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1. BÖLÜM

3.3. Kadının Toplumsal Konumunu Güçlendirmeye Yönelik Sosyal Yardım Anlayışı. 48

Iniciamos este tema questionando que fatores levam algumas instituições publica de Educação básica, no Brasil, a ter os seus fluxos controlados e resultados de sucesso na aprendizagem? Devemos nos ater primeiramente a compreensão do fluxo para o entendimento de que todos devem ter direito ao acesso e permanência com sucesso na escola de educação básica.

Segundo Cunha (2000, p.1), o Fluxo Escolar tem como função descrever o movimento dos alunos dentro do Sistema de Ensino, reconstruindo a evolução dos mesmos nas séries do ensino ao longo dos anos mediante as Taxas de Transição. Atualmente, os principais indicadores sobre a educação básica no Brasil são calculados a partir dos resultados apurados pelo Censo Escolar, esta transição é dada em termos de taxas as quais refletem a proporção de alunos, em relação ao total de alunos que compõem uma determinada série, que repetem uma série ou que são promovidos para a seguinte série ou que se evadem do sistema.

As Taxas de Transição de Fluxo Escolar são: Taxa de Promoção: é a porcentagem de alunos matriculados na série seguinte em que estavam matriculados (e foram aprovados) no ano anterior; Taxa de Repetência: é a porcentagem de alunos matriculados na mesma série que estavam matriculados no ano anterior; e, Taxa de Evasão: é a porcentagem de alunos que no ano anterior estavam matriculados numa determinada série e no ano seguinte não se matricularam em nenhuma série ou na mesma série do ano anterior. O fluxo regular tem como indicador a frequência do aluno na idade certa a série correspondente. Programas de otimização do fluxo escolar respaldam-se na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB nº 9394/96, no capítulo referente à Educação Básica, em seu artigo 24, inciso V, alínea “b”, que descreve: “possibilita a aceleração de estudos para os alunos com atraso escolar”.

Diante de muitas inquietações a respeito do ensino e educação de qualidade, no Brasil, nos deparamos com alguns entraves que nos permitem pensar que seria improvável o sucesso de muitas escolas públicas, mas mesmo diante de situações que fragilizam o dia a dia das escolas, encontramos experiências de sucesso, no que diz repeito à qualidade da aprendizagem, esclarece Andrade e Raitz (2012). Este é o objetivo central que propomos apresentar neste estudo – uma experiência de permanência e sucesso nas situações de aprendizagem numa escola pública de educação básica. Nesse sentido é válido ressaltar que permanência e sucesso na escola são imprescindíveis para a garantia de direitos sociais, bem como para apropriação de saberes socialmente acumulados para que o educando possa compreender, desvelar e atuar no mundo em constantes transformações.

O desafio em estar preparado para mudanças, para o inusitado, ainda mais num cenário de grandes transformações na educação e no mundo do trabalho, exige novas metodologias de trabalho para que seja oferecido um ensino de qualidade a todos que frequentam a unidade escolar. Nas ações do cotidiano escolar, o professor, pedagogo e gestor desempenham um grande papel como investigadores da aprendizagem do aluno e poderão contribuir de forma significativa para o bom rendimento escolar. Entretanto, há muitos desafios a serem enfrentados por esses profissionais que deverão romper com alguns costumes que causam impactos na educação.

Paro (1999) acredita que é importante o oferecimento de condições mínimas de participação e representação dos pais na escola. No entanto, precisa-se de muitas discussões a esse respeito, ademais é importante lembrar que as unidades de ensino, por sua vez, recebem a cada dois anos uma avaliação externa para medir a qualidade do ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, um medidor do rendimento das escolas no Brasil. Em Pernambuco há um sistema próprio de avaliação que é realizado anualmente, o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco - SAEPE.

Por meio deste resultado é possível auxiliar os gestores a identificar como está o rendimento escolar. O gestor, diante de tantas responsabilidades, vem recebendo constantes cobranças relacionadas ao resultado nessas avaliações. Se a escola atinge um bom índice, a sociedade a considera de “sucesso”. Caso não ocorra, é “fracassada”, se o aluno reprova é porque os professores que estão em sala de aula não são “bons” e, assim sucessivamente, nessa situação, é comum reclamações serem dirigidas ao diretor da escola. Também como a família acompanha o desempenho do filho (a) na escola, é outra cobrança, pois ela é corresponsável pelo processo de ensino aprendizagem. Outro aspecto que deve ser considerado é se o gestor está preparado para exercer essa função e se as ações pedagógicas desenvolvidas na escola contribuem para que seja uma escola bem sucedida.

