1.6 MARKANIN FONKSİYONLARI
2.1.3 Kişi-Marka İlişkisi
Esta turma era constituída por 12 elementos, 6 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, com idades compreendias entre os 12 e os 15 anos.
A maioria dos alunos residia nas proximidades da Escola, nas freguesias de Abraveses e S. José, contudo verificavam-se casos, onde os alunos tinham a sua residência, na periferia da cidade, em locais como Calde, Campo e Bodiosa.
Em diálogo com os alunos, nas aulas iniciais fomos percebendo num cômputo geral quais os seus passatempos, as suas experiências em termos desportivos e as suas expectativas para o ano letivo, entre outros aspetos. Da mesma forma apercebemo-nos que os alunos se apresentavam saudáveis, onde somente um aluno sofria de asma.
De entre os doze alunos, existiam três que atualmente praticavam modalidades desportivas federadas: Xadrez, Ténis de Mesa e Basquetebol (um praticante de cada modalidade respetivamente). Existia, também, uma aluna que já tinha sido praticante federada de Ginástica, e dois que tinham praticado Natação.
Os alunos desta turma, tinham o desporto e a atividade física bem presentes nos seus hobbies, onde o Basquetebol, o Futebol, a Natação, a Patinagem e a corrida por recreação, eram praticados com regularidade.
Em média, cada aluno praticava 4h horas de atividade física semanalmente: as aulas de EF, com um bloco de 90 minutos de segunda-feira das 8h30 às 10h e um bloco de 45 minutos de quarta-feira das 11h40 às 13h25, às quais se juntavam 2h fora da Escola.
Para além das referidas horas de prática, alguns alunos ainda fizeram parte das equipas do Desporto Escolar (DE), na modalidade de Xadrez (4 alunos).
A nível dos eventos desportivos que se realizaram na Escola, os alunos desta turma aderiram de forma significativa, tendo participado no Corta Mato escolar, no torneio 3x3 de Basquetebol e no Mega–Sprint onde nas duas primeiras competições referidas, conseguiram o apuramento na fase escolar, para ir disputar a fase regional.
Em termos comportamentais, salvo raras exceções, a turma teve uma atitude salutar, com os alunos a revelarem sempre uma postura correta e predispostos a colaborarem no que lhes era solicitado.
Numa análise global consideramos ter sido uma experiência enriquecedora, que nos obrigou a encontrar um conjunto de estratégias e métodos que nos permitissem melhorar o processo de ensino–aprendizagem.
Através de uma prática reflexiva constante, de modo a compreender as reações dos alunos aos conteúdos, as suas limitações e potencialidades, conseguimos ao longo do ano letivo proporcionar condições aos mesmos de modo a potenciar as suas capacidades técnicas e táticas nas diversas modalidades.
2.2.3.2. 11º P5 e P10
Apesar de serem duas turmas distintas, participaram na aula de EF como uma só, por isso iremos considerá-las como uma única turma nas seguintes explanações. Ambas pertencentes ao 11º ano, uma do Curso Profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos (CPTGE) e a outra do Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial (CPTMI). Pelo fato dos conteúdos programáticos a abordar serem iguais, a instituição entendeu por bem fazer a sua junção na disciplina de EF, com um bloco de 90 minutos correspondente, das 8h30 às 10h de sexta–feira.
O conjunto das turmas perfazia 24 alunos no seu total (12 alunos de cada turma), todos eles do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 16 e os 19 anos.
A maioria dos alunos residia na periferia da cidade, em localidades como Cavernães, Cepões, Povolide e Calde. Alguns deles oriundos de famílias com pais emigrados ou com algumas limitações em termos socioeconómicos.
Nas primeiras aulas, de modo a conhecer melhor a realidade das turmas, tentamos através de conversa, perceber quais os seus passatempos, a importância que o desporto tinha para eles, bem como as expetativas para o ano letivo que iria decorrer. Da mesma forma conseguimos identificar quais os casos clínicos, a ter em atenção, com um aluno a sofrer de esquizofrenia e três alunos asma.
Uma turma composta por alunos que em alguns casos fora do período letivo não praticavam desporto ou atividade física, porém a maioria em média praticava 1h30 de desporto e atividade física, realizando Musculação, BTT, corrida por recreação e Futebol.
Dos 24 alunos, 4 praticavam a modalidade de Futebol de forma federada e 1 era praticante de BTT, participando em várias provas distritais e nacionais.
Em termos comportamentais, esta era uma turma onde em alguns casos a idade biológica, não correspondia à maturacional, o que por vezes levou à ocorrência de comportamentos desviantes (pontualmente eram solucionados). Porém a evolução dos alunos em termos socioafetivos ao longo do ano foi progredindo no sentido positivo, um aspeto de realçar, excedendo as nossas expectativas.
No que concerne ao processo de ensino-aprendizagem, em módulos como por exemplo a Ginástica, a motivação para a prática não era a desejada, visto não serem modalidades do agrado dos alunos, mas nem por isso estes deixaram de colaborar e de realizar as propostas que lhes eram apresentadas.
