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2. Bölüm Kuramsal Çerçeve

2.9. İlgili Çalışmalar

2.9.3. Kültürlenme ile ilgili yapılan çalışmalar

Do ponto de vista das hipóteses auxiliares: a suposição sustentada no interior deste trabalho é a de que o FMI tem sua conformação programática determinada pela dinâmica capita- lista mundial, fruto de sua inserção efetiva na história, tendo construído projetos e mecanismos de intervenção adaptáveis àquela dinâmica mundial, ainda que o faça desconhecendo-a bem como dos interesses políticos de seu entorno.

Portanto, ao contrário das atuais teses sobre os programas do fundo, a fundamentação destes programas não está aqui, determinada, nem por, nem nas, dinâmicas particulares dos países centrais, que partilham a convite do Império norte-americano das benesses, do poder mundial, conforme objetivos e análises dessas teses, buscam afirmar. Isto sim, a fundamentação destes programas se dá na maneira pela qual os pressupostos políticos que os sustentam, alavancam as novas condições necessárias àquela dinâmica mais geral, construindo a partir dai as suposições materiais pelas quais aqueles países poderão vir a exercer um tipo de poder político semelhante ou similar ou mesmo equivalente, porém nunca igual, às práticas desenvolvidas pelo país hegemônico.

Logo, a análise do insucesso coroado de sucessos de seus programas de ajustes — após os anos de 1980 até o período mais recente —, não deve se restringir à avaliação de suas propostas à luz das respostas dadas pelas economias nacionais, na rejeição contínua aos seus pressupostos. Mas sim de como estas propostas se constituíram em uma dimensão essencial para a dinâmica da reprodução ampliada frente à crise que se forjava à época, na economia mundial como um todo. Por certo, era o seu desdobramento que demandava novas institucionalidades tanto no âmbito interno dos países como no interior do desenho das relações internacionais, pelas

quais esses se confrontam, no correr desse processo de reprodução capitalista.1

Tão mais fundamental essa mudança em política, porquanto a nova história da economia capitalista se caracteriza em um passo além da proposição keynesiana:

O início da década de 70 presenciou o último espasmo de crescimento da economia mundial, seguido de períodos intermitentes de recessão, com sur- tos inflacionários, inteiramente inexplicáveis pelos padrões convencionais da análise keynesiana. O descrédito das políticas keynesianas deu lugar a uma onda de conservadorismo monetarista, com políticas de ajustamento recessivo que, ao invés de amortecerem as tensões inflacionárias e “alinharem"os pre- ços, provocaram uma verdadeira ruptura no sistema de preços de produção

internacional.(TAVARES M. C. E BELLUZZO, 1986, p. 58).

Naquele período, mais especificamente, quando se afirma a relação política cons- truída no pós-guerra entre lucros, juros, salários e câmbio fixo, estabilizador, a reconversão do capital em recurso produtivo trazia implicações cumulativas benéficas para o motivo “finance", bem como para a propensão a consumir e para o mercado de trabalho. Na ausência deste compro- misso, volta a se reafirmar a relação social básica instituinte do capitalismo, com suas projeções em conflitos políticos classistas, segundo a marca da descentralização e descoordenação das lutas entre os sujeitos dessa história, amplamente visualizadas nos termos de uma sociabilidade capitalista sob registro marxiano.

A produção do valor se articula, nesse momento político, contraditoriamente, entre formas intensivas e extensivas no uso da força de trabalho e se expressa com ritmos diferenciados

nos momentos de acumulação simples e de reprodução ampliada,2caracterizando o espaço

histórico e político necessário ao entendimento dos conflitos e contradições, que se põem no pós-crise.

O aumento do excedente, na forma de capital a juros se faz, não em detrimento da condição keynesiana a qual deixa de existir, mas sim se reafirmando o pressuposto de uma acumulação descompromissada em relação aos ativos reais produtores de valor excedente. Mais especificamente, sem contrapartida no crescimento deste, em função da rearticulação das moedas e dos interesses nacionais no plano internacional. Essa entrada no cenário internacional por parte da Classe dos Banqueiros gera uma fonte inovada de conflitos, que rebate sobre a legitimidade da ação do Fundo em sua relação para com os demais países membros.

