2. Bölüm Kuramsal Çerçeve
2.9. İlgili Çalışmalar
2.9.1. Kültürel zekâ ile ilgili yapılan çalışmalar
Logo, foi esse procedimento que permitiu, ao legitimar, as indagações necessárias à construção dos modelos teóricos macroeconômicos propriamente ditos, em termos de uma série de supostos, fazendo-se uso de exercícios de correlação com ampla substituição das assimetrias de natureza explicativas, causais empíricas, de natureza teórica, como fundamento organizador dos modelos econômicos e econométricos, de acompanhamento conjuntural e de intervenção econômicas.
E será nessa formatação e junto com aquela síntese neoclássica de Keynes, que essa última passa, já no pós-guerra, a ser dominante e fonte de onde se derivará os procedimentos analíticos e as definições responsáveis pelas escolhas, requeridas no agrupamento das variáveis, voltados para a explicação das condições necessárias e suficientes ao pleno emprego, ao entendi- mento do balanço de pagamentos, bem como da flutuação e ciclo econômico e, portanto, para as políticas keynesianas.
A SNC, nesse contexto, foi central para vincular o modelo macroeconômico aos programas econométricos de pesquisa sobre os Ciclos, nos termos de um equilíbrio geral, tornando-se, a partir de então, responsável pelo desenvolvimento das Políticas, através do uso de modelos de equação simultâneas de natureza estática, que se afirmam no ambiente do pós-guerra, como necessários e suficientes. Tanto para exercícios de projeção, como para os diagnósticos da performance quantitativa e qualitativa das políticas e fundamentalmente apegados àquela estratégia de conservação e conciliação voltadas às continuidades, sem rupturas, com a tradição do equilíbrio geral.26
Se assim, no interior dos modelos da SNC, entendido essencialmente para as con- dições de curto prazo, o debate travou-se entre as possibilidades abertas ao entendimento do funcionamento da economia melhor representado pelos modelos estáticos de equilíbrio geral, sujeitos às restrições então de curto prazo e aqueles modelos dinâmicos de convergência ao equilíbrio, sujeitos às rejeições de instabilidades dinâmicas.(DOBB, op. cit. cap.7).
Os instrumentos conceituais movidos para este fim, desenvolvidos em geral no âmbito da ciência matemática, jogavam luzes às diferentes visões e concepções sobre conceitos, relações e definições mais apropriadas à configuração macroeconômica, que resultaram em um modelo, assim definido, simples de natureza keynesiana, qual seja: proposições tais como: dadas
26Parece-me sempre melhor iniciar a leitura dos Fundamentos da Análise Econômica de P. SAMUELSON, da
a tecnologia, o salário monetário e a oferta monetária, sendo os investimentos uma variável exógena e havendo equilíbrio entre o lado monetário e o ’real’, substitutos perfeitos dos ativos financeiros, e os salários nominais e os preços rígidos, entendidos então como um mark-up sobre os custos marginais, pode estabelecer-se, pela introdução, no modelo, da função da oferta agregada, as condições necessárias ao entendimento puro do funcionamento da economia.
Nesse caso, a moeda e, portanto, os choques monetários eram vistos como exógenos ao modelo, causando variações no nível do emprego e do produto real, os quais se movimentam pró ciclicamente em consumo e investimentos e contracíclico na balança comercial. A mudança no curto prazo é provocada pelos choques da demanda, produtora de mudanças endógenas sobre a oferta agregada. Assim, os parâmetros são concebidos como fixos, iguais à estrutura da economia, e a flutuação cíclica pode ser estabelecida para as variáveis macroeconômicas fundamentais.
O que justifica a intervenção da política da demanda efetiva de natureza keynesiana, posto que se tornará necessária para a sustentação do nível da demanda agregada e para assegurar o nível de pleno emprego.
