2.3. ÇEVRESEL MALİYETLER
2.3.2. İçsel (Özel) Maliyetler
O mesmo trabalho se desenrola, alunos organizados em grupos, lendo e mostrando questões, utilizando-se do livro.
(...)
A forma de trabalho é a leitura do livro e a resolução de exercícios.
Saio para buscar livros na outra sala (peço uma coleção para eu usar ali acompanhando melhor os assuntos). Quando vou à outra sala, encontro uma Professora conhecida, que me fala da nova direção do CAPE (Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais em Educação, da Prefeitura), das dificuldades de composição do Governo... Me impressiona como qualquer professor sabe opinar sobre estas coisas... a “rede” de conversas dentro da rede de escolas...
Volto para a sala.
A Professora sai e vai buscar livros. Alunos conversam e pedem para eu intervir num caso onde um aluno foi copiar do outro e... apenas olho para a situação (parece criada por eles para criar para mim um certo embaraço). Tudo continua, muita conversa e um certo ritmo de trabalho meio autônomo, meio solto.
O aluno, o tal que no começo da aula achou que eu tinha função punitiva, chama- me para resolver 11.n + 77 = 132. Fiz com ele, olhando o exemplo do livro até achar o valor de n. O livro propõe subtrair 77 dos dois membros, usando a propriedade... e depois dividir por 11...
Sou objeto de curiosidade. Me chamam. Perguntam as horas. Um chegou perto e olhou a cor dos meus olhos e perguntou-me o que eu fazia ali mesmo; disse-me:
- Ah, se eu fosse professor não estaria nesta escola!
- Por quê? É uma boa escola...
Não quis falar, passa para mim uma impressão ruim dele quanto à escola. (...)
Parece-me que vão correndo, fazendo os exercícios, sem seguir nem o roteiro proposto pelo autor.
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Olho o livro – Equações - página 201 - é um livro de 6a.série - o autor propõe
desafios sobre "pense um número..." visando, parece, trabalhar o raciocínio e as operações algébricas, introduzindo equações. Como eu cheguei na segunda aula, não sei a explicação que tiveram como introdução ao tema... parece-me que foi direto no livro.
A sala está em certa agitação... um reclama de fome, uns se dispersam e a Professora insiste muito sobre como cada um faz o que deve fazer.
A orientação da Professora é para copiar tudo no caderno, inclusive os exercícios propostos, e só então resolver. Noto que quase todos copiam tudo.
Noto que a Professora insiste com um certo aluno F. para que trabalhe. Ele parece que não faz a atividade proposta.
A Professora circula. Eu olho um aluno que está pensativo e pergunto se posso ajudar. Ele me fala do problema n . 8 + 32 = 0. Sabe que dá 4 mas não sabe o que fazer para achar este valor. Faz devidamente o cálculo mental, mas não domina o procedimento matemático para achá-lo. Ajudo-o a montar a expressão, apenas olhando no livro e propondo fazer o que o autor propõe, que fala da idéia de montar a expressão e depois ir desmontando, desfazendo, utilizando propriedades matemáticas.
A Professora insiste com F. que não quer fazer.
Um pequenininho vem até a mim com a seguinte pergunta:
3 . x + 2 . x + x + 4 = 32. O autor fala, na página 204, que três vezes uma quantidade, mais duas vezes ela, mais ela própria, resulta em seis vezes a quantidade. Leio com ele e ele vai fazendo uma cara de estranheza. Vou mostrando a operação para chegar a 6 . x e escrevo 6 . x + 4 = 32. O aluno dá um “estalo”, diz que entendeu e continua a fazer.
Muitos agora “enrolam”, é o final da aula. Bate o sinal. Recreio.
Turma C 9 - 3o. ano do 3o. ciclo - 25 alunos presentes Os alunos entram silenciosamente.
A Professora pega o material da última aula da turma e propõe continuar. São 15:40 horas. Começa a agitação, entram e saem. Professora busca material na salinha. Professora: - Moçada, vamos lá! Quem ainda não começou e não estava na aula passada, a gente começou na página
Aluno: - Nós estamos no meio do ano e estamos na página 7?! Professora: - Pra você ver.
