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Ş.S/296-52.1 Karaman Kazasından Taleb Olunan Altı Aylık Masarif Defteri

O presente trabalho foi realizado mediante a pesquisa quantitativa que emprega técnicas estatísticas. Um dos desafios impostos ao pesquisador hoje diz respeito à escolha de que tipo de investigação científica e estratégias serão utilizadas para atingir seus objetivos. Neste caso, optou-se por realizar uma pesquisa tipo survey com uso de questionário online.

O ambiente online e suas ferramentas permitem facilidades não disponíveis em outros métodos de coleta de dados, tais como interatividade e fluxo dinâmico das questões baseadas em respostas providas pelo usuário. O alcance da World Wide Web e o crescimento na disponibilidade de softwares específicos e de web hosts para questionários e bases de dados fazem do ambiente online um meio promissor para pesquisas. Contudo, o uso da Internet como meio para coleta de dados apresenta também diversos desafios (Carneiro & Dib, 2011).

Segundo Malhotra (2006) as pesquisas realizadas com auxílio da Internet estão ficando cada vez mais populares entre os pesquisadores, principalmente devido às suas vantagens (Carneiro & Dib, 2011; Freitas, Janissek-Muniz & Moscarola, s/d; Vieira, Castro & Schuch Júnior, 2010), entre as quais figuram os menores custos (Gunter et al., 2002; Ray & Tabor, 2003; Taylor, 2000), rapidez e a capacidade de atingir populações específicas, assim como, do ponto de vista do respondente, é possível responder da maneira que for mais conveniente, no tempo e local de cada um. Além disso, não há necessidade do investigador para explicar as instruções e supervisionar, o que torna os indivíduos menos inibidos e mais confortáveis (Dolnicar et al., 2009; Gosling et al., 2004; Kraut et al., 2003).

Outra vantagem deste tipo de pesquisa diz respeito ao fato de facilitar o armazenamento dos dados, evitando a transcrição de respostas e o consequente erro no registro de dados, frequentes na metodologia tradicional (Gosling et al., 2004; Kraut et al., 2003).

É imprescindível destacar que, um número crescente de pesquisas de mercado estão usando tais soluções para coletar dados de diferentes populações, em especial questionários via e-mail. Mas devido ao impacto positivo desse tipo de solução, merece ser melhor investigado, questionando controles como origem do dado (quem respondeu?), duplicidade (n e-mails de uma mesma pessoa?), controle na definição da amostra, amostragem (valor científico?), representatividade, taxa de resposta, qualidade dos dados, segurança nos dados (senha de acesso?), qualidade da base de pesquisa, eficiência relativa da via eletrônica em relação a outras vias tradicionais, riqueza dos dados coletados, confidencialidade (Freitas, Janissek-Muniz & Moscarola, s/d).

Uma das potenciais desvantagens das pesquisas on-line e que pode ser considerada como principal é a baixa taxa de resposta aos questionários. Porém, a forma como o pesquisador se apresenta, bem como o tema de sua pesquisa e a entidade patrocinadora é de

extrema importância para aumentar a taxa de resposta (Carneiro & Dib, 2011; Freitas, Janissek-Muniz & Moscarola, s/d). Além disso, Fan e Yan (2009) afirmam que pesquisas vinculadas à academia ou agências governamentais apresentam melhor retorno do que se as mesmas fossem vinculadas a endereços comerciais, e que tal fator influencia a percepção do respondente em relação à pesquisa.

Mesmo com as desvantagens, a tendência é que as pesquisas com uso de questionários via e-mail e de websites continuem crescendo, dada a velocidade de expansão dos usuários da Internet (Vieria, Castro & Schuch Júnior, 2010). Ocorre que, as vantagens deste tipo de pesquisa superam as desvantagens, a exemplo do custo de aplicação do questionário que é

praticamente desprezível e a velocidade do retorno extremamente elevada (Graeml & Csillag, 2004).

4.2 Participantes

Considerando que a AP é uma prática passível de ser adotada na Psicologia por qualquer profissional, além de não terem sido encontrados dados que permitissem estimar o número de psicólogos em exercício profissional que utilizassem ou não AP, incluiu-se, nessa pesquisa, qualquer psicólogo com cadastro ativo nos Conselhos Regionais de Psicologia (CRP) situados na Região Nordeste do Brasil. Não atender a esses requisitos, foi considerado critério de exclusão. É válido destacar que, a amostra foi de conveniência, ou seja, foi de livre adesão.

