3. KURAMSAL VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE
3.2. KATILIM BANKALARINDA BİREYSEL EMEKLİLİK SİSTEMİ
3.2.2 Katılım Bankalarında Bireysel Emeklilik Sistemi
3.2.2.8 Katılım Bankalarına Uygun BES Yatırım Fonları
3.2.2.8.6 Garanti Emeklilik Esnek Alternatif Emeklilik Yatırım Fonu
De acordo com Malanga (1987), a publicidade – bem como a propaganda – não é uma arte moderna. O autor, citando o livro Introduction to Advertising18, informa que o primeiro relato
do que podemos denominar publicidade refere-se a um documento do ano 1.000 a.C: um papiro egípcio que relatava a fuga de um escravo. Tal documento pode ser visto como um exemplo de publicidade, uma vez que o escravo era tido como mercadoria.
Malanga também aponta os discursos proferidos por grandes oradores na Grécia Antiga como exemplos de discursos propagandísticos e publicitários:
Na Grécia havia os grandes oradores que faziam discursos com objetivos políticos, ou propaganda política. Assim, fica bem caracterizada a Propaganda propriamente dita, pois que envolvia ideologias políticas, e não a Publicidade.
Mas esses mesmos oradores eram utilizados, muitas vezes, para fazer propaganda comercial, ou seja, publicidade. Eram homens que sabiam falar em público, tinham facilidade de expressão, e apregoavam alguns produtos. Assim, observa-se que na Grécia existiam fatos que se enquadram na história da Propaganda e da Publicidade. (MALANGA, 1987, p.16)
O que percebemos é que, os meios/veículos utilizados na época podem não coincidir com os da atualidade, mas que o propósito desse discurso se manteve: promover ou, mesmo, aumentar as vendas de determinado produto.
17O que também estendemos para a questão do tom: trata-se de um gênero sem uma cenografia e um tom
preferenciais.
18 BREWSTER, Arthur; PALMER, Herbert; INGRAHAM, Robert. Introduction to advertising. 6.ed., New York,
43
A publicidade, como a percebemos hoje, teve seu início com o nascimento da imprensa. Malanga (1987) informa que, inicialmente, os jornais não precisavam de anunciantes: eram mantidos pela própria receita da venda de suas assinaturas. Apenas, em 1625, quando o
Mercurius Britannicus19 publica os primeiros anúncios, os jornais encontram outra fonte de renda. Fonte essa que permitiu diminuir o valor dos exemplares e, assim, aumentar o número de vendas.
Mas é bom ressaltar que a apresentação das publicidades, bem como as estratégias utilizadas, ainda não eram as que temos atualmente.
Como a principal finalidade desses primeiros anúncios era simplesmente chamar a atenção do leitor para determinado produto ou serviço, geralmente revestiam-se da forma de uma declaração seca, tal como no exemplo [...]:
“Essa excelente bebida China, aprovada por todos os médicos, chamada Tcha pelos chineses, por outras nações, Tay, aliás Tea, é vendida na Cafeteria Cabeça de Sultana, em Sweeting’s Rents, pelo Royal Exchange, Londres.” (MALANGA, 1987, p.18, grifos do autor)
Ainda com relação à forma do texto publicitário, Adam e Bonhomme (1997), citando Émile Girardin, afirmam que, inicialmente, os anúncios publicitários franceses apareciam nas últimas páginas dos jornais e tinham uma apresentação relativamente rígida, uma vez que deviam seguir algumas normas, entre elas: deviam ser simples, francos, não se apresentar sob máscaras e marcar sempre o seu objetivo. Além disso, os dois linguistas informam que, até a metade do século XIX, os anúncios e cartazes adotavam essencialmente um texto que seguia o modelo livresco e de escritura literária (tipografia compacta, indiferenciada, linear e regular, com apenas alguns títulos para destacar) e que, apenas por volta de 1840 – paralelamente a uma estrutura mais escrita e dissertativa – o reclame publicitário adota um segundo sistema semiológico, essencialmente visual: o da imagem. Mas eles observam que é só a partir de 1930 que a imagem adquire sua plena dimensão e pode competir semiologicamente com o texto verbal – antes disso, funcionava como um simples elemento de distração no texto.
Dialogando com o que foi exposto acima, podemos dizer que o que vemos atualmente são textos com uma apresentação nada rígida, com construções cada vez mais complexas e variadas; com a utilização de imagens desempenhando um papel fundamental no processo persuasivo e, com frequência, com encenações que buscam se apresentar como verdade.
44
Mas vale evidenciar que toda essa diferença entre a fase inicial e a atual da publicidade é resultado de contextos de produção bem distintos, a destacar a quantidade de produtos a ser vendida e a variedade de marcas/empresas produtoras do mesmo tipo de produto/segmento. Antes da Revolução Industrial, a produção era menor e a venda concentrada em uma área de abrangência pequena. Nessa época, as transações comerciais já existiam, mas eram feitas de maneira direta. Em alguns segmentos – como a produção de automóveis –, a produção estava, inclusive, atrelada a encomendas, como indica Malanga (1987). Além disso, não havia uma concorrência significativa entre diversas marcas. Sendo assim, a publicidade não possuía a mesma força comercial que possui hoje em dia. Como resultado, não era preciso um investimento forte em estratégias de captação.
Com o desenvolvimento das indústrias, a produção passa a ser em massa e, aos poucos, vemos o aparecimento de uma concorrência cada vez maior: várias marcas/empresas passam a produzir o mesmo tipo de produto. Desse modo, cabe à publicidade apresentar o produto de determinada marca como a melhor opção e promover um escoamento de toda a produção em um tempo curto. Ou seja, ela passa a exercer um papel fundamental na economia; chegando, mesmo, a ser vista como elemento que possibilitou a produção em grande escala. Como resultado, vemos a publicidade como uma instituição que necessita investir, cada vez mais, em estratégias de captação.
E, ao contrário do que muitos pensam, a publicidade não eleva o preço dos produtos. Isso porque, como vimos, ela permite a produção em massa. Esta, por sua vez, é responsável por uma diminuição dos custos da produção que traz, como consequência, a redução do valor final do produto. Além disso, a publicidade também facilita a criação de novos mercados e, por conseguinte, de novos empregos. Vale dizer que, em muitos casos, esses novos mercados podem ser vistos como dispensáveis, mas, ainda assim, com a influência da publicidade, aquecem a vida financeira de uma região. Afinal, as necessidades básicas do homem não incluem automóveis, produtos de perfumaria, produtos eletrônicos, etc. Esses segmentos que apenas conferem maior comodidade e conforto ao homem são apresentados pelas publicidades, na maioria das vezes, como novas necessidades. Por meio de suas estratégias persuasivas, a publicidade busca criar, em seus leitores-alvo, alguns vazios que só serão preenchidos com a aquisição do produto que ela anuncia.
45
Assim, vemos o gênero publicitário assumindo um importante papel na cadeia econômica, como aponta Malanga (1987, p.22):