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Kişilik Hakkı İhlallerinde Hukuka Uygunluk Nedenleri

2.7. BASIN ÖZGÜRLÜĞÜNÜN İÇERDİĞİ HAKLAR

3.2.1. Kişi Haklarının Korunması

3.2.1.4. Kişilik Hakkı İhlallerinde Hukuka Uygunluk Nedenleri

No que diz respeito à habilidades e competências, os alunos foram expostos à base de competências necessárias para graduandos e gestores, proposta por Berdrow e Evers, citada no capítulo 2 do presente trabalho. A seguir, foi pedido que os alunos destacassem as habilidades neles desenvolvidas em cada área de acordo com a experiência de intercâmbio.

As competências definidas por Berdrow e Evers (1996 apud RICCIO e SAKATA, 2006, p. 286), juntamente com as habilidades destacadas pelos alunos dentro de cada uma delas, estão dispostas a seguir em Quadro 4, Quadro 5, Quadro 6 e Quadro 7.

Quadro 4 – Análise da competência de Gestão Pessoal

Gestão pessoal Desenvolvimento constante de práticas e rotinas internas para maximizar a habilidade de lidar com a incerteza em um ambiente altamente variável.

Aluno 1 Gerir a instabilidade emocional e profissional dentro de um ambiente de trabalho, ao ponto de obter clareza e transparência entre comunicação e as atividades realizadas. Aluna 2 Sem dúvidas, em um intercâmbio, a pessoa vivencia muito a questão de reagir a situações

incertas, desconhecidas, inesperadas, o que muito se assemelha ao que se vive no ambiente corporativo. Além de adquirir uma experiência maior nesse tipo de situação, a pessoa também desenvolve um senso maior de autoconfiança e uma capacidade de reação mais veloz.

Aluno 3 Principal benefício, pois tive que gerir meu dinheiro, fazer compras, pagar contas, enfim, um grande engrandecimento pessoal.

Aluna 4 Aplico este fator à minha vida pessoal no geral enquanto vivi sozinha, tendo que administrar minhas finanças, fazer minhas compras, reduzir minhas despesas, resolver meus problemas de forma independente e me adaptar a uma cultura totalmente nova. Aluno 5 Houve principalmente crescimento em relação à autonomia em relação às decisões

referentes às variáveis do dia a dia.

Aluna 6 Lidar com uma nova cultura na qual não era adaptada, com muitas incertezas, tendo que conter gastos e aproveitar ao máximo a experiência de se estar no exterior, conciliar os estudos com as viagens e lazer.

Aluno 7 Uma das mais importantes para um intercâmbio. Quando se chega a um ambiente novo, onde não se conhece ninguém, é importante conseguir se manter emocionalmente estável, e ser proativo ao lidar com as burocracias de um outro país.

Fonte: Criado pela autora.

Para a competência de Gestão Pessoal, aproximadamente 70% dos alunos relacionaram as habilidades desenvolvidas com a maturidade em relação às incertezas, seja no

ambiente profissional ou pessoal, por meio do equilíbrio emocional, autonomia e autoconfiança. Os outros 30% concordaram que os benefícios percebidos nesta área estão principalmente associados ao gerenciamento financeiro pessoal, alcançando mais independência e capacidade em resolução de problemas.

Doné (2012) afirma que o objetivo dos programas de intercambio cultural é desenvolver competências que serão necessárias para a vida profissional, pessoal e acadêmica. Tal aprimoramento foi percebido pelos estudantes nas três áreas.

Quanto à competência de comunicação, Justino (2009) reconhece que no contexto de interdependência global, os profissionais devem dominar a comunicação transcultural, apresentando uma visão sistêmica e podendo trabalhar em um ambiente diferente do seu ambiente regional. O Quadro 5 expõe a visão dos alunos quanto ao desenvolvimento desta competência.

Quadro 5 – Análise da competência de Comunicação

Comunicação Interagir efetivamente com diversas pessoas e grupos para facilitar a coleta, integração, e tratamento de informação.

Aluno 1 De forma clara e objetiva, repassar as informações para todos os envolvidos.

Aluna 2 A necessidade de se comunicar de forma efetiva e assertiva é imprescindível e bastante desafiadora em um intercâmbio, até pela comunicação, na maioria das vezes, ocorrer em outro idioma. Quando o indivíduo realmente se desafia e tenta se comunicar em outro país mesmo com dificuldade, ele aprende muito acerca de como se tornar compreendido para os ouvintes ou receptores, o que também pode lhe auxiliar em muito na vivência corporativa. Afinal, de nada adianta possuir boas ideias e ser um bom profissional se você não consegue mostrar isso para as pessoas.

Aluno 3 Importantíssimo, pois como morei com pessoas desconhecidas, tive que me adaptar a outros costumes, a uma outra realidade.

