BÖLÜM 1: KAVRAMSAL VE KURAMSAL ÇERÇEVE
1.3. Entegrasyon Teorileri
1.3.1. Klasik Teoriler
Segundo MORVAN (1990), é difícil propor uma definição, aceita unanimemente sobre a noção de “filière” ou cadeia de produção, todavia, é possível aproximá-la marcando a presença de três elementos constitutivos determinantes:
a) Uma sucessão de operações de transformações dissociáveis, separáveis e ligadas entre si por ligações técnicas e tecnologias: trata-se de um “espaço de tecnologias” susceptíveis de se modificar em função do estado dos conhecimentos científicos dominantes e das modalidades de organização das relações de trabalho;
b) É também um conjunto de relações comerciais e financeiras que se estabelecem entre todos os estados da transformação: esses fluxos de trocas montante- jusante constituem um “espaço de relações” orientadas pelas técnicas ou pelos mercados cujas restrições condicionam mais ou menos as trocas;
c) É, enfim um conjunto de ações econômicas que presidem a valorização dos meios de produção e que participam na definição de um espaço de estratégias e asseguram a articulação das operações.
Conforme MELLO & MATTUELA (1999), dentro desse contexto, a cadeia de produção pode ser visualizada como um sistema de fases sucessivas e verticalmente integradas, representando o fluxo produtivo e distributivo do produto individualizado. Porém o sistema também é horizontalmente interligado em todos os seus níveis com outros sistemas na disputa pelos meios de produção disponíveis.
Porém MALASSIS (1979), na caracterização de sistemas agroalimentares, além do sistema verticalmente integrado, inclui algumas ligações horizontais com outros sistemas denominados de empresas e serviços de apoio. Nesse caso, a cadeia agroalimentar ("filière" principal) estaria interligada com outras cadeias
("filières" de apoio ou secundárias). Parece claro, então, que é possível se fazer uma
distinção do que seja uma cadeia produtiva pura e simples daquilo que é conhecido como "filière".
No presente trabalho, o conceito de cadeia de produção limita-se àquelas relações entre os elos que formam a integração vertical do sistema, que tem origem na produção primária e término no consumo final. Assim, a cadeia produtiva das frutas e dos sucos, na sua forma simplificada, pode ser representada pelos seguintes elos: a montante, pela pesquisa, assistência técnica e extensão rural e produção de insumos, enquanto, a jusante, pela produção primária, agroindústria, setor de distribuição e consumo, conforme ilustrado na Figura 2.1.
Para SARÁVIA (2000), os conceitos anteriores permitem visualizar a aplicação do conceito de rede às chamadas "cadeias produtivas", isto é, o conjunto das atividades que participam das diversas etapas de processamento ou montagem para a transformação de matérias-primas básicas em produtos finais. O elo entre segmentos, ou entre firmas, é feito pelo mercado.
Incluída neste último conceito, ainda que parcialmente diferente, está a cadeia logística, constituída pelas atividades que integram o ciclo produtivo desde a obtenção da matéria-prima até ao consumo por um cliente final. Veja-se, então, o conceito de complexos industriais, que nada mais são que os conjuntos de cadeias produtivas que têm origem nas mesmas atividades ou convergem para as mesmas empresas e mercados.
Se bem que seja possível detectar este tipo de associação em épocas muito antigas, modernamente a cadeia produtiva passa a se comportar como se fosse uma só empresa, de porte proporcional à diversidade e complexidade dos produtos e dos
processos, graças às inovações tecnológicas no controle a distância do fluxo de informações e insumos e à consolidação de capacidades de gestão centradas no conceito de parceria - o que garante uma coordenação eficiente.
Não se pode falar em cadeia de produção de sucos de frutas sem abordar seu aumento de competitividade. A competitividade depende da solução não só dos principais problemas fitossanitários da fruticultura, com destaque no amarelinho e o cancro dos citros e ameaças em outros tipos de pomares, que aumentam o custo da produção nacional. Com a abertura comercial, o suco brasileiro tende também a ganhar mais competitividade, abrindo espaço para maior interação com as empresas multinacionais de bebidas. A partir da literatura estudada e da análise documental realizada até este ponto, pode-se inferir algumas ações em prol da competitividade do setor:
Desenvolver técnicas de transporte ágil para sucos pasteurizados visto sua validade de trinta dias, para explorar oportunidades criadas nesse nicho de mercado e ainda pouco aproveitadas pelo Brasil;
Abrir mercados para outros tipos de suco de frutas, inclusive misturados com alguns vegetais, beneficiando-se do reconhecimento do suco de laranja brasileiro no mercado internacional;
Promover a prática crescente da aproximação aos consumidores finais, como cadeias de varejo, fornecendo produtos com a marca dos compradores;
Solucionar problemas fitossanitários desde o pomar até o consumidor final e fortalecer a defesa sanitária no país;
Desonerar a produção nacional de sucos de tributos que prejudicam a competição com concorrentes que dispõem de iguais benefícios. Novas políticas tributárias deverão eliminar a cascata de impostos revertendo esta situação;
Buscar novos mercados para os sucos de frutas, planejando para a expansão e criando oportunidades no Brasil bem como em outras regiões do mundo.
Cabe salientar, no caso das exportações, que estas não deveriam ser encaradas como a solução imediata aos problemas gerados por outras conjunturas. A exportação exige um cuidadoso e inteligente trabalho de planejamento e adequação para fornecer atendendo as mais diversas exigências.
Porém, não se pode deixar de enfatizar a necessidade de desenvolver maior agressividade mercadológica explorando o conceito “fruta tropical”, visto que as grandes corporações estão reforçando suas logomarcas antes do que os nomes dos países de origem, inclusive grupos brasileiros, como já foi tratado anteriormente. O conceito “fruta tropical” traz consigo um forte apelo ambientalista associado a lugares de virginal e singular beleza, podendo assim estimular atividades turísticas juntamente com a promoção de atividades industriais para transformação de frutas em sucos.