2. KURAMSAL TEMELLER VE KAYNAK ÖZETLERİ
2.9 Kaynak Özetleri
A diversidade na região Amazônica é considerada uma das mais ricas do mundo, pois considerando sua floresta a diversidade da flora ocorre sobre um verdadeiro mosaico ecológico oferendo uma larga oportunidade para povos que habitam a região.
A vegetação dominante na bacia é o cerrado passando a constituir no estado de Goiás a floresta mesófila, conformando uma extensa faixa de transição que precede a floresta amazônica strictu sensu. Essas variações que ocorrem localmente do mato florístico, quanto ao seu adensamento porte, são as vezes ocasionadas pelas mudanças climáticas locais, porém na maioria das vezes os casos relacionam-se com diferenças de solos. Nesse sentido, esses fatos ocorrem no “ambiente do cerrado, onde são frequentes as ocorrências de manchas de solos mais férteis originários de rochas básicas calcárias ou sedimentos calcíferos” (COMISSÃO MUNDIAL DE BARRAGENS, 2000, p. 9).
Seguindo pesquisas realizadas por Mérona et al (2010) que caracteriza a vegetação da margem direita, ressalta que a composição florística era, antes da formação do lago da usina de Tucuruí, composta de uma mata densa e alta com predominância de castanheiras (Bertholletia excelsa). Já a margem esquerda era composta predominantemente por uma floresta baixa, mais especificamente próxima à sede do município de Tucuruí, e ainda acrescentava ao longo da Transamazônica uma floresta caracterizada pela associação de castanheira com babaçu (Attalea
speciosa). Abrindo um parêntese para as castanheiras Morán (1990) caracteriza
castanhais como,
Florestas dominadas pela presença de castanhas do Pará (Bertholletia
excelsa). Os castanhais ocupam aproximadamente 8.000 km² no Baixo
Tocantins (Kitamura e Muller 1984:8) [sic], mas têm-se áreas de castanhais no Amapá, na bacia do rio Jari e em Rondônia, com extensões ainda não determinadas. Algumas pessoas observam que os castanhais estão
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associados com sítios arqueológicos, alguns com áreas de “terra preta do índio” (Araújo-Costa 1983; Simões e Araújo-Costa 1987; Simões et al, 1973) [sic]. As castanheiras são uma espécie que prefere a luz intensa e têm a capacidade de colonizar áreas abertas na floresta. Sua dispersão é facilitada pelas cutias (Huber 1909:154-5) [sic], as quais favorecem áreas de roça, matas secundárias e florestas de babaçu (Smith 1974ª) [sic]... Os castanhais são um importante recurso para as populações das áreas onde ocorrem. Acima de seu valor nutricional, a coleta de castanhas é uma das fontes de valor econômico mais valorizado pelas populações indígenas e caboclas (Laraia; Da Matta 1968) [sic] (MORÁN, 1990, p. 200).
Atualmente, no período das águas baixas, a vegetação que foi submersa na formação do lago, seus troncos podem facilmente ser observados caracterizados pela população local como o “cemitério das árvores”, como observada na fotografia 8. Considerando esse contexto de destruição a decomposição dessa vegetação deixada no lago propiciou a criação de um meio aquático anóxico produzindo o gás metano e consequentemente fornecendo condições para a metilização do mercúrio (FEARNSIDE, 2001).
Fotografia 8 – Troncos de vegetação que ficaram submersos no enchimento do
reservatório.
Fonte: Pesquisa de Campo (2015).
Além desse histórico de grandes impactos nos recursos aquáticos, a população local ainda é obrigada a conviver com exploração ilegal de madeira
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localizada na vegetação que forma a cobertura vegetal ao longo dos rios, como pode ser vista na fotografia 9, segundo Mérona et al (2010).
Devido à abundância deste recurso nas florestas alagadas, ao custo relativamente baixo da extração da madeira e pela facilidade de transporte. Os sistemas fluviais desprovidos de vegetação ribeirinha se tornam extremamente perturbados por causa da ausência da capacidade de retenção da floresta. Os impactos ocasionados por essa perturbação incluem a destruição e fragmentação de habitats aquáticos, a alteração da carga de sedimentos, da turbidez e da composição química da água, mudanças na hidrologia, da morfologia fluvial, do assoreamento e da temperatura e a perda de fontes energéticas alóctones (MÉRONA et al., 2010, p. 11).
Fotografia 9 – Cobertura vegetal na reserva Alcobaça.
Fonte: Pesquisa de Campo (2016).
Os impactos das atividades ilegais de madeira na Amazônia vêm tornando-se evidentes nas áreas de reservatórios formados com usinas hidrelétricas. Enquanto os órgãos fiscalizadores dão importância apenas à floresta em pé. Os pescadores do lago chamam atenção para a retirada ilegal de madeira submersa por pessoas de fora do lago no período do lago seco.
Esses pescadores ressaltam ainda que há um grande comércio dessa floresta submersa, e que para a população que reside no lago obter a madeira para construção de sua casa, a burocracia é imensa, fazendo muitas vezes famílias adquirirem a madeira por um alto valor. Que para os pescadores, a madeira submersa no lago tem tanto Valor quanto a vegetação em pé. Pois considerando os
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aspectos ecológicos, a madeira submersa serve de abrigo e reprodução de inúmeras espécies íctias do reservatório.
Nesse contexto, muitas são as problemáticas referentes a vegetação em
áreas de reservatórios, porém se alguns cuidados forem tomados no processo de planejamento, esses problemas podem ser reduzidos. Considerando o desmatamento em represas, para Paiva (1982) à medida que aumentam as áreas de inundação, os problemas relativos ao desmatamento se tornam cada vez maiores. Quando se planeja o desmatamento de uma represa, os principais aspectos que devem ser levados em conta para uma solução equilibrada do problema dentro do enfoque custo-benefício, são:
Quantidade da massa vegetal a ser retirada da área de inundação, de modo a assegurar condições da água em nível compatível com a (s) destinação (ões) prevista (as); áreas onde devam ser efetuados os desmatamentos, viabilizando o (os) uso (os) programado (os) da represa; métodos a utilizar na derrubada das árvores e arbustos, bem como na remoção da massa vegetal atingida pelos serviços, tendo-se em vista os fatores de custo, eficiência e rapidez; cronograma do desmatamento, de modo que a conclusão dos trabalhos pouca anteceda ao início do represamento; custo total do desmatamento, para inclusão no orçamento da respectiva obra, assegurando-se meios para a sua realização no devido tempo (PAIVA, 1982, p. 193).
Sem dúvidas que todo o processo de planejamento de qualquer reservatório passa pelo sistema de estudos dos recursos hídricos, e quando se estuda as características de implementação o solo é um dos fatores principais, sendo que atrelado a ele logo será determinada as características de vegetação e consequentemente as características das águas para assegurar o sucesso da implementação da represa, porém o que ainda falta são os estudos prévio da qualidade da água considerando essa qualidade após a instalação do reservatório.