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Katılım Bankalarında BES Devlet Katkısı

3. KURAMSAL VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE

3.2. KATILIM BANKALARINDA BİREYSEL EMEKLİLİK SİSTEMİ

3.2.2 Katılım Bankalarında Bireysel Emeklilik Sistemi

3.2.2.4 Katılım Bankalarında BES Devlet Katkısı

Nesse trabalho, acompanhamos três turmas (turmas A, B e C) do terceiro ano do ensino médio em uma sequência de aulas sobre evolução. Essas sequências apresentaram duas fases: (1) as aulas desenvolvidas pelos professores da cada turma para trabalhar com os conceitos e teorias da unidade didática evolução; e (2) as aulas utilizadas para a aplicação e discussão com os alunos de atividades, propostas por nós, com questões sobre aspectos da teoria sintética da evolução.

As aulas desenvolvidas pelos professores, em suas unidades didáticas sobre evolução, foram analisadas de modo a caracterizarmos o contexto de cada turma. O objetivo de analisarmos os contextos das turmas foi desenvolver um panorama de cada uma delas, contemplando, desde aspectos mais gerais, até aspectos mais específicos das ações dos professores e da participação dos estudantes nas dinâmicas7 das aulas. A análise do contexto das turmas A; B e C se deu de modo a verificarmos: (1) as características gerais das escolas, dos professores e dos alunos; (2) a organização geral das unidades didáticas sobre evolução desenvolvidas pelos professores; (3) os temas, a ordem em que os temas apareceram e o modo eles foram trabalhados pelos professores em cada aula; e (4) as interações entre professores e alunos no discurso em sala de aula. As aulas em que aplicamos atividades com questões sobre aspectos da teoria sintética da evolução foram analisadas em termos da argumentação dos alunos. O nosso interesse com essa análise foi verificar como se dá a argumentação dos alunos quando aprendendo evolução. A análise da argumentação dos alunos foi o aspecto central dessa tese, e foi realizada em termos de movimentos discursivos na estrutura da argumentação e em termos de mobilização, em suas justificações, de conceitos evolutivos a diferentes níveis epistêmicos.

Nesse capítulo nós inicialmente apresentaremos as alterações que foram realizadas no desenho da pesquisa ao longo de seu desenvolvimento. Posteriormente, apresentaremos os critérios que utilizamos para a seleção dos professores e das turmas que fizeram parte de nosso trabalho, os materiais elaborados e utilizados na pesquisa e

7 Consideramos que as dinâmicas das aulas são os tipos de aula desenvolvidos pelos professores em suas seqüências de ensino. Tais dinâmicas incluem: aulas expositivas, aulas de correção de exercício, aulas de elaboração e discussão de atividades, etc. Há que se considerar que uma única aula pode apresentar mais de uma dinâmica.

os procedimentos iniciais de coleta e de tratamento dos dados. Discutiremos ainda, os procedimentos metodológicos realizados para a análise dos contextos e da argumentação nas turmas A, B e C e os procedimentos metodológicos realizados para a análise do aprendizado dos alunos dessas turmas.

3.1 - O desenho da pesquisa: do planejamento inicial às alterações no percurso do trabalho

O desenho dessa pesquisa envolveu duas formas de intervenções da pesquisadora nas salas de aula estudadas, uma menos direta e outra mais direta. A primeira forma de intervenção, considerada por nós como menos direta, foi a minha participação nas aulas das turmas estudadas como uma pesquisadora observadora, que filmava e anotava as impressões que tinha da dinâmica das aulas em caderno de campo. Já a segunda forma de intervenção, que consideramos mais direta, envolveu a elaboração, a aplicação e a discussão com os alunos de atividades com questões sobre aspecto da teoria sintética da evolução. Essas atividades foram aplicadas nas turmas A, B e C após os seus professores terminarem de lecionar as suas unidades didáticas sobre evolução. Consideramos que essa foi a intervenção mais direta porque, apesar de no desenho inicial de nossa pesquisa termos planejado que os professores conduziriam as discussões das atividades com os alunos, os três professores que participaram dessa pesquisa preferiram que a discussão fosse coordenada por mim e participaram como colaboradores em algumas discussões. Desse modo, nessa parte da pesquisa, a minha intervenção foi bem mais direta, visto que assumi um papel ativo na condução das discussões das atividades realizadas pelos alunos.

