3. KURAMSAL VE KAVRAMSAL ÇERÇEVE
3.1. TÜRKİYE’DE BANKACILIK SİSTEMİ
3.1.4 Katılım Bankaları ve Türkiye’deki Katılım Bankaları
3.1.4.3 Katılım Bankalarının Fon Toplama Yöntemleri
Na primeira aula da atividade sobre cálculo do comprimento da circunferência, na turma 902, as alunas Marcella, Júlia, Clara e Mariana iniciaram as medições dos valores do diâmetro e do comprimento, solicitados no roteiro, dos objetos que receberam. Enquanto
153 Marcella realizava esse registro no relatório do grupo, Júlia estava examinando os valores obtidos na tabela e disse em voz alta:
Já achei! Nossa! (Júlia)73
Ela estava se referindo ao item 2 do roteiro, no qual era proposto aos grupos que encontrassem uma fórmula para calcular o valor do comprimento de uma circunferência. Entretanto, Marcella continuou escrevendo o relatório e Clara e Mariana continuaram fazendo medições. Pelo Modelo-CI, é possível notar que Júlia pensou alto, porém, as demais integrantes do grupo não estabeleceram contato com ela, não ocorrendo uma interação que pudesse promover uma situação argumentativa.
Em seguida, a professora se aproximou do grupo para ver o andamento do trabalho.
Até agora, vocês chegaram a alguma conclusão? (Professora) A gente está escrevendo... (Marcella)
Pode colocar ali [Apontando para o relatório.] tudo o que acontece aqui? (Júlia) [A professora balançou a cabeça indicando que sim.] Aí agora pula para a 2. [Se referindo à segunda questão do roteiro.] (Professora)
Eu acho que eu já achei uma. [Se referindo à fórmula para o cálculo do valor do comprimento da circunferência.] Eu não sei se está certo. (Júlia)
Deixa-me ver... (Professora)
Diâmetro elevado a dois, elevado ao quadrado... a não, não é elevado ao quadrado não! É outra coisa que vai dar... (Júlia)
Isso que ela está falando é importante! É uma hipótese. Você tem que anotar aqui. [Apontando para o relatório.] (Professora)
Mas não é elevado ao quadrado! É vezes dois. Não é elevado ao quadrado. É multiplicado por dois. (Júlia)74
Nessa discussão, Júlia apresentou a sua opinião sobre a fórmula para calcular o comprimento de uma circunferência, que seria multiplicar o diâmetro por dois, ou seja, em uma linguagem algébrica, C = 2d, no qual C é o valor do comprimento e d é o valor do diâmetro. A professora tentou incentivar a interação entre o grupo estabelecendo contato com a Júlia e reconhecendo a sua ideia. Ela chamou a atenção do grupo para que as alunas percebessem que uma hipótese havia sido elaborada e que ela deveria ser registrada.
73 Dados da pesquisa. Filmagem e gravação, Aula 2. 74
154 No momento em que Marcella pegou o relatório para registrar a hipótese, Mariana propôs uma ideia diferente ao grupo e a professora novamente chamou a atenção das alunas para uma nova hipótese.
O diâmetro é o dobro mais 2? (Mariana) Ó, isso é outra hipótese... (Professora) É o triplo... (Mariana)
Peraí, Mariana, peraí!Guarda esse negócio aí que você está falando. (Marcella) O que você falou? [se referindo à Mariana] (Professora)
Eu falei que o diâmetro é o dobro mais 2. Mas eu acho que é o triplo. (Mariana) O diâmetro? (Marcella)
Mas é o diâmetro que você quer? (Professora) Não. É o valor do comprimento. (Mariana)
Comprimento? Não estou entendendo nada! (Marcella)
O valor do comprimento... [Mariana é interrompida.] (Mariana) É o triplo do diâmetro! (Clara)75
A primeira hipótese levantada por Júlia, que o valor do comprimento é o dobro do valor do diâmetro, não foi discutida pelo grupo e nem registrada no relatório. Mariana pode ter reformulado a hipótese de Júlia ao dizer que o valor do diâmetro é o dobro do valor do comprimento mais dois. A intervenção da professora nesse momento foi essencial, pois ao chamar a atenção para a confusão entre valor do diâmetro e valor do comprimento no fragmento “Mas é o diâmetro que você quer?”, fez com que o grupo alterasse a hipótese. Além disso, Clara aproveitou a interação para propor a sua ideia.
