B. KATILANIN HAKLARI
3. Kovuşturma Evresinde Katılanın Hakları
Frezatti (2007, p.53) divide o planejamento orçamentário em duas etapas, sendo a primeira a etapa operacional e posteriormente à etapa financeira. A etapa operacional irá elaborar os planos que darão condicionamento para estruturar as atividades da organização, de forma a integrar as atividades, sendo caracterizada pelo tipo de atividade da empresa, composta por um plano de marketing, plano de suprimentos, produção e estocagem, planos de investimentos no ativo permanente e plano de recursos humanos. A etapa financeira irá traduzir de forma quantitativa, ou seja, monetária de todas essas atividades, sendo
características dos demonstrativos contábeis como o balanço, demonstração de resultados e fluxo de caixa.
Segundo Frezatti (2007, p. 55), o plano financeiro irá compreender a etapa do plano em que as demonstrações financeiras são disponibilizadas e a análise global é viabilizada. Assim, se permite que as decisões sejam tomadas nos vários setores da organização e transformadas em um único denominador, o monetário. Esse plano aborda o fluxo de caixa, a demonstração de resultados e o balanço patrimonial do período objeto considerado.
Para Padoveze (2010, p. 58) o plano orçamentário é formado por três segmentos, sendo o orçamento operacional, orçamento de investimentos e financiamentos e a projeção dos demonstrativos contábeis.
Conforme Padoveze (2010, p. 69), o ponto de partida para o processo de formação das peças orçamentárias é o orçamento de vendas, pois na maioria das organizações, o planejamento operacional é elaborado a partir da percepção da demanda de produtos para um período. Assim, o volume de vendas é o fator limitante para todo o processo. O orçamento de vendas é formado pela previsão de vendas em quantidades para os produtos, previsão dos preços para os produtos e seus mercados, identificação dos impostos sobre vendas e o orçamento de vendas em moeda corrente do país.
De acordo com Padoveze (2010, p. 69), a primeira parte dentro do orçamento de vendas é determinar as quantidades orçadas, sendo possível utilizar três métodos de previsão. O primeiro método é o de métodos estatísticos, onde se faz uso da correlação e de análise setorial, via recursos computacionais, sendo o mais utilizado quando há dificuldade em saber o que irá vender. Dentro desse método podem-se verificar critérios como a correlação com o crescimento do setor ou do PIB, análise de tendência, pesquisa de mercado, correlação ou participação no tamanho do mercado e entre outros. O segundo método é o de coleta de dados das fontes de origens das vendas, onde as informações são provenientes dos centros vendedores, acompanhados pelo setor de Controladoria, pois a diversidade das fontes de origens e possibilidades de inadequação de entendimento das premissas poderá influenciar negativamente sobre o resultado. O terceiro e último método é o de uso final do produto, utilizado quando a organização tem conhecimento do uso final do produto por parte dos seus clientes, orçando assim as suas próprias vendas. Esse conceito decorre do de parceria, onde quanto mais parceiras forem às organizações com a empresa, maior será a troca de informações da expectativa de vendas e lançamento dos programas de produção.
Padoveze (2010, p. 73) apresenta o orçamento de quantidades vendidas, onde se faz uma estimativa de quantidades mensais por produto e por mercado. Abaixo segue um exemplo desse tipo de orçamento.
PRODUTO STANDARD MERCADO NACIONAL PRODUTO ESPECIAL MERCADO EXTERNO PRODUTOS COMPLEMENTARE S TOTA L Janeiro 2.000 1.000 0 3.000 Fevereiro 2.000 1.000 0 3.000 Março 2.000 1.000 0 3.000 Abril 2.200 1.000 0 3.200 Maio 2.200 1.100 0 3.300 Junho 2.200 1.100 0 3.300 Julho 2.200 1.100 0 3.300 Agosto 2.200 1.100 0 3.300 Setembro 2.500 1.400 0 3.900 Outubro 2.500 1.400 0 3.900 Novembr o 2.500 1.400 0 3.900 Dezembr o 2.500 1.400 0 4.000 Total 27.000 14.000 0 41.10 0 Tabela 04: Previsão de vendas por quantidades (PADOVEZE, 2010, P. 74).
