• Sonuç bulunamadı

4.6. Araştırmanın Uygulanması

4.6.2. Verilerin Analizi

4.6.2.3. Katılımcılar Boyutlara Katılım Dereceleri

Os robôs industriais são máquinas autômatas capazes de efetuar diversas tarefas desde que sejam preparadas para tais atividades. Para se garantir que as atividades desempenhadas obtenham sucesso, os fabricantes de robôs desenvolveram procedimentos para o bom uso de seus equipamentos. No decorrer dos anos, os países mais desenvolvidos quanto ao emprego dos autômatos em suas linhas de produção, planejaram documentos capazes de normatizar o uso, a instalação, a manutenção, e a operacionalização destes equipamentos. Goossens (1991) afirma que países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e Japão têm dominado o uso dos robôs e, consequente dominaram o desenvolvimento das normas. Os países usuários de grandes quantidades de robôs levam o desenvolvimento e a aplicabilidade das normas de maneira séria (Tabela 1). Por outro lado, muito há que ser feito, em particular, nas empresas que possuem poucos robôs.

É importante lembrar que as normas construídas para atender aos equipamentos robóticos apoiaram-se em outras tantas normas de máquinas já existentes e que, na ausência de normas específicas, muitas empresas procedem a instalação de seus equipamentos baseadas em normas técnicas correlatas.

Abreviatura Órgão País

ANSI/RIA American National Standards Institute e Robotics Industries Association

Estados Unidos da América – Instituto Nacional de Normas Americanas e Associação das Indústrias Robóticas.

OSHA Occupational Safety and Health Administration

Estados Unidos da América – Administração da Saúde e Segurança Ocupacional.

ISO International Standard Organization Federação mundial – Organização Internacional de Normas.

JIS Japan Industrial Standard Japão – Normalização da Indústria Japonesa.

EN Euronorm – Official European Standard Continente europeu e países que integram a comunidade européia – Padrão Oficial Europeu.

Abreviatura Órgão País

DIN Deutsches Institut für Normung Alemanha – Instituto Alemão para Normalização.

CSA Canadian Standards Association Canadá – Associação Canadense de Normas.

AFRI Association Française de Robotique Industrialle

França – Associação Francesa de Robôs Industriais.

Quadro 1 Órgãos responsáveis por elaboração de normas para robôs.

A liderança na proposição de normas sobre robôs, citada por Goossen (1991), pode ser percebida (Quadro 1). O grande número de equipamentos instalados nesses países exigiu uma adequação sobre os procedimentos legais que instituem de forma segura e contundente os interesses dos usuários industriais, fabricantes dos robôs e de sistemas de segurança. Países tecnicamente desenvolvidos possuem um histórico maior para a construção de documentos que antevejam situações críticas, sejam de ordem puramente técnica, ou que envolvam riscos aos usuários e ao seu entorno. Geralmente, as normas adotadas pela ISO são referências para a construção das normas de outros países.

Conforme entrevista realizada com membro de empresa fornecedora e integradora de sistemas robóticos, as empresas nacionais possuem diferentes perfis:

• empresas que não possuem nenhum documento que possa organizar a implantação de robôs em suas linhas de produção;

• empresas que possuem procedimentos gerais de máquinas oriundas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT e/ou e normas internacionais quanto à implantação dos autômatos;

• empresas com normas internas próprias em acordo com normas internacionais específicas quanto à automatização e, em especial, o uso do robô e às partes envolvidas. Neste caso, empresas multinacionais que possuem suas matrizes em outros países e já implantaram robôs em outras fábricas que repassam as experiências para as filiais.

Observa-se, ainda segundo a entrevista, que muitos clientes desconhecem, inclusive, procedimentos para organizar a escolha do robô adequado ao modelo de sua linha de produção. O mercado nacional apresenta, ao que parece, certa dificuldade em

lidar com processos decisórios que envolvam os robôs em linhas de produção, especialmente quanto a sistemas de segurança e aos procedimentos operacionais. A ABNT não possui normas específicas para aplicação em sistemas robóticos.

Sugimoto (2002) em seu livro “Como Usar de Maneira Correta os Robôs Industriais” indica o importante papel das Normas Sanitárias de Segurança no Ambiente de Trabalho do Japão para a comunidade internacional. A Organização Internacional de Normas – ISO elaborou, em 1992, com base nas normas sanitárias japonesas, a norma ISO 10218 – Segurança dos Robôs Manipuladores Industriais. Posteriormente, a norma ISO foi traduzida para o japonês e se tornou uma Norma Industrial Japonesa: a JIS B8433, tendo sua definição:

[...] os robôs industriais são definidos como máquinas capazes de realizar automaticamente uma série de movimentos complexos, tais como extensão e contração dos manipuladores, movimentos horizontal, vertical e de rotação, baseados em informações contidas nos dispositivo de registro (incluindo controladores seqüenciais variáveis e fixos). (SUGIMOTO, 2002, p. 14).

A Associação Robótica e de Automação Britânica – BARA1 (1993), define o robô industrial como um aparelho reprogramável, projetado para manipular e transportar peças, ferramentas ou produtos manufaturados, implementado, através de movimentos programados, para uma tarefa específica de um processo.