1Em oposição a este tratamento, maior destaque cabe à demonstração de Stiglitz,(STIGLITZ, 2002). 2Vide, (BRAGA, 1985).

Aprofunda-se como se fosse um processo histórico e ao deprimir os lucros exce- dentários também deprime os níveis salariais domesticamente pagos e o faz por uma estratégia de realocação produtiva, através dos conhecidos investimentos estrangeiros diretos (IED), bem como pela repressão política à classe dos trabalhadores. Em ambos os casos, redução dos custos diretos, exploração de um campo virgem para demandar trabalhadores maus pagos, convergem seja para expandir os termos das transferências dos recursos financeiros líquidos, seja para envolver essa classe em um novo processo de reprodução capitalista.

Engendra-se, com isso, uma nova série de atividade e de práticas sociais redese- nhando e inovando aspectos vitais da atividade bancária e financeira. Dessa forma, institui-se uma prática renovada, por sobre ideias antigas, e alimentou a criação de práticas financeiras de gestão de ativos e inovações tecnológicas, que hoje gravitam em torno de instrumentos materiais de intervenção na “realidade”, numa busca, nada óbvia de uma maior apropriação da riqueza socialmente produzida, por parte da classe dos banqueiros e de sua ampliação, para tanto, para outros domínios. Vale a citação:3

A securitização é, em sentido amplo, o processo pelo qual empresas produtivas, bancos, demais empresas financeiras, e governos emitem títulos de dívida, com inúmeras finalidades, envolvendo e interligando, desta forma, os chamados mercados creditícios, de capital, de derivativos (swaps, opções e futuro). Ela é (. . . ), substituta dos empréstimos bancários . . . . Como tal, é peça-chave do padrão de riqueza em questão, disseminando-se nas operações nacionais e transnacionais, nos regimes monetário-financeiro e cambial.

E se há algum segredo a ser descortinado aqui, ele vai residir na mera constatação de que um tipo de, para usar as palavras ainda de J. C. Braga, “práxis de segmentos ou setores – o capital bancário, os rentistas tradicionais” (TAVARES M. FIORI, 1997, p. 196), que ultrapassaram,

nos anos de 1960, suas fronteiras de reprodução de valor, violando as normas reguladoras até então existentes e expandiram-se, sem travas, para tornarem-se uma nova medida, um outro padrão, para medir-se e produzir-se a totalidade da riqueza capitalista, torna-se politicamente dominante.

Sua característica mais definidora, nessa nova hegemonia do capital financeiro, concentra-se no fato de que a nova tecnologia que permitiu a “criação de produtos financeiros (. . . ) deu origem a toda uma nova geração de depósitos monetários com ganhos de juros”

(GUTTMANN, p. 70, in:(CHESNAIS, 1998)), a despeito de serem voltados aos investimentos

produtivos ou não.

Mas decorre das revoluções infra estruturais e em tecnologias de processamento de informações, para uso dos sistemas bancários e financeiros, um papel importante para esse processo. As inovações ai gestadas, tais como as câmaras de compensação eletrônicas de cheques e transferências nacionais e internacionais de dinheiro e de divisas, (CHIPS; FEDWIRE e outros mecanismos privados de compensação), significam tanto reduções de custo e ganhos de escala à luz de multiprodutos ai gerados, para os negócios financeiros em geral, como também, ganhos derivados da maior capacidade de avaliações de riscos e de tomada de decisões, por parte dos diversos tipos de investidores institucionais, em qualquer tipo de mercado, em tempo real (GUTTMANN.Idem.).

Nesse quadro a lista, dos novos instrumentos que surgem como ativos negociáveis, será extensa. Porém, alguns desses instrumentos serão centrais ao processo da inovação tecno- lógica. Acompanhando as pesquisas de R. Guttmann, (op. cit. e outras):4 os diversos tipos de quase-moedas, tais como os depósitos bancários remunerados e alimentados pelo fluxo em juros, por moedas bancárias privadas. Junto com esse, o dinheiro eletrônico, chamado de pré-pago, que dispensa o usual dinheiro do tipo papel-moeda emitido pelo Estado, em ambos os casos colocados à circulação emitidos por instituições bancárias e não-bancárias.