Em suma, esta foi a experiência na qual nos sentimos mais gratificados, pela adesão que os alunos tiveram, pelo companheirismo que revelaram para connosco, e pelo clima relacional que se gerou em torno das aulas.
Por vezes, mais do que existir uma linha que separa professor e alunos, deve haver um círculo que nos une em torno do processo de ensino-aprendizagem, e esta foi uma ideia que tivemos sempre em mente, que acabou por apresentar os efeitos desejados em termos práticos.
2.2.4. Desporto Escolar
No quadro dos grandes objectivos educacionais, o DE consigna a concretização duma educação integral, que possibilite aos alunos oportunidades acrescidas de aperfeiçoamento e desenvolvimento pessoal, quer seja nos planos percetivo-motores, físico-motores ou sociomotores.
Assim, é consensual a atenção relativamente a algumas questões de princípio fundamentais das quais se destacam o reconhecimento da Escola como meio privilegiado em todo o processo de formação desportiva, o reconhecimento de que o mesmo significa um elemento da maior importância no quadro do sistema educativo e o reconhecimento de que cabe ao Estado um papel fundamental na promoção do desporto na Escola.
O DE associa a si diversas potencialidades, sendo um elemento fulcral do processo educativo. Mais do que um simples espaço para a prática desportiva, este assume um papel de relevância a nível educativo e formativo, fomentando, entre outros, um princípio sociopedagógico basilar, igualdades de oportunidades, prática desportiva de todos e para todos.
Este é um espaço com um potencial enorme de sociabilização, onde permite ao aluno adotar comportamentos de autonomia, responsabilidade, desenvolver a sua autoestima, e estimular o sentimento de grupo (sentimento de pretensa), independentemente das suas capacidades.
Possibilita aos alunos, conhecer novas Escolas, novos alunos, novos meios, serem confrontados com realidades diferentes, através da realização de uma prática desportiva com uma caracter mais formal, tendencialmente mais estruturada.
A par da aula de EF, para muitos alunos, este representa o único espaço onde realizam uma prática desportiva, podendo dar assim resposta às suas necessidades e motivações.
O DE, assume-se como uma componente relevante na constante modificação da Escola, tornando-a mais justa, equilibrada e solidária.
No exercício da atividade como docente estagiário no núcleo de DE de Xadrez e Grupo Equipa de Futsal, cuja orientação pertencia aos professores Nuno Azevedo e Pedro Amaro, respetivamente, demos continuidade ao projeto de formação desportiva de alunos da ESV.
Numa pequena nota queremos referir que procurámos desenvolver junto dos alunos fundamentalmente o gosto pela prática regular das atividades físicas e a importância de as mesmas se realizarem num clima de boas relações interpessoais e espírito de equipa.
Foram realizadas várias atividades no âmbito da atividade interna/externa onde efetivamente se verificou o intercâmbio entre as Escolas de agrupamentos diferentes, envolvendo um número razoável de alunos praticantes. No entanto, a nossa perceção vai no sentido de que essa taxa de participação pode ser aumentada, com maior empenho e
participação dos professores de EF e um maior investimento na publicitação e promoção destas atividades junto da população escolar.
Pensamos que algumas condições poderiam ser melhoradas, os horários, também podiam sofrer alterações, no sentido de abrangerem uma maior população de estudantes, como por exemplo, aumentar o número de horas ou então colocar os treinos a horas em que todos os que queiram participar possam ir.
Tivemos a possibilidade de verificar que o nível de satisfação por parte dos alunos no que respeita à participação no DE é muito positiva. O que significa que apesar de haver pouca adesão ao mesmo, este funciona relativamente bem. Os alunos que nunca praticaram DE, ou que já praticaram referem que só acontece por não terem tempo, ou porque não têm a modalidade que pretendiam.
2.2.4.1 Xadrez
O Xadrez pode caracterizar-se, como conteúdo didático/pedagógico, como ferramenta importante para o desenvolvimento de habilidades cognitivas como a atenção, perceção, raciocínio, memória, criatividade, autoconfiança e a capacidade de observação.
Foi a nossa primeira experiência na modalidade, relevando-se como um enorme desafio para nós, encontrando-nos motivados e com vontade de aprender.
As aulas eram lecionadas pelo professor Nuno Azevedo, e decorriam no período da tarde, de quarta–feira, das 14h15 às 15h15, com uma média de 10 alunos por sessão.
Inicialmente começámos de forma autodidata por aprender as regras de jogo essenciais. À medida que as sessões iam decorrendo íamos praticando com alunos que apresentavam um nível de jogo mais reduzido, porém observávamos os jogos que se iam realizando nas aulas, entre os alunos mais capacitados e o professor, de modo a tentar perceber a dinâmica do jogo.
Manifestando sempre uma atitude crítico–reflexiva, conseguimos, com o passar do tempo, verificar melhorias em termos de tomada de decisão na nossa leitura do jogo, o que nos permitia poder ter uma maior intervenção pedagógica perante os alunos.
