedades com ponent es da ár ea do est udo são r elat iv am ent e hom ogêneas em r elação a esses par âm et r os. Par a a condição 1 de apr ov eit am en t o da t or a ( apr ov eit am en t o t ot al) , a h om ogen eidade é m ais acent uada, pois o CV% foi de 5, 5.

• 2, 6% das ár v or es ocor r ent es na ár ea do est udo não t iv er am qualquer r econhecim ent o em cam po nos t r abalhos do inv ent ár io flor est al a 1 0 0 % , o que dem onst r a a difícil t ar efa que é ident ificar ár v or es, pois m esm o “ m at eir os” ex per ient es não são capazes de ident ificar t oda a div er sidade flor est al ex ist ent e.

• Ver ificou- se que 2 0 espécies ocor r ent es na ár ea do est udo ( 9 , 8 % do t ot al de 2 0 4 ) r espon dem por qu ase 6 0 % do Í ndice de I m por t ância da Espécie t ot al ( som a dos I ND’s das espécies) , o que r ev ela um desequilíbr io quant o aos seus par âm et r os dendr om ét r icos, ou sej a, poucas espécies concent r am a m aior par t e das ár v or es, e conseqüent em ent e, a m aior par t e do v olum e e área basal.

• Par a as 1 8 7 espécies efet iv am ent e com ponent es do est udo de agr upam ent os, 1 1 3 ( 60, 4% ) for am localizadas na lit er at ur a por coincidência som ent e de gêner o e 74

( 3 9 , 6 % ) for am localizadas int egr alm ent e por gêner o e espécie. Esses dados d em on st r am que há um a gr ande lacuna em pesquisas sobr e as pr opr iedades t ecnológicas de espécies m adeir eir as am azônicas.

• O m ét odo ut ilizado de se at r ibuir a v ár ias espécies ( 113 espécies, ou 60, 4% das 1 8 7 ut ilizadas nos agr upam ent os) pr opr iedades físicas e m ecânicas por coin cidên cia apenas de gêner o m ost r ou- se fact ív el e apr esent ou r esult ados coer ent es.

• Os alt os v alor es dos coeficient es de cor r elação ( CCORR) da densidade básica ( DEb)

com as pr opr iedades m ecânicas, t ant o par a as 1 6 3 espécies do LPF/ I BAMA com o par a as 187 espécies do est udo, com pr ov am , confor m e é v er ificado na lit er at ur a, que a m assa específica da m adeir a t em est r eit as r elações com essas pr opr iedades.

• Os baix os v alor es dos coeficient es de cor r elação m édios ( CCORR m édios) das

pr opr iedades CTt , CTr , TRper e FDr , t ant o par a as 163 espécies do LPF/ I BAMA com o par a as 187 espécies do est udo, indicam caut elas no uso dessas pr opr iedades par a infer ir v alor es par a out r as pr opr iedades físicas e m ecânicas da m adeir a. No ent ant o,