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2.2. ÖDEME SĐSTEMĐ VE KREDĐ KARTLARI

2.2.8. Kart Hamili Açısından Kredi Kartının Hukuki Yapısı

O modelo BRIDGE-ENERGY incorpora dois setores produtivos estruturados por vetores tecnológicos, quais sejam, os setores de siderurgia (Setor S26 da base de dados do

modelo, denominado “Fabricação de Aço e Derivados” – identificado pelo rótulo “FabAcoDeriv”) e de Geração de Energia Elétrica (Setor S40 da base de dados do modelo, denominado “Geração Elétrica” – identificado pelo rótulo “GerEletr”)16

. Em conjunto, esses dois setores incorporam dez tecnologias distintas em seus processos produtivos. No caso específico do setor siderúrgico, a produção de aço e derivados pode originar-se de duas tecnologias distintas, a saber, (i) a siderurgia por altos-fornos (Basic Oxygen Furnace, ou “bof”) e (ii) a siderurgia por arcos elétricos (Electric Arc Furnace ou “eaf”). Por seu turno, a produção energética do setor de geração de energia elétrica pode originar-se de oito tecnologias distintas, a

saber, (i) a geração hidráulica (“hidro”); (ii) a geração a carvão mineral (“coal”); (iii) a geração a

16

O Capítulo 4, dedicado ao detalhamento da base de dados do modelo BRIDGE-ENERGY, apresentará maiores informações e detalhes sobre os setores e produtos mencionados ao longo do presente capítulo.

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gás natural (“gas”); (iv) a geração eólica (“wind”); (v) a geração nuclear (“nuclear”); (vi) a geração a óleo combustível (“fueloil”); (vii) a geração a óleo diesel (“dieseloil”); e (viii) a geração a biomassa (“biomass”). O Quadro 3.1 apresenta as tecnologias energéticas incorporadas

no modelo BRIDGE-ENERGY.

Quadro 3.1 – Tecnologias Energéticas Incorporadas ao Modelo BRIDGE-ENERGY

Setor Siderúrgico Setor de Geração de Energia Elétrica

T1 – Arco Elétrico (eaf) T2 – Alto-Forno (bof)

T3 – Geração Hidráulica (hidro) T4 – Geração a Carvão Mineral (coal) T5 – Geração a Gás Natural (gas) T6 – Geração Eólica (wind)

T7 – Geração Nuclear (nuclear)

T8 – Geração a Óleo Combustível (fueloil) T9 – Geração a Óleo Diesel (dieseloil) T10 – Geração a Biomassa (biomass)

Desse modo, os setores siderúgico e de geração de energia elétrica incorporam a possibilidade de substituições inter-tecnológicas, as quais afloram em resposta a mudanças na lucratividade relativa das tecnologias disponíveis. Essa estratégia de modelagem imposta a setores particularmente intensivos em energia proporciona restrições de substituição entre tecnologias claramente definidas, evitando a possibilidade de obtenção de soluções para modelo oriundas de combinações de insumos tecnicamente impraticáveis (ou inviáveis)17. A Figura 3.2 evidencia a estrutura de produção de indústrias estruturadas por vetores tecnológicos.

Figura 3.2 – Possibilidades de Substituições entre Insumos a partir de Mix Tecnológico em Setores Estruturados por Vetores Tecnológicos

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Uma indústria estruturada por vetores tecnológicos diferencia-se de indústrias convencionais de três diferentes formas. Primeiramente, verifica-se a existência de firmas integrantes da indústria que utilizam técnicas não- homogêneas, agrupadas como tecnologias. Em segundo lugar, verifica-se uma aparente ausência de substituição direta entre insumos na geração de produção da indústria; não obstante, substituições indiretas entre insumos, como resposta a variações de preços relativos, são obtidas por intermédio de substituições contínuas entre tecnologias identificadas a priori pelos próprios insumos utilizados. Por fim, observa-se a existência de um mecanismo responsável pela construção de composições utilizáveis do produto gerado pelo vetor tecnológico, as quais são geradas pela indústria fora do próprio vetor tecnológico. Assim, a indústria usuária final utiliza a totalidade do produto do composto tecnológico e outros insumos intermediários (não utilizados como insumos pelas tecnologias) para a composição de produtos para os usuários finais. (ABARE, 1996)

A Figura 3.3 evidencia a tecnologia de produção implementada no modelo BRIDGE- ENERGY para setores estruturados por vetores tecnológicos. Essa especificação define dois níveis principais de otimização no processo produtivo das firmas (aos quais se acrescentam dois níveis adicionais de otimização intrínsecos aos vetores tecnológicos, cujas estruturas se encontram detalhadas nas Figuras 3.4 e 3.5). As formas funcionais especificadas para cada estágio principal de otimização encontram-se delimitadas por linhas tracejadas evidenciadas na Figura 3.3. Ressalta-se, no primeiro nível, uma especificação de Leontief, associada à hipótese de combinação em proporções fixas de insumos intermediários não energéticos e do vetor tecnológico. No segundo nível, evidenciam-se composições de insumos intermediários obtidas a partir de possibilidades de substituição via preços entre produtos domésticos e importados, por

meio de funções de “Elasticidade de Substituição Constante” (CES)18

.

