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3.3. Konaklama Öğretmenlerinin Özel Eğitim Alanında Yaşadıkları Güçlüklerin

3.3.9. Konaklama Öğretmenlerinin Kat Hizmetleri Dalı Modülünü

Os arcabouços teóricos discutidos nas sessões anteriores, juntamente ao nosso modelo de ciclo de vida modificado, sugerem relações explícitas entre uso e cobertura do solo, entendidos como variáveis endógenas ao modelo, e um conjunto de atributos socioeconômicos, espaciais e biofísicos, tomados como variáveis exógenas (ver TAB. 2.1).

De acordo com a teoria do ciclo de vida (Caldas et al., 2007; Walker, 2004, 2003; McCracken et al., 2002, 1999; Walker & Homma, 1996) , o desmatamento aumenta com o número de trabalhadores familiares e com o grau de dependência domiciliar. Por seu turno, os modelos de bid-rent (VanWey, Guedes & D’Antona, 2008; Andersen et al., 2002; Almeida & Campari, 1995) prevêem que o desmatamento decresce com a distância ao mercado e com condições precárias de acesso ao lote ao reduzir os preços de saída pagos ao agricultor em sua propriedade. Nesses modelos, o tempo de residência no lote não tem um efeito explícito14, pois é captado sob a influência das variáveis de composição demográfica (pressuposto implícito de simultaneidade entre efeitos de idade e coorte).

Em relação aos sistemas de uso do solo, a teoria do ciclo de vida sugere que a prevalência de culturas anuais (como feijão, mandioca, arroz, milho, etc.) é maior entre lotes recém estabelecidos, em domicílios com uma quantidade maior de dependentes (particularmente as crianças) e com pouca mão-de-obra familiar. Os modelos da geografia econômica (bid-

rent), por seu turno, predizem que a distância ao mercado e as condições de acesso

precárias favorecem o cultivo não-comercial (anuais). Entre os colonos especializados em cultivo de perenes, de caráter mais comercial, as relações são diferentes. Baseando-se nas predições da teoria do ciclo de vida, domicílios mais velhos, com maior tempo de ocupação e com uma quantidade mais elevada de mão-de-obra familiar possuem uma maior área destinada ao cultivo de perenes15. Os modelos da geografia econômica prevêem que domicílios com elevada proporção da produção destinada à venda estão associados a

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Embora os autores utilizem ambas as variáveis de controle (tempo de residência e composição demográfica domiciliar) nos modelos empíricos, eles não discutem os mecanismos de interação entre elas.

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As duas primeiras relações estão ligadas aos riscos associados a um sistema de retorno demorado, ou seja, a taxas de desconto baixas (Walker & Homma, 1996; Ellis, 1993) e a última à sua característica intensiva em mão-de-obra (Walker et al., 2002).

maiores áreas sob cultivo de perenes16 (Browder, Pedlowski & Summers, 2004; Walker, Moran & Anselin, 2000). Por fim, de acordo com a teoria do ciclo de vida, os domicílios com ênfase em formação de pasto e criação de gado têm menor razão de dependência e menor estoque de mão-de-obra familiar, devido ao manejo do gado e à formação de pastagem serem atividades de baixa intensidade de mão-de-obra. As associações entre o mercado e o sistema especializado em gado e pasto podem assumir direções distintas: positiva, se o gado se auto-transporta (VanWey, Guedes & D’Antona, 2008; Walker et al., 2002; Perz, 2001; Faminow, 1998), negativa, se o custo de alimentação superar o gasto energético durante o deslocamento do gado (Walker et al., 2002).

A TAB. 2.1 apresenta as principais relações preditas pelos arcabouços teóricos sobre ciclo de vida e integração com o mercado no nível do domicílio. As variáveis destacadas em negrito estão diretamente associadas aos arcabouços conceituais já apresentados e ao modelo modificado, sugerido na seção 2.3. As demais variáveis de controle, em cinza claro, foram extraídas da revisão sobre determinantes da cobertura e do uso do solo de Walker et al. (2002) e Angelsen & Kaimowitz (1999). Todas as variáveis incluídas na TAB. 2.1 serão utilizadas como variáveis independentes nos modelos empíricos testados nesta tese; os detalhes de mensuração serão discutidos nos capítulos 5 e 6. A seção seguinte apresenta as evidências empíricas relevantes em relação às variáveis que caracterizam a influência do ciclo de vida e do lote e o grau de envolvimento com os mercados em relação ao uso da terra em diferentes partes da Amazônia.

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Embora não discutido diretamente pelos modelos, as culturas de perene em determinadas áreas são cultivadas independentemente das condições de acesso, uma vez que são mais dependentes da característica biofísica do solo (Perz & Walker, 2002).

TABELA 2.1 Predições sugeridas pelo arcabouço modificado do ciclo de vida

Variável Endógena

Nível Micro (domicílio/lote)

Ciclo de Vida Domiciliar

Idade do colono + - + +

Razão de dependência domiciliar + + - -

Número de mão-de-obra familiar + - + -

Ciclo de Vida da Terra

Tempo de ocupação + - + +

Nível Meso (região de fronteira)

Interação Rural-Urbano

Número de filhos não-coresidentes - - - ns

Remessas de dinheiro dos filhos +/- - + +

Rede Social

Participação em cooperativas +/- - + +

Nível Macro (mercados regionais/nacionais/globais)

Relação com o Mercado

Distância ao Mercado - + - +/-

Boa acessibilidade ao lote + ns + +

% da produção destinada à venda + - + +

Características secundárias Base Biofísica Área total + - + + Fertilidade do solo + - + - Topografia plana + + - + Atributos econômicos Riqueza inicial + - + + Renda não-agrícola - - +/- +/- Renda agrícola +/- - + + Mão-de-obra contratada + - + +

Posse de título de propriedade - + +

Número de créditos agrícolas +/- - + +

Atributos pessoais do chefe

Sempre trabalhou com agricultura? + - + +

Classes de Uso/Cobertura do Solo

Área (%) em mata primária - + - -

Área (%) em culturas anuais + + - +/-

Área (%) em culturas perenes - - + -

Área (%) em pasto + +/- - +

Modelo de Sistemas de Uso do Solo Variáveis Exógenas Pasto / Gado Anuais Perenes Variável Endógena Modelo de Desmatamento Área Desmatada

Nota: ns = não significativo; +/- = efeito dúbio

Fonte: Elaboração própria com base em Caldas et al. (2007); Walker (2004, 2003, 1999); McCracken (1999) e Walker & Homma (1996)

2.5 Evidências Empíricas sobre o impacto do Ciclo de Vida e da Integração