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Kur’ân-ı Kerîm’in Nüzulü Öncesinde Hicret (Peygamberlerin Hicretleri)

Belgede Kur’ân-ı Kerîm’de hicret (sayfa 134-156)

Os fenóis ocorrem naturalmente, sendo unidades constituintes de plantas e formados como produtos em processos metabólicos (GUOLAN et al., 1996; TESAROVÁ & PACÁKOVÁ, 1983). São também importantes matérias-primas de indústrias químicas, como por exemplo, de indústrias de resinas (fenóis-formaldeídos), de vernizes e de papéis, bem como de produtos farmacêuticos, inseticidas e herbicidas. Muitos compostos fenólicos são largamente usados como intermediários em sínteses químicas de vários biocidas de largo

espectro, usados na preservação de alimentos, couros, colas, alguns tecidos e outros materiais. São especialmente usados como antioxidantes em materiais que contenham óleos ou gorduras (GUOLAN et al., 1996; TESAROVÁ & PACÁKOVÁ, 1983).

A toxicidade das moléculas fenólicas apresenta-se, em grande maioria, em concentrações superiores aos limites organolépticos de aceitabilidade das águas. Os critérios de qualidade de água para consumo humano são baseados nos limiares de percepção de gosto e odor, que muitas vezes, são extremamente baixos, como no caso dos clorofenóis (LIMA & ROMANELLI, 1995; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1987). O 2-clorofenol, por exemplo, apresenta uma concentração limite para percepção pelo organismo humano de 0,01 µg/L (LIMA & ROMANELLI, 1995).

Os clorofenóis são substâncias químicas orgânicas formadas a partir de uma molécula de fenol (1-hidroxibenzeno) com a substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por um ou mais átomos de cloro, e representam a maior classe de contaminantes liberada no ambiente através de diferentes processos industriais. São contaminantes onipresentes na água e no solo. Quantidades significativas desses compostos podem ser formadas e atingem com certa facilidade o ambiente, como os subprodutos do processo de branqueamento de papel através do cloro, os resíduos municipais incinerados, as águas residuárias cloradas e os compostos de transformação de hexaclorobenzeno e lindano (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1987; DAMIANOVIC, 1997).

LORES et al. (1981), em seu trabalho sobre método para confirmação de clorofenóis na urina humana, apresenta uma tabela com alguns clorofenóis e suas possíveis origens (Tabela 3.1). Todos os clorofenóis apresentados são originados da degradação ou metabolização de pesticidas.

Esses compostos, em geral, são prontamente absorvidos pela pele, mas rapidamente eliminados pela urina, inalterados ou como conjugados simples. São ácidos fracos, com capacidade de permear a pele humana in vitro (ROBERTS et al. apud FAWEEL & HUNT, 1988). Acredita-se que os clorofenóis são absorvidos prontamente pelo trato gastrointestinal, porém não há informações conclusivas. Supõe-se que os clorofenóis sejam distribuídos principalmente nos órgãos como o fígado e o rim (SOMANI & KHALIQUE, apud FAWEEL & HUNT, 1988).

A toxicidade aguda dos clorofenóis ao homem é caracterizada pelo aumento da taxa respiratória, suor, náusea e vômito (FAWEEL & HUNT, 1988). Em solução aquosa com concentração superior a 1%, os clorofenóis causam severa irritação à pele, mas não apresentam efeito tóxico crônico por sua rápida excreção ou metabolização (MATOLCSY, 1988 apud DAMIANOVIC, 1997).

Tabela 3.1 - Possíveis origens de vários clorofenóis

Compostos Origens Tipos de Pesticidas

2-Clorofenol 2,4-D Herbicida

3-Clorofenol PCP (pentaclorofenol) Fungicida

4- Clorofenol Cloroxuron Herbicida

2,6- Diclorofenol Lindano Inseticida

2,4- Diclorofenol

VC-13 Inseticida

m-Diclorobenzeno Fumigante

2,4-D Herbicida

2,3- Diclorofenol -Diclorobenzeno Lindano Inseticida Fumigante 2,5- Diclorofenol Lindano Inseticida -Diclorobenzeno 2,4,5-T Herbicida 3,4- Diclorofenol PCP Fungicida -Diclorobenzeno Fumigante Diuron Herbicida

