• Sonuç bulunamadı

3.6. ARAŞTIRMADAN ELDE EDİLEN VERİLERİN ANALİZİ VE

3.6.2.7. Banka Çalışanlarının Tercihlerinin Değerlendirilmesi

O computador pode abrir possibilidades para mudanças no processo de ensino e aprendizagem das PNEEs. Portanto, quando se fala em “mudanças” para as pessoas com autismo, pode significar muito mais do que simplesmente aprender a utilizar o computador. Ele tem sido uma tecnologia de grande valia no processo de aprendizagem dessas pessoas. Como afirma Hard (2007)22,

22 Disponível em: < http://www.abilitynet.org.uk/content/factsheets/pdfs/Autism%20and%20Computing.pdf >.

O computador pode oferecer uma alternativa atraente. Recursos de softwares específicos podem ajudar com a compreensão da linguagem do corpo e ensinar habilidades sociais. Além disso, o monitor oferece um enfoque menos ameaçador para a atenção do que quando se trabalha com os outros. São capazes de conversar com um computador ou com outra pessoa por e-mail mais facilmente do que com outra pessoa. (p.1)

A pesquisadora afirma a partir de sua experiência, utilizando o computador no trabalho com as pessoas com autismo, que, ele pode oferecer a elas, além de novas práticas educacionais, possibilidades comunicacionais, relacionais, interacionais e sociais, difícil de encontrar em outro instrumento para o trabalho com esse público específico.

• Comunicacionais: ao ser utilizado por meio de um software atrativo, tentam imitar o que vêem, balbuciando e mexendo os lábios, na tentativa de se comunicarem da maneira deles com aquilo que estão vendo;

• Relacionais: pelo fato de a maioria dos softwares produzirem movimentos, cores e sons, muitas vezes eles conseguem relacionar objetos e situações de maneira mais efetiva;

• Interacionais: muitos softwares oferecem possibilidades de movimentos e sons, por isso elas conseguem interagir mais com o professor e com aquilo que estão visualizando na tela do computador;

• Sociais: durante e após o uso do computador, sentem-se muito mais motivadas a se socializar com a professora ou com os colegas, imitando o que aprenderam.

Além disso, no estudo de Oliveira (2006) verificou que o computador é um meio eficiente para o desenvolvimento da aprendizagem da pessoa com autismo, pois a partir das atividades propostas com o seu uso com um menino com autismo, veio proporcionar resultados significativos quanto a esse processo, uma vez que relacionou propostas do trabalho à sua vida diária.

O uso do computador de acordo com Bell, Potter e Walsh (2006)23, “promove

oportunidades para pessoas com autismo em educação, comunicação, criatividade, lazer e emprego. No entanto, é importante ter em mente que os computadores, softwares e outras TIC são ferramentas que podem apoiar outros processos na vida de alguém com autismo”.

23 Artigo: Computers: applications for people with autism. Disponível em: <

file:///I:/DOCUMENTOS%20SOBRE%20AUTISMO/TECNOLOGIA%20E%20AUTISMO/computers_aplicati ons%20for%20people%20with%20autism. htm>. Acessado em 19 out 2009.

Ainda Bell, Potter e Walsh (2006), relatam que

as TIC por si só não oferecem uma solução mágica para as pessoas com autismo. Ela pode oferecer uma variedade muito grande de ferramentas muito úteis para essas pessoas, mas esta deve ser incorporada com cuidado ao sistema educacional para se tornar eficaz. Não existem programas de computador que possam curar as pessoas com autismo, na verdade, existem poucos softwares desenvolvidos para essas pessoas. (p. n/c)

Portanto, o que se tem visto em relação ao processo educacional das pessoas com autismo, é que a forma mais concreta de efetivá-la é por meio da combinação de programas, técnicas e práticas apoiadas por um ensino estruturado, individualizado, com objetivos claros e concretos que possam priorizar a aquisição do desenvolvimento global dessas pessoas. Dessa maneira, o computador tem sido muito explorado e utilizado em diversas áreas, pelos profissionais que trabalham com autismo, com o intuito de encontrar maneiras de estabelecer um vinculo emocional, social, educacional e comunicacional com essas pessoas.

As características peculiares ao autismo exigem objetivos específicos para ensiná- los, considerando-os, portanto, ressalta-se a importância do computador no processo de ensino e aprendizagem dessas pessoas, pois esse instrumento dispõe de recursos como preconiza Valente (1991) de animação, som, efeitos especiais, tornando o material mais interessante e atrativo para todas as pessoas, não só para aquelas com algum tipo de deficiência ou com autismo. Valente (1991), ainda afirma que com esse equipamento, o aluno talvez seja capaz de ficar “ligado” ao material por mais alguns minutos, o que pode ser um grande ganho.

