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O livro do 3º ano tem 251 páginas no total, sendo 168 páginas divididas em 23 lições, mais 29 páginas referentes ao Almanaque e mais 54 páginas referentes às Páginas Especiais, sem contar 64 páginas referentes ao Manual do professor, que não fazem parte do exemplar do aluno. Os objetivos para esse ano são considerados pelas autoras em conjunto com os objetivos do 2º ano, tendo sido dessa forma já ressaltados no item anterior.

Na lição 1 (p. 6), Os números e um pouco de sua história, é ressaltado que os números surgiram da necessidade de contar e de registrar essa contagem, sendo que no início eles eram bem diferentes daqueles que usamos atualmente. Os sistemas de numeração egípcio e romano são apresentados, respectivamente, nas figuras 28 e 29:

Figura 29

São abordadas as regras de representação, além de serem apresentadas diversas atividades envolvendo tais sistemas. Consta como objetivo desta lição que os alunos comparem esses sistemas de numeração com o que atualmente usamos.

Na lição 2 (p. 12), Os números dos dias de hoje – sistema de numeração decimal, são retomadas algumas ideias do sistema de numeração decimal; por exemplo, a de que, utilizando os dez símbolos do sistema indo5arábico, podemos escrever qualquer número. Também é ressaltado que tais símbolos sofreram várias transformações até chegar aos símbolos que usamos hoje. São abordadas diversas situações envolvendo números.

A abordagem do sistema de numeração decimal continua na lição 3 (p. 15), Sistema de numeração decimal – dezenas, que começa reafirmando que podemos combinar os dez algarismos para formar qualquer número. Em seguida, há a indagação: “Você observou que cada um desses algarismos representa um valor diferente dependendo da posição que ocupa no número?”, ressaltando que nosso sistema de numeração é posicional.

Além dessa característica, é reforçada a ideia de que agrupamos de dez em dez e definida a ordem das unidades e a ordem das dezenas como primeira e segunda ordem respectivamente. As situações apresentadas retomam os conceitos de unidade e dezena e também algumas adições. Todos os números presentes nessa lição são naturais menores que 100.

Na lição 4 (p. 21), Sistema de numeração decimal – centenas, essas ideias são estendidas às centenas, ressaltando que 100 unidades = 10 dezenas = 1 centena. Aparece agora a ideia de classe, ao definir a centena como de terceira ordem, e que unidades, dezenas e centenas formam a classe das unidades simples. São trabalhadas situações que envolvem decomposição de números naturais em unidades, dezenas e centenas.

As lições que abordam diretamente geometria são a 5 (p. 32), Sólidos geométricos, e a lição 13 (p. 102), Figuras planas. A primeira tem como objetivo o reconhecimento e a identificação das formas dos sólidos geométricos, bem como trabalhar as diferenças entre os que apresentam superfícies planas dos que apresentam superfícies curvas. A segunda tem como objetivo identificar figuras planas, a partir da face dos sólidos já conhecidos, reconhecendo seus vértices e lados. E ainda perceber a diferença entre círculo e

circunferência, sendo essa definida como o contorno do círculo. Também aqui não encontramos atividades que as crianças pudessem relacionar ao infinito.

Na lição 6 (p. 36), Sistema de numeração decimal – milhar, novamente são estendidas as ideias abordadas nas lições anteriores, sendo ressaltado agora que 1.000 unidades = 100 dezenas = 10 centenas = 1 milhar, sendo esse último pertencente a uma nova classe denominada classe dos milhares. Nas atividades, são retomados os conceitos de unidade, dezena, centena, e agora os números que aparecem são menores que dez mil.

Na figura 30, abaixo, aparece uma ideia muito interessante, pois, por trás do questionamento do aluno “Dez mil? Isso é muito?”, está implícita a ideia de que o “muito” depende muito do universo em que a criança vive:

Figura 30

Na Educação Infantil, mais especificamente no livro de quatro anos, visto anteriormente, o “muito” era equivalente a seis unidades. Isso mostra que as ideias vão sendo ampliadas no decorrer dos anos escolares.