Aluna 4 Este foi um dos fatores mais desafiadores para mim durante o intercambio, pois, além de estar aprimorando meu inglês dentro do ambiente universitário (pois as aulas eram ministradas em inglês), tive o desafio de viver o meu dia-a-dia me comunicando na língua local (o alemão).

Aluno 5 Os diferentes tipos de grupos sociais encontrados no país de destino contribuíram para o crescimento cultural e entendimento de visões e culturas diferentes.

Aluna 6 A interação com intercambistas de diversos países diferentes, com culturas e línguas diferentes. A interação com os professores, e outros alemães que muitas vezes tinham o vocabulário do inglês limitado.

Aluno 7 Durante um intercambio, principalmente o início, uma das características que se deve desenvolver é a capacidade de se comunicar e estar aberto a novas pessoas. Isso faz toda a diferença na experiência.

Fonte: Criado pela autora.

No que diz respeito à competência de Comunicação, a adaptação à língua, grupos sociais e costumes locais foi bastante percebida. Pode-se associar este fenômeno à habilidade

de flexibilidade. Neste contexto, também foi citado pelos alunos a ampliação da “visão de mundo” devido ao contato com culturas e costumes diferentes.

Três dos sete alunos relacionaram, ainda, a competência de comunicação ao ambiente profissional ao destacarem a habilidade de se comunicar com clareza e objetividade, sendo compreendido por todos os receptores, como benefício adquirido com o desafio de se comunicar em um ambiente multicultural.

Para Gallon e Scheffer (2015), algumas das vantagens da experiência internacional para as empresas são o desenvolvimento da liderança, a expansão do mercado, a solução de problemas e o desenvolvimento da organização. Na visão do profissional, Sousa e Valadão (2013) o aprendizado vivência internacional acontece, também, por meio da exposição aos colegas do país acolhedor e relacionamentos multiculturais. Nesse contexto, o Quadro 6 expõe as opiniões dos alunos quanto ao desenvolvimento da competência de Administrar Pessoas e Tarefas.

Quadro 6 – Análise da competência de Administrar Pessoas e Tarefas Administrar

Pessoas e Tarefas Realizar tarefas planejando, organizando, coordenando e controlando recursos e pessoas. Aluno 1 Buscar a sinergia da organização, agrupando as devidas pessoas com suas atividades de

modo que os objetivos sejam alcançados.

Aluna 2 Na faculdade e mesmo na vivência cotidiana em outro país, o indivíduo está sempre se relacionando com outras pessoas que, muitas vezes, possuem uma cultura completamente distinta da dele. Então, aprende-se muito acerca de como se relacionar com pessoas e como concentrar seus esforços em prol de objetivos comuns, algo extremamente vivenciado no ambiente de trabalho também.

Aluno 3 Como morei com pessoas desconhecidas, as divisões de tarefas em casa foram de grande engrandecimento, as compras em conjunto, buscando sempre as melhores formas de convivência. Além disso, na faculdade, fazer trabalhos em equipe com pessoas que não conhece, saindo totalmente da sua zona de conforto é, sem dúvida, outro grande desafio na parte de administrar a si mesmo e um grupo.

Aluna 4 Este fator foi percebido através da convivência diária com pessoas de diferentes culturas. Na faculdade tive que administrar a comunicação de forma geral e trabalhar em grupo com pessoas de diversas nacionalidades e em casa tive que conviver num ambiente em comum com duas pessoas que até então eu não conhecia, tendo que zelar por este ambiente e manter um bom relacionamento com os meus colegas de apartamento. Aluno 5 A vida em moradias estudantis consistiu nisso, ao tempo que era preciso coordenar as

tarefas de cada morador ao longo dos meses.

Aluna 6 Os trabalhos em equipe, que eram bastante comuns. A convivência com minhas colegas de casa, divisão das tarefas domésticas.

Aluno 7 Em minha experiencia, desenvolvi essa característica porque era um tipo de “diplomata” da residência onde morava (mais de 90 intercambistas de todo o mundo moravam lá). Eu negociava e administrava situações com o vigia da casa, para que pudéssemos realizar atividades na residência.

Observa-se que a competência Administrar Pessoas e Tarefas foi desenvolvida com a convivência diária com pessoas de diferentes países e culturas. A divisão e organizações das tarefas de casa foi citada por cinco dos sete alunos, que perceberam esse desafio como principal fator no desenvolvimento de habilidades como planejamento, organização e, novamente, flexibilidade. Em um ambiente internacional os alunos tiveram que interagir com pessoas de diferentes nacionalidades e, apesar das diferenças, definir um objetivo comum e planejar o seu alcance.

Segundo Ortiz (2004), o fenômeno da globalização exige que estudantes de negócios internacionais estejam preparados para atuar profissionalmente em uma economia cada vez mais complexa, interdependente e dinâmica. Nesse contexto, a capacidade de lidar e desempenhar inovações e mudanças é fundamental. O Quadro 7 apresenta a visão dos estudantes em relação à essa competência.