Qualquer levantamento aqui serve para reafirmar o fato de que a SNC fora um movimento levado a cabo por diversos autores de tradição tipicamente equilibrista e voltado às virtudes do laissez-faire. Em momentos diversos, após a publicação da Teoria Geral de Keynes (TGE) e assim até o presente momento, seus esforços foram no sentido de incorporar a revolucionária TGE ao corpo teórico do equilíbrio geral de Walras, no sentido de subordinar seus supostos fundantes ao corpo de pressuposições walrasianas.
Essa postura permitiu supostos avanços em expansão do modelo keynesiano, cuja visão de mundo implicou no domínio dos modelos estáticos, por definição anti keynesiano, como mais importante para a abordagem do funcionamento econômico e uma marginalizarão relativa dos modelos dinâmicos, no sentido de que esses ou eram tomados de forma autônoma em relação aos modelos estáticos ou foram tomados como de longo prazo, sendo convergentes ao equilíbrio e, portanto, compatíveis com os modelos estáticos comparativos, de livre comércio. Se a crítica de Keynes reverberava todo esse aparato, esse retorna pela porta dos fundos.
Ainda assim, seria uma tarefa nada fácil, pois significaria superar, primeiro, a consensual esterilidade do sistema de Equilíbrio Geral walrasiano, EGW, à luz da estabilidade do equilíbrio e da flutuação econômica. Segundo, haveria de se demonstrar a compatibilidade entre o EGW e a TGE, indicando nessa última pelo menos a existência de um único pressuposto passível de ser entendido nos termos do EGW. Terceiro, haveria de se dar conta da construção
teórica de Keynes, o qual parte diretamente dos agregados para as unidades individuais, algo estranho ao corpo teórico do EGW que assume o indivíduo, como ponto de partida para a construção dos agregados.
Se o caminho dessas tarefas poderia ser trilhado pelos supostos contidos na generali- zação de uma individualidade, como a representativa de todos os indivíduos, o ponto de partida localizado no coração da teoria do equilíbrio teria deixado perder, provavelmente, a empreitada. A estratégia, geralmente, mais aceita foi aquela que teve como ponto de partida os próprios elementos contidos no corpo da TGE, em especial, a possibilidade de manter-se a suposição do equilíbrio, ainda que abaixo do nível do pleno emprego e aquela decorrente das formulações de Keynes sobre a armadilha da liquidez, tratáveis em termos das suposições equilibristas.(HICKS,
1989).27
De qualquer maneira, em ambos os casos, o êxito desse empreendimento dependeria então da releitura da TGE, articulando-a como um caso especial da Teoria Clássica, agora na forma do Equilíbrio, e da possibilidade da inserção dessa nos até então resultados alcançados pelo debate em estatística e matemática econômicas, voltadas às condições analíticas em situação em estática e em um quadro dinâmico.
Essas se propunham abordar a teoria econômica nos termos da especificação de um modelo estatístico matemático, tornando àquela passível de verificação e comprovação segundo testes de hipóteses formais; descritiva e prospectivamente, no sentido da definição da melhor política e/ou da melhor regra, já visto acima, como também da melhor representação e projeção do ciclo econômico.
Da perspectiva do presente houve evidente sucesso nos dois sentidos acima, por parte da síntese neoclássica concebida em termos do modelo que relaciona o montante do investimento com o montante de poupança, junto com a preferência por reter dinheiro, com a quantidade de moeda circulando no sistema econômico: IS − LM. Esse modelo, conforme caracterizado abaixo, elaborado por J. Hicks, foi explorado numa tradição conciliadora e conservacionista tornando-se, a partir de então, sinônimo de análise macroeconômica keynesiana, tal qual como foi e é apresentada nos diversos compêndios de macroeconomia.
