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Na língua latina as preposições eram mais usadas na modalidade popular do que na literária, no entanto, com o passar do tempo as construções preposicionais foram ocupando cada vez mais a função de puras distinções casuais, o que foi aos poucos reduzindo o uso dos casos.

2.1. - a origem das preposições

Grandgent (1953) afirma que na passagem do latim vulgar para as línguas romances partículas como: preposições, conjunções e advérbios passaram por processos de alteração ou de substituição. No caso das preposições, houve regiões latinizadas em que umas partículas tiveram mais aceitação do que outras; esse fato virá a explicar a fixação de determinada preposição em algumas línguas neolatinas e em outras não, como ab que se tornou desnecessária no

latim vulgar porque já existiam de e per; apud que em parte foi

substituída por ad. Na região da Gália, houve as seguintes alterações: cum deu lugar a apud; ex, por sua vez cedeu seu lugar a de; e ob foi

substituída por pro e per.

Na região da Espanha e em uma grande extensão da Gália Setentrional, a partícula pro, devido à influência do per, se

transformou em por. A Galia do Sul, Itália e Dácia preferiram ficar com

a preposição per. No entanto, as demais preposições latinas como: cis, erga, prae e propter foram substituídas por outras expressões

desenvolvidas ou adaptadas em cada idioma romance.

Brandão (1963) esclarece que a origem das preposições, em línguas provenientes do indo-europeu, se encontra em partículas formadas de diferentes classes gramaticais, com função adverbial:

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advérbios, adjetivos, particípios e substantivos. Na prática, as classes são diferentes, mas a função que estas partículas exercem está próxima àquelas do advérbio. Estes conectivos serviam para indicar, com melhor precisão, determinadas circunstâncias e sutilezas do enunciado, principalmente as relações de espaço, tempo e direção, as quais deram origem a outras como: fim, modo, meio, causa etc. Originalmente, afirma o autor, as partículas possuíam sentido próprio e pleno, unidas a outros elementos na estrutura frasal, sem limitar o seu significado, como os verbos e os nomes que estas preposições relacionam.

O sânscrito, o dialeto homérico e até mesmo o latim oferecem espécimens dessa primitiva colocação livre. Com o volver do tempo, porém, tais partículas tenderam agrupar-se ou com um verbo, ou com um nome-complemento, pôsto em determinado caso, tornando-se inseparáveis dêles (Brandão, 1963:541).

Said Ali (1964) confirma haver pontos de contato entre os advérbios e as preposições, pelo fato de as preposições latinas primeiramente terem sido advérbios; na língua portuguesa parte dos conectivos preposicionais veio do latim, outros foram tirados de advérbios portugueses com o acréscimo da palavra “de”, por exemplo, formando locuções prepositivas. Para o autor, as preposições desempenham papel análogo ao dos sufixos dos antigos casos oblíquos latinos, são usadas antepostas a substantivos e pronomes (e também ao infinitivo como forma nominal) para acrescentar a estas classes de palavras noções de lugar, instrumento, meio, posse, companhia etc.

Para Said Ali (1964) muitas partículas prepositivas usadas no idioma latino desapareceram ou ficaram desaproveitadas como preposições. As que passaram para a língua portuguesa sem

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modificações de forma foram: ante, contra, de, per. As preposições que foram alteradas são: ad > a; post > pós; cum > com; inter > autre, entre; sine > sem; trans > trás; pro > por; secundum > segundo; in > en, em; sub > sob, so.

Algumas destas partículas continuam a usar-se em latim; outras

tiveram novas aplicações além das antigas; em trás alterou-se

completamente o sentido primitivo. Cada preposição teve originariamente um sentido delimitado; mas a associação de idéias tornou possível o alargamento do domínio semântico de algumas a ponto de invadirem umas o domínio das outras e se confundirem por vezes as partículas na aplicação prática (Said Ali, 1964:203-204).

As influências externas sofridas pelo latim, devido à expansão do império romano, acarretaram alterações significativas na estrutura da língua. Um dos principais registros observáveis é o uso das preposições na substituição dos casos, fenômeno que passou a ser frequente, estendendo esse processo de transformação para as línguas neolatinas. As preposições tinham a função de estabelecer relação entre elementos e eram usadas para maior clareza ou ênfase.

No latim mais antigo havia oito casos: nominativo, genitivo, dativo, acusativo, vocativo ablativo, locativo e instrumental. Todavia, os casos locativo e instrumental deixaram de ser usados já em épocas remotas, e suas funções foram absorvidas na maioria das vezes pelo ablativo, embora o locativo possa ser representado de outras formas. O locativo, como caso, foi preservado, em algumas situações, apenas na 1ª e 2ª declinações.