Diante de tantas inquietudes há necessidade de grandes mudanças nas ações dos profissionais das escolas públicas. Ao gestor cabe a responsabilidade de buscar transformações que venham proporcionar melhorias na educação. Um

mundo onde o fluxo de informações é intenso, em permanente mudança, e “onde o conhecimento é um recurso flexível, fluido, sempre em expansão e em mudança” (HARGREAVES, 2003, p. 33)

Um mundo desterritorializado, onde não existem barreiras de tempo e de espaço para que as pessoas se comuniquem, necessita de um ensino que favoreça múltiplas aprendizagens e em curto espaço de tempo, o fato é que esta nova era oferece múltiplas possibilidades de aprender. Dessa forma, o espaço físico da escola, tão proeminente em outras décadas, neste novo paradigma, deixa de ser o local exclusivo para a construção do conhecimento e preparação do cidadão para a vida ativa. O desafio imposto à escola por esta nova sociedade é imenso; o que se lhe pede é que seja capaz de desenvolver nos estudantes competências para participar e interagir num mundo global, altamente competitivo que valoriza o ser, se flexível, criativo, capaz de encontrar soluções inovadoras para os problemas de amanhã; ou seja, a capacidade de compreendermos que a aprendizagem não é um processo estático mas algo que deve acontecer ao longo de toda a vida.(COUTINHO e LISBÔA, 2011, p.5).

Para Lahire (1977) as dimensões que influenciam os desempenhos escolares de crianças e adolescentes estariam relacionadas à escola e à família. Ele explica que nas famílias onde as crianças e adolescentes tem atenção e preocupação em relação a aprendizagem, estes tendem a ser bem sucedidos, mas é preciso a escola oferecer boas oportunidades para que os alunos que não encontrem uma situação favorável na família possam contar com a escola. O autor prossegue esclarecendo a sua concepção e diz que os esquemas comportamentais, cognitivos e de avaliação das crianças são constituídos a partir das relações com as pessoas que estão constantemente a sua volta, o que é caso de suas famílias. Ou seja, os traços que vemos como individuais são na realidade formados através das relações entre a criança e o mundo que a cerca, através de sua socialização com este mundo desde a sua primeira infância.

Nesse sentido os indivíduos internalizariam aspectos de sua vivência, por isso para compreender resultados escolares é necessário reconstruir a rede de relações familiares do educando em questão. Nessa perspectiva ele esclarece que uma das causas para os fracassos escolares é a solidão dos alunos ou a falta de estímulos

familiares em relação ao seu universo escolar. As dificuldades que algumas crianças encontram na escola são enfrentadas por elas de modo solitário mesmo quando retornam às suas casas e às suas famílias.

Para Dourado (2009) os fatores e indicadores de qualidade da educação e da escola tem ganhado importância, mesmo que como mera retórica, na agenda de governos, movimentos sociais, pais, estudantes e pesquisadores do campo da educação. Nesse sentido, entendemos que a efetivação de uma escola de qualidade, em que os educandos permaneçam o tempo certo e tenham sucesso na aprendizagem ainda se apresenta como um grande desafio. Visto que, a educação é aqui entendida “como espaço múltiplo, que compreende diferentes atores, espaços e dinâmicas formativas, efetivado por meio de processos sistemáticos e assistemáticos” (DOURADO, 2009, p.3). Nessa direção, a educação é entendida como elemento constitutivo e constituinte das relações sociais mais amplas, contribuindo para a transformação ética dessas relações.

Trabalhamos numa instituição de educação, no caso uma escola de Educação Básica, que tem a compreensão de que escola é o espaço, por excelência, de produção e disseminação sistemática do saber historicamente acumulado, e que a aprendizagem se dá em todos os espaços e momentos da existência humana. Acreditamos que, por isso, vem avançando na qualidade e consequentemente, sucesso dos educandos. Dispomos-nos a analisar esta experiência e socializá-la para que outras instituições possam utilizá-la e fazer sua análise para construção de outras referências analíticas com esta temática. Iniciamos a análise desta experiência a partir do próximo capítulo com um panorama da educação no município onde a escola está localizada.

4 PANORAMA DA EVASÃO E SUCESSO ESCOLAR NAS ESCOLAS