Como observou A. Vercelli,28o modelo IS-LM teve presença fundamental no debate
27Veja a apreciação de (WEINTRAUB, 1985, p. 85), para esse movimento. Por seu turno, Hicks narra seus esforços
nesse sentido em Valor e Capital, (op. cit.). Toda essa passagem pode ser garimpada ainda no conjunto de trabalhos de Hicks em um curto período de 1933 a 1936. (HICKS, 1989 e 1989b).
macroeconômico contemporâneo, refletindo em sua longevidade uma adaptabilidade decorrente dos vários papéis políticos conciliadores que lhe são intrínsecos, bem como uma densidade interpretativa apenas passível de ser compreendida quando observada em relação àquelas estraté- gias de consenso acima referida, exprimindo, também nele, o sentido histórico da propriedade da intervenção do Estado na economia, nos termos de uma postulação, que, se proveniente de Keynes, nada estranha à percepção, àquela altura, do pensamento Clássico Equilibrista.
Para Vercelli, uma das recepções referenciadoras, as qualidades intrínsecas ao modelo teórico, responde pela sua hegemonia durante o período do pós-guerra até meados dos anos de 1970 A seu ver isso se deve, primeiro, à maior adaptabilidade que frente aos diversos cenários econômicos. Maior adaptabilidade significa possuir, igualmente, uma maior durabilidade, qual seja, sua:29
longevidade é possivelmente produzida pela grande adaptabilidade demonstrada pelo modelo IS-LM, ao transformar a percepção do ambiente econômico dentro do qual ele tem sido aplicado (. . . ) que dependa da evolução de relevantes fatos estilizados e de problemas políticos notáveis, como também, prevalecendo pela evolução das concepções teóricas e abordagens metodológicas.
Segundo, ainda em seus termos, tudo isso decorreu dos papéis desempenhados pelo modelo, os quais sinteticamente seriam:
• 1. de propósitos heurísticos e analíticos decorrentes da maneira simplificada pela qual representa o sistema econômico, partindo da demanda, utilizando-se de duas equações e duas variáveis endógenas, onde a equação I(i) = Y −C(y),indica o equilíbrio no mercado real, enquanto M(s) = (k)Y + L(i) – espelha o equilíbrio do setor monetário. Óbvio que graficamente, a sobreposição de ambas as curvas aí produzidas, em um mesmo gráfico, nos dará o equilíbrio geral dos mercados, suposta uma única taxa de juros e um único nível de renda consistente com a simultaneidade prevista para o equilíbrio de todos os mercados. • 2. das suas qualidades hermenêuticas, as quais aparecem como referências às diversas
interpretações de políticas e de teorias econômicas rivais, associadas ao papel prescritivo na abordagem das melhores regras e políticas, sob diferentes pressupostos teóricos. • 3. e suas funções descritivas de projeção, explicação ou de representação do desempenho
da economia, tornando-se material para novas modelagens em econometria.
Suspeita-se, de onde provém o que abaixo segue, que há que se introduzir nessa interpretação de Vercelli, para as razões de sua longa durabilidade, o aspecto político que o viabi- lizou, como interpretação hegemônica de Keynes, especialmente quando voltado à dinamização das políticas econômicas keynesianas, através daquelas estratégias consensualizadoras, acima examinadas.
Sua viabilidade política foi a de manter no interior mesmo do modelo, a construção política de um consenso, o qual, lhe era estranha, mas não externa, pois vital para a construção da sua lógica interna, naquele sentido de M. Dobb, op. cit. Sabe-se que no período, de uma forma ou de outra, os consensos e as convergências em política, foram produzidos pelas condições determinantes da Grande Depressão, das pressões políticas e sociais internas a cada país e das possibilidades de mudanças radicais nas políticas dos países que vão se recuperando da 2ª Guerra, graças à presença de uma luta política que recepcionava, positivamente, os efeitos da Revolução Russa.
O modelo, teórico, IS-LM, viabiliza, em termos práticos, a condição indicativa para a construção do consenso entre as “bandeiras” políticas mais progressistas, com aquelas bandeiras conservadoras, no interior mesmo da luta política da época.30
Qual seja, de um lado, a certeza das propriedades metodológicas do modelo walrasi- ano de equilíbrio geral, em sua forma neoclássica acima demonstrada, com implicações sobre calibragem automática e concorrência perfeita, flexibilidade de salários e preços, desemprego voluntário e a dicotomia entre mercado real e monetário.