4.3 Instrumento

Para atingir os objetivos propostos a presente pesquisa utilizou como instrumento de coleta de dados questionários online, através de um site comercial (survey monkey), que foram administrados em profissionais de psicologia cadastrados nos respectivos conselhos de classe, situados nos nove estados da Região Nordeste O questionário traz no início uma breve apresentação do que é a pesquisa e em seguida solicita e-mail e número do CRP para garantir que apenas profissionais de psicologia o respondam. Em seguida vem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE (ver Apêndice) com a proposta da investigação bem como seus riscos e benefícios. A próxima parte consta de questões acerca dos dados sócios demográficos, como gênero, idade, estado onde reside e trabalha, e, questões acerca da profissão, como período de conclusão da graduação, curso de pós-graduação e/ou aperfeiçoamento em AP (com carga horária e ano de conclusão); as outras questões dizem respeito a como o profissional realiza seu planejamento ao atuar numa AP, quais

instrumentos que utiliza, como procede na escolha dos mesmos, em que área mais atua (clínica, organizacional, educacional, social, jurídica, etc.), com qual faixa etária trabalha, quais as dificuldades encontradas ao realizar Avaliação, quais etapas utiliza na realização de uma AP e outras. O instrumento foi construído com base nos objetivos supracitados da pesquisa, na literatura específica da área e em estudos já concluídas do grupo de pesquisa.

4.4 Procedimentos

O projeto foi enviado e aprovado pelo comitê de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob o parecer de número 184.344/13.

A partir do contato realizado com os Conselhos Regionais de Psicologia situados na Região Nordeste, identificou-se o número de profissionais cadastrados (apresentados na Tabela baixo em ordem decrescente), em seguida finalizou-se a construção do instrumento e enviou-se para os Conselhos o convite para os psicólogos responderem a pesquisa; o convite foi reenviado para cada conselho por três vezes. A estratégia de divulgação também utilizou as redes sociais, buscando especificamente os contatos dos Conselhos Regionais e os grupos de psicólogos do Nordeste.

Tabela 1. Distribuição do número de inscritos nos CRPs Região Nordeste por ordem decrescente

Conselho Regional de Psicologia

Número de Inscritos Período que a informação foi fornecida

CRP 02 – PE 7861 Outubro 2012

CRP 03 – BA 6918 Maio 2013

CRP 11 – Seção Ceará 3749 Outubro 2012

CRP 13 – PB 3387 Outubro 2012

CRP 11 – Seção Piauí 2754 Outubro 2012

CRP 15 – AL 2500 Outubro 2012

CRP 17 – RN 1840 Outubro 2012

CRP 19 – SE 1554 Maio 2013

Ao acessarem o link da pesquisa os participantes deveriam antes de responder o questionário ler e consentir o TCLE, o qual, conforme mencionado anteriormente, pode ser visualizado no Apêndice.

Após o término da coleta de dados foi criada uma base de dados para armazenamento dos resultados, os quais eram migrados para uma planilha eletrônica para avaliação e correção informatizada, útil aos procedimentos de análise que foram representados em termos de análises descritiva e inferencial, com auxílio do programa Statistical Package for Social Science – SPSS versão 20 e princípios da análise de conteúdo segundo Bardin (1977). A autora explica que, a análise de conteúdo trata-se de um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (Bardin, 1977).

5. RESULTADOS

Durante os cinco meses de coleta de dados (abril a agosto de 2013) o questionário foi acessado por 207 vezes, porém, 48 deixaram o questionário integralmente em branco, e, portanto, foram descartados. Dos 159 respondentes 53 relataram não utilizarem a Avaliação Psicológica e 106 afirmaram utilizar ou já ter utilizado a Avaliação Psicológica nos últimos três anos.

É válido acrescentar que, dos 53 participantes que afirmaram não utilizar AP 14 deles citaram testes psicológicos que utilizam ou utilizaram. Desses, 3 afirmaram já terem realizado Avaliação Psicológica, porém, não utilizam mais, enquanto 11 não utilizam e citaram de um até oito testes. Destaca-se o fato de que, 2 profissionais afirmaram não utilizar a AP justificando que atuam na área clínica, e, outros dois participantes justificaram não usar AP pois encaminham para profissionais que trabalham nessa área, contudo um deles citou oito testes psicológicos que utiliza. Os testes mais citados foram HTP, Desenho da Figura Humana, Escalas Beck e TAT, sendo referidos 10, 7, 5 e 4 vezes, respectivamente.