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2.5. Eğitimde Program Değerlendirme Yaklaşım ve Modelleri

2.5.6. Katılımcı Odaklı Değerlendirme Yaklaşımı

Os discursos dos professores entrevistados apontam diversos aspectos que se tornam empecilhos para uma elaboração coerente de suas estratégias de ensino. Por conta disso, nem eles sabem como tratar bem com essas questões para conduzir apropriadamente os seus métodos já que o ambiente interfere na aprendizagem (REYNOLDS, 1999). Assim, eles permanecem utilizando as metodologias tradicionais e expositivas, o que acentua ainda mais os erros nas escolhas das estratégias de ensino. Essa concepção positivista atribuída ao ensino, como afirmam Pimenta e Anastasiou (2002), impede o desenvolvimento de estratégias flexíveis, que se adaptem aos diferentes contextos inerentes em qualquer turma.

Percebe-se que estratégias puramente expositivas inibem a participação dos alunos, dificulta na relação entre a teoria e a prática e distancia-se dos alunos, não permitindo conhecer-los melhor até para realizar uma avaliação efetiva das estratégias de ensino utilizadas e verificar se elas estão adequadas para o favorecimento da aprendizagem. Entretanto, como os professores também não enxergam os devidos suportes para a execução de estratégias diferenciadas, eles continuam com o uso dos métodos tradicionais até porque, por vezes, são as que melhor se enquadram ao contexto do sistema educacional.

Porém, cabe salientar que não é, de certa maneira, se ausentando que os professores ajudarão nas soluções de tais problemas. Alguns deles demonstram certa insignificância com as questões como conhecer as necessidades dos alunos, o que é fundamental para articular

melhor com eles e contextualizar suas estratégias de ensino conforme a realidade vivenciada pela turma. Isso não implica em padronizar o comportamento dos professores, mas é necessário que eles tenham uma maior abertura às novas perspectivas de aprendizagem que impactam nas suas estratégias de ensino em busca de um aprendizado mais consistente. Méndez (2011) analisa o quanto é essencial conhecer os estudantes, pois o ritmo de ensino depende da capacidade para compreender do sujeito que aprende. Esse autor ainda afirma que a aula tornada espaço natural da aprendizagem é a forma ideal para descobrir de que forma pensa e como entende o sujeito que aprende. Daí pode-se identificar onde podem surgir as dificuldades na aprendizagem e como se pode realmente ajudar a quem aprende por meio de um melhor alinhamento das estratégias de ensino.

Os docentes também têm razões coerentes para tal postura, pois o desinteresse do aluno, a estrutura da universidade, as políticas de ensino, entre outros fatores, dificultam as mudanças nas estratégias de ensino. Mesmo assim, acredita-se que os docentes devem se envolver mais para essas mudanças, pois se observa que alguns já estão acostumados com esse sistema educacional e não se preocupam em empreender medidas para a difusão de uma abordagem construtivista do ensino, que coloca tanto o professor como o aluno no papel ativo da aprendizagem.

O professor poderia receber mais apoio da instituição no processo de articulação entre a teoria e a prática, uma vez que é um problema latente e reflexo de uma conjuntura educacional. Essa relação ocorre por meio da troca de experiências, característica esta que não é valorizada com o uso de metodologias tradicionais. Mintzberg e Gosling (2003) atentam que os conceitos devem encontrar as experiências por meio das reflexões e isso só é possível a partir do momento que se adote estratégias de ensino que beneficiem mais o processo de aprendizagem.

Questiona-se o que o docente pode fazer, ou seja, quais estratégias de ensino podem ser utilizadas, diante de tantos desafios, para tornar o aluno um profissional reflexivo. Para tanto, é preciso dirimir essas dificuldades que influenciam negativamente na busca de um aprendizado transformador. E é responsabilidade da educação superior preparar os estudantes para um mundo de incertezas e turbulências (RASCO, 2011), que para isso é necessário o desenvolvimento de estratégias de ensino que permitam os alunos gerar mudanças no contexto social em que atuam. No quadro 11, destacam-se os significados relacionados às categorias do tema estratégias de ensino.