Os instrumentos acionários do mercado de divisas e os de securitização, os swaps contratos de troca para os diversos tipos de ativos industriais, bancários e cambiais e os mercados de liquidez imediata para a realização dos títulos imobiliários, em geral. Todos esses tipos de ativos, apoiados pelo financiamento obtido com os ganhos de juros. (DOWBOR. op. cit.).

Também, (GUTTMANN, 2008).

Esse processo onde o capital a juros domina e aloja-se no interior da valorização da riqueza em geral, dos capitalistas, reunificados em torno desse novo interesse geral, apresenta as características de uma aparente dissociação entre lucros industriais e lucros do setor financeiro, conforme gráfico 5 abaixo, a ser explicado.5

4Favor reportar-se a Referência Bibliográfica. 5(DUMÉNIL GERARD E LÉVY, 2004, p. 17).

Gráfico 5. Setor Real e Financeiro

Taxas de Lucro: R-Setor Financeiro ( ─── ) e Setor Corporativo Nao Financeiro ( ─ ─ ─ )

As duas linhas (…...) sao linhas de tendencias Fonte: Dumenil e Dominique Levy, 2005, p. 17

De qualquer forma, será nesse contexto histórico, quando a pegajosidade keynesiana dos salários se desfaz, com consequente regressão nos termos contratuais e no nível da demanda por emprego no setor produtivo, estimulada por uma política econômica que não mais se sustenta nos termos keynesianos do pleno emprego, que se dão as bruscas flutuações econômicas em função do declínio, em longo prazo, dos lucros derivados do trabalho abstrato em geral, a produção física das rendas trinitárias, aprofundando-se as tendências contraditórias inerentes à demanda efetiva, bem como ao menor poder político de barganha salarial e institucional por parte da classe trabalhadora.

Finalmente, a uma moeda internacional endógena responde a um regime bancário e financeiro que captura a moeda como riqueza em si e antecipa as valorizações do capital líquido, em condições continuadas de curto prazo, com reflexos sobre as emissões primárias da dívida em relação ao capital produtivo, seja ela privada ou pública. Essas dívidas não mais se apoiam nas políticas monetárias estabilizadoras, nacional e internacionalmente, discricionariamente assumidas. Ao contrário, possuirão a marca própria da natureza do capital fictício, estimulado por uma política monetária que busca elevar o diferencial internacional, entre as taxas de juros internas e as diversas taxas externas de câmbio, agora flutuantes.

Em consequência, seus efeitos, sobre as fases do ciclo, desarticulam as condições observadas no pós-guerra, na articulação coordenada entre os Estados em seus objetivos fiscais e monetários, neutralizando-se metas fiscais com imposições financeiras e monetárias. Esses não apenas abriram espaços para os interesses dos rentistas no plano político interno, como também, permitiram reposicionamentos globais dos Estados Nacionais que romperam com a condição da estabilidade cambial, impondo-se o poder das moedas, hierarquizadas internacionalmente, como substrato ao câmbio flutuante.

É assim que a história real do período da crise vai se desenvolver, também, no interior da teoria, onde a logicidade dos pressupostos guiam esta dinâmica. No momento em que se acumulam as contradições inerentes às tendências e contra tendências da queda da taxa de lucro da economia capitalista, como um todo, e não mais existem limites à sua expansão, tanto pelo lado da exploração da força de trabalho, como pelo lado dos limites impostos pelo capital intensivo e, também, pelo lado da circulação do capital — através da ação do capital financeiro internacionalizado e privado, alimentador de um processo de expansão do valor inerente ao excedente de cunho produtivo, quanto à expansão das condições do capital a juros, mas autônomo em relação àquele—, serão abatidos os fundamentos e os conflitos inerentes ao compromisso democrático construído no pós-guerra.

Especificamente, nesse momento em que se dá o desdobramento da expansão indus- trial do pós-guerra, onde a riqueza acumulada deve transitar das atividades que constituíram este tempo, para o tempo onde se dá a construção dos diversos tipos de mercados, financeiro e de capital, internacionalizados e a seguir desregulamentados, em regime de taxa de câmbio flutuante e sob domínio de uma moeda nacional hegemônica, sem lastro algum que não seja seu poder soberano.