(constato que já estudaram outros capítulos do livro e deixaram o primeiro para agora)
Professora: – Continua, leia e discuta com o grupo. Faça os exercícios. (...)
Professora: – R. e R. (dois alunos com o mesmo nome) vêm para cá. (propõe formar outro grupo). Os alunos não aceitam. Eu proponho que quem está começando agora fique mais junto. Vai falando com um e outro e recompõe os grupos.
A turma conversa, ri, fala de coisas e trabalha. A Professora circula agora.
Uns chupam pirulito. Uns têm boné. Todos com camiseta e calça (ou saia, bermuda). Se a camiseta não é a do Colégio, usam umas comuns, com escritas sobre a turma, alguma coisa de formatura, com assunto da Escola. Quase sempre todos os alunos com camisetas com assuntos da Escola.
A Professora chama a atenção para a concentração necessária. Circula. Aparentemente, os alunos têm a mesma faixa de idade (14/16 anos). Professora faz a chamada e os alunos vão respondendo: eu, oi, aqui... Há um clima de paquera entre alguns maiores.
O assunto em estudo é semelhanças. O calor é grande. A turma trabalha. Riem alto, às vezes.
A Professora se aproxima e conta-me o seu planejamento: Já estudamos os capítulos 2 e 3 (denominado números e cálculos – contagens, porcentagens, uso radicais – equações, sistemas problemas) e agora vamos para a semelhança, por isto voltei ao capítulo 1. Depois vai entrar em trigonometria e estatística.
Pergunto-lhe sobre a compreensão dos conteúdos, que como o livro propõe pensar e analisar, com atividades para tal, se não é mais difícil do que o modelo tradicional onde os conteúdos eram expostos.
Aurora: - Eu custei a me sentir segura trabalhando desta forma; eu precisava ir ao quadro e expor o conteúdo. Agora não. Esta turma não tem a experiência de trabalhar com este livro, porque veio do ano passado que não era assim e estamos fazendo uma adaptação. (entendo que com as outras turmas, dos mais novos, vê que se desenvolvem bem melhor, pois têm tempo para se acostumarem com a nova forma de trabalho).
Alguns alunos levantam para perguntar.
Vejo alunos usando bem a régua para medir os triângulos para certificarem-se da proporcionalidade dos lados.
Uma aluna pede-me para lhe explicar. Eu pergunto, explicar o quê?
Ela me diz: - Tudo!
Daí digo que tudo não tem jeito, que ela comece do começo. Ela volta para o seu lugar e fica assentada. Estranho.
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A Professora circula.
Os alunos agora estão mesmo trabalhando.
A aluna que queria saber tudo circula na sala e acho que não está fazendo.
Alguém entrega carteirinhas de identificação dos alunos na porta e um aluno distribui naturalmente na sala, sem que nada pare.
Há agora certa dispersão, conversa e desconcentração. A Professora retoma o trabalho e acompanha os grupos.
Fala à frente da sala: - Só um minutinho. Não sei o que está acontecendo hoje. Vocês fizeram mais falar do que fazer. Em relação à última aula vocês não fizeram nada. Principalmente o grupo de trás. Pode parar!
Aluno: - É o M.!
Professora: - Não sei se é o M. não. M. vai para a frente. Senta-se.
Professora - amanhã vou dar uma explicação só sobre escala.
Faltam ainda uns dez minutos para bater o sinal e já tem gente em pé, entregando o livro para a professora e batendo papo. Faz-se um grupo em torno da Professora e conversa-se na forma de um bate papo até o sinal.
Turma A 10 - retorno
Entram agitando, conversando, jogando papel... Saem para beber água. Vão voltando e retomando os grupos.
A Professora é abraçada constantemente. Geo. conversa muito comigo, é do grupo que está ao meu lado. Há uma certa reclamação no ar...
Professora: - Eu também não queria duas aulas de matemática, no mesmo dia... mas nem por isto vai...
Geo. – uma menina de 13 anos mais ou menos – mostra-me retratos de um show com alguém que parece famoso, mas eu não conheço. Pergunta minha idade, se tenho filhos...
Professora: - Vamos concentrando para a aula, mas tá difícil!
Pelo grupo de 3 , ao meu lado, a produtividade é pequena. Geo. pergunta-me sobre o problema 14, da pág. 207 e eu auxilio.
