3. BÖLÜM
3.1.1. Kişisel Değerlere Yönelik Literatür Araştırması
sabe mesmo ou se é nervosismo que não deixa responder. Parece que tem mesmo enormes dificuldades com a matemática fundamental.
Outra aluna vem. Outros vêm e alguns sabem e outros têm dificuldades com a fatoração.
Os exercícios que fazem são: 74) a) ab + 3b – 2ab – b -ab + 2b = b(-a + 2)
b) a2x2y + 3 a5xy – 2 a2x2y – a5xy = c) 4(x – 2) – 6x + 10 =
d) 4(a3b2 – 2a5) – 6 a3b2 + 10a5 =
Professor de educação física entra na sala e vai distribuir rifa para arrecadação de dinheiro para comprar um espelho novo, é para a sala de dança.
A turma continua e o assunto – fatoração – é recebido com dificuldades Recreio
A Professora desce com a fita adesiva para o tênis do rapaz.
Na sala dos professores converso com E., a professora de Educação Física, que estava ensinando forró na sala de dança, ao lado da sala dos professores. No horário do recreio, dançando com eles, parecia ter prazer com a tarefa. Comento com ela a sua disposição e o seu molejo que é realmente muito bom. Como dança! Ela fala-me que é falso achar que os meninos gostam da educação física, não, eles gostam é do espaço, da liberdade e ...
Fala também do cansado que ela sente, e fala que hoje haverá capoeira. Fala-me ainda que acha muito bom que apareçam pessoas da Universidade na escola e que se ela tivesse condições de por no papel sua prática, suas ações na escola, seria outra profissional; pensa em fazer coisas diferentes o ano que , mas quando chega em casa, está exausta.
Sinto o professor extenuado na escola e desejoso de coisas novas, que alimentem o seu trabalho. Ali, naquela escola, também sinto um certo abandono, como se aquele trabalho todo, aqueles professores com uma dedicação enorme, estivessem isolados, sem incentivos, sem interlocução. Eu também estou exausta.
Turma C 10
Vão chegando aos poucos, há grande agitação.
Professora: – Vamos continuar até o número 27 (referindo-se aos exercícios do livro).
192
Um aluno chega até mim, olha meu caderno, pergunta o que estou fazendo ali. Explico. Ele assenta-se ao meu lado, o que, nesta sala dos grandes, é novidade. A Professora distribui livros. Chama a turma para trabalhar:
- Ô C10! C10!... Trabalhar!
Os alunos estão em duplas. Assunto: semelhanças. A turma está agitada. Professora: – J., vou perder a paciência já. Não me responde.
O aluno ao meu lado chama a Professora.
No quadro há uma pixação com letra de muro (incompreensível), mas, quem a fez, entende do negócio.
Agora as duplas conversam, trabalham e eu observo, não participo.
Meu parceiro chama a Professora e ela diz a ele para me consultar. Era a dica que faltava, ele fica agora à vontade comigo. Fazemos o problema 21 da página 21. Todos acham resultados diferentes do livro, inclusive nós. Eu digo que o livro está errado e confiro, escondido, na calculadora. Está mesmo, por que será? Desconfio de uma medida, que foi fornecida para a resolução, depois de outra e onde era para ser 3,5cm me parece grande; confiro, vou lá e meço com a régua, verificando que o lado do triângulo vale é 2,5cm. O aluno não concorda, coloca a régua a partir do 1cm. Como a medida ficou errada, muitos outros acharam o resultado errado do exercício, que dependia exatamente deste dado.
Fico preocupada porque o aluno realizou a medida desta maneira, ele já é bem grande, quase adulto.
Fizeram 3,5 : x :: 6,5 : 3.200 enquanto que corretamente no lugar de 3,5 era 2,5. Quase a sala toda havia feito esta medida erradamente, na verdade, alguns fizeram a medida e o valor do lado foi sendo passado, de boca em boca.
(...)
O aluno ao meu lado não sabe transformar cm em m e eu ensino. Agora ele diz lembrar-se.
A turma trabalha mesmo, hoje estão produzindo, a “galera” de trás também.
Atrás de mim, no fundo, à direita, tem um aluno que reclama o tempo todo que a professora não vem, não o atende e que matemática é muito difícil.
Um aluno se aproxima de mim, não sei seu nome, mas é o mesmo que veio ver meu caderno no começo da aula. Ele quer saber se vou levar minhas anotações para meus alunos na universidade. Digo que não e puxo conversa, perguntando a ele como era a escola antes, já que ele tem mais tempo lá.
Ele me diz que era diferente, que não era assim não. – Então, como era diferente?
Aluno: – não era assim...
– O professor passava a matéria no quadro e... ah, era, muito melhor, passava a
esta matéria. Tentei, tentei e ela não veio quando eu chamei, então, eu desisti. Olha a sala, quem tá mesmo fazendo e prestando atenção?!
A Professora está falando para a sala toda e para o aluno que conversa comigo: – Você vai ler em casa e fazer...
A turma se organiza para o fim da aula. Sinal.
(08/10/99) – Turma A 9 – 29 alunos presentes Entram aos poucos.
A Professora orienta grupos de 4, arruma a sala e os poucos que cá já estão se preparam.
O aluno G. (menino) joga sobre a mesa da Professora um livro de literatura, O segredo da casa amarela.
Professora: – G., me escute, você precisa fazer o trabalho com o livro. Leve o livro e faça. E não adianta escrever qualquer coisa porque eu conheço todos os livros. G. se assusta e retoma o livro.
Eu lhe pergunto: – você está fazendo trabalho de literatura em matemática? G. não responde e ri.
(...)
Turma A 10 – 30 alunos presentes
Os alunos vão entrando na sala e conversando muito alto.
Jogam as carteiras. É um momento difícil, dois alunos disputam corporalmente um mesmo lugar e chamam a Professora.
Professora: – Não me chamem, vocês vão resolver isso sozinhos. Um grupo vem sentar-se comigo.
Outros vão chegando lentamente, puxando cadeira com o pé e ... agitação total. Professora: – prontos para escutar. Prestem atenção: estes modelos são só para observar e colorir que a gente vai fazer. Vocês vão pensar um desenho, as formas geométricas... [a Professora propõe um trabalho com malhas, que cada um pense o seu desenho e o construa, podendo colorir desde o começo ou não].
Os dois alunos que brigavam pela carteira resolvem a pendenga: alguém saiu do grupo e os 2 sentaram-se lado a lado, conversam e trabalham.
São 6 grupos de 3 a 6 pessoas. São distribuídas malhas.