No momento quando se produz ativos financeiros comerciáveis e se comercializam excedentes e capitais a juros, em função da criação exponencial de diversos tipos de dívidas é que

se dá, efetivamente, em consequência desses aspectos, o sentido, em última análise, concretude às propostas dos programas de ajustes do Fundo e se supera a aparente contradição exposta pelos debates sobre a legitimidade da ação do FMI, indicando-se o caráter impositivo dos seus programas de ajustes.

Toda essa mudança no plano das ideias, de seus fundamentos, e na dimensão efetiva do andamento da reprodução ampliada no conjunto das economias capitalistas, revela o sentido6 para onde as mudanças se encaminham, seus denominadores comuns que vão se afirmando na prática política dos atores que, apenas mais tarde, prevalecem sobre o compromisso político do pós-guerra.

As razões e justificativas dos programas apresentados pelo Fundo às diversas econo- mias nacionais só aparentemente serão construções técnicas abstratas, neutras e desinteressadas em relação à maneira pela qual o processo global da produção vai se configurando. Ao contrário, são partes constituintes do novo projeto político que lhe é apresentado pelas condições históricas desse novo período.

O aspecto metodológico da universalidade presente nos pressupostos dos programas de ajuste, onde os modelos são neutros e aplicáveis a qualquer situação dinâmica, do ponto de vista dos interesses acima expostos, e seus pressupostos adaptáveis a qualquer tipo de macroeconomia nacional em qualquer grau de desenvolvimento histórico, revela-se como uma resposta real e necessária à nova fase da reprodução capitalista, sendo aqueles pressupostos ricos em articulações de natureza orgânica entre seus fundamentos e a condição da história real do período.

Dentre os variados formatos econômicos pelas quais a nova época vai se apresentar, talvez se possa especificar três tipos de regimes políticos surgidos dessa nova situação pós-crise: o primeiro aspira uma linha de continuidade junto com as condições históricas originais, gestadas pela natureza retardatária da organização do Estado e das Sociedades, própria ao capitalismo tardio.7 Destaca-se nessa especificidade uma singular luta de classes sobre a validade, tanto de seus pré-requisitos, quanto de seus supostos consolidadores, do regime político liberal, em sua forma clássica; do regime político democrático e/ou socialistas, igualmente, segundo pressupostos clássicos; e dos regimes totalitários, ditatoriais civis e/ou civil e militar.8

6Destaca-se aqui, guardada todos os cuidados necessários à afirmação dessa natureza, o trabalho de F. Novais.

Consulte,(NOVAIS, 1990).

7Vide acima, em F. Fernandes, op. cit.

8Para a exploração teórica sobre a família dos regimes, de caráter exclusivo, porquanto autocrático e não

A classificação dos regimes políticos burgueses elaborada por G. Therborn,9tabela 3 abaixo, de resto compatível com F. Fernandes e com E. Martins, é suficiente para elencar e desenvolver sumariamente os argumentos a seguir.

Tabela 3: Universo dos Regimes Burgueses: modo de representação

Extensão do Personificado

Sufrágio Personificado e electivo Electivo

Igual para toda (1. Ditadura (2. Autoritário 3. Democracia

população adulta inclusivista) inclusivista)

Para menos da 4. Ditadura 5. Autoritário 6. Democracia

totalidade da exclusivista exclusivista

população adulta o para uns mais que

para outros

Fonte: G. Therborn: 1980. pág.25

Os pressupostos que encadeiam a singular especificidade se demonstram de várias maneiras e produzem, segundo o tipo de regime politico, a história política desses países movida, em regra, na forma da continuidade entre regimes autocráticos e não autocráticos, naqueles

registros discutidos pela literatura sobre as situações latino-americanas e asiática do pós-guerra. Não obstante uma significativa abstração, talvez possa traduzir, sintetizando, seus elementos específicos, os quais espelhem sua dinâmica, no período, a mais básica.

