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1.5. Perakendeci İşletme Çeşitleri

1.5.1. Mağazalı Perakendeci Kurumlar

Uma mulher vivia em Erin com o marido e a filha. Ao enviuvar, casou-se novamente, tendo mais duas filhas, as quais passaram a odiar a irmã mais velha, apelidando-a de Cabeça Pequena por acharem que não era muito esperta.

O padrasto também faleceu e a mãe, desolada, foi definhando aos poucos. Cabeça Pequena sempre lhe fazia companhia, e entre as duas havia muito carinho.

Um dia, as duas irmãs decidiram matar a mãe: na ausência de Cabeça Pequena, puseram-na em um caldeirão, cozinharam-na e jogaram os ossos fora. Ao chegar a casa, a mais velha deu pela falta da mãe e no mesmo instante compreendeu o que se passara. As duas assassinas, sentindo-se incomodadas pela presença da irmã, decidiram partir. Entretanto, Cabeça Pequena obrigou-as a voltar.

Numa tentativa de se livrarem de Cabeça Pequena – pois acreditavam que nenhum homem se casaria com elas enquanto tivessem uma irmã idiota – obrigaram-na a uma tarefa impossível: separar vinte agulhas de um monte de palha e, se não o fizesse até o entardecer, elas a matariam.

Cabeça Pequena pôs-se a chorar até que surgiu um gatinho prometendo-lhe ajuda, o qual fez todo o trabalho por ela. Ao terminar, contou-lhe ser sua própria mãe e pediu à menina que perdoasse as irmãs e olhasse por elas.

Ao voltar para casa, as irmãs, percebendo que não poderiam matar Cabeça Pequena já que a tarefa fora cumprida, decidiram partir novamente.

Na manhã seguinte, a mais velha saiu à procura delas, encontrando-as na casa de uma bruxa.

A velha bruxa tinha três filhas e um filho. À hora de dormir, ela mandou que o filho matasse as visitantes, porém, o rapaz confundiu as próprias irmãs com as garotas, cortando- lhes a garganta com um facão. Ao perceber o ocorrido, Cabeça Pequena reuniu as irmãs e fugiram dali.

As três fugitivas chegaram à Ponte do Sangue, a qual ninguém que houvesse cometido um assassinato poderia atravessar. Assim, Cabeça Pequena teve que carregar cada uma das irmãs às costas. Mal terminaram a travessia, lá estava a bruxa no encalço das moças, mas, não podendo passar pela ponte, apenas gritou impropérios para Cabeça Pequena, culpando-a pela morte de suas filhas.

As jovens chegaram a um castelo e Cabeça Pequena arranjou para que as irmãs trabalhassem ali, logo se juntando a elas.

No castelo havia dois príncipes e Cabeça Pequena decidiu casá-los com suas irmãs. Ao primeiro, a moça prometeu trazer a Espada de Luz que fora roubada pela bruxa, em troca da promessa de casamento. Feito o trato, a garota seguiu para a casa da velha.

Ao anoitecer, jogou sal no pote da aveia com a qual o filho da bruxa preparava seu mingau. A mulher provou o alimento e mandou o rapaz ir até o poço buscar-lhe água. O jovem decidiu utilizar a Espada de Luz para iluminar seu caminho, então, Cabeça Pequena aproveitou para arrancar-lhe a espada das mãos e fugir com ela. Chegando ao castelo, entregou-a ao príncipe, que se casou com sua irmã.

Ao segundo príncipe, prometeu trazer o Livro Negro, também roubado pela bruxa, em troca de casar-se com a outra irmã. A moça seguiu mais uma vez à casa da velha e jogou fuligem em seu mingau. Novamente a bruxa ordenou ao filho que lhe trouxesse água do poço. A fim de iluminar seu caminho, o rapaz utilizou o Livro Negro, que também emitia luz. Quando abaixou para apanhar a água, Cabeça Pequena empurrou-o no poço, roubou o livro e fugiu. O rapaz, que estava se afogando, gritou à mãe que viesse em seu socorro. A velha, irada com a perda dos objetos mágicos, assassinou o filho com uma facada no coração.

A seguir, a bruxa perseguiu a moça até a Ponte do Sangue, gritando-lhe que por causa dela havia perdido todos os filhos, e não tinha mais ninguém. Então, prometeu à Cabeça Pequena que jamais lhe faria mal caso aceitasse ajudá-la com os afazeres domésticos. Cabeça Pequena aceitou a proposta; porém, antes, levou o Livro Negro ao príncipe que se casou com sua irmã. A moça permaneceu no castelo por uma semana e, após conseguir uma relação harmoniosa com as irmãs, partiu para a casa da bruxa.

Suas tarefas consistiam de cuidar dos afazeres domésticos e tratar de um grande porco que a velha criava no quintal. Um dia, porque a irmã da bruxa viria visitá-la, foi decidido que matariam o porco para fazer uma grande festa.