Professora: - O número 15, vamos ver quem vai acertar? Que respostas já temos? 5 ou 9; 7,5 - por que não pode dar número decimal? - porque é camelo; 14; 7. Qual é a resposta certa? Vamos ver?
Proponho ao grupo trabalhar e fazermos o exercício 15, na tentativa de ajudar a Professora no andamento...
filho do meio terá o dobro do caçula. O mais velho terá o triplo do caçula mais 3." A turma se agita com o desafio e se movimenta para fazer.
Professora: - Ô moçada! ...
Dá “dura” naqueles alunos que foram para a janela. A turma conversa muito
Professora: - O outro exercício que foi mais complicado e que o pessoal pediu para explicar é o 4. Lê para mim o 4.
Aluno: - Ah, sobrou!
Aluna lê: "Minha calculadora enlouqueceu! Se eu digito um número, ela soma o número 2 e multiplica o resultado por 4. Veja só: digito 1 e aparece 12. Eu digitei um número decimal x e apareceu 13 no visor.
a) escreva a sentença que descreve o que a calculadora fez
b) discuta qual é o número x (trata-se de um número com vírgula)."
Professora no quadro 1 + 2 → 3 x 4 →12.
E se eu digitar 5? I., quanto vai dar? Se eu digito 5? Somar 2? Quanto é o resultado?
5 + 2 → 7 x 4 →28
E se digitar 3, o que a calculadora faz? a + 2
Professora: 5 x 4 = 20. E se digitar o número x? (x+2) x 4 = 13
Quadro 1 + 2 → 3 x 4 →12 . . 3 + 2 = 5 → 5 x 4 = 20 x → x + 2 → 4 (x + 2) 4 (x+2)=13
Aluno: - Esta resposta dá 15?
Professora: - Não sei, é uma dessas aqui.
O grupo ao meu lado quebra a cabeça com o 14, dos camelos. A turma se empenha no problema 15. Há uma disputa para resolver, conferir resultados. Uns brigam. Outros desistem.
A Professora está sentada no fundo da sala e os alunos se revezam até ela, perguntando.
Uma aluna me pergunta sobre o exercício 18, da pirâmide.
Professora: - Podem guardar o material e ficar sentados no lugar. Grande agitação para encerrar.
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A Professora fecha a porta; deixa sair a... parece ser aniversariante. A aluna do ovo reclama. A Professora diz que a aluna tem direito de não querer [levar ovada]. Há grande agitação.
Sinal. Saem. Saímos. Encerra-se o turno.
(18/08/99) – Turma A 9 - 30 alunos
Entram, deixam os materiais e saem para beber água (ou dar uma volta). (...)
A Professora pergunta o que foi explicado na semana passada. Explicam. A turma vai retornando lentamente.
Um aluno faz um desenho do “Tass”, personagem de desenho animado da WB, copiando e o desenho é muito bem feito.
Vão entrando, conversando; chupam pirulitos e chup-chups. A Professora vai organizando os grupos.
Quadro página 204 e 207 – exercício 07 até 18.
Professora: – Chega de papo agora, vamos trabalhar.
Aluna: – Eu vou ganhar walkman hoje e já vou descer com minha fita Leandro/Leonardo. Vou dormir com ela.
Aluno: – Fiz até o 17.
Aluna: – Fiz até o 12; eu esqueci.
A Professora vai aos grupos, manda pegar o livro e... São 14h20min. Na sala são 08 grupos com 3 a 4 alunos cada.
A Professora fala que tem tido paciência: - Agora vamos trabalhar; eu sei que estamos tendo uma visita, mas agora chegou, vamos trabalhar.
Um aluno entra no grupo e não é bem vindo pelos colegas. A Professora não interfere diretamente, fala em se articularem melhor. Falo para trabalharmos juntos (tento acolher o tal aluno). Um outro aluno reclama e o aluno que quer se inserir sai dizendo: - Vai tomar no cú.
Entra na sala uma retardatária.
Quase todos conversam, muito e alto, e vão trabalhando.
O aluno tal, que não foi acolhido no grupo, pede a Professora um livro. Ela diz que distribuiu todos, não tem mais (isso ocorre porque alguns levam os seus para casa e não trazem). Pergunto se posso oferecer o meu; posso; ofereço.
