1.6. DUYGUSAL ZEKÂ BİLEŞENLERİ
1.6.2. Kendini Yönetme
A literatura revisada mostra que quando há referencia à sintomatologia em relação ao autismo, não existe um sintoma específico que possa determiná-lo. As informações convergem para um conjunto de prováveis sintomas que quando agrupados são denominados de autismo. No entanto, existem algumas características que são consideradas essenciais no
que se refere a essa sintomatologia, pautadas no modelo clínico e que pode auxiliar os profissionais, inclusive professores, a melhor compreendê-lo e conseqüentemente melhorar o atendimento a essas pessoas.
Assim, a proposta mais importante e adotada pela maioria dos profissionais da área da saúde é a da Autism Society of América – ASA (2006)12, que descreve 18 (dezoito)
características que os indivíduos com autismo podem apresentar com pelo menos metade das características listadas a seguir. Estes “sintomas” podem variar em nível e intensidade. Quanto ao nível, pode ser consideradas de leve a grave, pois podem variar entre uma manifestação pouco aparente a uma manifestação totalmente visível. No que se refere à intensidade, essa pode variar de controlável a incontrolável. Além disso, as alterações dos sintomas ocorrem em diferentes situações e de acordo com a idade da pessoa com a síndrome. No quadro 3 a seguir, essas características serão listadas e baseadas na experiência da pesquisadora no trabalho com essas pessoas.
Quadro 3: Características e Compreensão da Pesquisadora quanto a Síndrome
CARACTERÍSTICAS - ASA COMPREENSÃO DA PESQUISADORA
1. Dificuldade em se relacionar com outras pessoas;
Alguns indivíduos se relacionavam em momentos específicos, em ambientes onde se sentiam mais livres, como no parque ou na hora do lanche.
2. Riso inadequado; Não é uma regra, mas, por exemplo, alguns começavam a rir durante a elaboração de uma atividade sem conseguir finalizá-la pelo fato de rirem indiscriminadamente. Alguns o faziam por terem urinado na roupa ou simplesmente por terem recebido um elogio do professor.
3. Pouco ou nenhum contato
visual; Na maioria das vezes precisava estar atenta quando havia o contato visual de alguns alunos, pois muitas vezes eles estavam olhando “através” de mim e não para mim. Às vezes não estavam prestando atenção nas minhas instruções, pois estavam apenas com o olhar fixo e não estavam assimilando nenhuma informação.
4. Aparente insensibilidade à
dor; É importante estar sempre atento (a), pois alguns alunos se machucavam ao realizarem atividades pedagógicas, no parque ou ao se alimentarem e não percebiam imediatamente.
5. Preferência por estar só; Não é uma característica generalizada, pois convivi com alunos que possuíam boa socialização ou em outros casos, que tinham um “contato social” tímido, porém presente.
6. Fixação por objetos de
rotação; Alguns indivíduos possuíam fixação pelo brinquedo conhecido como “gira-gira”, e queriam ficar girando o tempo todo sem parar. 7. Fixação por objetos
inadequados; Isso varia muito, mas alguns tinham fixação, por exemplo, por boneca sem cabeça ou sem os membros, por produtos de higiene pessoal, revistas, etc. 8. Perceptível hiperatividade ou
extrema passividade;
Em relação à hiperatividade, alguns, por exemplo, ficavam pulando ou correndo sem parar durante vários minutos, paravam e continuavam, outros ficavam inquietos na carteira, rindo, se mexendo, dando pulinhos o tempo todo. Quanto à extrema passividade, por exemplo, conheci alunos que se deixasse debaixo do sol forte, ficavam lá na posição que o colocassem, o dia todo. Se os deixasse dentro da sala de aula só sairiam de lá se alguém fosse buscá-los.
12 Informações disponíveis em: < http://www.autism-society.org/site/PageServer?pagename=espanol_checklist>.
9. Ausência de resposta aos
métodos normais de ensino; Geralmente não respondiam aos “métodos tradicionais de ensino” por ser necessário inicialmente um ensino individualizado e centrado em suas habilidades e potencialidades.
10. Repetitivo, resiste em mudar
a rotina; A rotina para eles era imprescindível no início de qualquer das intervenções. Mas, quando a “quebra” ou a “mudança” dessa rotina era planejada e realizada de maneira progressiva e contínua, não sentiam quando esta estava totalmente modificada. Em alguns casos, quando a rotina era modificada bruscamente, isso os levava a comportamentos inadequados, como auto agredirem-se ou agredirem outra pessoa. 11. Não demonstra medo do
perigo real; Alguns deles precisam de monitoramento contínuo, pois podem, por exemplo, sair correndo e atravessar a rua sem olhar. Na sala de aula, ao realizarem uma atividade era necessário atenção dobrada para que não comessem cola, tinta, canetinha, giz, giz de cera, lantejoula ou purpurina. Alguns tentaram colocar o dedo na tomada, no fogo ou na água quente, no entanto, alguns possuíam entendimento do perigo real.