3,5- Diclorofenol Lindano Inseticida

PCP Fungicida

2,3,4- Triclorofenol Lindano Inseticida

2,3,5- Triclorofenol Lindano Inseticida

PCP Fungicida

2,3,6- Triclorofenol Lindano Inseticida

2,4,5- Triclorofenol Ronnel Inseticida Tetraclorovinila Inseticida Erbon Herbicida 2,4,5-T Herbicida HCB (Hexaclorobenzeno) Fungicida

2,4,6- Triclorofenol Lindano Inseticida

3,4,5- Triclorofenol Lindano Inseticida

2,3,5,6- Tetraclorofenol HCB Fungicida

PCP Tipo de Pesticida

2,3,4,6- Tetraclorofenol PCP (impuro) Fungicida

Lindano Inseticida 2,3,4,5- Tetraclorofenol PCP Fungicida Lindano Inseticida HCB Fungicida Pentaclorofenol PCP Fungicida Lindano Inseticida HCB Fungicida PCNB (pentacloronitrobenzeno) Fungicida

Fonte: LORES et al., 1981

Embora as informações toxicológicas para alguns isômeros dos diclorofenóis sejam escassas, os diclorofenóis e os triclorofenóis parecem ter toxicidade aguda e crônica

relativamente baixas. Deve-se considerar porém, o poder carcinogênico do 2,4,6- triclorofenol. Um aumento no número de tumores foi encontrado em ratos e camundongos tratados com altas concentrações desse composto. As altas doses usadas que resultaram em toxicidade podem ter sido muito importantes no desenvolvimento do tumor. Esses estudos podem não ser representativos do potencial carcinogênico desses compostos em baixas doses, cujos testes não resultaram em danos ao tecido (FAWELL & HUNT,1988).

Devido à elevada toxidez aos animais terrestres e à vida aquática, muitos clorofenóis têm sido incluídos na legislação ambiental em todo o mundo. Em relação a isto, a Comissão Européia (EC) incluiu os seguintes fenóis em seu diretivo 76/464/CEE como substâncias perigosas lançadas em ambientes aquáticos: 2-amino-4-clorofenol, 4-cloro-3-metilfenol, 2- clorofenol, 3-clorofenol, 4-clorofenol, pentaclorofenol e triclorofenóis. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (USEPA) também fornece uma lista de poluentes principais, incluindo 11 compostos fenólicos. Alguns deles são comuns à lista da EC, porém existem outros como o 2-nitrofenol, 4-nitrofenol, 2,4-dinitrofenol, 2-4-dimetilfenol e 2,4,6- triclorofenol (KEITH & TELLIARD, apud OUBINA et al., 1997).

Dentre os clorofenóis, o pentaclorofenol (PCP) é um dos poluentes prioritários e foi classificado pela USEPA como sendo, provavelmente, cancerígeno humano, baseado em evidências suficientes de estudos sobre toxicidade animal e dados clínicos humanos (USEPA,1990 apud OUBINA et al., 1997; DAMIANOVIC , 1997). Dessa forma, a USEPA fixou o limite de quantificação prática do PCP e o nível máximo de contaminação em águas de abastecimento em 1 g/L (OUBINA et al., 1997).

A produção de PCP é feita através da cloração do fenol e pela hidrólise do hexaclorobenzeno (AIROLDI, 1997). A produção mundial deste composto é estimada na ordem de 30.000 toneladas por ano. Devido a seu largo espectro de eficiência como pesticida de baixo custo, o PCP e seus sais têm sido usados como fungicidas, algicidas, bactericidas, herbicidas, inseticidas e molusquicidas, com uma variedade de aplicações no campo industrial, agrário e doméstico (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1987). O PCP pode ser usado na indústria madeireira para controlar o crescimento de cupim e fungos; na indústria de construção para controlar mofo e bolor em superfícies como telhas e blocos de concreto; na indústria de tintas para proteção das mesmas e do látex; na indústria de couro para fornecer proteção contra bolor em sapatos.

Nos últimos anos, a maioria dos países desenvolvidos tem restringido o uso do PCP, especialmente para a agricultura e aplicação doméstica (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1987).

3.2.2 Clorofenóis e amostras ambientais

Várias pesquisas em todo o mundo têm identificado os clorofenóis em

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