2. KURAMSAL TEMELLER VE KAYNAK ÖZETLERİ
2.8. Evlilik Uyumunun Çocuk Üzerindeki Etkileri
O funcionamento de uma hidrelétrica começa no processo de geração de energia, onde a energia hidráulica é transformada em energia elétrica. Neste processo de geração, as usinas hidrelétricas utilizam o barramento do rio para regularizar a vazão e criar um desnível que será necessário para produção de energia elétrica (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2008; CENTRAIS ELÉTRICAS DO NORTE DO BRASIL, 2010b).
No momento do barramento do rio, na área da montante começa a se formar um lago, onde a velocidade de escoamento da água é reduzida enquanto a profundidade vai aumenta. Esse processo complexo de produção de energia a partir de hidrelétricas é mostrado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (2008) a partir do Atlas de Energia Elétrica do Brasil14. Veja no anexo A o esquema representando as estruturas da usina hidrelétrica de Tucuruí para o seu funcionamento.
14 Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio, a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo, sejam eles naturais, como as quedas d‟água, ou criados artificialmente. Já a estrutura da usina é composta, basicamente, por barragem, sistema de captação e adução de água, casa de força e vertedouro, que funcionam em conjunto e de maneira integrada. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. Além de “estocar” a água, esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica, a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d‟água”, ou seja, próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. Essas usinas fio d‟água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja, a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água, única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis, canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. É nesta instalação que estão as turbinas, formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. Durante o seu movimento giratório, as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. Depois de passar pela turbina, a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton, Kaplan, Francis e Bulbo. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d‟água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões, não exigindo grandes reservatórios. Por último, há o vertedouro. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. Em períodos de chuva, o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2008 p. 50).
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Esse sistema de produção de energia está diretamente ligado na localização da instalação do empreendimento, que juntos são fundamentais na implantação do sistema elétrico. Assim, o rio Tocantins que constitui uma bacia própria, denominada “Bacia do Araguaia-Tocantins”, nasce no planalto central brasileiro, percorre grandes extensões recobertas por cerrados antes de penetrar em áreas de floresta amazônica densa, já no Estado do Pará, onde está situada a UHE de Tucuruí (FILHO, 2010).
De acordo com Paiva (1982), a bacia Araguaia-Tocantins ocupa uma área equivalente a 9,4% do território do Brasil, cerca de 803.250 km². Ocupando parte das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do país. Suas nascentes em altitudes têm cerca de 1100 metros, desde a confluência dos rios Paranã e Maranhão que formam o rio Tocantins, o mesmo percorre uma extensão de 1.710 Km até a baía de Marapatá – rio Pará próximo a Belém. Levando em conta que o rio Maranhão é um prolongamento natural rumo as nascentes, o rio Tocantins tem uma extensão de 2.400 km, esse rio pode ser dividido em alto, médio e baixo.
Os critérios utilizados para a divisão desse rio são as seguintes: Alto Tocantins – das nascentes (Km 2.400) até a cachoeira do Lageado -TO (km 1340), numa extensão de 1060 km e desnível de 950m. Médio Tocantins – onde está implantada a hidrelétrica de Tucuruí, da cachoeira do Lageado (km 1340) até a cachoeira de Itaboca – PA (km 360), numa extensão de 980 km e desnível de 149m. Considerando o baixo Tocantins – da cachoeira de Itaboca (km 360) até a foz - PA (km 0), e desnível de 26 m. (PAIVA, 1982, p. 51).
Considerando essa divisão do rio Tocantins e a localização da usina, para a implantação da hidrelétrica de Tucuruí, a localização do rio foi fundamental para sua instalação exatamente no médio Tocantins, já nas proximidades do início do baixo Tocantins. Porém, além desses aspectos existem muitos fatores a ser considerados, principalmente os de cunho socioambientais.
Essa bacia do rio Tocantins-Araguaia é constituída por uma grande área de captação, que se estende de 46º a 55º oeste e 2º a 18º Sul, drenando uma área de 767.000km2, dos quais 343.000km2 correspondem ao rio Tocantins, 382.000km2 ao rio Araguaia (seu principal afluente) e 42.000km2 ao rio Itacaiúnas (RIBEIRO; PETRERE; JURAS, 1995; MÉRONA et al., 2010).
O Tocantins- Araguaia abrange os estado de Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Distrito Federal, a nascente do rio Tocantins localiza-se na Estação Ecológica de Águas Emendadas no Distrito Federal, o rio Araguaia nasce
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no estado de Goiás. Quando se juntam na região do Bico do Papagaio, área que atinge os estados do Tocantins, Maranhão e Pará, nasce a bacia Tocantins- Araguaia, e vai até o estado do Pará no município de São João do Araguaia. A partir desse ponto, o Tocantins segue até sua foz no rio Pará (MÉRONA et al., 2010; PAIVA, 1982).
De acordo com Jatobá (2006) após a inauguração da hidrelétrica as 1.600 ilhas, que compõe um cenário amplo e diversificado de ecossistemas e de atores sociais oriundos de diversas áreas formadas, foram ocupadas de forma não prevista no projeto, com isso ocorreu um intenso fluxo migratório ao município de Tucuruí por ser uma das maiores hidrelétrica do mundo.
Inicialmente devido ao estímulo da grande oferta de emprego e posteriormente devido ao deslocamento compulsório dos moradores com a formação do lago em 1984, seguido da inundação de determinados locais não previstos e a ocorrência de mosquitos que causavam inúmeras doenças (MAGALHÃES, 2005). Também foi desencadeado o processo de ocupação das ilhas formadas com o enchimento do lago, as quais se estendem pelos municípios vizinhos a Tucuruí.