CATEGORIAS SIGNIFICADO

Conhecimento das necessidades dos alunos

A fragilidade no conhecimento das necessidades dos

alunos ocorre devido aos fatores limitadores no

processo de aprendizagem. São deficiências tidas nas perspectivas de aprendizagem que impactam no desenvolvimento das estratégias de ensino. É difícil conhecer as necessidades individuais dos alunos até por conta da grande quantidade de alunos por turma. Por vezes, as aulas são conduzidas independentemente das características dos estudantes. É importante conhecer as necessidades dos alunos para melhor acompanhar-los no aprendizado e permitir flexibilidade nas estratégias de ensino. Porém, os métodos de ensino dos docentes já são, na maioria das vezes, pré-determinados, o que pode resultar em uma incompatibilidade deles com a realidade da turma.

Estratégias de ensino utilizadas em sala de aula

Basicamente as estratégias de ensino utilizadas em

sala de aula pelos professores são expositivas e

tradicionais. É questionado o enfoque dado em alguns métodos de ensino como seminários, debates e trabalhos em grupo. Porém, não se questiona os seus pressupostos teóricos, mas a forma desvirtuada aplicada por professores, que mais parece querer fugir do seu compromisso enquanto docente do que realmente utilizar essas estratégias preocupadas com a efetividade do aprendizado do aluno. Até porque para a execução de tais métodos diferenciados é necessário, em contrapartida, o comprometimento do aluno, na qual não são considerados suficientemente capazes de se engajar em tais estratégias, visto que eles permanecem passivos e fixados em notas, o que prejudica o desenvolvimento de habilidades fundamentais para sua formação profissional.

Avaliação das estratégias de ensino adotadas em sala de aula

De uma maneira geral, é positiva a avaliação das

estratégias de ensino adotadas em sala de aula. Os

professores salientam que essas avaliações são, por vezes, informais até porque eles gostariam de um feedback, mas acreditam que os alunos não estão preparados para isso. É necessário encontrar um ponto de equilíbrio entre as estratégias de ensino aplicadas em sala com as condições oferecidas e as necessidades dos alunos para buscar a eficácia da aprendizagem. Para tanto, é importante que o professor passe por um processo de atualização para ter conhecimento sobre as estratégias de ensino que melhor atendem ao seu contexto da sala de aula.

Relação entre teoria e prática

O ensino teórico-prático ainda é considerado um desafio para os professores, pois aproximar essa

relação entre teoria e prática não é fácil diante de

tantos problemas que inibem o estreitamento desse elo. Um dos motivos é o tempo que não permite levar os alunos a vivenciarem mais a praticidade por meio de suas situações de vida interligando com os aspectos conceituais. Os docentes conseguem perceber a importância dessa relação para um melhor aprendizado do aluno. Contudo, os alunos enxergam um distanciamento e até não conseguem visualizar bem essa relação porque não sabem aplicar a teoria adequadamente no seu ambiente de trabalho. Isso ocorre também por conta dos distintos estilos de

aprendizagem deles e da própria falta de interdisciplinaridade das áreas do curso.

Quadro 11: Significado das categorias do tema Estratégias de ensino Fonte: Elaboração própria (2011)

Portanto, conhecer bem os alunos e os métodos de ensino existentes é fundamental para o professor desenvolver suas estratégias de ensino apropriadas com a realidade contextual do seu ambiente de ensino e elaborar formas de aproximar os aspectos teóricos da disciplina com a prática organizacional e, assim, favorecer no desenvolvimento profissional dos estudantes. As estratégias de ensino em ação se configuram como uma melhor forma de contribuir para a aprendizagem dos alunos. Entretanto, o tema a seguir mostra que os professores, participantes da pesquisa, ainda não utilizam-se de estratégias de ensino em ação nas suas salas de aula.