Essa pesquisa também se caracterizou por distintas fases de coleta e análise de dados. As turmas A e B foram acompanhadas nos meses de Outubro a Dezembro de 2006. A turma A foi lecionada por um professor, cujo nome fictício8 é Severino. Já a turma B foi lecionada por uma professora, que denominamos Camila. Ao final da unidade didática lecionada por seus respectivos professores, os alunos das turmas A e B responderam e discutiram uma atividade com questões sobre aspectos da teoria sintética da evolução. Uma análise inicial das discussões dessas questões na turmas A e B nos

8 Os nomes dos professores e dos alunos que aparecem nesse trabalho são fictícios, de modo a preservar a identidade dos participantes da pesquisa. Os gêneros desses

indicou que algumas alterações deveriam ser feitas na atividade de modo a favorecer os alunos a desenvolver mais e melhor os temas em discussão.

As alterações que realizamos na atividade incluíram uma diminuição no número de questões de seis para três, de modo a fornecer mais tempo para as discussões com os alunos, e a substituição de algumas questões, que geraram poucas discussões, por questões novas. Das três questões da atividade reformulada, uma foi completamente nova, outra consistiu em uma questão da atividade anterior com o enunciado e as alternativas de resposta alteradas de modo a fornecer mais dados sobre o tema em discussão, e outra foi mantida idêntica à uma questão da atividade anterior. Assim, de Setembro a Novembro de 2007, filmamos a unidade didática sobre evolução e, posteriormente aplicamos essa nova atividade à turma C. Essa turma foi lecionada por uma terceira professora, que denominaremos com o nome fictício Sônia.

Para as análises e discussões realizadas nesta tese, utilizaremos os dados obtidos das filmagens, anotações em cadernos de campo e atividades escritas nas turmas A, B e C.

3.2 - Participantes, critérios para a seleção dos professores, caracterização geral dos professores e das turmas pesquisadas e procedimentos de coleta e tratamento inicial dos dados

3.2.1 – Participantes

Nesse trabalho de tese analisamos os dados obtidos em três turmas acompanhadas e filmadas nos anos de 2006 e 2007. Duas dessas turmas (turmas A e B) foram acompanhadas nos meses de Outubro a Dezembro de 2006 e realizaram a primeira atividade com questões sobre aspectos da teoria sintética da evolução. A outra turma (turma C) foi filmada nos meses de Setembro a Novembro de 2007, e realizou a atividade reformulada com questões sobre aspectos da teoria sintética da evolução.

3.2.2 – Instrumentos para a seleção dos professores

Um dos instrumentos que utilizamos para a escolha dos professores acompanhados em nossa pesquisa foi a aplicação de um questionário. Esse questionário sondava se os professores tinham conhecimento de questões polêmicas relacionadas à teoria sintética da evolução, se eles trabalhavam com a teoria sintética da evolução em sala de aula, se eles abordavam questões polêmicas em sala de aula, se eles tinham interesse em fazer parte de um trabalho de investigação que tratasse dessas questões e se

eles consentiriam o acompanhamento, a filmagem e a aplicação e discussão das atividades propostas por nós em suas salas de aula (ver apêndice 1).

O segundo instrumento utilizado na seleção dos professores foi a realização de entrevistas com professores cujos questionários estavam de acordo com o perfil procurado por nós. Nessas entrevistas, explicamos em maiores detalhes as intervenções que seriam realizadas nas salas de aulas dos professores e voltamos a questionar sobre sua permissão em filmar e assistir todas as aulas da unidade didática desenvolvida por eles, além de aplicarmos uma atividade desenvolvida por nós ao final desse período.

O público para o qual distribuímos os questionários (19 professores) e com o qual realizamos as entrevistas (4 professores), consistiu de professores de biologia que lecionavam para alunos do terceiro ano do ensino médio e que mantinham algum tipo de vínculo com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), seja por estarem matriculados no curso de pós-graduação em ensino de ciências por investigação (ENCI), oferecido pela Faculdade de Educação dessa instituição (Fae-UFMG), seja por apresentarem vínculo de trabalho relacionado ao ensino de biologia nessa instituição. A opção por este perfil de professores se baseou no fato de acreditarmos que um vínculo com a universidade poderia revelar um maior interesse dos professores em se manterem atualizados com relação aos conhecimentos da biologia e em refletir e melhorar a sua prática de ensino. Também acreditávamos que tais professores apresentariam uma maior disponibilidade e interesse em participar da pesquisa.

