4.1. Yanlışsız Öğretim Yöntemleri ile İlgili Temel Kavramlar
4.1.7. Öğrencilerin Performans Düzeylerini Belirleme Yöntemleri
Evidências sobre a teoria do ciclo de vida
A literatura empírica tem mostrado efeitos distintos da influência do ciclo de vida sobre as mudanças no uso e cobertura do solo em regiões tropicais (Walker et al., 2002). Em geral,
as variáveis que localizam o estágio do ciclo de vida (idade do chefe [+], tamanho do domicílio [+], número de homens adultos [+] e razão de dependência demográfica domiciliar [+])tem efeito mais consistente sobre o desmatamento (Pan et al., 2007; Caldas
et al., 2007, 2003; Walker, 2003; Walker, Moran & Anselin, 2000; Pichón et al., 1997b;
Jones et al., 1995), ao passo que as indicadoras do ciclo do lote (tempo de residência) são mais influentes sobre os sistemas de uso do solo (anuais [-], perenes [+], pasto/gado [+]) (Pan & Bilsborrow, 2005; Barbieri, Bilsborrow & Pan, 2005; Walker et al., 2002; Perz & Walker, 2002; Perz, 2001; Marquette, 1998; Pichón et al., 1997b; Murphy, Bilsborrow & Pichón, 1997; Jones et al., 1995).
É importante salientar que para muitos outros estudos as variáveis indicadoras de ciclo de vida não apresentam efeito significativo sobre as categorias de cobertura e/ou uso do solo (VanWey, D’Antona & Brondízio, 2007; Mena, Bilsborrow & McClain, 2006; Aldrich et
al., 2006; Caviglia-Harris & Sills, 2005; Browder, Pedlowski & Summers, 2004; Perz,
2003; Murphy, 2001; Alston, Libecap & Schneider, 1996; Almeida & Campari, 1995; Almeida, 199217), ou mostram resultados contrários ao predito pelo modelo original de Chayanov (VanWey, D’Antona & Brondízio, 2007; Walker, Moran & Anselin, 2000 para estoque de gado; Pichón et al., 1997b, para anuais), mesmo sob diferentes especificações funcionais de variáveis dependentes e/ou independentes. Entre os estudos sobre ciclo do lote, somente Walker, Moran & Anselin (2000) encontraram uma relação não-prevista (negativa) entre tempo de residência e estoque de gado. Os autores argumentam que a redução do rebanho reflete a queda na produtividade do pasto em razão da perda progressiva da fertilidade do solo e da invasão do mato. No geral, o ciclo do lote parece ter mais respaldo empírico do que o ciclo de vida entre os estudos aqui revisados.
As TAB. A.1a e A.1b sintetizam os principais estudos que explicitamente incorporam variáveis que localizam o domicílio em seu estágio do ciclo de vida e em seu nível de envolvimento com os mercados locais entre os pequenos agricultores da Amazônia. Na TAB A.1a estão elencados os estudos, a área de representatividade, o tamanho amostral, o arcabouço analítico e a variável dependente de análise. A TAB. A.1b, por sua vez, sintetiza
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ALMEIDA, L. O. Deforestation and turnover in Amazon colonization. Washington, CD: World Bank, 1992. (Manuscrito não publicado).
os efeitos estimados das variáveis apresentadas na TAB. 2.1 ao longo de diversos estudos empíricos no nível do domicílio em diferentes fronteiras agrícolas da Amazônia18.
A diversidade das direções e significância dos efeitos obtidos pelos modelos empíricos sobre ciclo de vida tem sido interpretada por meio de três principais explicações: 1) como a predominância das características biofísicas do solo sobre as domiciliares (Moran et al., 2006); 2) como o resultado das especificidades das diferentes áreas de estudo em que o modelo teórico tem sido testado (Rindfuss et al., 2007), ou 3) em razão da diversidade das medidas utilizadas como indicadores de uso e cobertura do solo (VanWey, D’Antona & Brondízio, 2007; Walker et al., 2002). Apesar de diversos, os resultados são consistentes com o modelo de ciclo de vida sugerido na seção 2.3. Por exemplo, o fraco suporte empírico do ciclo de vida frente às evidências significativas das influências dos mercados confirma a previsão do nosso modelo de perda da capacidade explicativa da estrutura demográfica sobre as estratégias de uso do solo em ambientes de pós-fronteira. A significância estatística do ciclo do lote sobre os sistemas de uso do solo pode estar captando as influências de fatores de nível regional (meso), pois a maioria dos modelos empíricos em que seu efeito foi significativo não controlava por migração e remessas de dinheiro dos filhos não-coresidentes nem por pertencimento do agricultor a associações/cooperativas locais.