De acordo Padoveze (2010, p. 75), com a segunda parte do orçamento de vendas é o orçamento dos preços, apresentando os preços por produtos e seus respectivos mercados, onde no início da planilha são apresentados os reajustes na lista de preços. Os preços são colocados conforme lista de preços que são identificados pelos clientes, sendo assim estes já com impostos. Abaixo se tem um exemplo de orçamento dos preços de vendas de produtos mensalmente.
Tabela 05: Previsão vendas mensais por preço (PADOVEZE, 2010, P. 74).
Conforme Padoveze (2010, p. 75), a próxima etapa é a identificação dos impostos incidentes sobre as vendas de cada um dos produtos, pois pode ocorrer de se ter tributações diferentes, além da diferenciação considerando os mercados, pois determinados produtos são tributados de forma diferente dependendo do mercado, interno ou externo. Na figura abaixo se tem um exemplo de projeção das tributações que incidem sobre os produtos de uma determinada empresa. IMPOSTOS MERCADO 1 EM % MERCADO 2 EM % ICMS 18 0 PIS 2 0 Cofins 8 0 Total 27 0
Tabela 06: Impostos sobre vendas (PADOVEZE, 2010, P. 75).
Segundo Padoveze (2010, p. 77), com a conclusão do orçamento de quantidades e de preço, elabora-se o orçamento da receita das vendas, sendo mensal por produtos e mercados, considerando a receita bruta e a receita líquida dos impostos sobre vendas. Nessa etapa já se calcula dados que farão parte do balanço patrimonial, mas que estão relacionados às vendas, sendo a projeção do saldo de contas a receber e a projeção da provisão para créditos
incobráveis, sendo a antiga provisão para devedores duvidosos. Em seguida se tem um exemplo de orçamento da receita das vendas de uma organização.
Tabela 07: Orçamento de vendas (PADOVEZE, 2010, P. 77).
Para Padoveze (2010, p. 78) com a conclusão do orçamento de vendas vem à formação do orçamento de produção, sendo do tipo quantitativo e fundamental para a programação operacional da organização, sendo base para o orçamento de consumo e compra de materiais diretos e indiretos, além dos orçamentos de capacidade e de logística. Para a elaboração do orçamento de produção são necessários os dados do orçamento de vendas em quantidades por produto e a política de estocagem de produtos acabados, juntamente com as informações das quantidades em estoque de produtos acabados. A política de estocagem se faz importante, pois em muitas empresas o estoque de produtos acabados é estratégico para o atendimento ao cliente, devendo ser o volume estratégico disponível o menor possível. A política de estocagem deverá ser em dias de vendas e por tipo de produto, partindo das informações e experiência da organização que permitem estabelecer o estoque mínimo para o atendimento às vendas. Abaixo se segue um exemplo de orçamento de produção em quantidades por produto.
Tabela 08: Orçamento de produção (PADOVEZE, 2010, P. 81).
Padoveze (2010, p. 80) apresenta que após as quantidades de vendas e produção apresentadas nos orçamentos anteriores, se determine o nível de atendimento da empresa,
relacionando com o subsistema físico-operacional e as respectivas áreas de responsabilidade, determinando os limites de capacidade de produção e vendas. Essa análise se faz necessário para se verificar a necessidade de aumento dos recursos disponíveis para as operações, caso o volume esperado tenha um novo patamar. É preciso considerar também que haverá ociosidade dos recursos físicos, assim como a utilização de turnos extraordinário devido ao aumento no nível de atividade. Assim se elabora o orçamento de capacidade operacional, sendo da capacidade fabril e de comercialização. Posteriormente é necessário analisar toda a cadeia de suprimentos e entrega, sendo feito o orçamento de logística.
