2. BÖLÜM
3.1. KASTAMONU MİLLETVEKİLLERİNİN FAALİYETLERİ
3.1.5. Kastamonu Milletvekilleri’nin TBMM’deki Çalışmaları
distribuídas em categorias reprodutivas de acordo com o seu estado fisiológico e metabólico. Cada categoria seja potra, égua solteira (vazia na estação anterior), parida ou no ―cio do potro‖, possui suas particularidades. Von Lepel (1975) descreve potras e éguas gestantes com um potencial de fertilidade superior (70-100%) ao de éguas que não conceberam na estação anterior (50- 70%), ao das vazias por mais de duas estações reprodutivas consecutivas (25-50%) e bem superior ao daquelas susceptíveis às infecções e as com idade avançada (< 25%).
Por outro lado, Caslick (1937) relatou taxas de concepção de 77,9; 82,9 e 83,7% para éguas Puro-Sangue paridas com ―potro ao pé‖, éguas solteiras e potras, respectivamente. Já Andrews e McKenzie (1941), citados por Hutton e Meacham (1968) obtiveram uma taxa de concepção de 71,1% para éguas lactantes, de 68,9% para éguas solteiras e de 42,1% para potras. Os resultados de Hutton e Meacham (1968) mostraram menor variação entre os grupos, com taxas de concepção de 79,5; 72,4 e 78,6%, respectivamente, para éguas lactantes, solteiras e potras. Palhares (1989) observou taxa de concepção durante o cio do potro de 62,11% (159/259), em éguas da raça Mangalarga Marchador.
Van Rensburg e Van Herden (1953) estabeleceram que a ocorrência de atresia folicular, acompanhada de estro normal, foi uma das causas mais importantes de infertilidade na égua. No Brasil, Palhares (1989) observou atresia folicular em 9,29% dos ciclos estrais de potras, frequência maior
que a observada em éguas (2,22%). Da mesma forma, Silva Filho et al. (1987) relataram frequência de anovulação de 12,4% para éguas e de 27,6% para potras.
Wilsher e Allen (2002), estudando primíparas, observaram uma área total microcotiledonária, que fica em contato com o feto, significativamente menor que a de éguas multíparas. Tal observação pode explicar a menor fertilidade observada em potras muito jovens, bem como o menor peso dos potros nascidos de primíparas, em relação aos de fêmeas multíparas, influenciado por fatores de maturação uterina. Dessa maneira, têm sido demonstrada a necessidade de um adequado período pós-puberdade para o completo desenvolvimento reprodutivo, pois se observa, na espécie eqüina, aumento considerável do tamanho da genitália no decorrer da puberdade (Andrade, 1986). Os índices de fertilidade não diferiram entre éguas solteiras, lactantes, potras ou éguas com histórico reprodutivo desconhecido, cobertas por monta natural com jumentos, no estudo de Jordão et al. (1954). Interessantemente, estes autores observaram taxas de concepção numericamente superiores para éguas solteiras ou que haviam abortado ou produzido natimortos durante a estação reprodutiva.
Gibbs e Davison (1992) avaliando a eficiência reprodutiva de éguas mantidas em pastagem nativa, apenas com pequena suplementação, observaram taxa de parto média de 80%. Registrou-se, neste estudo, para éguas que permaneceram vazias na estação de monta anterior uma taxa de parto de 94%, sendo esta porcentagem superior (p<0,05) à registrada para éguas lactantes (74%). Ademais, para éguas de idade avançada e em lactação observou-se uma taxa de parto de 37%, média inferior à das éguas lactantes jovens, que necessitaram de um maior número de ciclos por concepção (p<0,05).
