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2. KURAMSAL TEMELLER VE KAYNAK ÖZETLERİ

2.7 Evlilik Uyumunu Etkileyen Etmenler

Levando em consideração os mapas 4 e 5 as coletas de dados (Observações e survey/entrevistas) se concentraram nas comunidades do rio 24, divididas em início do rio 24, meio do rio 24 e fim do rio 24.

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Para essa pesquisa o início do rio 24 compreende a comunidade Mocaba e uma comunidade do início da região do Caraipé, foram entrevistados 50 pescadores no total de 8 dias. Os 35 dias permanecentes em campo em 4 comunidades do meio do rio 24 possibilitou a entrevista com 85 pescadores. No final do rio 24, nas comunidades Água Serena, Lago Azul, Formiga e Mururé, foram entrevistados 42 pescadores em 13 dias, como pode ser observado no quadro 3.

Quadro 3 – Resumo da coleta de dados nos 3 pontos do Rio 24.

LOCAL COMUNIDADES TEMPO DE

PERMANÊNCIA

NÚMERO DE ENTREVISTADO

Início do Rio 24 Mocaba e entrada da região do Caraipé. 8 dias (1º e 2º campo – 2013 e 2014) 50 entrevistados Meio do Rio 24

Boa Vista, Boa Vida, Ouro Verde e Angelin. 35 dias (1º, 2º, 3º e 4º campo – 2013, 2014, 2015 e 2016) 85 entrevistados Final do Rio 24 Água Serena,

Formiga, Lago Azul e Mururé.

13 dias (3º e 4º campo – 2015 e 2016)

42 entrevistados

TOTAL 10 comunidades 56 Dias em campo 177 Pescadores

entrevistados Fonte: Pesquisa de campo (2015).

As entrevistas ao longo desses períodos de permanência em campo foram acompanhadas de muitas experiências vivenciadas no cotidiano dos pescadores. O ato de entrevistá-los trouxera as formas de entrevistas e diversas de participar das atividades da pesca, como pescar, despesca, remar, concertar malhadeira, confeccionar petrechos de pesca e principalmente compreender as dinâmicas da água do lago artificial.

Para melhor coleta e posteriormente análise dos dados, foi necessário dividir os procedimentos metodológicos em 4 etapas, como pode ser observado no quadro 4.

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Quadro 4 – Pesquisa de campo: períodos e temas abordados nas coletas de dados.

PESQUISA DE CAMPO/COLETA DE DADOS

PERÍODO

DE CAMPO CENTRALTEMA QUESTÕES ABORDADAS

1º Campo (9 dias) LAGO CHEIO Maio e Junho de 2013 SOBRE O PESCADO

Quais os peixes que vocês conhecem? Quantos nomes vocês dão para cada peixe? São de escama ou pele? Para que é utilizado: alimentação, comercialização ou isca? Por quê? Há quanto tempo esse peixe é pescado? Quais os peixes que apareceram depois da barragem? O que cada peixe come? Quem come os peixes, além dos pescadores? Em que época do ano aparece cada peixe? Em que parte do rio eles vivem? Como eles se reproduzem? Em que época eles aparecem por aqui? Tem muito peixe? O que contribui para a ausência dos peixes?

PRÉVIA DA GESTÃO

Conversas informais com representantes da SEMAS, coordenadores dos programas da ELETRONORTE, Colônia de Pescadores e MAB. (Projetos, gestão, ações, número de famílias). 2º Campo (20 dias) LAGO SECO Outubro e Novembro 2014 SOBRE A PESCA

Qual período do ano é melhor para a pesca? Nessa época (maio e junho) quais os peixes que são mais pescados? Em qual parte do rio é melhor a pescaria? Vocês vão para outros rios pescar? Quais as atividades no período de defeso? Além do peixe, quais outros recursos são capturados (camarão)?Quais as maneira de pescar cada peixe que existe por aqui? Qual o tamanho da embarcação utilizada? Quantos pescadores vão em cada embarcação? Quem são os pescadores: pai, filho, vizinho, esposa? Como é feita a divisão das atividades? Há conflitos nas áreas dos rios: por território ou tipo de pesca? Como vocês fazem para vender o peixe? Qual o preço do quilograma de cada espécie no Porto do Km11? Para quem é vendido o peixe? Quanto tempo leva a pescaria? Qual a quantidade de pescado para cada tempo de pescaria e para cada técnica de captura?

