5. PLANLAMA VE TASARIM SÜRECİNE KATILIMIN KAMUSAL PROJELER BAĞLAMINDA İRDELENMESİ: ANTALYA KENT
5.1 Çalışma Alanı Olarak Antalya ve Seçilme Nedenler
5.1.1 Kentin planlama süreci: süreçte yaşanan olumsuzluklar ve katılım
A pesquisa em campo permitiu descobrir e analisar dois cenários distintos, onde o primeiro apresenta uma empresa que implantou um sistema integrado, uma das mais complexas ferramentas, no qual consegue visualizar e mensurar os resultados, bem como as vantagens adquiridas (implantado em apenas três meses); e do outro lado, outra empresa que está tentando implantar uma tecnologia semelhante, de um fornecedor diferente, mas que ainda vem nesse processo há mais de quatorze anos.
Aparentemente essas empresas não concorrem entre si, onde uma tem como principal objetivo atender as metas e demandas do Estado, e a outra atender as necessidades do mercado, ou seja, uma situação a princípio um pouco confortável, mas que também serve de alerta, principalmente com a chegada do Pólo Farmacoquímico, no qual poderá ou não mudar esse cenário atual dessas duas empresas.
Percebe-se que com a má implantação do ERP na empresa pública, a mesma perdeu competitividade. Além de não vivenciarem as vantagens relacionadas, ainda apresentam pontos negativos, como a falta de confiabilidade no sistema, no qual gera muitos erros, obrigando os colaboradores da empresa a terem um retrabalho, principalmente em ter que checar o real com o virtual. Com isso, algumas das atividades geram bastantes conflitos e problemas, como a gestão de inventários e o fechamento do balanço da empresa.
A empresa privada teve a implantação do SAP R/3 em apenas três meses, enquanto a empresa pública vem tentando implantar corretamente o sistema ERP da Microsiga há quatorze anos. Conforme relato de um dos executivos da empresa, esse problema com a implantação do sistema ainda persiste, pois, ―falta competência para a implantação do sistema‖. Ele diz ainda ―... que o sistema não funciona, e conseqüentemente não se tem confiabilidade, o sistema gera erros, ocasionando retrabalho, principalmente para checar o real com o virtual‖.
Conforme os gestores da empresa pública, com relação ao cumprimento da lei 8666/93, ―... quase tudo prevalece o processo licitatório, os processos passam a serem mais
lentos, demorados e burocráticos, e conseqüentemente passa a implicar em atrasos nos processos, havendo uma possibilidade de perda dos medicamentos por causa da validade.‖
Depois dos estudos de caso, foi percebido que as cadeias de suprimentos ainda não estão trabalhando em parceria, compartilhando seus processos, sistemas e informações, fato este em concordância com a literatura apresentada. Sendo assim, fica visível que só há interação entre os elos a partir do momento que é feita à solicitação ou o pedido, não havendo um acompanhamento como deveria ser.
A literatura sempre chamou muito atenção para a redução de custos na logística, porém, essa variável não foi muito evidenciada nessas duas empresas, dando uma maior importância de maneira geral para o atributo integração, deixando de lado muitas vezes fatores relacionados como a velocidade, competitividade, coordenação interorganizacional e flexibilidade. Essa preocupação das empresas pesquisadas com a integração entre os parceiros ficou bastante evidente, mas acredita-se que talvez a falta de informação e conhecimento das ferramentas de TI possa influenciar com a baixa utilização e planejamento dessas ferramentas que poderiam facilitar o processo de integração entre os setores, fornecedores e parceiros da empresa.
Uma sugestão para melhoria do setor farmacêutico estudado seria uma maior participação nas entidades representativas das indústrias, principalmente as empresas que tem como prioridade a fiscalização, regulamentação e vigilância. Falta também por parte dos órgãos governamentais uma maior contribuição, onde poderia fornecer uma maior orientação e capacitação para todos os membros da cadeia de suprimentos da indústria farmacêutica.