Muitos estudos têm citado uma menor taxa de concepção (10 a 33%) em éguas cobertas no primeiro cio pós-parto, quando comparada às
obtidas em estros subsequentes. Fatores relacionados ao manejo contribuem para a variação nas taxas de gestação nos diferentes experimentos (Loy, 1980). Assim, menor fertilidade durante o ―cio do potro‖ tem sido associada à eliminação incompleta de micro- organismos introduzidos no ambiente uterino durante a cópula ou inseminação artificial diante de uma involução uterina incompleta (McKinnon et al., 1988). A maioria das éguas tem diferentes graus de contaminação bacteriana do útero após o parto, embora grande parte delas seja capaz de eliminar as bactérias até o ―cio do potro‖ (Saltiel et al., 1987). Entretanto, a involução uterina pode não estar completa quando do primeiro cio pós-parto. Desta forma, o ambiente uterino inapropriado pode tanto impedir que os espermatozóides atinjam o local da fertilização como comprometer o desenvolvimento embrionário (Huhtinen et al., 1996).
Diferentemente de outras espécies mamíferas, a involução do endométrio na égua ocorre rapidamente após o parto (Gygax et al., 1979). A perda do epitélio luminal não foi observada como um fenômeno pós-parto (Ginther, 1992), de forma que a maioria dos pesquisadores está de acordo que o endométrio tem uma aparência histologicamente normal, ou seja, encontra-se completamente reparado até 10 dias após o parto (Sertich et al., 1989; Sertich e Watson, 1992). O fato de ocorrer tão pouco dano ao endométrio, explica-se pelo tipo de placentação epiteliocorial simples presente na égua.
Alguns autores têm proposto que baixas taxas de gestação no ―cio do potro‖ são mais prováveis de ocorrer naquelas éguas que ovulam precocemente no período pós-parto. Desta forma, Loy (1980) e Bell e Bristol (1987) relataram menor fertilidade em éguas ovulando dentro de 10 ou menos dias pós- parto, sendo esta observação atribuída à involução uterina incompleta, algumas vezes com presença de fluido intrauterino no momento da cobertura e da chegada do embrião ao útero, 5 a 6 dias após a ovulação.
Durante o estro, a presença de fluido intrauterino pode ser espermicida, podendo estar relacionada à luteólise precoce ou morte embrionária (McKinnon et al., 1988). Ao retardar a ocorrência da primeira ovulação no pós-parto, através da administração de progestágenos, McKinnon et al. (1988) verificaram aumento significativo das taxas de concepção. Assim, uma maior proporção de éguas tornou-se gestante quando a ovulação ocorreu após os 15 dias pós-parto, em comparação às que ovularam previamente. Já Blanchard et al. (2004), em um estudo retrospectivo de cinco estações reprodutivas, não observaram correlação entre o dia da ovulação no pós-parto e a taxa de concepção durante o ―cio do potro‖.
Menor contaminação do útero, associada à inseminação artificial ou menor número de coberturas, pode ser benéfica para a fertilidade de éguas acasaladas no primeiro cio pós-parto. Referendando tal citação, Blanchard et al. (2004) obtiveram uma taxa de gestação de 66% utilizando monta natural e de 83% ao utilizarem a inseminação artificial em éguas durante o ―cio do potro‖. Ginther et al. (1985) observaram maior percentual de perda embrionária para éguas com histórico de perda gestacional na mesma estação reprodutiva e nas apresentando acúmulo de fluido uterino intraluminal. Essas duas categorias apresentaram-se similares nos seguintes aspectos: menor taxa de concepção e menor concentração de progesterona nos dias 7 e 11 pós-ovulação. Pode ser que os fatores responsáveis pela perda embrionária tenham sido os mesmos causadores dos acúmulos intraluminais de fluido.
Ao utilizar sêmen diluído e resfriado a 5°C, de jumentos da raça Pêga, Ferreira (1993) obteve altas taxas de concepção para as diferentes categorias reprodutivas de éguas inseminadas: potras (81,8%), éguas solteiras (93,7%) e éguas com potro ao pé (81,8%). Também utilizando sêmen asinino diluído e resfriado, Rossi (2008) obteve taxas de concepção/ ciclo de 62%; 47%; 55% e 47%;
para potras, éguas solteiras, éguas com potro ao pé e éguas no ―cio do potro‖, não sendo observadas diferenças entre elas.
2.1.2.3. Efeito do momento de deposição