Figura 3.3 – Modelo BRIDGE-ENERGY: Estrutura Aninhada de Produção de Setores Estruturados por Vetores Tecnológicos

18

A utilização de funções CES na tecnologia de produção decorre da adoção da hipótese de Armington (Armington, 1969) para a diferenciação de produtos, implicando em condições de substituição imperfeita para bens de diferentes

origens, característica que proporciona ao modelo “padrões de comércio intra-setoriais não especializados, uma importante regularidade empírica encontrada na literatura” (Domingues, 2002, p.51).

Leontief

Vetor

Tecnológico Insumo 1 Insumo N

CES CES Fonte Doméstica Fonte Importada Fonte Doméstica Fonte Importada Produto

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Em complementação à estrutura apresentada na Figura 3.3, particularmente no tocante às especificações dos vetores tecnológicos aplicáveis a cada caso, as Figuras 3.4 e 3.5 apresentam, respectivamente, detalhamentos estruturais dos vetores tecnológicos dos setores de siderurgia e de geração de energia elétrica.

Relativamente ao setor siderúrgico (S26 – “Fabricação de Aço e Derivados”), a Figura 3.4 revela a existência de dois níveis de otimização intrínsecos ao vetor tecnológico setorial. Analogamente à estrutura principal (apresentada na Figura 3.3), as formas funcionais especificadas para cada estágio de otimização encontram-se delimitadas por linhas tracejadas. Ressalta-se, desse modo, no primeiro nível, uma especificação do tipo “Constant Ratio of

Elasticities of Substitution, Homothetic” (CRESH)19

, conformadora da composição das duas tecnologias disponíveis para o setor – (i) siderurgia por altos-fornos (bof) e (ii) siderurgia por arcos elétricos (eaf). No segundo nível, ou seja, no próprio âmbito de composição de cada tecnologia, evidenciam-se especificações típicas de Leontief, associadas à hipótese de combinação em proporções fixas de insumos intermediários energéticos e de fatores primários.

No tocante ao setor de geração de energia elétrica (S40 – “Geração de Energia

Elétrica”), por seu turno, a Figura 3.5 apresenta, igualmente, a existência de dois níveis de

otimização intrínsecos ao vetor tecnológico setorial, característica reveladora de estreita analogia entre as estruturas dos vetores tecnológicos dos setores siderúrgico (Figura 3.4) e de geração elétrica. Por conseguinte, evidencia-se também, no primeiro nível de otimização do setor de geração de energia elétrica, uma especificação do tipo CRESH, conformadora das oito tecnologias disponíveis para o setor – (i) geração hidráulica (“hidro”); (ii) geração a carvão

mineral (“coal”); (iii) geração a gás natural (“gas”); (iv) geração eólica (“wind”); (v) geração nuclear (“nuclear”); (vi) geração a óleo combustível (“fueloil”); (vii) geração a óleo diesel (“dieseloil”); e (viii) geração a biomassa (“biomass”). No segundo nível, ou seja, no próprio

âmbito de composição de cada tecnologia – e, novamente, em estreita analogia com a estrutura do vetor tecnológico do setor siderúrgico –, evidenciam-se especificações típicas de Leontief, associadas à hipótese de combinação em proporções fixas de insumos intermediários energéticos e de fatores primários.

19

A propósito da tecnologia CRESH, Santos (2010, pp. 169-70) realça (i) duas particularidades da função de produção, quais sejam, (a) razão constante entre os insumos, em contraste com possibilidade de variações das elasticidades com o padrão de uso dos insumos; e (b) possibilidade de diferenciação de elasticidades de substituição entre pares de insumos; e (ii) três diferenças fundamentais em relação a funções CES, a saber, (a) substituição entre diferentes tecnologias, em vez de insumos; (b) possibilidade de diferenciação de elasticidades de substituição para diferentes tecnologias; e (c) representação de efeitos expansão por meio de uma soma de participações ponderadas de produtos provenientes de diferentes tecnologias, em vez de um único produto.

Figura 3.4 – Modelo BRIDGE-ENERGY: Estrutura do Vetor Tecnológico de Siderurgia CRESH Alto-Forno Capital Trabalho Óleo Diesel Energia Elétrica Gás Natural Leontief Vetor Tecnológico Siderurgia Arco Elétrico Capital Trabalho Óleo Diesel Energia Elétrica Gás Natural Leontief Querosene Carvão Metalúrgico Óleo Combustível Coque Outros Derivados de Petróleo Querosene Outros Derivados de Petróleo

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Figura 3.5 – Modelo BRIDGE-ENERGY: Estrutura do Vetor Tecnológico de Geração de Energia Elétrica

CRESH Hidrelétrica Eólica Térmelétrica Nuclear Termelétrica a Gás Natural Termelétrica a Carvão Termelétrica a Óleo Combustível Termelétrica a Óleo Diesel Termelétrica a Biomassa Capital Trabalho Óleo Diesel Energia Elétrica Gás Natural Capital Trabalho Energia Elétrica Gás Natural Capital Trabalho Óleo Diesel Energia Elétrica Capital Trabalho Urânio Energia Elétrica Capital Trabalho Energia Elétrica Capital Trabalho Energia Elétrica Capital Trabalho Bagaço de Cana Energia Elétrica Capital Trabalho Energia Elétrica Óleo Combustível Leontief Leontief Leontief Leontief Leontief Leontief Leontief Leontief Vetor Tecnológico Geração Elétrica Carvão