Nessa situação, o grupo e a professora estabeleceram contato, uma vez que elas prestaram atenção às contribuições das colegas, e, além disso, elas reconheceram as ideias apresentadas. Logo após, Júlia começou a testar oralmente a hipótese da Mariana.
Aqui ó, 3 vezes 6 [valor do diâmetro da lata de tomate retirado da tabela] é 18, mais 2, 20.3 vezes 10 [valor do diâmetro do pote de manteiga], 30 mais 2,32.[Esses casos apresentaram resultados iguais aos da tabela.] (Júlia)
É! (Clara)
75
155 3 vezes 6 [valor do diâmetro da tampinha], 18... [A aluna interrompeu a sua fala, pois percebeu que o resultado foi diferente do valor da tabela.] (Júlia)
Esse aqui é 20, gente! Da tampinha azul. Esse aqui já dá... 3 vezes 8 [valor do diâmetro da tampa vermelha] é igual a 24. Por que não precisou de mais 2? (Clara) Vai, Mariana, a sua hipótese... O comprimento.... Como é que é? (Marcella) O valor do diâmetro é triplo do comprimento... Ai meu Deus, peraí! (Mariana) É o triplo mais 2? (Marcella)
Não! É o valor do comprimento... É o triplo do diâmetro. (Júlia) Não o valor do diâmetro... (Mariana)
Mas o valor do comprimento é primeiro! (Júlia)
O diâmetro vezes 3 mais 2 é o valor do comprimento. (Mariana) Tem que começar com o valor do comprimento! (Júlia)76
No momento em que Júlia iniciou o teste da hipótese de Mariana, apenas Clara estabeleceu contato com ela. Inicialmente, ela concordou com a ideia proposta e questionou o valor obtido do comprimento da tampinha na medição, que era 19 cm: “Esse aqui é 20, gente! Da tampinha azul.” Quando ela continuou o teste da hipótese, percebeu que para um caso, da tampa vermelha, o valor do diâmetro multiplicado por 3 dava exatamente o valor encontrado na medição: “Esse aqui já dá... 3 vezes 8 é igual a 24.” E questionou a hipótese: “Por que não precisou de mais 2?” .
Todavia, nenhuma colega se envolveu com o seu questionamento e Marcella se preocupou apenas em registrar a hipótese da Mariana: “Vai Mariana, a sua hipótese... o comprimento... Como é que é?” Marcella e Mariana não se envolveram com o teste realizado oralmente por Júlia e Clara e não houve registro dele no relatório. Esse teste era importante para concluir que a hipótese da Mariana era falsa, porém apenas Júlia conseguiu perceber isso.
Nessa interação, é possível perceber que em alguns momentos as alunas conseguiram estabelecer contato e reconhecer algumas ideias propostas. Entretanto, em nenhum momento as alunas se posicionaram em relação às hipóteses, apresentando argumentos para validá-las. No relatório do grupo, elaborado no primeiro dia da atividade, as hipóteses foram enunciadas, mas sem nenhuma justificativa e conclusão. A ideia de que C = 3d poderia ter sido explorada
76
156 pelas alunas, já que é uma boa aproximação para a fórmula correta (C = d), uma vez que o valor de não era conhecido por elas e nem pela turma.
Não foi a ausência de elementos do Modelo-CI que descaracterizaram essa situação como argumentativa, mas a falta desses elementos, sobretudo o estabelecer contato e o posicionar-se, podem ter contribuído para que não ocorresse argumentação nesse episódio.