Com relação à área de pesquisas e desenvolvimento (P&D), se faz necessário uma maior participação dos governos e ministérios, visto que os investimentos nessa área são elevados. Bem como uma parceria entre as empresas, instituições e universidades que tenham capacidade, conhecimento e condições de se manter em constante atualização. Para esses órgãos também é preciso um investimento maior em tecnologia da informação, de forma que possa contribuir com a quebra das barreiras e distâncias entre os membros desse elo da cadeia de suprimentos, onde independente da localização poderia haver uma comunicação em tempo real, facilitando e agilizando assim as pesquisas.
Devido à alta competitividade e concorrência no mercado farmacêutico, com relação ao mercado externo, as empresas precisam buscar algumas vantagens competitiva, visando agregar valor aos produtos e serviços, de forma que criem uma maior eficiência e qualidade em tudo que está sendo oferecido ao mercado, seja qual for o elo da cadeia produtiva. Com relação às empresas pesquisadas em Pernambuco, essa preocupação com a concorrência e
competitividade não ficou muito evidente, imagina-se que talvez isso ainda esteja acontecendo em função de existirem poucas indústrias farmacêuticas no Estado, mas que serve de alerta para que as mesmas comecem a pensar e se preparar para o futuro.
Tomando como exemplo esses dois casos estudados, aparentemente essas empresas não concorrem entre si, são as duas maiores indústrias farmacêuticas de Pernambuco, mas uma tem como principal função atender as metas e demandas do Estado, e a outra atenderem as necessidades do mercado, ou seja, uma situação a princípio um pouco confortável, mas que também serve de alerta, principalmente com a chegada do Pólo Farmacoquímico, no qual poderá ou não mudar esse cenário atual dessas duas empresas.
Com a conclusão do estudo de caso, percebe-se que a empresa privada tem uma vantagem competitiva maior do que a empresa pública, principalmente com a utilização da tecnologia da informação na cadeia de suprimentos, em diversos aspectos, conforme apresentado a seguir.
De acordo com as respostas apresentadas pelos executivos da empresa privada, segundo a percepção de cada um, foi possível elaborar uma síntese das vantagens competitivas que a TI pode proporcionar para a organização. Essas informações devem estar baseadas em função da realidade da empresa, visto que foram comparadas com o resumo das respostas referente à aplicação da TI, buscando analisar quais foram às mudanças e melhorias percebidas.
A principal ferramenta de tecnologia de informação da empresa é o ERP, que segundo um dos entrevistados ―é um sistema muito bom e completo, que se estende para todas as áreas‖. Esse sistema busca uma integração desde compra da matéria-prima até a entrega dos medicamentos.
Para os entrevistados, a TI exerce um papel estratégico na gestão da cadeia de suprimentos, proporcionando as seguintes vantagens: confiabilidade, agilidade nos processos (velocidade), encurtar os espaços (integração), segurança, qualificação dos fornecedores, padronização dos processos, segurança, redução de tempo, maior qualidade, redução dos custos e a elaboração dos cálculos gerados automaticamente, como dos tributos, impostos e fretes, evitando erros e as falhas humanas, bem como maiores problemas.
Alguns setores da empresa destacaram pontos importantes, como o faturamento, onde passou a ter informações mais completas; logística, passou a ter as informações cadastradas no sistema, e o compartilhamento das informações com outras áreas evita o retrabalho; compras, passando a trabalhar apenas pedindo a quantidade certa, de acordo com a necessidade, tendo mais informações para fazer a melhor escolha, com informações em
conjunto, e com relação aos fornecedores, onde todos são cadastrados, sabendo quais são os qualificados e o tempo de entrega de cada um, facilitando na contratação dos serviços e aquisição dos produtos com os mesmos. O sistema também permite limitar a quantidade de cadastro de fornecedores, por exemplo, delimitando no máximo três fornecedores para cada matéria-prima. Isso permite ao gestor de compras terem um maior controle e relacionamento com seus fornecedores, bem como uma possível maior confiabilidade e segurança. [grifo nosso]
Com a utilização das ferramentas de comunicação, principalmente as que estão ligadas na Internet, como o Skype, MSN, e-mails e sites, os colaboradores da empresa conseguem trocar informações em real time (tempo real); se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo; pode armazenar e fazer backups das informações tanto as enviadas como as recebidas; tem uma redução dos custos, com a comunicação pela Web, em virtude de ter que pagar apenas para ter acesso a Internet; maior agilidade e otimização nos negócios.