Temos também a Associação das Indústrias de Robôs - RIA2 e o Instituto Nacional Americano de Normas - ANSI3 (1999), juntos, redigiram uma das mais completas normas sobre robôs. A complexidade desta norma é percebida pelo nível de preocupação dos tópicos descritos e previstos bem como constatada por meio de entrevista realizada com membros de empresas fabricantes e integradoras de robôs.

Manipulador multifuncional reprogramável projetado para mover materiais, partes, ferramentas ou dispositivos especializados, através de movimentos variáveis e programados para atender a uma variedade de tarefas. Consiste em ligações mecânicas, freqüentemente em cadeia consecutiva com uma

1

British Automation & Robotics Association – BARA, pesquisa diversos aspectos ligados ao uso dos robôs no Reino Unido.

2

Robot Industries Association – RIA, oferece diversas informações sobre a comercialização e a segurança dos robôs.

3

American National Standards Institute – ANSI (1999). Instituto responsável pela elaboração de normas americanas, geralmente trabalha em conjunto a outras instituições. No caso da elaboração da norma para robôs a RIA foi uma das parceiras.

conexão fixada ou presa a uma armação que está ligada através de um sistema revoluto (por exemplo, dobradiça) ou sistema prismático (i.e., deslizante) de juntas movidas diretamente por atuadores ou motores elétricos, hidráulicos ou engrenagens pneumáticas. Um robô geralmente incluirá sensor de posição (como potenciômetros ou encoders óticos) e pode incluir contato, tátil, força / torque, proximidade, ou sensor de visão. Na sua extremidade distal, o manipulador robótico é tipicamente provido de um punho terminal, como uma garra, permitindo realizar as tarefas desejadas. (ANSI/RIA R15.06, 1999, p. 3).

A norma americana ANSI/RIA R15.06 (1999) propõe duas definições. A primeira identificada pelo termo robô industrial4 que diz: “Um manipulador controlado automaticamente, de múltiplo uso, programável e reprogramável em três ou mais eixos que podem estar fixos em um lugar ou móvel para uso em aplicações de automação industrial”.

A segunda com o termo sistema de robô industrial5 da seguinte maneira: “Equipamento que inclui robô(s) hardware e software constituído de sistema de alimentação, manipulador e sistema de controle; punho (s), efetuador6 (es); e quaisquer outras máquinas e equipamentos dentro do espaço de segurança”.

A presente tese baseia-se na norma desenvolvida pela ANSI/RIA R15.06 (1999) como referência na apresentação dos sistemas que envolvem os robôs e os termos relacionados à prescrição do trabalho junto a esses equipamentos.

A definição para robôs da ISO 10218, segundo Romano e Dutra (2002) é: “Uma máquina manipuladora, com vários graus de liberdade, controlada automaticamente, reprogramável, multifuncional, que pode ter base fixa ou móvel para utilização em aplicações de automação industrial”.

Ferreira (1988) apresenta definição para robôs da Associação Francesa de Robô Industrial7 – AFRI como:

Manipuladores modestos, efetuando automaticamente seqüências de trabalho variáveis ou mesmo fixas, devem ser denominados robôs. E mais ainda, a robótica deve englobar todas as novas adaptações em máquinas conhecidas e todas as máquinas desenvolvidas com bases na utilização de técnicas modernas de controle, da informática e de novos sensores.

4

industrial robot – robô específico para uso industrial.

5

Industrial Robot System. A nomenclatura dá uma conotação mais ampla ao robô, inserido-o em um sistema e não de forma isolada.

6

end-effector – última parte do braço robótico, recurso ou ferramenta projetada para ser anexada ao braço robótico.

7

Association Française de Robotique Industrialle7 – AFRI. Atua de forma semelhante a RIA, promovendo e

A Federação Internacional de Robótica – IFR8 (2005) apresenta alguns comentários a respeito das normas empregadas. Dentre os comentários vale destacar a norma ISO 10218-1(2006). Esta, não se aplica a robôs que não sejam de uso estritamente industrial, entretanto, os princípios de segurança estabelecidos, na norma, podem ser utilizados pelos robôs de uso não industrial. Como exemplo de robôs não industriais indicados pela IFR, podemos citar:

• de uso militar;

• de uso subaquático;

• de uso espacial;

• tele-operados

• e os considerados como produtos de consumo como: cortadores de grama, aspiradores etc.

Quanto aos robôs industriais um subitem da norma ISO 10128 – I8-1 (2006) especifica as requisições inerentes às diretrizes para as medidas de proteção e de design seguro. Descreve os perigos básicos associados aos robôs e prevê requisitos para eliminar ou reduzir adequadamente os riscos dos perigos identificados sem tratar especificamente da ergonomia.

Além das normas apresentarem pequenas diferenças quanto aos componentes ou o que pode ser definido como robô, conferiu-se outra situação que pode levar a certa confusão quando se interpreta documentos e normas estrangeiras. São os termos envolvidos para descrever as questões perigosas vejamos alguns exemplos, (Quadro 2):

Termos empregados Aplicação

DANGER / Perigo Perigo e risco.

WARNING / Advertência Advertência, ato de prevenir, preventivo e sinal de perigo. CAUTION / Risco Prudência, cautela e advertência.

RISK/ Risco Risco expor-se a perigos.

Quadro 2. Os termos de Segurança. i

8

Benzer Belgeler