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Kadının Eşitlik Hakkı ve Ayrımcılık Yasağı

A. Uluslararası Sözleşmeler

4. Kadının Eşitlik Hakkı ve Ayrımcılık Yasağı

A expansão dos meios de comunicação trouxe profundos impactos às relações sociais, sobretudo o surgimento da televisão. As informações veiculadas pela mídia destacam a experiência dos que nela têm visibilidade e ocupam a agenda do debate nas diversas comunidades. Famílias deixam de discutir seus problemas para conversar sobre suas novelas favoritas ou noticiários. Revistas semanais inspiram bate-papos em barzinhos e encontros informais. Assim, a mídia,

sobretudo a televisão, “substitui a experiência e constitui o simulacro da realidade” (SANTOS, 1997).

“Outro fenômeno que parece relevante analisar é o das novas tecnologias da comunicação: multimídia, redes, telemática, ampliação das capacidades das bases de dados” (GRADIM, 2004), que impactam sensivelmente as rotinas jornalísticas e o compromisso das fontes no fornecimento de informação à sociedade. O computador alterou significativamente o trabalho nas redações, as formas de interação com as fontes e se integrou à difusão de informação e, principalmente, possibilitou a interatividade da comunidade. Por outro lado, a informática alterou o trabalho de gestão das fontes organizacionais, que têm agora a possibilidade, através da internet, de se comunicarem diretamente com a imprensa e o público.

GONÇALVES (2002) e LIMA (2000) entendem que encontramos hoje uma crítica ao conceito de jornalismo de precisão, elaborado no começo dos anos 70. Apesar de preservar a função clássica, o jornalismo vive um momento de expansão do processo de produção, circulação e consumo de conteúdos nas redes telemáticas. O novo conceito é o de jornalismo assistido por computador, nas reportagens, pesquisa, referência e relacionamento com o público e com as fontes. O jornalista conta com programas para cálculos complexos, elaboração de tabelas, que ajudam a composição das matérias. Com o acesso a intranet e à internet, a coleta de dados pode incluir fontes secundárias como relatórios, artigos e demais publicações. É possível participar de encontros nas listas ou nos grupos de discussão. Nos sistemas convencionais de jornalismo, a preferência pelas fontes oficiais é estratégia dos profissionais para obter dados fidedignos de personalidades reconhecidas. À medida que a arquitetura descentralizada do ciberespaço desarticula o modelo clássico, incluindo novas fontes e a interatividade com o próprio público, novos critérios são necessários para conferir confiabilidade ao sistema de apuração de informações.

Ao mesmo tempo, a multiplicação das fontes, produtoras de discursos e iniciativas, traz novos atores à cena social e exige uma reestruturação das organizações jornalísticas (PINTO, 1999). Para MATTELARD (1999:9), “a

proliferação das tecnologias e a profissionalização das práticas acrescentaram novas vozes à polifonia dos múltiplos sentidos gerados pela comunicação”. Assim, há necessidade de treinamento contínuo dos jornalistas, principalmente no trabalho de levantamento dos dados necessários para elaborar a notícia ou reportagem. Se no jornalismo convencional, a notícia consiste da própria declaração, no jornalismo atual, a declaração é apenas um dos elementos que reforça a credibilidade da notícia, por conferir aos envolvidos o direito de se expressarem. Um dos grandes segredos do sucesso de uma rede de comunicação reside no investimento em consulta às fontes disponíveis. Com o exame cuidadoso dos bancos de dados existentes na rede, o jornalista pode descobrir fatos de enorme relevância muito antes de serem divulgados pelas fontes.

Sob essa ótica, cresce a importância dos centros de pesquisa e documentação como suportes ao trabalho do repórter, muito comuns , por exemplo, nos Estados Unidos. Para PINTO (1999), esse investimento não deve ser encarado como custo, mas um aperfeiçoamento de gestão para que o jornalismo reduza a tecnologia ao uso instrumental e de aperfeiçoamento, sem desestabilizar os fundamentos da prática da profissão.

Com a perspectiva de maior interatividade entre fontes e usuários; fontes e jornalistas; e jornalistas e usuários, novos critérios de eficiência são solicitados à mídia. Segundo NOVACH e ROSENSTIEL (2003:41), “os jornalistas necessitam de “habilidade para olhar as coisas sob múltiplos pontos de vista e habilidade para chegar ao fundo”. Ele não decide mais o que o público deve saber mas o ajuda a por ordem nas coisas.

