2. BÖLÜM
3.2. ŞEHRE GELEN DEVLET ADAMLARININ FAALİYETLERİ
3.2.16. Şemsettin Günaltay (Başbakan), Münir Birsel (İşletme Bakanı)
relação à ovulação
Apesar de ter sido descrito que éguas cobertas com garanhões férteis podem conceber mesmo quando a ovulação ocorreu dias após a monta, as taxas de concepção aumentam significativamente quando as mesmas ocorrem próximo da ovulação (Woods et al., 1990). Assim, torna-se imperativo uma determinação mais precisa do momento da ovulação em relação à cobertura ou inseminação, notadamente quando as éguas são cobertas com garanhões muito requisitados e somente um serviço por ciclo é disponível ou quando são cobertas por garanhões apresentando baixa concentração ou longevidade espermática. Deve-se salientar, ainda, as éguas que devem ser inseminadas apenas uma vez devido a falhas no ―clearance” uterino ou as susceptíveis a infecções uterinas, bem como as inseminadas com sêmen resfriado e transportado ou congelado, em virtude do número de doses ser, normalmente, limitado e, em muitas vezes, de qualidade inferior. Além disso, a redução do número de inseminações por ciclo resultará em um trabalho mais eficiente e econômico durante a estação de monta (Samper et al., 2002).
A inseminação artificial deve ser feita no momento adequado, de forma que tanto os gametas masculinos quanto o feminino estejam viáveis no momento da fertilização (Jacob et al., 2000). Para que ocorra a fertilização necessita-se da presença de um oócito maduro e de espermatozóides capazes de realizar a fertilização. A capacitação espermática ocorre quando os espermatozóides são expostos às secreções do sistema genital feminino sendo este processo necessário para que o gameta masculino adquira capacidade fertilizante. Uma vez que esse processo se completa, o tempo de sobrevivência do espermatozoide na tuba
uterina, antes da fertilização do oócito é que irá determinar quando a concepção poderá ocorrer após uma única cobertura antes da ovulação (Stone, 1994). Assim, quando a inseminação é realizada na fase pré- ovulatória, a fertilização dependerá essencialmente da viabilidade espermática no sistema genital da égua, enquanto que na IA pós-ovulação a fertilização dependerá, essencialmente, da viabilidade do óvulo. O período de sobrevivência dos gametas no sistema genital da égua foi motivo de estudos já na década de 40 (Zivotkov, 1941; Laing, 1943; Skatin, 1943). Apesar disso, o período de viabilidade dos espermatozóides e do oócito in vivo ainda é bastante controverso. A viabilidade dos gametas é o fator determinante do intervalo máximo da inseminação artificial à ovulação, capaz de ainda proporcionar boa fertilidade (Woods et al., 1990).
Nesse contexto, Day (1942) descreveu uma viabilidade espermática de até seis dias (144 horas) no sistema genital da égua, enquanto para Laing (1943) esta viabilidade foi de aproximadamente 24 horas, embora para Kamhi e Varadin (1965) tenha sido de 72 horas. Há que se ressaltar os vários fatores capazes de interferir no tempo de sobrevivência espermática no sistema genital feminino, a saber: a composição do fluido luminal (Hunter, 1990), bem como a individualidade do reprodutor e o tratamento à que o sêmen foi submetido previamente (Silva Filho, 1994). O transporte do sêmen e a sobrevivência dos espermatozóides no sistema genital de éguas variam entre garanhões férteis e subférteis, entre éguas férteis e subférteis e entre os diferentes tipos de sêmen utilizados: fresco, resfriado ou congelado (Drobnis e Overstreet, 1992). A viabilidade do oócito no sistema genital da égua envolve um período de 8 a 10 horas (Chang, 1951; Hunter, 1990). Entretanto, Dantas (1995) demonstrou que o oócito equino mostra-se viável por até 12 horas após a ovulação. Segundo Hunter (1990), o tempo de viabilidade do oócito depende do estádio
de desenvolvimento em que este se encontra no momento da ovulação.
O estádio de desenvolvimento do oócito equino no momento da ovulação varia entre fêmeas e, até mesmo, entre ciclos de uma mesma fêmea, sendo possível que uma fêmea ovule um oócito primário, secundário ou até mesmo numa fase intermediária entre estes dois estágios. Esta variação pode ser atribuída a um extenso período de exposição ao hormônio luteinizante (LH) no período pré- ovulatório, fenômeno também observado em ovelhas, vacas e porcas. Quando o oócito é ovulado ainda na forma imatura, o término de seu desenvolvimento ocorre durante a passagem pela tuba uterina. Se assim ocorrer, terá maior vida útil antes que se inicie o processo de degeneração, o que poderia explicar o sucesso da inseminação pós- ovulação (Hunter, 1990).
