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Küresel Süreç: Temsili Demokrasi ve Katılımcı Demokrasi

BÖLÜM 1: DEMOKRASİNİN KURUMSALLAŞMASI

1.1. Demokrasi Olgusu

1.1.5. Küresel Süreç: Temsili Demokrasi ve Katılımcı Demokrasi

MA – Meio Ambiente JE – Juventude e Educação

PR – População e Recursos SC – Saúde e Comunidade

TENDÊNCIA

EC – Economia

Declínio (8)

ƒ PR - Resíduos sólidos gerados e reciclados;

ƒ PR - Produção agrícola local;

ƒ PR – Distâncias percorridas por veículos e consumo de combustíveis;

ƒ PR – Uso de energia renovável e não renovável;

ƒ EC - Distribuição da renda pessoal;

ƒ EC - Gastos em cuidados com a saúde;

ƒ EC - Tempo de trabalho exigido para suprir as necessidades básicas;

ƒ EC - Pobreza infantil

Ascensão (11)

ƒ MA – Qualidade do ar;

ƒ PR – Consumo de água;

ƒ PR – Prevenção à poluição;

ƒ EC – Uso de energia pela rentabilidade;

ƒ EC – Concentração do emprego;

ƒ EC – Desemprego;

ƒ JE – Trabalho voluntário nas escolas;

ƒ JE – Equidade na justiça;

ƒ SC – Participação eleitoral;

ƒ SC – Participação pública nas artes;

ƒ SC – Atividades de jardinagem.

Estável (11)

ƒ MA – Salmão selvagem;

ƒ MA – Erosão do solo;

ƒ PR – Crescimento populacional;

ƒ EC – Uso inadequado dos atendimentos de emergência;

ƒ EC – Oferta de moradias;

ƒ JE – Diversidade étnica nas escolas;

ƒ JE - Criminalidade juvenil;

ƒ SC – Recém-nascidos com baixo peso;

ƒ SC - Hospitalização de crianças por asma;

ƒ SC – Uso de bibliotecas e centros comunitários;

Insuficiência de Dados (10)

?

ƒ MA – Saúde ecológica;

ƒ MA – Sistema viário adequado para pedestres e ciclistas;

ƒ MA – Acessibilidades aos espaços abertos;

ƒ MA – Superfícies impermeáveis;

ƒ EC – Reinvestimentos na comunidade;

ƒ JE – Graduação no ensino secundário;

ƒ JE – Grau de alfabetização da população adulta;

ƒ JE – Educação artística;

ƒ JE – Envolvimento da juventude no serviço comunitário;

ƒ SC – Relações de vizinhança.

Fonte: Adaptação do SUSTAINABLE SEATTLE, 1998.

Por esse quadro de resumo das tendências de sustentabilidade, pode-se produzir algumas conjecturas sobre as evidências de alguns aspectos. A primeira delas é que a tendência de declínio, com 8 (oito) indicadores, é relativamente menor em relação às outras, configurando uma situação satisfatória para Seattle, na medida em que essa seria a tendência mais indesejável. Os indicadores que se encontram nessa condição estão concentrados nos tópicos relacionados a

População & Recursos e Economia.

Em relação à tendência em ascensão, existe um certo equilíbrio entre os tópicos, exceto de Meio Ambiente, que está presente com apenas um indicador. Na categoria considerada estável, percebe-se também um certo equilíbrio, mas com uma exceção no tópico relativo a Saúde & Comunidade, que aparece em maioria com quatro indicadores.

E finalmente, em relação aos aspectos que não puderam apresentar uma classificação por falta de dados, constata-se a predominância dos tópicos relativos a Meio Ambiente e Juventude & Educação. Isso denota a dificuldade, ou até mesmo a impossibilidade de se obter uma coleta suficiente de dados para indicadores que exijam mensurações de aspectos não convencionais. De acordo com os participantes do projeto, a manutenção desses indicadores até o final do processo de avaliação, mesmo não existindo um resultado tendencial para eles, pretende justamente alertar para a necessidade de se providenciar as condições necessárias para que passem a ser mensurados de forma satisfatória.

PRINCIPAIS CRITÉRIOS UTILIZADOS

O processo de definição de critérios para a adoção de indicadores foi sendo depurado ao longo de cinco anos, de acordo com o incremento das discussões, pesquisas e reflexões dos membros participantes. A reprodução dos critérios estabelecidos em dois momentos diferentes, no final de 1992 e no relatório de 1998, reflete bem essa evolução. Embora se perceba a importância seminal da primeira listagem, a de 1998 é bem mais completa. A primeira enumeração de critérios para a seleção de indicadores em 1992-93, segundo ATKISSON (1999), apresenta quatro pontos principais, conforme segue:

1. “refletir as tendências fundamentais da saúde cultural, econômica

e ambiental a longo prazo;

2. ser estatisticamente mensuráveis, com dados disponíveis há uma

ou duas décadas, de preferência;

3. ser atraentes para a mídia local;

4. ser compreensíveis para as pessoas comuns”.

Já no relatório de 1998 estabeleceram-se os oito critérios seguintes:

1. relevância: considerando-se que os indicadores deveriam ilustrar as bases e os fundamentos da saúde ambiental, social, econômica e cultural da comunidade a longo prazo, além daquelas da geração presente;

2. reflexo dos valores da comunidade: destacando-se que o papel principal a ser desempenhado pelos indicadores seria o da sua comunicação, de forma tal que os que conseguissem atingir esse objetivo seriam aqueles plenamente compreendidos pela sociedade;

3. atrativos para a mídia local: mostrando-se a grande importância da sensibilização da mídia para que ela contribuísse na divulgação, no monitoramento e na análise das tendências que influenciassem a vida da comunidade;

4. estatisticamente mensuráveis: propondo-se que os dados deveriam ser relevantes para a região e, se possível, permitissem

comparações com outras cidades, países ou comunidades. Deveriam dispor de um método prático de coleta ou de mensuração, utilizando-se os já existentes ou, caso necessário, criando novos;

5. lógica e cientificamente defensáveis: buscando-se indicadores que permitissem a compreensão racional de sua especificidade e possibilitassem conclusões a partir de sua utilização;

6. confiáveis: adotando-se indicadores com características tais que inspirassem confiabilidade, o que dependeria da capacidade dos mesmos em assegurar a consistência na mensuração de seus dados;

7. antecipativos: fornecendo-se informações em tempo de se tomar determinadas providências. Busca-se, assim, detectar causas de problemas ambientais que eventualmente pudessem estar ocultas antes que seus efeitos fossem constatados;

8. relevância política: pretendendo-se indicadores que sensibilizassem as esferas de decisões políticas e os representantes do poder local, mantendo-se a preocupação quanto à vulnerabilidade dos mesmos em decorrência dessa relação (SUSTAINABLE SEATTLE, 1998, p.4).

É importante analisar o teor dominante nos quatro novos critérios adicionados em 1998. Eles mostram a evolução para uma preocupação com a precisão técnico-científica dos indicadores buscando uma melhor confiabilidade e visando ampliar a capacidade de prevenção. Também expressam a preocupação com as instâncias de decisão política, refletindo um novo momento daquele processo na relação entre a sociedade civil, as organizações não-governamentais e as instituições públicas de poder, embora preconizem uma certa cautela com esta relação.