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3. OPINIONS ABOUT THE TURKISH FEMALE EMANCIPATION IN THE CONTEMPORARY HUNGARIAN PRESS

3.1. KEMAL AND LATIFE - ALONG THE SYMBOLS OF MARRIAGE AND DIVORCE

Para compreender a percepção discente sobre o Programa Auxílio Moradia no campus de Sobral é importante conhecer como o bolsista do referido programa estruturou a sua moradia no município de Sobral e como ele gerencia suas despesas. Cumpre lembrar que este ponto é o grande diferencial entre o Programa Auxílio Moradia e a Residência Universitária.

Os moradores de residência universitária não pagam aluguel nem despesas básicas, tais como água, energia, internet e gás. A limpeza das áreas comuns da residência é realizada pelo serviço de zeladoria da própria universidade. Os custos com a manutenção da casa, como, por exemplo, pequenos reparos elétricos e/ou hidráulicos, compra e conserto de mobiliários e eletroeletrônicos também são de responsabilidade da IFES. Ademais, geralmente, a Casa do Estudante Universitário (CEU) localiza-se dentro do campus ou próximo à universidade, o que minimiza bastante os custos com transporte e deslocamento. Apesar das vantagens elencadas, o morador da residência não possui a opção de escolher com quem irá dividir o alojamento e necessita se submeter a todas as regras de convivência estipuladas pela coordenação da CEU e/ou pela IFES.

Os dados apresentados na tabela 9 mostram que a maioria dos estudantes em Sobral optou por dividir o aluguel, seja com amigos ou com familiares. Os bolsistas necessitam procurar meios de reduzir seus custos, visto que são obrigados a pagar todas as despesas de uma moradia com um orçamento inferior a R$ 600,00 (seiscentos reais) por mês, valor referente a soma da bolsa e da ajuda de custo para a alimentação.

A Tabela 9 apresenta como os bolsistas do Programa Auxílio Moradia se estruturaram no município de Sobral com o dinheiro fornecido pela bolsa.

Tabela 9: Estrutura das moradias dos bolsistas no município de Sobral

ESTRUTURA Quantidade de

bolsistas Moro com familiares de favor durante a semana e, nos fins de semana, volto para a

casa dos meus pais 7

Moro sozinho em quitinete 9

Alugo um quarto numa residência 3

Divido o aluguel com amigos 123

Divido aluguel com minhas irmãs 1

Divido aluguel com uma tia 1

Não informou 4

TOTAL 148

Fonte: Elaborado pela autora.

Com o intuito de aprofundar mais a compreensão sobre como os bolsistas do Programa Auxílio Moradia gerenciam seus custos, foi solicitado ao bolsista que citasse, no questionário, todas as despesas que consegue custear com o Auxílio Moradia. Por meio dessa pergunta subjetiva, foi possível verificar quais as despesas mais citadas pelos estudantes e o número de ocorrências de cada uma delas.

Para padronizar os dados num gráfico, as informações coletadas no questionário foram categorizadas da seguinte forma:

− Despesas básicas: aluguel, energia, água, internet, gás de cozinha.

− Alimentação: café da manhã, refeições e lanches realizados fora do refeitório universitário.

− Transporte: gastos com transporte dentro de Sobral e passagens para visitar a família no município de origem.

− Material escolar: fotocópias de textos, aquisição de livros e equipamentos específicos cobrados para aulas práticas, tais como jalecos, instrumental odontológico, calculadoras, notebooks, estetoscópios, esfigmomanômetros (aparelhos de medir pressão), instrumentos musicais, etc.

− Lazer: sair com amigos.

− Outros: produtos de higiene pessoal, remédios, material de limpeza para a casa, vestuário, etc.

O Gráfico 6 apresenta como os bolsistas gerenciam o dinheiro da bolsa para custear suas despesas em Sobral:

Gráfico 6: Principais despesas custeadas com o Auxílio Moradia

Fonte: Elaborado pela autora.

A tabulação dos dados mostra que, embora o valor da bolsa não seja alto, os bolsistas conseguem custear, além da alimentação e moradia, suas despesas com transporte e material escolar. Numa escala bem menor, pode-se afirmar que, sabendo administrar os custos, a bolsa ainda é útil para cobrir gastos com lazer e outras despesas.

Nos depoimentos a seguir, pode-se averiguar como os bolsistas estabelecem as prioridades na gestão da bolsa: “Primeiro priorizo aluguel e contas de água, energia, internet e gás. Depois vejo o que sobra para comprar comida e pagar algumas contas pessoais. Muitas vezes minhas despesas ultrapassam o valor da bolsa do Auxílio Moradia devido às passagens de ida e volta para a casa dos meus pais”; “Aluguel, alimentação, transporte e o que sobra economizo para a compra de instrumental acadêmico. No entanto, o montante mostra-se insuficiente, principalmente devido aos custos específicos do curso”; “Com o auxílio moradia,

18 17 85 86 110 145 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Outros Lazer Transporte Material escolar Alimentação Despesas básicas Despesas Pagas

consigo custear aluguel, minha alimentação, despesas da casa (internet, água, energia, etc), as xerox necessárias para a universidade, passagens, quando vou para a casa dos meus pais e algumas outras despesas referentes a universidade”.

Em outra fala, percebe-se a preocupação na economia com custos: “Aluguel, água, luz, internet (dividido para mais três pessoas), xerox, em parte, pois estudo muito por arquivo em PDF para economizar, e transporte”. De maneira geral, os estudantes também afirmam que a bolsa é insuficiente para garantir uma folga no orçamento: “Aluguel, muito pouco com a alimentação e quase nada com xerox”; “Aluguel, água, luz, condomínio, alimentação, internet. Em alguns meses as contas são superiores ao valor do auxílio”.

Outro fator que deve ser considerado é o município de origem dos entrevistados, pois quanto maior a proximidade do município de origem com Sobral, maior a frequência com que o aluno volta para a casa dos pais. Essas viagens, por serem rápidas e possuírem um baixo valor financeiro, acabam por impactar nos custos dos bolsistas com transporte.

Sendo assim, foi identificado, na pesquisa, que dos 148 (cento e quarenta e oito) bolsistas, apenas 4 (quatro) são oriundos de outros estados: 2 (dois) do Piauí, 1 (um) de Minas Gerais e 1 (um) do Rio Grande do Norte. Os demais bolsistas são oriundos de municípios cearenses. O Gráfico 7 apresenta a distribuição dos bolsistas pelas Macrorregiões do Estado do Ceará, conforme IPECE (2016):

Gráfico 7: Municípios de origem dos bolsistas por macrorregião do estado do Ceará 46% 2% 10% 1% 30% 6% 2% 4% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% a b c d e f g h

a – Sobral – Ibiapaba b – Cariri – Centro Sul c – Fortaleza

d – Litoral Leste – Jaguaribe e – Litoral Oeste f – Região Metropolitana de Fortaleza g – Sertão Central h – Sertão dos Inhamuns

As cidades de origem dos estudantes foram agrupadas nas macrorregiões, conforme estabelecido por Ceará (2007). Esse levantamento foi realizado com o intuito de verificar a proximidade dos municípios de origem dos bolsistas com o município de Sobral.

O Gráfico 7 confirma que a maior parte dos bolsistas é oriunda de cidades próximas a Sobral por se localizarem nas regiões Sobral – Ibiapaba e Litoral Oeste. Por essa razão, ao descreverem as despesas que conseguem custear com a bolsa, os estudantes incluem o transporte para retornarem à casa dos pais periodicamente.