İpek MERÇİL
3. Araştırma Bulguları
3.1. Mahpus Yakınlarının Cezaevi ile Karşılaşmaları
Em Francisco Badaró, a legislação foca o gerenciamento dos resíduos sólidos e a educação ambiental através do Código Sanitário Municipal, que é a lei base-referência no município, além de outras normalizações que criam o Conselho Ambiental e delimitam áreas de proteção.
A) Lei nº 465, de 02 de março de 1993
A Lei Orgânica, de 2 de março de 1993, estabelece a Estrutura Organizacional da Prefeitura Municipal de Francisco Badaró – MG e dá outras providências.
De acordo com o Artigo 2º, a Administração Municipal terá como parâmetro básico para o estabelecimento do plano de ação do governo, as necessidades prioritárias da população, buscando-se sempre a participação das comunidades na fixação dos programas, projetos e metas a serem alcançados (CÂMARA MUNICIPAL DE FRANCISCO BADARÓ, 1993a). Ao Departamento de Educação compete coordenar e responsabilizar-se pelo planejamento e execução das atividades de educação do e no município.
Para o Departamento de Saúde e Trabalho Social, o Artigo 14º dispõe que, através de seu Diretor, compete coordenar, responsabilizar-se e traçar normas e diretrizes, visando o cumprimento das ações de saúde pública, promover campanhas de fiscalização e educação sanitária, estimular a organização das comunidades, formular e implantar políticas sociais, com planejamento, elaboração e coordenação de programas assistenciais estimulando, desta forma, a conquista dos direitos sociais, a valorização da cidadania e a promoção do bem estar. Vale ressaltar que a Lei nº 582, de 07 de abril de 1997, separa o Departamento de Saúde do Trabalho Social, criando o Departamento de Ação social e Organização Comunitária (CÂMARA MUNICIPAL DE FRANCISCO BADARÓ, 1997).
O Artigo 15º define que ao Diretor do Departamento de Obras e Transporte compete coordenar e responsabiliza-se pela execução, conservação e fiscalização de obras municipais; aprovar e fiscalizar projetos particulares de edificações, planejamento e desenvolvimento do município; formular a política urbana de uso e ocupação do solo, saneamento, habitação e infra-estrutura viária, bem como a coordenação dos serviços de transporte.
33 Em relação ao Departamento de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Artigo 16º dispõe que compete ao seu diretor elaborar e coordenar a política agrícola, pecuária e de abastecimento, executando planos e programas para o desenvolvimento da área rural; promover a organização das comunidades prestando-lhes toda assistência necessária à melhoria de suas atividades; manter contato permanente com órgãos e entidades ligadas ao governo do Estado e Federal, buscando apoio ao desenvolvimento econômico e a melhoria das condições dos produtores.
Por fim, o Artigo 17º define para o Departamento de Cultura, Esporte e Lazer que é de sua competência propor e executar a Política da cultura, dos esportes e lazer, além de promover, estimular e orientar a prática das várias modalidades esportivas e culturais no município.
B) Lei nº 500, de 24 de novembro de 1993
A Lei nº 500, aprovada em 24 de novembro de 1993, dispõe sobre o Código Sanitário do Município de Francisco Badaró – MG.
O Artigo 1º da Lei relata que o principal objetivo desta é estabelecer normas de proteção à saúde da população do Município de Francisco Badaró, visando a garantir o bem estar dos cidadãos e da coletividade (CÂMARA MUNICIPAL DE FRANCISCO BADARÓ, 1993b). O Artigo 3º impõe que se enquadram na legislação todas as instituições e estabelecimentos que prestam serviços de saúde e que desenvolvem ações que possam interferir na saúde individual e coletiva. Estas unidades somente poderão funcionar caso estejam de acordo com o disposto no Código Sanitário municipal.
Em relação ao órgão municipal de saúde, o Artigo 6º relata que é de competência do mesmo a execução das medidas sanitárias previstas no Código, sendo que as ações de Vigilância Sanitária serão executadas por fiscais sanitários e pessoal devidamente habilitados.