Borba (1971), em seu estudo sobre os sistemas das preposições em português, chama atenção para o fato de as preposições essenciais em qualquer língua constituírem um conjunto fechado, embora o seu número varie muito de idioma para idioma. O autor exemplifica com as línguas românicas em que o italiano tem o menor número (15 preposições), o português e o espanhol têm 16 cada um;

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e o francês, 20. Comparados estes sistemas com os de outros idiomas como o inglês e o alemão, o português e o espanhol têm poucas preposições, pois o inglês usa em torno de 40, o alemão, 34; e o russo emprega 44.

Em relação ao quadro das preposições essenciais, na língua italiana, gramáticas deste idioma não conferem com os dados apresentados por Borba, quanto ao número das preposições essenciais. Segundo Panozzo (1971), as preposições italianas se dividem em próprias (essenciais): di, a, da, in, con, su, per, tra (fra), e impróprias (acidentais): sopra, sotto, dentro, fuori... e; Di Trapani (1986: 750), confirma as informações de Panozzo: “le preposizione proprie sono quelle parole che nella lingua svolgono solamente e especificamente la funzione di preposizione: di, a, da, in, con, su, per, fra, tra”. Há, portanto, divergência entre o número de preposições italianas apresentadas por Borba (1971), que afirma serem 15, e o número registrado nas gramáticas italianas de Panozzo (1971) e Di Trapani (1986) que consideram preposições essenciais, naquele idioma, apenas 9 conectivos.

Com base nos dados apresentados sobre as preposições em diferentes línguas, Borba (1971) conclui que não há relação direta entre preposição e caso; pois do contrário, as línguas que têm casos não teriam preposições ou teriam muito poucas. No entanto, o latim conta com 38 preposições (25 com acusativo; 9 com ablativo e 4 com acusativo/ablativo); ao passo que o grego só tem 18. Das 44 do russo, 24 regem genitivo; 6 dativo. 3 acusativo; 2 instrumental; 1 prepositivo; 6 regem dois casos e 2 outros três casos.

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2.2 - as preposições em gramáticas normativas e históricas

As gramáticas históricas de Nunes (1945), Carneiro Ribeiro (1957) e Said Ali (1964) classificam as preposições como partículas que pertencem ao grupo de palavras variáveis, mas que passaram por processo de transformação até se tornarem invariáveis.

É costume dividir as partículas em quatro espécies: advérbios, preposições, conjunções e interjeições, mas, pròpriamente falando, essas quatro espécies não passam de duas, uma que compreende os advérbios, preposições e conjunções, outra na qual entram as interjeições, visto como entre as três primeiras não há em rigor verdadeira distinção, tendo, na sua origem, a maioria das chamadas conjunções saído dos advérbios e destes as preposições latinas que foram adoptadas pela nossa língua (Nunes, 1945: 340).

Carneiro Ribeiro (1957), na sua obra Estudos Gramaticais e Filológicos, considera as preposições essenciais da língua portuguesa: a, ante, perante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, por, sem, sob e sobre. Na visão do autor, no final do século XIX, há de se considerar separadamente as duas preposições per e por, fato que os gramáticos do século XX desconsideram, reduzindo, assim, o número das preposições essenciais para dezesseis, por entenderem a junção das preposições por e per em apenas uma: por.

Nascentes (1960: 101) define a preposição como a palavra que estabelece relação entre duas outras. A função de conectivo relacional e a divisão em essenciais e acidentais utilizadas pelo autor correspondem aos mesmos conceitos da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB- 1959), em que são enunciadas como preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e trás. Preposições acidentais: afora, conforme, consoante, durante, exceto, feito, fora, mediante, salvante, segundo, senão, tirante, visto. Para as palavras (duas ou mais) que funcionam como preposição, tem-se o que se chama de locução

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prepositiva: apesar de, a fim de, acima de, dentro de, fora de, antes de, depois de, em frente de, atrás de.

Almeida (1989), na sua gramática normativa, afirma que o número de preposições existentes em nosso idioma é pequeno (Soares Barbosa chega a contar apenas 16 propriamente ditas); daí resulta ora o emprego de preposições diferentes com idêntico sentido, ora o de uma preposição com significados diferentes.