Vários trabalhos compararam a taxa de gestação de éguas cobertas à diferentes intervalos antes e/ou após a ovulação (Zivotkov, 1941; Laing, 1943; Kedrov, 1945; Cheng, 1964; Kamhi e Varadin, 1965; Palmer, 1984; Woods et al., 1990), com um decréscimo da taxa de prenhez proporcional ao aumento do intervalo da cobertura à ovulação. Assim, Cheng (1964) relatou taxas de concepção de 33,3%; 66,2%; 55,8%; 78,1% e 100% para éguas inseminadas a intervalos de 48; 26 a 48; 24 a 36; 12 a 24 e 6 a 12 horas antes da ovulação, respectivamente.
Kamhi e Varadin (1965) obtiveram taxas de concepção totais de 0%; 33,3%; 54,5%, 92,5% e 55,1% para fêmeas pôneis cobertas 4, 3, 2, 1 e 0 dias da ovulação. No mesmo sentido, Palmer (1984), trabalhando com éguas inseminadas com sêmen fresco à intervalos entre 72 a 48 horas; 48 a 24 horas e 24 a 0 horas antes da ovulação obteve taxas de concepção por ciclo de 63%, 66% e 50%, respectivamente. Para os intervalos até 12 horas ou entre 12 e 24 horas após a ovulação estes índices foram de 47% e 18% respectivamente. Neste experimento, não observou-se diferenças quanto à fertilidade
por ciclo para nenhum dos intervalos avaliados. Quando da utilização do sêmen congelado, observou-se um incremento da fertilidade quando o intervalo de realização das inseminações pós-ovulação foi reduzido de 24-48 horas para 0-24 horas, com taxas de concepção de 12 e 26%, respectivamente. Quanto às inseminações após a ovulação, Pickett et al. (1987) e Woods et al. (1990), consideraram-nas viáveis dentro de 12 horas de sua ocorrência, período no qual os resultados foram similares aos de inseminações realizadas antes da ovulação. Estudando o mesmo tema, Saltzman (1940) e Cheng (1964) realizaram inseminações pós- ovulação com sêmen fresco em um período de 6-14 horas e até 6 horas após a ovulação, respectivamente, e obtiveram taxas de concepção totais de 72,4% e 85,7%. Ainda Belling Jr. (1984) utilizando monta natural dentro de até 24 horas após a ovulação, obteve uma taxa de concepção total de 82,53% enquanto Katila et al. (1988), obtiveram concepção em éguas cobertas até 18-24 horas pós-ovulação.
Segundo Hunter (1990), a partir de 12 horas após a liberação do oócito, torna-se significativo o processo de degeneração nuclear associado ao pareamento imperfeito dos cromossomos, tendo como principal sequela a perda embrionária. Além disso, com o envelhecimento do oócito, os grânulos responsáveis por desencadear o bloqueio à poliespermia distanciam-se da córtex, não havendo as mudanças na membrana plasmática que impeçam a entrada de vários espermatozóides (Hunter, 1990). Assim, no experimento de Katila et al. (1988), em que a taxa de concepção total foi de 46%, após inseminações artificiais realizadas de zero a 27 horas após a ovulação, esta foi reduzida para 29%, devido às perdas embrionárias. Enquanto que, no estudo de Dantas (1995), cobrições realizadas até 12 horas após a ovulação mostraram-se viáveis e não foram associadas à maior ocorrência de perdas embrionárias.
Em estudo conduzido por Woods et al. (1990), a taxa de concepção obtida para éguas inseminadas com sêmen fresco antes da ovulação (61%) não diferiu da obtida para éguas inseminadas no dia da ovulação (52%) e superou, no entanto, a observada para as inseminadas um dia após a ovulação (6%). Ainda neste estudo, os autores observaram que, para as inseminações realizadas pós- ovulação, diferença na taxa de concepção foi observada entre os intervalos de 0-6 horas (11/14; 78,57%) e 18-24 horas (7/21; 33,33%). As taxas de concepção totais obtidas por Chalhoub et al. (1996), com inseminações realizadas entre 48 e 24 horas antes da ovulação foram 48% e 60%; e após a ovulação de 59,52%, similares às apresentadas por Zivotkov (1941), Kedrov (1945) e Cheng (1964), utilizando sêmen fresco.
