1.5. Perakendeci İşletme Çeşitleri
1.5.2. Mülkiyet Durumuna Göre Perakendeci Mağazalar
1.5.2.6. Kiralanmış Bölümlü Mağazalar
Esse conto maravilhoso divide-se em duas sequências narrativas que se desenvolvem de forma isolada. A primeira é condicionada pela missão da heroína de cuidar das duas irmãs, sendo definitivamente cumprida com o casamento de ambas. A segunda sequência foca-se na busca da heroína por transformar seu próprio destino, finalizando com seu próprio casamento com o príncipe.
O ponto de intersecção entre as duas sequências é a casa da bruxa (assim como é o ponto de intersecção entre os dois reinos, em ambas as partes da história), sendo que a primeira sequência explica como Cabeça Pequena passou a habitar com a bruxa, de onde se inicia a segunda parte do conto. A partir daí, os personagens e os locais apresentados na primeira parte, exceto a bruxa e sua casa, desaparecem da história, dando lugar a outros que não têm relação alguma com os anteriores.
Constata-se que na primeira sequência narrativa do conto, as funções apresentam-se na seguinte ordem: ß, ß, ß, ß, M/ D/F, N, M, , ß,a, B, C Pr, Rs, G, M, N, M, N,
Podemos observar que as funções no início do conto se repetem, mas mantêm-se dentro do padrão sequencial proppiano, até que este seja interrompido pelo estabelecimento da primeira tarefa difícil (M/), surgimento do doador / meio mágico (D/F) para realizar a tarefa (N) e estabelecer outra tarefa (M), retomando, então, a progressão padrão: proibição, transgressão, afastamento, carência e partida. Segundo Propp (2002, p. 191), o início do conto (estabelecimento da situação inicial até a partida do herói) é mais suscetível às alterações, sendo, portanto, comum o embaralhamento da sequência das funções, cuja estabilidade normalmente é mantida após o deslocamento do herói ao outro reino (G), a não ser pela introdução de novas tarefas difíceis (M) e suas realizações (N), que podem se multiplicar no decorrer do enredo, durante a estada do herói/heroína no Outro Mundo, no caso das tarefas de busca (PROPP, 2002, p. 380-401). Assim, o que ocorre nesta parte do conto, não chega a ser uma anomalia em relação ao padrão estabelecido, pois tais alterações são previstas.
Um novo segmento de funções é estabelecido pela introdução de uma segunda sequência narrativa, dando-se: A, B, D, F, G, Pr, Rs , U, T , M, N, M, N e W0. A ordem das funções sofre alteração apenas quando ocorre o castigo (U) dos antagonistas antes da metamorfose da heroína (T), e na introdução das tarefas e suas realizações M e N (o que neste caso não se constitui em anomalia) antes do casamento (W0).
Portanto, grosso modo, este conto não apresenta modificações significativas na sequência das funções, mantendo-se dentro do padrão sugerido por Propp (2006, passim).
De uma perspectiva mais ampla, se considerarmos a primeira sequência narrativa como uma preparação para que a segunda se desenvolva, compreendemos não só por que motivo a heroína vive em companhia da bruxa (foi obrigada, para anular as maldições lançadas contra ela na primeira parte da história), mas também por que a travessia ao outro reino (G) na primeira sequência não constitui uma viagem ao Outro Mundo (aonde só o herói pode ir), podendo ser considerado como parte da preparação à segunda sequência narrativa,
onde a travessia ocorre efetivamente. Assim, embora as duas partes da história ocorram de forma isolada, implicitamente, mantêm relações formais entre si.
Na segunda sequência narrativa, o dano (A) (príncipe metamorfoseado e ameaçado de morte) não vem como parelha do afastamento (ß), como seria de se esperar.
Em compensação, um aspecto que ocorre tanto na primeira história como na segunda, é que Cabeça Pequena recebe os objetos mágicos (F) (gatinho, bastão e livro de magias), antes de sua partida, no próprio lar (casa da mãe e casa da bruxa) e as doadoras são as duas mulheres com quem habita; mas isso se ajusta perfeitamente ao enredo.
Deve-se observar também que na primeira sequência, as irmãs, enquanto antagonistas, não são punidas, sendo o mal eliminado com a harmonização entre a heroína e as irmãs. Na segunda sequência, a bruxa e as irmãs são castigadas (U) de forma sublimada, uma perdendo seu poder ao ter objetos mágicos roubados, e a outra, quase sendo morta pela população da vila.
A ordem dos acontecimentos do conto como um todo segue a lógica cronológica, com narração ulterior. Os sumários e elipses são evidentes: por exemplo, no início do conto, entre a morte do marido e do padrasto, quatorze anos se passam em poucas linhas. Ambas as narrativas apresentam narração heterodiegética centrada no narrador, que é onisciente. Embora não haja flashbacks ou antecipações diretas, alguns comentários feitos pelos personagens ou pelo narrador nos ajudam a descobrir certas características dos personagens e nos preparar para o que ocorre no decorrer do enredo. Por exemplo, quando Cabeça Pequena e as irmãs estão na casa da bruxa, e esta ordena que o filho as mate, o rapaz diz: “Você já matou gente bastante em sua vida. Deve deixá-las ir embora.” (JACOBS, 2002, p.148); dando-nos dicas sobre o caráter assassino da mãe, que acaba por eliminar o próprio filho.