As situações asiáticas e latino-americanas, sendo assim, podem ser examinadas em sua singularidade, nos extremos dos intervalos de suas experiências históricas, como uma especi- ficação que decorra, tanto da maior velocidade pela qual a luta de classes vaza da sociedade civil para o Estado e seus aparelhos, buscando o exercício da dominação ora autocrática exclusivista ou ditatorial, ora soberana por delegação.

Quanto, também, pela estratégia do exercício de poder, comandada pelas burgue- sias internas, onde esta busca monopolizar recursos produtivos, em geral, antes de deter sua propriedade direta, desencadeando formas autocráticas de domínio sobre o Estado, largamente contestada pelas classes produtoras de valor, nem sempre obtendo êxitos democráticos nesse sentido. Parece que, por conta disso é que toma corpo as várias interpretações sobre a fraqueza do econômico dessas sociedades vs. a maior força do político, em sociedades dependentes e tardias. Tal qual, p.ex., expresso pelos diversos tipos, em que pese diferenças importantes, das teorias da dependência.

Enquanto, que no caso da contestabilidade por parte da classe dos trabalhadores, observam-se as concepções e interpretações teóricas sobre o fortalecimento ou a busca do fortalecimento das lutas políticas classistas, como responsável pelo exercício do poder soberano por delegação, na histórica política desses países retardatários.10

Por seu turno, um segundo formato econômico, o monetarismo, igualmente, que surge nessa nova época e deságua noutra forma de regime político, se volta para a reconstrução do liberalismo de antanho, qual seja, o liberalismo nas diversas formas de democracia exclusivistas. Aqui os extremos se colocam entre as formas democráticas inclusivistas, variando do recorte liberal ao recorte democrático, e aquelas de perfil exclusivistas, portanto, puramente Oligárquica ou de domínio inconteste das Elites.

As variedades históricas inclusas, nessa forma de Liberalismo que submete os interes- ses da oligarquia financeira no pós-guerra, vide gráfico 3 acima, se posicionam, necessariamente, até este momento, no interior das famílias políticas de soberania por delegação. Exceto, é claro, o caso chileno onde a: “radicalidade da resposta neoliberal foi proporcional ao grau de organização das forças sociais e de avanço das políticas de expropriação de ativos econômicos e de terras

10Veja, (CARNOY, 2001) e “Democracia e reforma social na América Latina: reflexões a propósito da experiência

dos governos anteriores (as nacionalizações e a reforma agrária promovidos por Allende, por exemplo). O caso chileno é o que melhor ilustra esse aspecto.”11

No interior desses dois blocos, autoritários e liberais democráticos, em suas diversas matizes, no qual o regime neoliberal se formou a manifestação do monetarismo político, talvez carregue, indisfarçavelmente, alguns aspectos comuns que possam ser caracterizáveis.

E possivelmente, tais aspectos se relacionem com a maneira pela qual todos esses regimes buscaram estabelecer suas respectivas hegemonias sobre suas moedas nacionais, em relação à construção do dólar, como uma moeda reserva de valor internacional. Na forte instabilização monetária dos anos de 1970, com o bloqueio dos ajustes entre os balanços de pagamentos dos países membros e a ruptura do SBW, por vontade do país Hegemon norte- americano, houve um realinhamento das moedas nacionais, principalmente do sistema monetário europeu, para com os interesses do sistema bancário e financeiro, norte-americanos.

Os EUA tiveram de criar e manter uma estrutura concêntrica para o âmbito externo e restringir o processo da acumulação e da reprodução do capital e dos preços mais básicos da economia, com menor força para os salários domésticos, que produz em simultâneo, tanto uma maior exposição deficitária de sua balança comercial, quanto um incremento em seu balanço de pagamentos. A participação de sua classe de banqueiros sobre os demais países permitiu, por seu turno, um crescente superávit do balanço, que financia seu processo de modernização interno e dá nova forma à divisão internacional do trabalho, após os anos de 1980. (CONCEIÇÃO

TAVARES, 1997).12

A retomada da hegemonia americana, em função da sustentação do dólar como moeda de reserva de valor naquele cenário, demandou dessa forma reconfigurações institucionais