Samper et al. (1991) observaram que, para as éguas submetidas apenas à uma inseminação, aquelas inseminadas até 12 horas após a ovulação apresentaram taxa de concepção menor (p<0,05) que as inseminadas pré- ovulação (30 e 60%, respectivamente). Já Vianna (2000) não observou diferenças nas taxas de concepção de éguas inseminadas entre 12 horas antes ou 6 horas após a ovulação.
Para maximizar as taxas de concepção em um sistema de criação de equinos, éguas normais podem ser cobertas ou inseminadas entre 24 e 48 horas antes da ovulação. No entanto, éguas cobertas com garanhões sub-férteis ou inseminadas com sêmen resfriado ou congelado terão maiores taxas de concepção quando cobertas/inseminadas entre 12 horas antes e 6 horas depois da ovulação (Samper, 1997). Entretanto, Valle (1997) trabalhando com sêmen equino resfriado, relatou uma sobrevivência espermática de até 60 horas, mesma viabilidade observada por Rossi (2008) para o sêmen asinino resfriado por até 12 horas.
Ao utilizarem sêmen equino congelado, Sieme et al. (2003) obtiveram com uma única inseminação realizada entre 12 e 24 horas da
ovulação, 30,8% de concepção/ciclo. Esta taxa foi melhorada significativamente quando associou-se uma segunda inseminação, realizada dentro de 12 horas pós-ovulação (61,9%).
A gonadotrofina coriônica humana (hCG) e o acetato de deslorelina tem sido amplamente utilizados como agentes indutores de ovulação em fêmeas equinas, obtendo-se altas taxas de ovulação após 48 horas de aplicação (83 e 94%, respectivamente - Berezowski et al., 2004). No entanto, o intervalo entre a aplicação desses hormônios e a ovulação pode variar de 12 a mais de 48 horas (Barbaccini et al., 2000). Sieme et al. (2003) observaram que a ovulação ocorreu dentro de 48 horas da administração de gonadotrofina coriônica humana em 97,5% (391/401) das éguas. Em um estudo conduzido por Squires et al. (1998), objetivou-se avaliar o efeito do número de espermatozóides, bem como do intervalo entre inseminação-ovulação sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen equino resfriado. Para tal, as éguas foram distribuídas em três grupos: I) éguas que receberam dose inseminante contendo 1x109 de espermatozóides resfriados à 5ºC, em dias consecutivos, estando o sêmen armazenado por 24 e 48 horas, para a primeira e segunda inseminação, respectivamente; II) éguas que receberam apenas uma dose inseminante contendo 1x109 de espermatozóides resfriados a 5ºC por 24 horas e III) éguas que receberam apenas uma dose inseminante contendo 2x109 espermatozóides resfriados a 5ºC por 24 horas. Todas as éguas receberam hCG no momento de realização da primeira (GI) ou única (GII e GIII) inseminação, sendo que o intervalo entre a última inseminação e a ovulação foi de 0,9; 2,0 e 2,0 dias para os grupos I, II e III, respectivamente. Assim, as taxas de concepção obtidas foram de 64% para o GI, superior aos 31% e 41,4% obtidos para GII e GIII, respectivamente (p<0,05), que por sua vez não diferiram entre si. Segundo os autores, a integridade da membrana espermática é um requisito para que ocorra a adesão dos espermatozóides às células epiteliais da tuba uterina e
consequente formação do reservatório espermático, sendo que o processo de resfriamento pode ser responsável por lesões nas membranas dos espermatozóides. Assim, dependendo do grau de comprometimento da integridade estrutural da membrana, uma única inseminação com sêmen resfriado seria insuficiente para formar um reservatório espermático adequado, independentemente da dose inseminante. Adicionalmente, se as células submetidas ao resfriamento não forem capazes de colonizar o reservatório por tempo suficiente até que ocorra a ovulação, pode haver o esgotamento do mesmo. Em ambos os cenários, o reabastecimento do reservatório por uma segunda dose contendo espermatozóides progressivamente móveis contribuirá para aumentar as chances de fertilização. Entretanto, ressaltaram que devido a menor viabilidade do sêmen resfriado, a redução do intervalo inseminação- ovulação foi responsável pela maior fertilidade obtida no grupo I.
Ao trabalhar com um garanhão senil, cujo sêmen apresentava baixa viabilidade no sistema genital das éguas, Xavier (2006) observou que a associação de inseminações pré e pós-ovulação podem ser necessárias para obtenção de melhores taxas de fertilidade de forma a permitir o estabelecimento de um reservatório espermático adequado no momento da ovulação. Desta forma, quando as inseminações com sêmen fresco, pré- ovulação, foram associadas a uma inseminação pós-ovulação houve melhora nas taxas de concepção por ciclo (48h pré e pós – 85,71%; 72h pré e pós – 100%), em relação às inseminações realizadas apenas pré- ovulação (48h pré - 33,33% e 24h pré – 21,05%).