Outras cenas da primeira sequência narrativa preparam o espírito do público para o que ocorrerá na segunda: quando o príncipe pede à heroína que recupere a Espada de Luz roubada pela bruxa, ele diz que por ter matado inimigos, não pode atravessar a Ponte de Sangue e acrescenta: “[...] Mesmo que eu pudesse cruzar a ponte, não conseguiria ir adiante, pois são muitos os filhos de rei que a bruxa destruiu ou enfeitiçou.” (Id. ibid., p.151). Assim, na segunda parte da história, quando o príncipe de Munster está metamorfoseado em porco na casa da bruxa, não é uma surpresa total ao público. Sabemos também de antemão sobre a existência do porco em sua casa, pois quando a heroína vai buscar o Livro Negro, ouve a velha dizer ao filho: “‘A má sorte te acompanhe’, gritou a bruxa no momento em que experimentou o mingau. ‘Está cheio de fuligem. Jogue-o para o porco.’” (Id. ibid., p.155). Da mesma forma, não ficamos intrigados pela metamorfose de Cabeça Pequena em uma linda
mulher na segunda parte, porque, na primeira sequência, somos informados que ela não é tão bonita quanto as irmãs: “Ela vestia-se com sobriedade e era alegre. Todos gostavam dela. Muito mais do que de suas irmãs, embora elas fossem lindas.” (Id. ibid., p.150). Assim sendo, embora as duas narrativas formadoras do conto sejam desenvolvidas de forma isolada uma da outra, há pequenas conexões entre elas que não escapam a um público atento.
Em ambas as sequências há também certos episódios que irrompem no conto, sem uma função aparente ao enredo: na primeira parte, após atravessarem a Ponte do Sangue, as duas irmãs encontram trabalho no castelo, mas Cabeça Pequena hospeda-se na casa de um ferreiro, até que a esposa deste lhe consegue um trabalho no castelo, para que possa unir-se às outras garotas (Id. ibid., p.150). Já na segunda história, quando pede a seu noivo para seguir sozinho ao castelo do rei de Munster, novamente Cabeça Pequena vai à casa de um ferreiro, antes que consiga introduzir-se no castelo habitado pelo noivo (Id. ibid., p.162-63); sendo esse episódio tão longo que podemos considerá-lo uma subnarrativa encaixada na história, tratando de acontecimentos que nada têm a ver com a história principal, o que reforça a impressão de não pertencer ao conto original.
Em todo o conto, apenas uma vez o narrador fala ao narratário diretamente, como testemunha dos acontecimentos, quando a heroína leva as irmãs da casa da bruxa: “E acreditem em mim, desta vez elas ficaram ansiosas e contentes por seguir a irmã.” (Id. ibid., p.149).
O conto vai sendo tecido por meio de repetições de funções, como já explicitado na análise morfológica. Mas, uma peculiaridade aqui apresentada é que algumas vezes, um episódio repetido remete ao anterior, não sendo isso comum a gênero (LÜTHI, 1986, p. 38; 49-50). Por exemplo, quando Cabeça Pequena se dirige ao segundo príncipe, ela lhe pergunta: “Já não é hora de se casar, a exemplo de seu irmão?” (JACOBS, 2002, p.153); remetendo à mesma situação estabelecida com o primeiro príncipe. Outra ocasião é quando o filho da bruxa, após ter perdido a Espada de Luz, deseja utilizar o Livro Negro para iluminar seu caminho ao poço. A mãe lhe diz: “Você está pensando naquele livro, seu idiota, para levá-lo e perdê-lo, tal como fez com a espada? Cabeça Pequena está espreitando você” (JACOBS, 2002, p.155). Portanto, o caráter de isolamento entre episódios repetidos, proposto por Lüthi (Ibid.) não é estritamente observado aqui pelo narrador.
Uma figura de estilo bastante evidenciada no conto todo é a ironia. Ela tem início pelo próprio nome da heroína: Cabeça Pequena, que sugere uma idiota, mas que na verdade é uma garota cujo atributo mais evidente é a astúcia. Depois, em diversas passagens percebemos o tom irônico sobressaindo-se: quando a heroína bate na porta da bruxa, pede-lhe que a deixe
entrar “pelo amor de Deus”. A bruxa, um caráter demoníaco por excelência, responde que se é assim, não pode recusar abrigo (Id. ibid., p.147). Outra passagem é quando a irmã da bruxa interrompe a apresentação das vassouras mágicas, que são os jovens metamorfoseados. O populacho deseja cortar a cabeça da bruxa porque acredita que ela, interrompendo o espetáculo, afastou-os da graça de Deus, pois este teria enviado as vassouras para “varrer o caminho” para eles (Id. ibid., p.160). Mais um momento acentuadamente irônico é quando, tendo o príncipe prometido não se deixar beijar, vai ao castelo do pai após uma ausência de sete anos, proibindo a todos os familiares, até sua própria mãe de aproximar-se dele e, então, um cão o lambe, levando-o ao esquecimento (Id. ibid., 2002, p.163). Outras situações envolvem o rei de Munster, que embora havendo presenciado a noiva do filho quebrar o pescoço, por obra de Cabeça Pequena, ainda assim se sente muito satisfeito com o desempenho da moça (Id. ibid., p.165). É irônico o fato de Cabeça Pequena indiretamente causar várias mortes sem ser considerada culpada por elas, embora seja parte do estilo do gênero uma “moral ingênua” (JOLLES, s.d., p. 199-200).
4.1.3 Análise da origem sociocultural dos elementos constituintes de “Smallhead and the