1 “ÇİNGENE = CİMRİ” Algısı
2. Değerlendirmeler ve Sonuç
Por sua vez, as legislações estaduais a seguir têm relação com o Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM – que, através de suas Deliberações Normativas, legisla sobre as necessidades e perspectivas do Estado de Minas Gerais. Estas normas servem como base à confecção do aparato legal necessário às administrações locais dos municípios mineiros, já que destacam e consideram as prioridades e realidades específicas, além de servir como uma das formas de defesa da comunidade.
A) Deliberação Normativa COPAM nº 07, de 29 de setembro de 1981
A Deliberação Normativa COPAM nº 07/1981 fixa normas para disposição de resíduos sólidos. Segundo o Artigo 1º da Deliberação, é proibido depositar, dispor, descarregar, enterrar, infiltrar ou acumular no solo resíduos de qualquer natureza, ressalvado o disposto no Artigo 2º desta Deliberação (SEMAD, 1981).
Art. 2º - “O solo somente poderá ser utilizado para destino final de resíduos de qualquer natureza, desde que sua disposição seja feita de forma adequada, estabelecida em projetos específicos de transporte e destino final, ficando vedada a simples descarga ou depósito em propriedade pública ou particular”.
27 Seguindo as recomendações do Artigo 2º, o Artigo 3º define que ficam sujeitos à aprovação do Conselho Estadual de Política Ambiental os projetos de disposição de resíduos no solo, bem como a fiscalização de sua implantação, operação e manutenção (SEMAD, 1981).
Para o Artigo 4º, é proibida a acumulação temporária de resíduos de qualquer natureza, na área de propriedade da fonte de poluição ou em outros locais, desde que ofereça riscos de poluição ambiental.
O transporte, a disposição e, quando for o caso, o tratamento de resíduos provenientes de estabelecimentos industriais, comerciais e de prestação de serviços, são definidos no Artigo 5º e, quando não forem de responsabilidade do Poder Público ou de concessionário de serviço público, deverão ser feitos pelo responsável pela fonte de poluição
B) Constituição Estadual de Minas Gerais, de 21 de setembro de 1989
Muito semelhante à Constituição Federal de 1988, a Constituição Estadual (1989) dispõe em seu Artigo 11º que é competência do Estado, comum à União e ao Município, dentre outras, promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico (IOF-MG, 1989).
Para isto, a lei orçamentária assegurará investimentos prioritários em programas de educação, saúde, habitação, saneamento básico, proteção ao meio ambiente, fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica, dentre outras várias áreas.
Para os Municípios com escassas condições de desenvolvimento sócio-econômico, o Artigo 183º assegurará, com base em programas especiais, ampla assistência técnica e financeira, priorizando municípios com população inferior a 30.000 habitantes. Estes programas especiais podem fomentar recursos para instalação de equipamentos necessários para o ensino, a saúde e o saneamento básico, além de recursos para a implantação de processo adequado para tratamento dos resíduos sólidos urbanos.
Como a saúde é direito de todos e a assistência a ela é dever do Estado, assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação, o Artigo 186º dispõe que este direito à saúde implica a garantia de vários
aspectos, entre eles, condições dignas de trabalho, moradia, alimentação, educação, transporte, lazer e saneamento básico.
Com o intuito de garantir o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde, ao Estado também compete, no âmbito do Sistema Único de Saúde, participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico (IOF-MG, 1989).
Para garantir o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, o Artigo 214º (semelhante ao disposto no Artigo 224º da Constituição Federal de 1988), assegura que é dever do Estado, entre outras atribuições, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e disseminar, na forma da lei, as informações necessárias à conscientização pública para a preservação do meio ambiente.
Para os Municípios que solicitarem auxílio na elaboração dos seus planos diretores, o Estado assistirá a eles em várias questões, como exemplo a garantia de condições de saneamento básico e a manutenção de sistemas de limpeza urbana, coleta, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos (IOF-MG, 1989).
C) Lei nº 11.720, de 29 de dezembro de 1994
A Lei nº 11.720 (29/12/1994) dispõe Sobre a Política Estadual de Saneamento Básico e foi prevista no artigo 192 da Constituição Estadual Mineira de 1989.
De acordo com o Artigo 1º, a Política Estadual de Saneamento básico visa a “assegurar a proteção da saúde da população e a salubridade ambiental urbana e rural. A política contará, para a execução das ações dela decorrentes, com o Sistema Estadual de Saneamento Básico” (IOF-MG, 1994).
O Artigo 9º define que o Sistema Estadual de Saneamento Básico é o conjunto de agentes institucionais que, no âmbito de suas competências, atribuições, prerrogativas e funções, integram-se, de modo articulado e cooperativo, para a formulação das políticas, a definição das estratégias e a execução das ações de saneamento básico.
29 D) Lei nº 13.317, de 24 de setembro de 1999
A Lei nº 13.317, de 24 de setembro de 1999, contém o Código de Saúde de Minas Gerais. O Artigo 4º desta lei considera como fatores determinantes e condicionantes da saúde, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais, bem como as ações que se destinem a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social (IOF-MG, 1999b).