O Artigo 22º dispõe que todos os quintais e terrenos baldios localizados no município ficam sujeitos às normas sanitárias previstas no Código Sanitário e serão fiscalizados em conjunto com os demais órgãos municipais.
Em relação à coleta, remoção, destinação e à disposição final dos resíduos sólidos é previsto que estes serviços serão executados diretamente pela Prefeitura ou por concessão, de
conformidade com os planos estabelecidos para as atividades regulares de limpeza urbana. O Artigo 28º ainda acrescenta que a disposição, a coleta, a remoção, o acondicionamento e o destino final dos resíduos sólidos se processarão em condições que não afetem a estética, nem tragam malefícios ou inconvenientes à saúde e ao bem estar coletivo ou individual. Os resíduos sólidos oriundos de unidades de saúde serão acondicionados, transportados e tratados por pessoal e equipamentos especializados.
O Artigo 30º proíbe o acúmulo, nas habitações e nos terrenos a elas pertencentes ou terrenos vazios, de resíduos orgânicos ou qualquer outro material que contribua para a proliferação de vetores e atraia animais. No Parágrafo único deste artigo é disposto que o órgão municipal de saúde promoverá a educação ambiental em todo o município, principalmente nas comunidades e locais habitados e não urbanizados e nos bairros.
Para os resíduos sólidos de construção civil (RSCC), o Artigo 31º desconsidera como resíduos sólidos esses materiais, os entulhos provenientes de demolições, bem como terra, folhas e galhos de jardins e quintais particulares, os quais serão removidos por responsabilidade dos respectivos inquilinos ou proprietários. A Prefeitura poderá executar os serviços de remoção dos materiais acima referidos mediante recolhimento da respectiva taxa de cobrança pelo serviço.
Em nível de competência do SUS, é disposto que compete ao mesmo a participação em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo e ambientes de trabalho.
C) Lei nº 532, de 14 de dezembro de 1994
A Lei nº 532 dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental – CODEMA – de Francisco Badaró e dá outras providências (CÂMARA MUNICIPAL DE FRANCISCO BADARÓ, 1994).
O parágrafo único do Artigo 1º define que o CODEMA é órgão colegiado, consultivo de assessoramento ao poder executivo municipal e deliberativo no âmbito de sua competência, sobre as questões ambientais propostas nesta e demais leis do município.
35 O Artigo 2º dispõe as competências do Conselho como a “proposta de diretrizes para a Política de Meio Ambiente” e a “sugestão de normas técnicas e legais, procedimentos e ações que visem à defesa, conservação, recuperação e melhoria do ambiente no município”.
Além destas ações, ainda competem ao CODEMA o exercício da ação fiscalizadora, a mobilização da população através da educação ambiental formal e informal, com ênfase para as questões locais, a proposição da celebração de convênios, contratos e acordos com entidades públicas de pesquisas e de atividades ligadas ao desenvolvimento ambiental e a identificação e informação junto à comunidade e aos órgãos públicos competentes sobre a existência de áreas degradadas ou ameaçadas de degradação.
Com intuito de trabalhar diretamente com a comunidade, ao CODEMA ainda compete o recebimento de denúncias feitas pela população, diligenciando no sentido de sua apuração junto aos órgãos responsáveis e sugerindo ao Prefeito municipal as providências cabíveis. O Artigo 4º dispõe que a composição paritária de membros do CODEMA contará com:
• um presidente na pessoa do Diretor do Departamento de Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
• um representante do poder legislativo municipal; • o titular de cada órgão do executivo municipal:
o Departamento Municipal de Saúde Pública e Assistência Social; o Departamento Municipal de Educação;
o Departamento Municipal de Obras Públicas.
• dois representantes dos órgãos da administração pública estadual que tenham em suas atribuições a proteção ambiental e o saneamento básico e que possuam representação no município, tais como EMATER e COPASA.
• dois representantes de setores organizados da sociedade, tais como: Sindicatos; Associação Comercial e pessoas comprometidas com a questão ambiental;
• um representante de entidade civil criada com o objetivo de defesa dos interesses dos moradores com atuação no município.