De acordo com Padoveze (2010, p. 85), posterior é feito o orçamento de capacidade de mão de obra direta, onde é medido em horas necessárias para as atividades em relação às quantidades de produtos ou serviços finais. Cada processo, produto ou serviço tem a sua medida de produtividade utilizada no setor de atuação que mensura a capacidade produtiva da mão de obra direta. Abaixo é apresentado um exemplo numérico de avaliação da capacidade da mão de obra direta utilizando como medida de produtividade as horas necessárias de mão de obra para uma unidade de produto final.
Tabela 09: Orçamento de capacidade de mão de obra (PADOVEZE, 2010, P. 87).
Para Padoveze (2010, p.86), o orçamento de logística, ou capacidade da rede logística, está relacionado às questões quantitativas e qualitativas de suprimento de materiais, transportes de materiais e produtos, movimentação interna de materiais, sistema de armazenamento, comercialização e distribuição de produtos e serviços e a integração de todos esses componentes da cadeia e outros, buscando a eficiência dos processos.
Conforme Padoveze (2010, p. 111), após a conclusão do orçamento de vendas, produção e capacidade, vem o orçamento de materiais e estoques, compreendendo os gastos necessários para os volumes pretendidos e para operacionalizar os programas de produção e vendas. O orçamento de materiais é formado por quatro elementos sendo o orçamento de
consumo de materiais, orçamento de estoque de materiais, orçamento de compras de materiais e o orçamento do saldo final mensal de contas a pagar a fornecedores.
Padoveze (2010, p. 117) apresenta que para o orçamento de consumo de materiais, o primeiro a ser elaborado para formar o orçamento de materiais e estoques são necessárias informações como o orçamento do programa de produção, estrutura dos produtos, informações de demanda média dos materiais indiretos, preço de compra dos materiais e a política de estocagem. Assim, se faz necessário primeiro apurar o custo unitário dos materiais por produtos para se continuar o processo de elaboração do orçamento de consumo.
Para Padoveze (2010, p.118) com a estrutura de cada produto e mais as informações dos preços de aquisição de materiais informadas pelo sistema de compras, poderá se elaborar o custo unitário de materiais de cada produto. É importante separar os custos de materiais por produtos em relação à sua origem ou demais características que são consideradas importantes pela organização, como por fornecedores ou por tipo de serviços de terceiros. Abaixo se segue um exemplo de custo unitário de materiais por produtos, que contém informações para se preparar o orçamento de consumo de materiais.
Tabela 10: Custo unitário de materiais por produto (PADOVEZE, 2010, P. 118).
Após a conclusão do custo unitário de materiais de cada produto, se pode fazer o orçamento de consumo de materiais. Abaixo se segue uma tabela como exemplo.
Tabela 11: Orçamento de consumo de materiais (PADOVEZE, 2010, P. 121).
Para Padoveze (2010, p. 135), o orçamento deverá seguir a hierarquia da organização, vista a partir de um organograma, facilitando o processo de análise dos gastos, identificação de setores, o processo de sintetização dos orçamentos analíticos para orçamentos setoriais ou divisionais, até se chegar a um orçamento geral da empresa. Assim, o critério mais usado para estruturar o sistema orçamentário segundo o organograma empresarial é a departamentalização, onde consiste em identificar as menores áreas de responsabilidade contendo um menor nível de decisão e gerando um grau de responsabilidade sobre esse controle, formando o conceito de centro de custo ou de despesa.
Padoveze (2010, p. 143) apresenta como metodologia para se fizer o cálculo do orçamento de despesas a construção de um conjunto de premissas que orientem o processo orçamentário, sendo um banco de dados-base com os valores que auxiliam na elaboração das despesas por centros de custos. Essas premissas são feitas a partir do cenário conjuntural utilizado pela organização, após ser feito uma análise do ambiente e a construção de cenários. Abaixo se segue um exemplo de premissas elaboradas para uma empresa, levando em conta aumentos de preços e fatores de reajuste.
De acordo com Padoveze (2010, p. 143), o orçamento de despesas departamentais é formado por quatro tipos de despesas que deverão ser orçadas para cada setor da organização com o respectivo responsável, sendo a de mão de obra direta e indireta, consumo de materiais indiretos, despesas gerais departamentais e depreciações e amortizações departamentais.