A gramática normativa de Cunha e Cintra (2001: 554-556) divide as preposições, de acordo com a sua forma, em simples e compostas. As preposições simples se dividem ainda em essenciais e acidentais. São simples e essenciais quando são formadas por um só vocábulo. São preposições essenciais:

A com em por (per) trás

Ante contra entre sem

Após de para sob

Até desde perante sobre

As preposições compostas (também nomeadas de locuções prepositivas) são formadas de duas ou mais palavras, sendo a última delas uma preposição simples (geralmente de) como se constata nos seguintes casos: Abaixo de a fim de Acerca de além de Acima de antes de A despeito de ao lado de Adiante de ao redor de A par de em redor de Apesar de em torno de A respeito de em vez de Atrás de graças a

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Através de junto a De acordo com junto de

Debaixo de para baixo de De cima de para cima de Defronte de para com Dentro de perto de Depois de por baixo de Diante de por causa de Embaixo de por cima de Em cima de por detrás de Em frente a por diante de Em frente de por entre

Em lugar de por trás de etc.

Ao comparar a divisão estabelecida por Cunha e Cintra (2001) e Nascentes (1960), pode-se observar a sintonia de conceito e exemplos que une a gramática normativa e a histórica, o que é compreensível pelo fato de ser uma classe de palavras que possui um repertório fechado e por isto, invariável.

2.3 o estado da arte

Estudos filológicos e de gramática histórica procuram valorizar o papel que as preposições ocupam nas línguas neolatinas como a pesquisa de Atzori (1939) La preposizione “de” nel latino volgare, em que a autora tem como finalidade estudar as alterações morfológicas e sintáticas da preposição de no latim vulgar para determinar a origem das preposições correspondentes na língua italiana di e da. Sobre as preposições na língua espanhola temos Federico Hanssen (1945) que, em sua obra Gramática histórica de la lengua castellana, dedica

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um extenso capítulo à descrição das preposições, nessa língua, desde sua origem no latim até meados do século XX. Há, também, a importante obra de Andrés Bello e Rufino José Cuervo (1954), Gramática de la lengua Castellana, em que os autores destacam a importância das preposições no idioma espanhol.

Estudos sobre as preposições, no Brasil, têm ocupado espaço significativo nas últimas décadas, e vêm apresentando aumento expressivo de pesquisas sobre essa classe gramatical. Mudam as perspectivas e modelos de abordagem, porém conserva-se o indicativo de importância desses conectivos no sistema da língua portuguesa.

Como exemplos de estudos recentes sobre as preposições podemos citar algumas pesquisas que enriquecem o já significativo interesse por essa classe gramatical, demonstrado por reconhecidos linguistas, não só na língua portuguesa como em outros idiomas. Na sequência apresentamos algumas das pesquisas desenvolvidas em universidades brasileiras sobre o assunto.

Carla Elsuffi BORGES (UFRGS – 2005) na sua pesquisa intitulada De inusitatis praepositionibus: um estudo das preposições essenciais em textos lexicográficos procura na Teoria Semântica de Pottier a fundamentação teórica para a investigação do tratamento lexicográfico dado às preposições essenciais nos dicionários gerais brasileiros.

Pedro Perini Frizzera da Mora SANTOS (UFMG – 2007), na pesquisa sobre a Epistemologia cognitiva para o Uso de preposições – o caso da preposição de, dedica seu estudo à análise de uma preposição específica do português brasileiro: a preposição de, por ser um conectivo estabelecido por gramaticalização e que tem valor semântico-espacial PRIMEVO, sendo que esse valor pode ser

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reconhecido direta ou indiretamente no uso atual. Nas conclusões o autor acredita ser possível pensar em um nível alto de acidentabilidade para as ocorrências da preposição em análise, dada a intensa presença de uso da preposição de e a sua fragilidade semântica, pois na avaliação desse conectivo há grande chance de variação e “erro” quando de sua efetivação como item lexical por falante da língua portuguesa.

Davi de Oliveira SANTANA (UFB – 2007) desenvolveu estudo sobre Prefixos derivados de preposições em textos de língua portuguesa do século XVII até a contemporaneidade com a finalidade de verificar os processos de gramaticalização que ocorrem com a mudança das preposições em prefixos, bem como os princípios aplicáveis a essa mudança, comparando textos em língua portuguesa dos séculos XVII e XVIII entre si, com dados etimológicos e com informações do século XIV, coletadas por Poggio (2002), relativas às preposições que os originaram. A mudança linguística acontece a partir do momento em que a inovação linguística for aceita por mais de um falante, sendo assim, o processo de mudança linguística é mais uma questão de aceitação do que de inovação, sendo que esse processo envolve diferentes níveis linguísticos (fonológico, morfológico, sintático etc.).