De acordo com o Artigo 6º, toda matéria direta ou indiretamente relacionada com a promoção e a proteção da saúde no Estado reger-se-á pelas disposições desta lei e de sua regulamentação, abrangendo o controle da, dentre outros pontos:
• “[...] geração, minimização, acondicionamento, armazenamento, transporte e disposição final de RS e de outros poluentes, segundo a legislação específica [...]”. Para o Artigo 8º, a atenção à saúde encerra todo o conjunto de ações levadas a efeito pelo SUS, em todas as instâncias de governo, para o atendimento das demandas pessoais e das exigências ambientais, e compreende três grandes campos, dentre eles o da intervenção ambiental, no seu sentido mais amplo, incluindo as relações e as condições sanitárias nos ambientes de vida e de trabalho, o controle de vetores e hospedeiros e a operação de sistemas de saneamento ambiental, mediante o pacto de interesses, as normalizações e as fiscalizações; São atribuições comuns ao Estado e aos municípios, de acordo com a habilitação e condição de gestão do sistema de saúde respectivo, entre outras questões, participar da formulação da política e da execução das ações de vigilância ambiental e de saneamento básico.
No Título III (Da Vigilância à Saúde), Capítulo IV (Do Saneamento), o Artigo 43º dispõe que o SUS participará da formulação da Política Ambiental e de Saneamento do Estado e executará, no que lhe couber, as ações de vigilância ambiental e de saneamento, em caráter complementar e supletivo, nas esferas federal, estadual e municipal, sem prejuízo da competência legal específica (IOF-MG, 1999b).
No mesmo Título e Capítulo, a Seção IV (Dos Resíduos Sólidos Domésticos e Hospitalares) com seu Artigo 53º define que a “coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos domésticos são de responsabilidade do poder público e serão realizados de forma a evitar riscos à saúde e ao ambiente”.
E) Lei nº 13.766, de 30 de novembro de 2000
A lei nº 13.766/2000 dispõe sobre a política estadual de apoio e incentivo à coleta seletiva de resíduos sólidos, dentre outras atribuições (IOF -MG, 2000b).
O Artigo 1º dispõe que compete ao Estado apoiar e incentivar, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente, o município que queira implantar em seu território política de coleta seletiva de resíduos sólidos, com o objetivo de proteger e preservar o meio ambiente.
Para tanto, algumas incumbências são dotadas ao poder público estadual, dentre outras: • “prestar assistência técnica, operacional e financeira ao município, por meio de
convênio ou instrumento congênere”;
• “promover, em articulação com o município, campanhas educativas dirigidas às populações diretamente interessadas [...]”;
• “tornar disponíveis máquinas, veículos e equipamentos”.
Segundo o artigo 4º compete ao COPAM estabelecer normas para recolhimento, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequada de resíduo sólido que, por sua composição físico-química, necessite de procedimentos especiais para descarte no meio ambiente (IOF -MG, 2000b).
F) Deliberação Normativa COPAM nº 52, de 14 de dezembro de 2001
A Deliberação Normativa COPAM nº 52, de 14 de dezembro de 2001, convoca os municípios para o licenciamento ambiental de sistema adequado de disposição final de resíduos sólidos. Considerando que
• “a maioria dos municípios de Minas Gerais adota a disposição de resíduos sólidos a céu aberto como forma de destinação final dos resíduos sólidos urbanos” e que
• o lançamento de resíduos sólidos a céu aberto provoca degradação ambiental, além de causar danos à saúde humana [...],
31 a minimizar os impactos ambientais nas áreas de disposição final de resíduos sólidos, devendo implementar os seguintes requisitos mínimos, até que fosse implantado, através de respectivo licenciamento, sistema adequado de disposição final de resíduos sólidos urbano de origem domiciliar, comercial e pública (SEMAD, 2001a).
Desta forma, os resíduos sólidos urbanos deveriam ser dispostos em local com solo e/ou rocha de baixa permeabilidade e distantes de 300m de cursos d´água e a 500m de núcleos populacionais, bem como deveriam ser compactados e recobertos com material inerte, no mínimo, 3 vezes por semana. O isolamento da área de disposição final, além de dificultar o acesso de animais, também iria proibir a permanência de catadores de materiais recicláveis no local, devendo o município criar alternativas técnica, sanitária e ambientalmente adequadas para a realização das atividades de triagem de recicláveis, de forma que propiciaria a manutenção de renda para as pessoas que sobreviviam desta atividade, prioritariamente, pela implantação de coleta seletiva em parceria com os catadores.
G) Deliberação Normativa COPAM nº 92, de 05 de Janeiro de 2006
A Deliberação Normativa COPAM nº 92 (05/01/2006) estabelece novos prazos para atendimento das determinações da Deliberação Normativa COPAM nº 52, de 14 de dezembro de 2001, Deliberação Normativa COPAM nº 75, de 25 de outubro de 2004 e Deliberação Normativa COPAM nº 81, de 11 de maio de 2005 (SEMAD, 2006).
O Artigo 2º estabeleceu, até 30 de outubro de 2006, o novo prazo para o cumprimento do disposto nos incisos I a VI, do artigo 2º, da DN COPAM nº 52/ 2001, com prazo prorrogado pela DN nº 75/2004, sem prejuízo das sanções previstas na legislação ambiental vigente para os municípios que não cumpriram os prazos estabelecidos naquelas Deliberações Normativas.