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Ş.S/296-56.3 Asakiri Mansure Taburlarının Eksiklerinin Tamamlanması İçin

Ao término deste estudo ficou evidente que, o exercício da profissão por profissionais da Região Nordeste requer por parte dos psicólogos uma prática reflexiva, a qual lhe permitirá a tomada de decisão mediante as diferentes necessidades oriundas dos diversos contextos nos quais atuam. Assim, considerando que a atuação do psicólogo está regulada por um Código de Ética Profissional, a sua violação expressa a crença de que ele não agiu de acordo com os princípios e as normatizações de sua profissão (Anache & Reppold, 2010). Ainda referindo os comentários dessas autoras, constatou-se que, de fato, avaliar é uma atividade que implica juízo de valores e requer atenção por parte dos profissionais. Por isso, é imprescindível que os psicólogos sejam criteriosos no emprego das técnicas, com observância de resultados às pesquisas produzidas sobre o construto o qual está buscando compreender antes de emitir parecer e sobre a melhor forma de conduzir um processo avaliativo. Isso exige, do profissional, atualizações na área e, dos órgãos de classe, maior atenção ao ensino da avaliação psicológica.

Os objetivos aqui propostos foram devidamente cumpridos ao identificar dentre os respondentes o percentual dos que atuam cm AP bem como seu perfil. Ressalta-se que o perfil encontrado condiz com o perfil de outras pesquisa realizadas tanto em âmbito nacional como em distintos estados fora da Região Nordeste.

As limitações desta investigação dizem respeito ao fato dos resultados aqui apresentados não serem passíveis de generalização para toda a Região Nordeste devido ao reduzido número de participantes que colaboraram, porém, podendo ser ampliado a posteriori para um maior poder de inferência, incluindo investigações por cada Região do Brasil.

Verificou-se que os participantes em sua maioria realizam um planejamento ao atuar numa AP, estabelecendo seus objetivos e estratégias para seu alcance nos distintos

âmbitos de atuação e que apresentaram uma distribuição sem grandes diferenças. O mesmo ocorreu em relação ao planejamento e tempo de graduado dos participantes, ou seja, não houve grandes diferenças nessas distribuições.

Apesar dos aspectos da problemática apontados na revisão de literatura e pelos próprios participantes acerca da formação que não prepara o profissional para atuar nesta área de avaliação, constatou-se que muitos têm tentado superar suas dificuldades através de cursos de formação e/ou pós-graduação haja vista o percentual de participantes especialistas ser maior que o de graduados.

Sobre a tomada de decisão, identificou-se que, antes do processo da avaliação, a maioria dos profissionais realiza o planejamento da AP, que diz respeito ao estabelecimento de um método e escolha das estratégias mais adequadas a serem utilizadas. Também identificou-se que, a maioria cumpre as etapas desse processo, e, ao planejar as técnicas de coleta de informações, integrar os dados provenientes de diferentes fontes, relatar resultados e executar a devolução de informações, o profissional demonstra seu objetivo em compreender sua demanda e realiza a tomada de decisão e/ou proposta de intervenção em relação às pessoas avaliadas. Ressalta-se que nesse contexto complexo, a Psicologia tem um importante papel e pode contribuir, embasada em seu corpo de conhecimento teórico e prático, na tomada de decisão sobre situações que afetam interesses do indivíduo e sociais, embasados em cuidados éticos fundamentais (Amparo 2013).

Ao final, supõe-se que, os profissionais não consigam justificar tecnicamente a escolha de instrumentos no exercício profissional. Desse modo, as oportunidades de reflexão, tão importantes para a prática, são de responsabilidade do próprio profissional, na sua formação e no seu exercício. A AP, como atividade que implica a tomada de decisão

criteriosa e ética ao longo de todo o processo, demanda ainda mais essa reflexão constante do psicólogo sobre a sua práxis.

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