Em termos organizacionais, cooperávamos com o professor realizando as tarefas que nos eram propostas, sempre predispostos a ajudar no que fosse necessário.
Regularmente eram realizados encontros entre Escolas, nos quais nós participávamos em tarefas de gestão/organização, colaborando desta forma para o desenrolar das atividades de forma positiva.
Fazendo uma análise geral, pensamos ter tido uma prestação bastante positiva, mesmo apresentando algumas lacunas em termos técnicos e táticos na modalidade. Apesar da inexperiência inicial, tentamos sempre instruir-nos de modo a poder integrar esta nova realidade.
Os alunos tiveram um papel importante na nossa intervenção ao longo das sessões, sempre predispostos a colaborar e a interagir, onde por vezes os papéis de aluno e professor, eram alterados, sendo eles a assumir a instrução e nós a apresentarmo-nos como aprendizes.
Uma experiência sem dúvida enriquecedora a todos os níveis.
2.2.4.2 Futsal
Ao contrário do que se sucedera no Xadrez, o Futsal era uma modalidade na qual nos sentíamos mais à vontade, pela experiência que temos vindo a adquirir ao longo do tempo e pelo conhecimento que possuímos da modalidade.
Por sermos treinadores de Futsal, fora do meio escolar, permite-nos ter um conhecimento relativamente às dimensões físicas, técnico-táticas e psicológicas, mais aprofundado. Porém, o fato desta equipa ser do escalão feminino de Juniores, apresentava- se como um desafio, dada a nossa intervenção na ASSCRG, ser com crianças todas do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 5 e os 13 anos, e nunca antes termos desenvolvido qualquer trabalho com uma população alvo, com características semelhantes aos desta equipa.
As aulas da modalidade estavam ao encargo do professor Pedro Amaro e decorriam à quarta–feira das 15h30 às 17h, sendo que em cada sessão estavam presentes em média 8 alunas.
A primeira sessão, na qual estivemos presentes, serviu para o professor fazer a nossa apresentação, e para podermos fazer uma observação das alunas, de modo a tentarmos diagnosticar o seu nível de desempenho e tentar perceber de que modo poderíamos intervir no seu processo de ensino–aprendizagem. Esta era uma equipa que tinha níveis de desempenho heterogéneos, desde alunas a experienciar a modalidade pela primeira vez, alunas que tinham já em anos anteriores participado no DE e alunas que eram praticantes de Futsal e Futebol de 11 federadas.
Após a primeira sessão, o professor propôs-nos que os conteúdos a abordar e a gestão das sessões ficassem a nosso encargo.
Sempre de uma forma integradora, tentamos abordar os conteúdos que entendemos serem pertinentes, estimulando a capacidade de decisão das alunas, a sua “consciência
tática” com a aplicação de jogos reduzidos simplificados, com condicionantes que
obrigavam a uma constante leitura de jogo e antecipação da ação.
Através de uma planificação ajustada às necessidades apresentadas pelas alunas, com a aplicação de tarefas adequadas, conseguimos ao longo deste percurso, verificar uma evolução global muito significativa. Realçando, entre muitos aspetos, a melhoria da compreensão tática por parte das alunas ao compreender e percecionar as diferentes fases do jogo, a melhoria na sua Condição Física, bem como em termos psicológicos, enfrentando o jogo e os adversários de forma mais natural.
2.2.5. Outras Atividades
Com o intuito de debater um conjunto de temas relacionados com as Inteligências Múltiplas, associadas à Educação e em particular à EF escolar, realizou-se no passado dia 27 de Setembro, na Escola Secundária Alves Martins, um Seminário designado:
“Desporto: Cognição e Comportamento”. Este evento foi organizado pelo Curso de
Mestrado em EEFEBS do ISEIT do IP de Viseu, tendo nós, na condição de aluno do Mestrado a responsabilidade da sua organização executiva e moderação durante a apresentação dos temas.
No âmbito deste Seminário os temas propostos foram:
“O desporto e a superação física e mental” da responsabilidade do professor
António Silva, docente da Escola Secundária Alves Martins;
“A importância do Xadrez como ferramenta pedagógica na EF escolar” da
responsabilidade do professor Nuno Azevedo, ESV;
“Dificuldade de aprendizagem na perspetiva das Inteligências Múltiplas” da
responsabilidade da professora Vera Silva, da Faculdade Piaget Brasil;
“Atividades de Aventura na EF: da formação ao quotidiano escolar” da
responsabilidade o professor Bruno Allan, da Faculdade Piaget Brasil.
Para nós, enquanto futuros docentes na área da EF, esta ação revelou-se deveras importante, dotando-nos não só de conhecimento, mas também permitindo-nos perceber de que forma poderemos interagir com os alunos, de forma a ajudá-los a superar as suas dificuldades no campo das aprendizagens, a diagnosticar os seus progressos, a corrigir erros e a refletir sobre os seus próprios processos de aprendizagem.