Evidências sobre a influência dos mercados
Os resultados para a integração com o mercado são mais consistentes com as predições sugeridas pelos arcabouços teóricos do que os resultados para o ciclo de vida (ver TAB A.1b). Duas variáveis têm sido empregadas nos modelos empíricos para medir o grau de envolvimento com os mercados locais: a distância ao centro urbano mais próximo e as condições de acessibilidade em períodos chuvosos. Domicílios que se encontram mais distantes dos centros urbanos e que possuem piores condições de acesso têm uma maior superfície contínua de mata intacta, uma menor área destinada à agricultura comercial e maior utilização de insumos agrícolas (Caldas et al., 2007, 2003; Mena et al., 2006; Pan et
al., 2004; Perz, 2003, 2001; Walker et al., 2002; Godoy, Franks & Claudio, 1998;
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Embora haja uma quantidade maior de covariáveis que as apresentadas na tabela em todos os artigos revisados, procuramos nos ater às que definem o problema deste capítulo. Assim, foram sumarizados os resultados referentes à composição demográfica domiciliar (por idade e sexo), tempo de residência, distância e condições de acesso aos mercados.
Marquette, 1998; Pichón, 1997b; Alston, Libecap & Schneider, 1996; Beaumont & Walker, 1996).
Poucos estudos reportam uma relação não predita pelas teorias de integração ao mercado. Pan et al. (2007), por exemplo, observam uma relação positiva entre distância ao mercado e percentual desmatado entre 1999 e 1990 para a Amazônia Equatoriana. Os autores sugerem que esse desmatamento é uma resposta não-tecnológica à manutenção da sobrevivência em razão da fragmentação das propriedades (Barbieri, Bilsborrow & Pan, 2005). Estudos conduzidos na Amazônia Brasileira (Rondônia e Pará) também observaram uma associação positiva entre distância aos mercados e desmatamento, embora as associações não tenham sido estatisticamente significativas (McCracken et al., 1999; Jones
et al., 1995; Almeida & Campari, 1995). Os autores interpretam esse resultado como uma
reação dos agricultores a um mercado de terras altamente especulativo associado ao processo de migração interna que conduziu colonos mal-sucedidos ao conhecido ciclo do colono pioneiro durante os anos 1980 e 1990.
Alguns estudos reportam um efeito positivo entre aumento da distância e maiores áreas em pastagens (VanWey, Guedes & D’Antona, 2008; Perz, 2001). Esse resultado pode ser consequência de dois pontos distintos: a) como os gados podem se transportar para o mercado, áreas distantes podem se especializar em pecuária (VanWey, Guedes & D’Antona, 2008); b) as pastagens em áreas distantes do mercado podem refletir o final do processo de deterioração da fertilidade do solo após uso intensivo num sistema rotacional não-tecnológico de anuais (Pan & Bilsborrow, 2005; Pichón, 1997b).
A literatura empírica sobre integração com o mercado, portanto, confirma as predições do arcabouço da geografia econômica sobre a mudança no uso do solo em função da distância aos mercados. Na área de estudo de Altamira, no entanto, nenhum estudo empírico até agora utilizou medidas precisas de distância aos centros urbanos. O único estudo que sugere essa relação para a área de estudo (VanWey, Guedes & D’Antona, 2008) tomou como referência a acessibilidade ao lote durante o período chuvoso. Esse pode ser um fraco preditor (confirmado na TAB A.1b) uma vez que mesmo lotes com boa acessibilidade na entrada do travessão podem perceber determinadas atividades agrícolas como de alto risco, caso esteja muito afastada dos mercados locais.
Nesta tese, pretendemos suprir essa lacuna incorporando medidas espaciais de distância euclidiana19 a cada um dos centros urbanos que compõem a área de estudo (Brasil Novo, Medicilândia e Altamira). As medidas separadas que indicam acessibilidade aos mercados são importantes (diferentemente do que é feito em muitos estudos, que só utilizam a distância à rodovia Transamazônica, como Walker et al., 2002, Caldas et al., 2007, Perz, 2001), pois nem todos os agricultores têm sua produção recolhida pelos compradores na rodovia, elevando o custo de se adotar determinadas culturas agrícolas. Incluímos também a proporção da produção vendida. Nenhum estudo revisado utiliza essa variável (com exceção do estudo de Walker et al., 2002, que emprega a proporção da produção destinada à venda sob a forma de receita por cultura na construção da variável dependente – os sistemas de uso do solo). A proporção da produção vendida é um importante indicador do grau de integração com os mercados e tem influência sobre a preferência dos proprietários, uma vez que modifica sua propensão ao risco (Singh, Squire & Strauss, 1986; Barnum & Squire, 1979).