A Professora circula, orientando os grupos. Eu participo de um grupo.
resultado multiplicado por 6, obtendo-se 30. Que número é este?” Seguem algumas anotações feitas pelos alunos:
n + 8.6 = 30 ⎣6 n + 8 = 30/6
0 5
- 08 n + 8 = 05 - 08
- 3 n = - 03
Um aluno faz a 2; 1 aluno faz a 11 pois não quer fazer junto com os colegas; o grupo está meio desconectado.
A Professora faz chamada.
Grupo – continua fazendo; o clima na sala é de conversa e agitação. F. me chama em sua carteira. Vou.
A Professora sai e pede para eu olhar a sala. Fico bem séria para ver se me respeitam. A turma, no esquema de conversa, trabalha. A Professora volta.
Agora a Professora é chamada ao telefone e pergunta-me se tomo conta da sala. Aceito, preocupada. De novo “fecho a cara” e a turma trabalha.
É inacreditável o que acontece na sala neste momento: um pega a caneta do outro, um não sabe uma coisa, outro não sabe outra, outro não veio na aula passada, outro cospe no outro, um levantou e deu um abraço esperto na colega! Sinto muita variedade de ação e reação, não é fácil! O que fazer?
Posteriormente converso com a Professora e noto que ela está bem entrosada com esta heterogeneidade, aceita-a, procura agir ali dentro do grupo na medida do possível. Entende que muita coisa faz parte do grupo e procura aceitar e agir naquilo que considera ser necessário mudar.
Recreio.
Turma C 9 – 22 alunos presentes (...)
Quadro página 138 a 141 – exercício 1 a 10
A Professora hoje vai retomar o assunto razão/proporção.
Os alunos vão entrando lentamente. De novo, pirulitos e chup chups. Professora: – Olhe só, na última aula... explica a lição a ser feita. Aluno faz que dorme.
Professora: – Ô fulano!...
A Professora propõe as páginas 138 a 141 é para ler e discutir (são exercícios com medidas – perímetro, áreas e volumes – problemas diversos).
Aluno: – Professora, temos que viver em paz, sem discussões.
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Há dispersão e lentamente recomeçam a trabalhar. A Professora faz chamada.
Os alunos lêem, conversam e trabalham e conversam e... Professora: – Quem tiver dúvida, chame.
Um grupo chama, a Professora atende.
Um aluno descobre que está com o livro errado. Agora a sala trabalha.
A Professora fala do Clube dos Contadores de História que se formou, de alunos e professores da escola, que está aberto a quem quiser participar. Percebo que ela participa. Anuncia que na próxima segunda feira irão apresentar ao público.
Aluno para outro Aluno1: – O que é razão? Aluno1: – Não sei
Aluno para mim: – Me explica o que é razão?
Vou ao livro e mostro razão e proporção. Tento, como vejo a Professora fazer, que ele busque compreender pelo livro, na lógica dele.
A Professora me diz que a turma está mole hoje... diz que acha que não estão lendo direito no livro, parecem afoitos para fazerem os exercícios e realmente não lêem. Uma menina pediu-me para explicar... peguei o livro e orientei a leitura... havia dificuldades com operações básicas. Foi fazendo mesmo assim.
Outros fazem perguntas. A Professora não responde, orienta para que eles procurem no livro e façam raciocínios análogos. Vai olhando os alunos, circulando na sala: - Fulano, você não está fazendo; fulano, você não leu...
(...)
Bate o sinal.
25/08/99 – Turma C 10
Estamos a Professora e eu na sala. Os meninos vão chegando.
Uma aluna convida-me a sentar com ela. Outros também. A Professora diz que hoje pode se organizar a sala em grupo e dupla.
Professora: – Olha só, antes de começar... M.... W.... olhem aqui, antes de começar os exercícios...
Há muito barulho e conversa
Professora: – Ô moçada, antes da gente continuar as tarefas da aula passada, vou entregar as fichas de avaliação. Alguns alunos vão receber convocação para a reunião.
Alunos protestam. Outros estão felizes. A Professora entrega as fichas.
questão de muita falta a aulas.
Há alunos felizes, que riem; há alunos circunspectos, preocupados. Aluno 1: – Dá vontade de chorar