É importante ressaltar, que, além da permissão dos professores das turmas, nós também solicitamos a permissão dos responsáveis pelos alunos para a realização de nossa pesquisa. Esta solicitação foi realizada a partir do envio de uma declaração de permissão para a realização de nossa pesquisa. Esse documento explicava a natureza da investigação, esclarecia sobre as metodologias de coleta de dados (filmagem e observação presencial das aulas) nas turmas e esclarecia que os alunos não teriam nem suas imagens e nem os seus nomes verdadeiros divulgados em nossa pesquisa. Somente após receber as declarações assinadas pelos responsáveis dos alunos foi que iniciarmos as filmagens nas turmas dos professores selecionados.

3.2.3 - Desenvolvimento do material da pesquisa, procedimentos de coleta e tratamento inicial dos dados

Elaboração dos testes avaliativos (pré-testes e pós-testes)

Uma das formas inicialmente pensadas para analisar o aprendizado dos alunos utilizadas nesse trabalho foi a aplicação de um teste que apresenta questões relacionadas aos principais conceitos evolutivos trabalhados em salas de aula (ver apêndice 2). Esse teste apresenta 11 questões fechadas e três questões abertas, além de duas questões referentes à religião e ao grau de religiosidade dos alunos. As questões de múltipla escolha buscavam acessar a compreensão dos conhecimentos básicos de evolução e seleção natural. Elas foram selecionadas e retiradas de outro teste com 30 questões, que estava sendo aplicado a alunos da graduação em biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e que foi elaborado a partir da tradução de um teste diagnóstico desenvolvido por Anderson, Fischer e Norman (2002) para acessar a compreensão de seleção natural dos estudantes9. Por estarmos trabalhando com alunos do terceiro ano do ensino médio, modificamos alguns termos das questões selecionadas, de modo a facilitar a compreensão pelos alunos. As questões abertas objetivavam verificar a forma de compreensão da natureza (fixista e transformista) dos alunos, a explicação que eles dão para a existência de estruturas vestigiais e a idéia que eles têm de evolução. Essas questões foram desenvolvidas por nós. Já as questões referentes ao grau de religiosidade dos alunos buscavam nos auxiliar na compreensão da visão de mundo dos alunos e foram retiradas do teste aplicado na UFBA.

O teste foi aplicado às turmas A, B e C. No entanto, os resultados preliminares desses testes não ajudaram a entender as questões centrais deste trabalho, ligadas à argumentação dos alunos. Desse modo, realizamos nossa análise da aprendizagem baseados na idéia de engajamento disciplinar produtivo de Engle e Conant10 (2002).

9 O teste diagnóstico de Anderson, Fischer e Norman foi desenvolvido com base em estudos reais sobre seleção natural e denominado inventário conceitual de seleção natural (CINS). Ele já foi testado pelos autores em uma amostra de 206 estudantes de biologia, e é considerado uma ferramenta válida para os instrutores (Anderson, Fischer & Norman, 2002, p. 952).

10 A análise do engajamento disciplinar produtivo de estudantes foi proposta por Engle e Conant (2002) que construíram uma nova estrutura participativa dos estudantes na qual é possível avaliar o engajamento produtivo disciplinar destes. No engajamento disciplinar os autores consideram ´que há algum contato entre estudantes que estão fazendo as questões e práticas do discurso de uma disciplina` (Engle & Conant, 2002, p. 402).O progresso intelectual dos estudantes nesse caso, pode ser inferido por, dentre

Elaboração das atividades

A primeira atividade com questões relacionadas à teoria sintética da evolução foi desenvolvida em 2006 e apresenta seis questões. Para cada uma das questões desta atividade foram oferecidas duas soluções possíveis - uma delas na linha da teoria sintética da evolução e a outra com base em críticas a pontos específicos dessa teoria – de modo a desenvolver um ambiente favorável à argumentação (Jiménez-Aleixandre, 2008). Para elaborar essa atividade foram utilizadas obras que apresentam e discutem questões atuais da biologia evolutiva, como (Gould & Vrba, 1982; Gould, 2002; Meyer & El-Hani, 2000; Meyer & El-Hani, 2005).