Com a aplicação da TI, mudanças e melhorias foram muitas, principalmente por ter passado da fase manual para automatizada, onde tudo antes era feito através de papéis, com tudo manual. Com a mudança foi possível se reduzir a burocracia e a circulação de papel.
Com relação à empresa pública, logo na primeira entrevista foi percebido que havia um conflito entre a realidade e percepção dos gestores da empresa com relação ao uso da tecnologia da informação, pois o sistema que foi implantado ainda não estava funcionando como deveria. Sendo assim, as perguntas foram direcionadas apenas para avaliar a percepção dos executivos, levando em consideração a implantação do sistema corretamente, como deveria ter sido. Com isso, é possível avaliar as expectativas ou o que os gestores esperam como retorno da tecnologia da informação, analisando quais seriam as possíveis vantagens para a empresa.
Todos os respondentes afirmaram que a TI exerce um papel estratégico na gestão da cadeia de suprimentos, destacando algumas vantagens que podem ser proporcionadas pelo seu bom uso, como: criação de uma rotina para os processos, gerando uma padronização; melhor planejamento, integração, maior produtividade, diminuição do retrabalho, visibilidade, redução de custos, auxílio na tomada de decisão, agilidade nos processos, rapidez, velocidade, maior controle e precisão, confiabilidade das informações e resultados, informações mais rápidas, verídicas e consistentes, ganho de tempo, segurança, rastreabilidade e monitoramento, menos erros, uniformalização e compartilhamento das informações.
Em contradição com a percepção dos entrevistados, conforme o quadro 08 apresentado, onde relataram as possíveis vantagens com a utilização da TI, porém se referindo
à realidade da empresa, quando se trata de tecnologia da informação, além de não vivenciarem essas vantagens relacionadas, ainda apresentam pontos negativos, como a falta de confiabilidade no sistema, no qual gera muitos erros, obrigando os colaboradores da empresa a terem um retrabalho, principalmente em ter que checar o real com o virtual. Com isso, algumas das atividades geram bastantes conflitos e problemas como a gestão de inventários e o fechamento de balanços da empresa.
O que não se conseguiu entender foi o porquê da empresa privada teve a implantação do SAP R/3 em apenas três meses e a empresa pública vem tentando implantar corretamente o sistema ERP da Microsiga há quatorze anos, dados relatados pelos gestores de cada empresa. Buscando uma resposta para esse questionamento, onde segundo um dos entrevistados da empresa pública, esse problema com o fornecedor do sistema ainda persiste, pois, ―ainda falta competência para a implantação do sistema. Tem o sistema, mas não funciona, e conseqüentemente não se tem confiabilidade, o sistema gera erros, ocasionando um retrabalho, principalmente para checar o real com o virtual‖.
Procurou-se entender qual seria o impacto percebido pelos gestores da empresa pública com relação ao cumprimento da lei 8666/93, obtendo como a seguinte resposta: ―Por ser uma empresa pública, onde para quase tudo prevalece o processo licitatório, os processos passam a serem mais lentos, demorados e burocráticos, e conseqüentemente passa a implicar em atrasos nos processos, havendo uma possibilidade de perda dos medicamentos por causa da validade‖.
Com relação à aquisição da matéria-prima, em sua grande parte também passa pelo processo licitatório, onde são feitas as solicitações por parte de cada área ao setor de suprimentos, no qual passa para a diretoria fazer a autorização e liberação, e finalmente são geradas as licitações, baseadas numa previsão anual.