Navegar num oceano cada vez mais vasto e mais denso pressupõe, para jornalistas e para os públicos, novas competências de discernimento e de avaliação (GONCALVES, 2002). A diluição do papel de intermediário dos jornalistas, através da seleção e da hierarquização da informação, sugere que ele tenha o potencial cada vez maior de interferir no processo de produção da notícia, juntamente com os editores. Não basta descrever os fatos e incluir novas fontes; o público tende a exigir capacidade analítica competente, imparcial e inteligente.

Com as novas tecnologias, a visibilidade das fontes, tradicionais ou alternativas, formais ou informais, extrapola a própria mídia. As fontes clássicas como prefeituras, câmaras de vereadores, assembléias legislativas, gabinetes de governos estadual ou federal, câmara federal, senado, federações, empresas, sindicatos e, ainda, as variadas fontes independentes estão acessíveis ao público e zelam por seus interesses e imagem no ciberespaço, que se torna uma arena de disputa de comunicação (GONCALVES, 2002). Para favorecer a visibilidade de modo mais competente, multiplica-se a contratação de assessores de imprensa por empresas, celebridades, especialistas e outros. Com a “sobre informação” existente, exige-se, cada vez mais, que a mídia faça o papel de filtrador e analista contextual (SOUSA, 2000).

Em meio a tantas ofertas, o grau de compromisso da fonte com o bem público passa a constituir importante filtro para a imprensa. Nesse contexto, novos desafios se apresentam às fontes formais. O trabalho de especialistas e das assessorias de comunicação requer maior reflexão sobre o papel social das empresas a que servem e a consciência ampliada do que representam as informações que disponibilizam. As fontes formais, ao manterem contato direto com o público, são obrigadas a assumirem maior responsabilidade com o que divulgam, exigindo maior competência de seu quadro de assessores. Assim, a ‘revolução das fontes’, fenômeno estudado por CHAPARRO (1994), adquire características e alcance ainda mais amplos.

Se, as fontes formais ocupam o ciberespaço, possibilitando o contato direto com os usuários, também estes se incorporam ao circuito de produção de conteúdos pela rede. Assim,

“o estabelecimento de uma relação sem intermediários entre as fontes e os usuários decorrente das características da tecnologia digital permite concluir que a pesquisa sobre as fontes não se circunscreve mais às relações dos jornalistas com as fontes oficiais ou com fontes institucionalizadas pautadas por uma lógica de ação estratégica, comportando como elemento estrutural não menos importante, os usuários como fontes para o jornalismo. A inclusão dos usuários como fontes coloca na agenda da pesquisa sobre o campo jornalístico um aspecto até agora negligenciado pelos códigos de ética do jornalismo convencional: as responsabilidades dos usuários das redes como fontes para os jornalistas”. (PINTO, 2003).

O impacto das novas tecnologias da comunicação impõe, pois, a revisão no código de ética profissional do jornalista e a criação de código de ética para fontes e usuários, com a definição dos direitos e deveres de cada um, “ampliando um compromisso antes restrito aos jornalistas e órgãos públicos oficiais (PINTO, 1999)”.

A inclusão das fontes e do usuário no ciberespaço diminui, de certa forma, o trabalho de intermediação do jornalismo. Porém, a mídia tende a analisar e a interpretar os fatos. Os cidadãos, com acesso direto às instituições públicas e privadas, através de canais como internet ou de telemarketing, podem checar a veracidade das informações publicadas pela imprensa.

Por todas as exposições anteriores, concluímos que a pesquisa sobre as fontes extrapola o trabalho jornalístico, pois inclui os usuários, sendo essas dimensões integradas e merecedoras de abordagem crítica mais ampla. Ao jornalismo, cabe se ater à questão, refletindo sobre seu papel no atual cenário e as responsabilidades que lhes são inerentes como sistema de informação de ampla repercussão na configuração social. Por parte das fontes, cabe a reflexão sobre seu papel no espaço público e a conscientização sobre sua responsabilidade social. Em relação ao usuário, cabe-lhe o papel de eterno aprendiz, estando alerta para analisar a informação que recebe, observando seu conteúdo, sua origem, o sistema de produção e circulação, tendo ciência dos agentes envolvidos nesse processo, seus interesses e lógicas.

Benzer Belgeler