A segunda atividade, em que questões relacionadas à teoria sintética da evolução são apresentadas, foi desenvolvida em 2007, a partir de uma reformulação da atividade aplicada em 2006. Essa atividade consiste em três questões problemas. Para cada uma delas, duas soluções são propostas, uma na linha dos defensores da teoria sintética da evolução e a outra com base em críticas a pontos específicos dessa teoria.

As questões das atividades cujas discussões foram analisadas em termos da argumentação dos alunos serão apresentadas e discutidas em maiores detalhes no capítulo 5.

Procedimentos de coleta de dados: cadernos de campo, filmagens em vídeo e gravações em áudio

Os procedimentos iniciais de coleta de dados consistiram de observação, com anotação em caderno de campo, filmagem e gravação em áudio de todas as aulas da unidade didática evolução das três turmas (A, B e C) de terceiro ano do ensino médio. As anotações em caderno de campo foram realizadas nas três turmas durante toda a unidade didática.

As filmagens das aulas foram realizadas utilizando-se duas câmeras. Durante as aulas das unidades didáticas desenvolvidas pelos professores, uma câmera foi colocada no fundo da sala e focou o(a) professor(a) e suas ações, enquanto a segunda câmera foi localizada ao lado do(a) professor(a), sendo manipulada de modo a acompanhar as interações entre alunos e professor(a). Nas aulas de discussões das atividades em outras coisas, um aumento na qualidade e sofisticação dos argumentos e o desenvolvimento de novas idéias e compreensões disciplinares (Scott, Mortimer & Aguiar, 2006).

pequenos grupos, a primeira câmera ficou na frente da sala, focando todos os pequenos grupos, enquanto a segunda câmera focava um grupo de alunos selecionado. Por fim, nas aulas de debate das atividades com toda a turma, uma câmera foi localizada no fundo da sala e focava em mim e no(a) professor(a). Já a segunda câmera ficou na frente da sala, sendo manipulada de modo a acompanhar as ações dos alunos durante a discussão.

As aulas dessas turmas também foram gravadas em áudio, com a utilização de

pen drivers. As aulas, das unidades didáticas sobre evolução e das discussões das

atividades, foram gravadas em áudio por um pen drive posicionado na mesa do(a) professor(a). Já nas aulas de discussão em pequenos grupos, cada grupo teve a discussão gravada por um pen drive, que era posicionado no centro da mesa circular em que os alunos estavam sentados.

Procedimentos de coleta de dados: aplicação das atividades, pré-testes e pós-testes As atividades foram aplicadas após a unidade didática evolução. As turmas A e B trabalharam com a primeira atividade enquanto a turma C discutiu a atividade reformulada.

Nas aulas de aplicação e discussão das atividades, os alunos das turmas A, B e C foram organizados em pequenos grupos, com quatro ou cinco componentes. Esses alunos foram orientados de modo a optarem por uma das duas alternativas propostas na atividade, por ambas alternativas, ou por nenhuma delas e a justificarem o porquê de sua opção. Após cada pequeno grupo discutir sobre a resolução das questões e colocar as suas respostas no papel, uma discussão geral das questões foi realizada na sala como um todo. Essa discussão foi conduzida por mim, com o auxílio do(a) professor(a). Em cada questão discutida, representantes dos grupos foram solicitados a apresentar e justificar os argumentos defendidos ou refutados.

Os testes (pré-testes e pós-testes) foram aplicados antes dos professores iniciarem suas unidades didáticas sobre evolução e após a aplicação das atividades com questões relacionadas à teoria sintética da evolução nas turmas acompanhadas.

Tratamento inicial dos dados

Nas turmas A, B e C, as filmagens das aulas das unidades didáticas dos professores, realizadas pela câmera localizada ao lado do(a) professor(a), foram assistidas e mapeadas. Esses mapeamentos variavam de mais gerais a mais específicos e

tiveram como objetivo analisar os contextos dessas turmas. Para a análise da argumentação, as filmagens das discussões com a câmera que focava todos os grupos foram assistidas e transcritas. As outras filmagens realizadas serviram de apoio para momentos em que um aluno participava de uma aula, mas não aparecia na filmagem analisada ou para momentos em que a fala de algum aluno ficava pouco clara. Além disso, utilizamos na análise da argumentação dos alunos, as respostas escritas das atividades com questões relacionadas à teoria sintética da evolução dos pequenos grupos. Essas respostas foram lidas e tabuladas. Os resultados das questões de múltipla escolha dos pré-testes e pós-testes aplicados a essas turmas também foram tabulados.