12. Procedimento com poses bizarras (fixar objeto ficando de cócoras; colocar-se de pé numa perna só; impedir a passagem por uma porta...);
Isso pode variar muito, mas, por exemplo, havia um aluno que girava sem parar, outro tirava a roupa quando estava nervoso, outro cheira quem estivesse ao seu lado, outro tentava passar a mão nas pernas de outra pessoa ou colega de classe, outro tentava pegar no pé do colega para colocar na boca e morder a unha, outro queria roer o esmalte das meninas ou professoras, etc.
13. Ecolalia (repetir palavras ou
frases sem sentido); Isso pode ocorrer imediatamente ou tardiamente, e também associadas de acordo com a situação. Havia casos em que o professor estava trabalhando com o aluno e de repente ele começava a reproduzir, por exemplo, falas de acontecimentos presenciados, na casa, na rua, com o vizinho, com os irmãos, com os pais ou ouvidos no rádio e na televisão.
14. Não se aninha; Não é uma regra geral, pois havia alunos que se aproximavam do professor, por exemplo, e deixavam ser acarinhadas ou davam abraço ou beijo.
15. Age como se estivesse surdo;
Isso pode ocorrer em qualquer ambiente, seja na sala de aula, no parque, na hora do lanche ou recreio. Em alguns casos era preciso ir até o aluno e pegá-lo pela mão, pois não escutavam ao serem chamados.
16. Dificuldade em expressar necessidades (pode gesticular ou apontar no lugar de utilizar a fala);
Havia alunos, por exemplo, que colocavam a mão na parte íntima para expressarem a necessidade de irem ao banheiro, outros saiam correndo, pois não conseguiam expressar por gestos essa necessidade em outros casos simplesmente urinavam ou evacuar na própria roupa. Outro exemplo era quando o aluno fazia movimentos corporais ou com as mãos para mostrar que não queria fazer uma atividade. Alguns choravam, gritavam, tinham comportamentos inadequados, rasgavam papéis, mordiam lápis e caneta, auto agrediam-se ou agrediam o colega, saiam correndo, jogavam objetos no chão, entre outros por não saberem expressar seus sentimentos, desejos e angústias.
17. Acessos de raiva sem
motivo aparente; Essa característica se manifestou em casos em que o professor insistiu para que o aluno fizesse uma atividade que não queria ou que não conseguia, ou quando não queria parar de fazê-la. Outro exemplo é quando o indivíduo não queria sair do ambiente onde se encontrava ou queria sair dele. 18. Habilidade motora irregular. Geralmente a habilidade motora fina é comprometida. Alguns alunos, não
conseguiam realizar uma atividade por não conseguirem segurar o lápis da maneira correta por muito tempo. Às vezes não conseguiam montar um brinquedo de encaixe por não conseguirem segurar a peça a ser montada.
FONTE: A características elencadas neste quadro são da Autism Society of América - ASA
As descrições elencadas a respeito da compreensão da pesquisadora quanto às características que os indivíduos com autismo podem manifestar, não têm a intenção de conceituar de maneira padronizada essas pessoas e nem mistificar sua condição com o detalhamento de suas peculiaridades. É relevante ressaltar que a compreensão da pesquisadora
em relação a essas características se deu no contato diário com as pessoas com autismo com as quais trabalhava, e os comportamentos mencionados não representam uma generalidade. Por isso, mesmo que o professor encontre em um aluno tais características, é preciso cercar-se de cuidado para não “rotulá-lo”, pois há casos em que professor reconhece duas ou três dessas características em seu aluno qualificando-o como tal.
Desta forma, a partir de tais características o mais recomendado aos pais, responsáveis, professores e outros profissionais é que ao perceberem as características semelhantes aos citados em uma criança ou adolescente, faça um encaminhamento para uma avaliação específica que seja realizada por uma equipe multidisciplinar e/ou por um especialista em diagnóstico de autismo. Essa avaliação é realizada de acordo com o segmento teórico e prático de cada profissional, não cabendo afirmar qual delas é correta, pois cada uma delas possui seus seguidores.
Após informações a respeito das principais características do autismo, o próximo tópico apontará sucintamente, os programas de intervenção mais usuais nos dias atuais por profissionais de diferentes áreas.