3º Campo (15 dias) LAGO CHEIO Março e Abril de 2015 SOBRE O PESCADOR

Na segunda coleta, buscar-se-á observar as necessidades das comunidades a partir das políticas desenvolvidas: saúde, educação, transporte segurança, dificuldades de acesso ao rio, tempo que estão no lago, de onde vieram...Também serão necessárias informações baseadas na primeira coleta, pois nesse período o nível do lago estará muito baixo.

4º Campo (12 dias) LAGO SECO Setembro de 2015 LAGO CHEIO Janeiro e Fevereiro de 2016 SOBRE A GESTÃO

Será feito levantamento de como a população pesqueira interage com a gestão da unidade de conservação, serão feitas observações acerca de como os pescadores reagem quando observam alguma fiscalização a respeito de suas opiniões sobre a gestão das UC‟s. Também serão necessárias entrevistas com os órgãos gestores e fiscalizadores da reserva: SEMA e ELETRONORTE. Exemplo de perguntas: Qual época é feita a fiscalização? Quem fiscaliza? Em que período a fiscalização é intensificada? O que esperam das autoridades? Há reuniões na comunidade com órgãos do governo? Há previsão de projetos para a melhoria da qualidade de vida, e o que deveria ser feito para essa melhoria? Quais as perspectiva para a gestão das RDS? Fonte: Pesquisa de campo (2013, 2014, 2015, 2016).

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A primeira etapa diz respeito ao recurso principal da pesca, os peixes. Para tanto, foi fundamental fazer uso das abordagens sobre o saber que os pescadores têm sobre a biologia do pescado.

Em seguida, a segunda etapa buscou sistematizar a pesca, identificando como o pescador classifica e utiliza seu ambiente a partir dos saberes e práticas deixadas por gerações.

Para terceira analisa o pescador, seus modos de vida e necessidades básicas em sua comunidade.

E a última e quarta etapa investiga a relação entre as populações locais e gestão a partir da institucionalização da Unidade de Conservação Alcobaça a partir das análises das comunidades estudadas, tentando desvendar as relações entre os pescadores, o ambiente e as normas e regras de gestão da RDS, visto no quadro 4.

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A segunda parte dessa tese “Conhecendo o Lago” trata de um percurso sobre o ambiente a partir de dados levantados na literatura e da percepção da população local. Esse ambiente caracteriza-se como a área que os moradores, como já citado – todos os moradores da RDS Alcobaça têm algum tipo de relação com a pesca, desenvolvem suas atividades. Trata-se do meio ambiente que compõe as relações que a população desenvolve, como as relações de pesca, comercialização e espécies capturadas na área.

Essa parte divide-se em 2 seções:

A seção 1 aborda os ambientes da RDS Alcobaça subdivididas em 4 subseções, tais como: as características gerais do ambiente formado a partir do funcionamento da usina hidrelétrica de Tucuruí-UHT, o solo, a vegetação, as águas e a disponibilidade das espécies ictiológicas a partir da formação do lago.

A seção 2 trata da descrição do ambiente, especialmente a partir da percepção dos pescadores, compostas por 3 subseções: As características do lago quando está cheio e quando está seco, bem como as atividades desenvolvidas em cada período, o espaço onde é desenvolvida a atividade pesqueira e por fim o contexto da ictiofauna em cada área do rio 24 – início, meio e final (Ver subseção 4.2.3 da primeira parte).

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1 OS AMBIENTES DA RESERVA ALCOBAÇA: UMA VERSÃO DA LITERATURA, UMA VERSÃO LOCAL

Benzer Belgeler