Quando a moça levou ao porco sua última refeição, este virou o pote de alimento sobre seus pés, e ela, batendo-lhe com um bastão, viu o porco transformar-se em um belo príncipe, filho do rei de Munster, que fora enfeitiçado pela bruxa.

Cabeça Pequena disse ao jovem que o salvaria caso aceitasse se casar com ela. Sem alternativa, ele aceitou. A moça, batendo-lhe com o bastão, fez com que voltasse a ser porco. Logo depois, a garota roubou o livro de magias da bruxa e, transformando a si e ao rapaz em pombos, voaram para longe.

A bruxa, privada de seu livro de magias, pediu à irmã que fosse ao encalço dos fugitivos. Esta se transformou num falcão, mas sem reconhecê-los como pombos, deixou-os escapar. Em nova tentativa, sobrevoou uma vila e, vendo duas vassouras de urzes varrerem sozinhas as ruas, com todo o povo maravilhado a sua volta, percebeu tratar-se dos jovens. Ali pousou e, transformando-se novamente em mulher, meteu-se na multidão na tentativa de chegar até as vassouras mágicas. Entretanto, acidentalmente, esbarrou num homem, que a empurrou por cima de outro e, assim, foi sendo empurrada e puxada até quase ser morta; cogitou-se até mesmo que lhe cortassem a cabeça por estragar o espetáculo das vassouras, que só poderia ser obra de Deus. A velha conseguiu escapar transformando-se novamente em falcão e os dois jovens também fugiram transformados em pombos.

No dia seguinte, Cabeça Pequena e seu príncipe chegaram às proximidades do castelo do rei de Munster. A moça, aproveitando-se do livro de magias, transformou-se numa mulher belíssima, por quem o rapaz se apaixonou, tão logo viu o resultado da metamorfose.

Cabeça Pequena instruiu o noivo a seguir sozinho ao castelo, advertindo-o a não deixar-se beijar, sob pena de esquecê-la para sempre. O moço assentiu, mas, chegando ao castelo, um cão saltou sobre ele, lambendo-lhe a face. Imediatamente o príncipe esqueceu-se da existência da amada.

Cabeça Pequena encontrou uma pequena fundição, onde havia uma árvore à beira de uma fonte. A moça subiu na árvore, com a intenção de ali passar a noite em segurança. Ao anoitecer, a enteada do ferreiro foi à fonte buscar água para o padrasto, e viu o reflexo de Cabeça Pequena na água. Pensando que a bela imagem fosse a sua, a jovem decidiu fugir e arranjar um filho de rei para casar-se; o mesmo se passou com a esposa do ferreiro. O homem foi até a fonte em busca das duas e vendo Cabeça Pequena na árvore, deu-se conta do ocorrido. Pediu à bela moça que cuidasse de sua casa enquanto ia atrás das duas tolas, que voltaram arrependidas.

Cabeça Pequena ofereceu-se para ajudar as duas mulheres que lavavam e passavam roupas a serviço do castelo. A rainha ficou maravilhada com o serviço de Cabeça Pequena, e ao conhecê-la, alojou-a entre suas donzelas.

Um ano se passara sem que o príncipe se lembrasse da jovem, mesmo vivendo ambos sob o mesmo teto. Seu casamento havia sido arranjado com a filha do rei de Ulster e uma

grande festa fora organizada em homenagem aos noivos. O rei e a rainha, que admiravam a destreza de Cabeça Pequena, pediram-lhe para entreter os convidados. A jovem amarrou a ponta de um novelo em uma janela e jogou-o para o lado de fora, até uma parede oposta. Saiu pela janela e andou sobre a linha, maravilhando a todos. A noiva do príncipe desejou fazer o mesmo, caiu e quebrou o pescoço. Ao invés de casamento, houve um funeral. O noivo quis expulsar Cabeça Pequena, mas o rei, muito satisfeito com seu desempenho artístico, intercedeu a seu favor.

Após um ano, novo casamento foi arranjado para o rapaz, dessa vez com a filha do rei de Connacht. Na véspera houve uma grande festa e novamente Cabeça Pequena deveria entreter os convidados. Ela jogou ao chão três grãos de trigo: dois deles transformaram-se em um galo e uma galinha. Quando a galinha foi bicar o grão restante, o galo partiu para cima dela, comendo o trigo. A galinha disse-lhe que ele não agira daquela forma quando era um porco e fora salvo da bruxa. Novo grão de trigo no chão, nova afronta. Dessa vez a galinha lembrou o galo de que ele não agira daquela forma quando ela os transformara em pombos. Novos grãos foram jogados, novas brigas pelo alimento, até que a galinha o acusou de haver se deixado beijar, esquecendo-se dela. Nesse momento, o príncipe lembrou-se da noiva, informando a todos que só com ela se casaria.

4.1.2 Análise morfológica baseada em Propp (2006) e breves observações sobre forma e