O autor confirma o crescente interesse pela investigação histórica dos fatos linguísticos, nas pesquisas funcionalistas, revigoradas pela teoria da gramaticalização e lembra que, na perspectiva funcionalista, o estudo da mudança está vinculado ao pressuposto de que deve existir uma interação e interdependência entre estudos sincrônicos e diacrônicos, por isso apresenta sua pesquisa sobre prefixos derivados de preposições apoiado na concepção da linguagem como um instrumento dinâmico, variável e, sobretudo, mutável. É uma

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abordagem pancrônica de estudo da língua, em que se combinam a informação sincrônica e diacrônica, tendo como meta uma análise mais consistente dos processos de mudança, envolvendo as preposições e seus derivados prefixais no funcionalismo.

Ivan Meneses CALAZANS (UFB – Salvador – 2007) na pesquisa sobre Processos de prefixação: estudo de prefixos latinos provenientes de preposições e seus reflexos no português faz uma análise das preposições ex, ab, de e ad, que, através dos processos de gramaticalização, passaram de preposições a prefixos. Na sua trajetória para o português, algumas dessas preposições se mantiveram, enquanto outras desapareceram. O estudo tem como base teórica o funcionalismo e a teoria da gramaticalização.

Elaine Marques THOMÉ (UFRJ – 2008) realizou seu trabalho Preposições de, em, com e para em adjuntos adnominais: uma análise variacionista, à luz da sociolinguística quantitativa laboviana com a finalidade de comprovar o esvaziamento semântico da preposição de em relações de adjunção adnominal, indicado pela possibilidade de alternância com outras preposições como em, com e para.

Aparecida de Araújo OLIVEIRA (UFMG – 2009), Relações semântico-cognitivas no uso da preposição em no português do Brasil. O estudo procura os significados de relações evocadas por essa preposição e as possíveis conexões entre tais significados, na tentativa de provar a existência de uma motivação semântica de natureza cognitiva para os usos da preposição em. A autora lembra que a maior parte das pesquisas anteriores sobre preposições da língua portuguesa, desenvolvidas dentro de outras linhas, trata das preposições ditas essenciais, geralmente sob uma perspectiva morfológica ou sintática. A maioria dessas investigações encaixa-se

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na corrente gerativista ou normativo-prescritiva, ou ainda, estruturalista. Com base nessas observações sobre os tipos de pesquisas feitas sobre as preposições, a pesquisadora procurou associar as explicações cognitivas para usos da preposição em às intuições que os falantes nativos revelam sobre a ligação entre tais usos.

Daniele Felizola de OLIVEIRA (UFF – 2010) no seu trabalho aborda os Aspectos morfossintáticos das preposições portuguesas à luz do funcionalismo. O estudo está focado na teoria funcionalista que procura explicar os processos de gramaticalização pelos quais as preposições se modificaram. Esses processos são definidos como mecanismos de extensão de sentidos utilizados na língua, com o objetivo de conceituar circunstâncias, relações não passíveis de serem expressas pelos recursos até o momento existentes. Nas modificações sofridas pelas preposições houve um processo de recategorização por inferências pragmáticas de sentido (mudanças no uso) que se desenvolveram diacronicamente, lembrando que a gramaticalização é motivada pelo léxico, pela sintaxe e pela pragmática, ao produzir novos sentidos, modificando seus referentes.

Paula Roberta Gabbai ARMELIN (USP- 2011) desenvolveu seu trabalho intitulado: Sentenças bitransitivas do português do Brasil revisitadas à luz da Teoria de Núcleos Funcionais Aplicativos, com a finalidade de descrever e explicar a possibilidade de alternância entre as preposições a e para na introdução do elemento indireto, bem como a possibilidade de alternância na ordem dos complementos do predicado verbal.

Destaque-se que, das pesquisas sobre preposições, aqui referenciadas, entre os anos de 2005 a 2011, a maioria segue a linha teórica funcionalista, apoiadas na temática da gramaticalização (teoria

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linguística que surgiu a partir da segunda metade do século XX) que prioriza, na sua análise, o estudo de fenômenos específicos de mudanças linguísticas, que Gonçalves (2007) define como as alterações de propriedades sintáticas, semânticas e discursivo- pragmáticas de uma unidade linguística que promovem a alteração de seu estatuto categorial.

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III: Estruturalismo linguístico