Além disso, Bell, Potter e Walsh (2006) afirmam que se tem notado o valor dos computadores tanto no meio terapêutico como no meio educacional, para pessoas com autismo. Murray (1999 apud BELL, POTTER e WALSH, 2006) observou que,

muitas pessoas com autismo parecem ter sistemas de interesse monotrópico: sua atenção tende a ser fixada em objetos isolados que são vistos como através de um túnel, para além do contexto que as envolve. Por isso, os computadores são um recurso ideal para podermos adentrar nesse mundo, pois “começa de onde a criança está”, [...]. Os eventos externos podem ser mais facilmente ignorados quando se concentram em uma tela de computador, pelo fato da área de concentração estar restrita aos limites da tela. A pequena área de foco pode explicar porque algumas pessoas com autismo pode tolerar mais a entrada sensorial por meio de um computador do que aparentemente pode tolerar outra forma. (p. n/c)

Por possuírem essa característica específica, é mais provável que as pessoas com autismo aprendam melhor por meio do uso do computador, uma vez que a sua concentração tende a ser restrita. Assim, é possível pensar em atividades que chamem a atenção para dentro da tela e melhorar a sua concentração.

“podem ser utilizados para ensinar pessoas com autismo a executar determinadas tarefas. O ponto de tudo isto para o professor ou terapeuta, é que o computador oferece o potencial para sintetizar a educação e terapia. Precisamente por suas possibilidades sociais, o computador se torna um veículo ideal para aprenderem juntos e aprenderem uns com os outros”. (p. 06)

Além disso, o ensino das pessoas com autismo por meio do uso do computador de acordo com Maza (2002) apresenta uma estimulação multissensorial, principalmente visual, além disso, é inquestionável que o canal de interação primária com um computador é o visual. No entanto, o software que será utilizado para o ensino das pessoas com autismo, deve ter de acordo com Maza (2002)24

Uma seleção, pois é a tarefa que se apresenta como essencial na utilização de um determinado programa ou jogo educativo na intervenção de alunos com autismo, diante do volume de material disponível. É o critério básico ao qual nos subordinaremos ao selecionar um software para a pessoa com autismo, para suas habilidades e dificuldades, seu ritmo de aprendizagem e de transformação, os seus interesses, o seu nível de desenvolvimento. Para analisar e avaliar um programa é particularmente importante considerar os aspectos como a características da interface, os traços dos reforços disponíveis, as possibilidades de configuração e identificação, estrutura, apresentação, etc. (p.399)

Bell, Potter e Walsh (2006, p. n/c), relatam que “algumas outras vantagens de computadores para os indivíduos com autismo consiste no fato de que os computadores são previsíveis e controláveis, permitindo erros com segurança, oferecendo um meio completo e possibilitando as expressões verbais ou não-verbais.”

Contudo, Ribeiro (2003, p. n/c), afirma que o sucesso no trabalho com computadores para pessoas com autismo não está no uso de softwares especiais ou mesmo em máquinas de última geração. A relevância do material consiste em proporcionar telas no software mostrando ambientes próximos do real.

Assim, este trabalho teve como proposta a produção de um software educacional que pudesse ir ao encontro das informações fornecidas por Ribeiro (2003, p.n/c), desenvolvendo um software que possuísse ambientes os mais próximos do real. É importante ressaltar que essa característica não necessita ser uma regra presente no que refere a construção de um

software para esse público.

A partir do que foi apresentado e das possibilidades que uso do computador pode oferecer as pessoas com autismo, e pelo fato de não se ter conhecimento de softwares educacionais que visam trabalhar o conhecimento de mundo por meio de atividades da vida diária dessas pessoas que possam contribuir para a melhora das habilidades educacionais,

24 Revisiones de Software Empleado com alumnos com Transtornos Del Espectro Autista. Maza, Luiz P. de. In:

I Congresso Regional “Las Necessidades educativas Especiales: Situación Actual y retos de futos”: Disponível em:<http://www.educarex.es/bam/gestion_contenidos/ficheros/136%5DCongreso%20Necesidades%20Educat.p df>. Acesso em 01 junh 2009.

sociais, comunicacionais e emocionais dessas pessoas, pensou-se em analisar como um

software educacional, especificamente um OA poderia favorecer a aprendizagem da pessoa com autismo a partir da participação na construção e na implementação de um OA com tais características.

Diante disso e levando em conta os pressupostos apresentados, veremos a seguir, a conceituação de Objetos de Aprendizagem, para que haja uma compreensão do que se trata esta ferramenta pedagógica, e como ela é utilizada na educação.

Benzer Belgeler