Por fim, Padoveze (2010, p. 163) apresenta o orçamento de investimentos e financiamentos, sendo a parte do plano orçamentário que os componentes fazem parte do balanço patrimonial e da demonstração de resultados, não sendo contemplado no orçamento operacional, como os gastos previstos com investimentos que serão ativos permanentes, bem como os financiamentos necessários para fazer face à necessidade de fundos para aquisições. Segundo Padoveze (2010, p. 163), a base da segmentação do processo orçamentário irá seguir a estrutura da demonstração de resultados e o balanço patrimonial, onde grandes partes dos elementos do orçamento operacional fazem parte desses demonstrativos contábeis. O orçamento de investimentos irá incluir os resultados não operacionais e o orçamento de financiamentos incluirá as despesas financeiras e as receitas que não estão vinculadas às aplicações financeiras. O orçamento de investimentos se vincula ao ativo permanente da organização e as entradas e saídas de capital e os financiamentos são objetos do orçamento de financiamentos.
Conforme Padoveze (2010, p. 166), o orçamento de investimentos não está relacionado apenas ao plano de curto prazo da empresa, sendo os investimentos necessários para um exercício futuro que é gerado dos planos operacionais que decorrem do planejamento estratégico, sendo restrito à alta administração da organização. Exemplos desses investimentos que são definidos em um horizonte temporal de curto prazo e que não são ligados a planos operacionais maiores são investimentos para manutenção e reformas de equipamentos operacionais, reformas de obras civis, troca de maquinas da atual estrutura, aquisição de equipamentos como computadores, móveis, veículos e entre outros. Abaixo segue um exemplo de orçamento de investimentos.
DESCRIMINAÇÃ O UNIDADE FABRIL X ADMINISTRAÇÃ O TOTAL GERAL JANEIRO 0 0 0 FEVEREIRO 0 0 0 MARÇO 0 0 0 ABRIL 0 0 0 MAIO 0 0 0 JUNHO 500.000 200.000 700.000 JULHO 0 0 0 AGOSTO 0 0 0 SETEMBRO 0 0 0 OUTUBRO 0 0 0 NOVEMBRO 0 0 0 DEZEMBRO 0 0 0
TOTAL 500.000 200.000 700.000
Tabela 12: Orçamento de investimentos imobilizados (PADOVEZE, 2010, P. 168).
De acordo com Padoveze (2010, p. 168), o orçamento de financiamentos tem o objetivo de orçar tudo que é relacionado à obtenção de fundos, gastos previstos e os pagamentos necessários, ligado às necessidades de investimentos em ativos permanentes, além de necessidades de aumento de capital de giro, instalação ou atualização dos canais de distribuição, introdução de novas tecnologias, reformulação da estrutura de capital e entre outros. Para a elaboração das peças orçamentárias que fazem parte do orçamento de financiamentos é necessário à identificação e a coleta de informações que permitam a adequação do cálculo, sendo o tipo de financiamento e a moeda de origem, o indexador contratual, a taxa de juros, os impostos incidentes, como IOF, IOC, IRRF e os prazos de carência e cronograma de amortização do principal e dos juros.
Tabela 13: Orçamento de novos financiamentos (PADOVEZE, 2010, P. 170).
Por fim, abaixo se segue o orçamento de financiamentos, com os valores das despesas financeiras e os seus conjuntos, evidenciando a movimentação geral desses elementos patrimoniais.
Tabela 14: Orçamento de financiamentos (PADOVEZE, 2010, P. 170).
Conforme Padoveze (2010, p. 64), o sistema orçamentário irá fornecer relatórios como relatório pré-orçamento, por centros de custos ou departamentos, por unidade de negócio, orçamento geral da empresa; orçamento em várias moedas, orçamento consolidado, relatórios de controle orçamentário, formação de custo-padrão, formação e/ou análise de preços de venda, planejamento e simulação de resultados e avaliação de projetos e investimentos.