Quadro 7 – Análise da competência de Gerar Inovações e Mudanças Gerar Inovações e

Mudanças

Conceituar e também dar início a mudanças e administrá-las principalmente as que envolvem cortes significantes do modo atual.

Aluno 1 Sempre buscar melhorias de atividades, reduzindo custo e o tempo envolvido. Estar aberto para novas discussões e opiniões diferentes sobre as tarefas. Não se acomodar. Aluna 2 O intercâmbio em si já é uma mudança de grandes proporções e uma admirável fuga da

“zona de conforto” de qualquer indivíduo. Cabe, então, a pessoa conduzir essa experiência da maneira mais engrandecedora o possível, sempre buscando vivenciar uma nova realidade. Essa experiência ensina muito também sobre a coragem de inovar e mudar, mesmo em menores proporções, em outros aspectos da vida no âmbito tanto pessoal, como profissional.

Aluno 3 Acho que isso se relaciona quando mudei alguns pontos da minha personalidade, em prol de se conviver bem com outras pessoas. Lá eu tinha que aceitar algumas coisas que não aceitaria se tivesse dentro da minha casa, mas afinal, a intenção era essa. No final das contas, mesmo sem perceber, isso me melhorou como pessoa quando retornei ao Brasil.

Aluna 4 Na experiência do intercâmbio, tive que me adaptar a diversas mudanças sobretudo no cotidiano em que eu estava vivendo, e precisei ser muito criativa para gerenciar minhas despesas, poupar gastos, me comunicar de forma assertiva me fazendo compreendida, expor minhas opiniões da melhor maneira possível dentro de um contexto cultural diferente e simplificar minha vida em todos os aspectos.

Aluno 5 A experiência no exterior como um todo consistiu em gerar inovações e mudanças, tanto em relação ao estilo de vida, clima, horários, quanto ao diferente método de estudo. Aluna 6 A adaptação na chegada, tendo que se adaptar a todas as mudanças de rotina anterior e a

adaptação no retorno para casa. As mudanças internas, na forma de ver o mundo e a realidade de uma forma muito mais ampla.

Aluno 7 A maior inovação que se pode atingir, e a inovação pessoal. E em um intercâmbio isso e quase garantido. Você, sem dúvida, volta outra pessoa.

No que diz respeito à competência Gerar Inovações e Mudanças, os alunos relacionaram a experiência internacional como um grande gerador de mudanças pessoais, em prol da ambientação à nova realidade. As habilidades destacadas foram coragem, ao ter que abrir mão da sua “zona de conforto”; mais uma vez flexibilidade, ao “abrir a mente” para os novos costumes e maneiras de pensar; criatividade ao gerenciar despesas pessoais e se comunicar sem o domínio da língua nativa e adaptação aos novos costumes, estilo de vida, e até mesmo ao clima no país receptor.

4.1.6 Relação entre habilidades e competências adquiridas e mercado de trabalho

Posteriormente, foram questionados sobre quais competências ou habilidades desenvolvidas durante o intercâmbio favoreceram a entrada no mercado de trabalho. Gestão pessoal e comunicação foram as mais citadas, esta última com 80% de manifestação.

Acredito que o intercâmbio me ajudou a desenvolver minha habilidade de comunicação, desafiando-me em relação a timidez e a própria assertividade da comunicação mesmo, algo imprescindível a um profissional. Além disso, também acho que me ajudou a desenvolver ainda mais a minha capacidade de resolução de problemas e de raciocinar mais rapidamente, pois passei por algumas situações em que tive que solucionar por conta própria e sem o conhecimento do idioma. Também acredito que esse tipo de experiência auxilia no desenvolvimento de um profissional mais capacitado (ALUNA 2).

Quanto às situações profissionais onde a atividade de intercâmbio foi ponto destacado em seus currículos, 100% dos alunos confirmaram a ocorrência, afirmando que consideram a experiencia internacional como benéfica, como citou a Aluna 4: “Acredito que foi benéfico à medida que pude demonstrar que adquiri habilidades e passei por experiências transformadoras que só foram possíveis com as situações vividas através de um intercâmbio”.

4.1.7 Relevância do intercâmbio cultural para a formação profissional em Administração

A nona questão visava expor a opinião dos alunos quanto à relevância da experiência de intercâmbio para a formação profissional em Administração. Neste ponto, 100% dos alunos consideram a vivência internacional como importante para o desempenho acadêmico e profissional na área de gestão.

Não só para a administração, mas para qualquer estudante de ensino superior. No caso da administração, o retorno é importante, pois você tem a oportunidade de conhecer outras visões de clientes, outras visões de empreendimentos, onde tudo pode virar uma ideia ou melhoria em algum ponto. Continuo até hoje com ideias de investimento em negócios que pude conhecer quando estava lá” (ALUNO 3).