A ordenação é retomada na lição 7 (p. 42), Comparação e ordenação de números naturais, tendo entre seus objetivos ordenar e comparar os números naturais em sequências numéricas, além de identificar e compará5los na reta numérica:

Figura 31

Ao abordar ordenação necessariamente está se abordando a comparação de quantidades.

As situações de adição e subtração são abordadas nas lições 8 e 9 e as de multiplicação e divisão são abordadas nas lições 11 e 12, páginas 47, 57, 72 e 88, respectivamente.

A lição 10 (p. 68), ,úmeros pares e números ímpares, aborda novamente números pares e ímpares, sendo interessante ressaltar que nessa página é feita a seguinte afirmação: “Quando contamos em pares e não sobra elemento, o número é par. [...] Quando contamos em pares e sobra 1 elemento, o número é ímpar”. Tal maneira de contar de 2 elementos e não sobrar nenhum elemento nos dá futuramente a possibilidade de se verificar a equipotência entre dois conjuntos como já ressaltado anteriormente.

A lição 14 (p. 106), O dobro e o triplo, retoma a ideia de dobro e define o triplo assim: “Três vezes uma mesma quantidade é igual ao triplo dessa quantidade” (p. 107, grifo das autoras).

A lição 15 (p. 113) continua a abordar as ideias referentes aos agrupamentos feitos em dúzia e em meia dúzia. Na lição 17 (p. 124), são abordadas as sentenças numéricas. A lição 16 (p. 119), “Simetria”, tem como objetivo conhecer o que é simetria, eixos, entre outros.

A lição 18 (p. 135), Frações, é a primeira lição a tratar quantidades não expressas por números naturais sendo abordadas as frações com denominador dois, três e quatro respectivamente meio ou metade, terço ou terça parte e quarto ou quarta parte.

É ressaltado que para achar a metade ou meio de um bolo, dividimos o inteiro em duas partes iguais. Usando números, representamos a metade ou meio assim: ½; chamamos essa representação de fração sendo que o algarismo que fica em cima indica o número de partes que cada um recebeu e o de baixo em quantas partes o bolo foi dividido. Raciocínios análogos

são feitos para a terça e quarta partes. Essa lição é importante, no sentido de que é o primeiro contato que a criança tem com um número racional, sendo que este está intrinsecamente ligado ao infinito atual por conta de ser um conjunto denso e não discreto.

Na lição 19 (p. 145), Medidas de tempo – hora e meia hora, são abordadas situações que envolvem a hora e a meia hora, tendo como objetivo estabelecer equivalência entre horas e minutos. São definidos também (p. 148): semana, ano, ano bissexto, mês, quinzena, bimestre, trimestre, semestre, sendo todas unidades de medida do tempo. É apresentado um calendário referente a um ano (não diz qual).

A lição 20 (p. 152), Medidas de comprimento – metro e centímetro, aborda novamente o metro e o centímetro, sendo ressaltado que o metro é a unidade fundamental de medida, que existem diferentes instrumentos de medida divididos em metros ou centímetros e também que 1 m é igual a 100 cm. É solicitado aos alunos que eles façam algumas medidas, sendo importante ressaltar que todas essas medidas são exatas.

Na lição 21 (p. 155), começam a ser abordadas medidas como meio litro, um quarto de litro, entre outras.

Na lição 22 (p. 160), é apresentada a relação 1 kg = 1.000 g., sendo exploradas frações do quilograma como ½ quilo, 250 gramas, entre outras.

Na lição 23 (p. 164), Usando nosso dinheiro, é solicitado que se escrevam os valores por extenso e também são fornecidos tais valores e pede5se que se representem as quantias. São simuladas situações de compras em uma papelaria, além de outras atividades.