O sêmen asinino diluído e resfriado a 5°C, foi utilizado por Ferreira (1993), observando- se que o período de realização das inseminações em relação à ovulação afetou a taxa de gestação (p<0,05). Desta forma, inseminações realizadas entre 24-48 horas antes da ovulação resultaram em 61,8% de concepção, que foi 88,9% quando a inseminação foi realizada até 24 horas antes
da mesma (p<0,05). Inseminações realizadas até 12 horas pós-ovulação resultaram em 85,7% de concepção, não diferindo das inseminações realizadas até 24 horas pré- ovulação.
Ainda no estudo de Ferreira (1993), o efeito do intervalo inseminação – ovulação sobre a fertilidade tornou-se evidente quando da realização de apenas uma inseminação por ciclo estral. Quando a IA foi realizada até 24 horas, 85% das éguas conceberam ao passo que, quando realizada entre 24 e 48 horas pré- ovulação, 53,6% das éguas conceberam. Quando realizadas duas IAs não observou-se diferenças nas taxas de concepção.
Leite (1994) não verificou influência do intervalo entre a última inseminação e a ovulação sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen fresco diluído de jumentos quando comparou intervalos entre 0-24 horas e de 24-48 horas pré-ovulação. Também Rossi (2008) avaliou o efeito do intervalo da última inseminação à ovulação, envolvendo o sêmen diluído e resfriado a 5°C, de jumentos da raça Pêga. Com palpações diárias e inseminações três vezes por semana, foram determinados quatro intervalos: éguas inseminadas até 24 horas pré ovulação (24P), até 48 horas pré-ovulação (48P), uma inseminação 48 horas pré e outra pós ovulação (48PP), e uma inseminação 72 horas pré e outra pós ovulação (72PP). Em decorrência dos intervalos de 24 horas entre as palpações, as inseminações pós-ovulação foram realizadas até 24 horas após sua ocorrência. Assim as taxas de concepção obtidas foram de 46,55% para o intervalo 24P; 45,45% para o 48P; 50,70% para 48PP e de 60,00% para o 72PP, não havendo diferenças entre os grupos.
Woods et al. (1990) observaram taxas de perdas embrionárias entre os dias 15 e 40 de gestação significativamente maiores para éguas inseminadas até 24 horas pós-ovulação, em relação às inseminadas pré-ovulação com sêmen fresco (34% e 14%, respectivamente). Resultado similar foi obsevado por Koskinen et al. (1990), com 35,8% de perdas
embrionárias entre os dias 16 e 25 de gestação em éguas inseminadas pós-ovulação, não havendo qualquer perda em éguas inseminadas pré-ovulação. Uma possível causa para esses achados seria que a qualidade do oócito foi alterada de forma que, embora não tenha prejudicado a fertilização, influenciou sobremaneira a viabilidade embrionária. Outra possibilidade seria que o atraso na fertilização, devido ao longo intervalo da ovulação à inseminação, causaria um atraso no desenvolvimento embrionário de forma a interferir na habilidade do concepto em bloquear a luteólise. Tal proposta encontra respaldo nos achados de Woods et al. (1990), quando observou-se serem os embriões menores em éguas inseminadas pós-ovulação em relação às inseminadas pré-ovulação.
Contrastando com estudos prévios, Barbaccini et al.(1999) não observaram diferenças na taxa de perda embrionária entre éguas inseminadas 6 horas pós-ovulação e àquelas inseminadas pré-ovulação com sêmen congelado. Pode ser que os efeitos adversos da inseminação pós-ovulação não se manifestem a não ser que esta ocorra após 6 horas da ovulação.
Comparando-se os resultados obtidos por Ferreira (1993), Leite (1994) e Rossi (2008) poderia especular-se que, no sistema genital da fêmea, o sêmen asinino fresco diluído ou diluído e resfriado por até 12 horas possui maior longevidade que os espermatozóides diluídos e resfriados por 24 ou 48 horas. Assim, em casos de éguas normais, o processamento do sêmen antes da inseminação e consequentemente, sua viabilidade no sistema genital parece ser o fator mais importante a ser considerado na determinação do intervalo ideal entre inseminação – ovulação.
Em fêmeas inseminadas ou cobertas com sêmen asinino ainda não existem estudos relacionando o intervalo da cobertura/ inseminação à ovulação e que possibilitem relacioná-los à incidência de perdas gestacionais.
2.1.2.4. Efeito do número de