3.2.4 – Procedimentos metodológicos para a análise do contexto das salas de aula

Os procedimentos metodológicos realizados para a caracterização dos contextos das turmas A, B e C consistiram: (1) no mapeamento geral das aulas por temas abordados pelo(a) professor(a) em termos da dinâmica e duração de cada aula; (2) no mapeamento das aulas por episódios e; (3) no mapeamento dos episódios de conteúdo iniciados por questões e afirmações de alunos.

3.2.4.a - Elaboração de mapas gerais e de mapas de episódio

Após a filmagem, todas as aulas das turmas A, B e C foram organizadas em mapas gerais que apresentam a duração, os assuntos abordados, e a dinâmica de cada aula (ver quadro 3.1). Esse mapeamento geral fornece uma visão clara de como o tempo foi utilizado na unidade didática do professor e na aplicação e discussão das atividades com questões relacionadas à teoria sintética da evolução em cada turma.

Quadro 3.1: Mapa geral das aulas Aula Data Tempo em

hora aula (1h/a = 50

min)

Assuntos Abordados Dinâmica da aula

Posteriormente, as turmas A, B e C tiveram os vídeos de suas aulas assistidos e mapeados em mapas de episódios. A idéia de episódio, desenvolvida por Mortimer, Massicame, Buty e Tiberghien (2007), tem como base a noção de enunciado proposta por Bakhtin (1986). Um episódio, enquanto enunciado, é um segmento do discurso da sala de aula que tem fronteiras claras em termos de conteúdo temático, da fase didática

ou das tarefas que são aí desenvolvidas, podendo dessa forma, ser nitidamente distinto dos demais que lhe antecedem e sucedem (Mortimer, Massicame, Buty e Tiberghien, 2007).

Nos mapas de episódios construídos para as turmas estudadas, foram considerados os seguintes aspectos: (1) tempo (duração do episódio); (2) número seqüencial do episódio; (3) formas de interação (focando especificamente o participante que iniciava o episódio); (4) tipo de discurso (discurso de conteúdo, relacionado ao conteúdo de ciências das aulas; de agenda, quando o professor programa aulas posteriores ou retoma aspectos aulas já lecionadas; ou de gestão de classe, em que o professor procura manter o desenvolvimento adequado das atividades propostas, sem a intenção de desenvolver conteúdo científico) e; (5) tema ou ação (tema abordado ou ação realizada no episódio). Os tópicos considerados na construção dos mapas de episódios são apresentados no quadro 3.2.

Quadro 3.2: Mapa de episódio

Episódio (aula) Tempo Iniciação Tipo de discurso Tema ou ação

Um terceiro mapeamento das aulas realizado foi o mapeamento de episódios de discurso de conteúdo iniciados pelos alunos. Nesse mapeamento, apenas os episódios de discurso de conteúdo com questões e afirmações iniciadas por alunos foram selecionados. Estes episódios foram destacados, transcritos e tiveram os seus protagonistas identificados. Posteriormente, eles foram submetidos a uma análise em termos de seu conteúdo temático, das práticas epistêmicas explicitadas e dos ajustes potencialmente requeridos na condução da aula pelo(a) professor(a). Os ajustes realizados pelos(as) professores(as) na estrutura de suas aulas em função das intervenções dos alunos também foram discutidos11. Os tópicos do mapeamento dos episódios iniciados por alunos estão ilustrados no quadro 3.3.

Quadro 3.3: Mapa de episódios das questões de discurso de conteúdo dos alunos Aula

Episódio/ tempo

Ator Transcrição Prática Epistêmica Conteúdo temático Ajuste requerido 11

Parte dos resultados dessa análise na turma A foi apresentada por Mortimer, Lima- Tavares & Jiménez-Aleixandre (2007) no VI Encontro Nacional de Pesquisa em