E, de outro lado, o pressuposto do realismo dinâmico da construção teórica keyne- siana – à luz da demanda efetiva, da preferência pela liquidez, das expectativas, incertas, de curto e de longo prazo e do desemprego abaixo do pleno emprego, com características, friccional e involuntário e ação corretiva do Estado – visto bem, só se tornou algo possível através da conversão desses seus supostos em uma verdadeira agenda política, se diria conservadora.
Vale dizer, modelo este em conflito permanente com seus supostos progressistas dos novos tempos, carregada pelo consenso político do período de Ouro do capitalismo, do pós-guerra, manifestando, dessa forma, as contradições da própria reprodução capitalista desse mesmo período histórico.
30No período em que as políticas keynesianas são filtradas através do modelo IS-LM, nota-se, havia o entendi-
mento de que a estabilidade e o crescimento econômico seriam alavancados “através de políticas – principalmente variações dos gastos governamentais e tributação – destinadas a alterarem o nível da demanda agregada, enquanto a política monetária era rejeitada como impotente, . . . ‘A moeda não importava’. (CHICK. op. cit. 1993. p.349.) Pela importância, volta-se a essa questão à frente.
Isto posto. Inserir Keynes em um modelo de equilíbrio geral significaria negar as suposições e os termos contidos em Keynes, na apreensão das críticas condições da economia em uma situação depressiva, tal qual ele a encarava naquele momento depressivo do entre guerras. A melhor herança de seu trabalho, qual seja, a contradição que coloca em movimento o capitalismo é a mesma que o leva à paralisação; o problema da demanda efetiva, presa que está à dinâmica de decisões contraditórias, de manutenção da riqueza em forma líquida ou em forma de investimentos, agravada pela incerta ação do tempo, perde-se nessa passagem de Hicks.31
E como esse aspecto atua como um princípio, todas as demais questões associadas perdem-se no modelo. Dentre essas, o papel central do mercado de trabalho e das decisões da oferta da produção no curto prazo, os quais são tomados como dados, o que equivale a dizer que as razões das fundamentais mudanças, para o suposto equilíbrio ou não em pleno emprego, pelas quais passam o mercado de fatores e de produtos, ainda no curto prazo, não são questionáveis, para a construção do modelo.
Mas para Keynes, essas condições teóricas fazem parte do núcleo duro da explicação do sistema, o que empresta significado concreto ao problema do emprego em sua argumentação teórica. Tomá-las como dadas, claro, vai significar dar como explicado, exatamente o que demandaria maiores explicações na compreensão dos elementos dinâmicos do sistema, bem como maior margem à negociação política entre os atores históricos.
Esse aspecto, mais à frente, fará engasgar a própria prática política keynesiana e sua coalização política, sendo, talvez, uma das razões que permite ao keynesianismo aplicado, via curva de A. Phillips, mudar de fase e de formato, em função de todos os efeitos decorrentes das políticas monetárias, no momento da crise da SNC.
Para trilhar um terreno bastante conhecido, nos termos de Pasinetti, nessa síntese, um Hicks não-keynesiano surge quando:
• transforma em identidade as relações teóricas entre Investimento e Consumo sobre a renda agregada;
• assume as relações entre a eficiência marginal do capital e a taxa de juros, considerando-a, para a primeira, nos termos do rendimento marginal decrescente;
• assume o preço dos juros como decorrente das relações entre a oferta e a procura;
31Veja a discussão de V. CHICK sobre a estrutura agregadora de Keynes, (CHICK, 1993, p. 38-66), em especial:
“. . . devido à incorporação do custo de uso, a renda não é auto-suficiente dentro de um único período, e não é inteiramente passível de mensuração objetiva.” Também, Keynes, (KEYNES, 1974, p. 66-73).
• torna o consumo dependente, tanto do nível da renda, como da taxa de juros;
• impõe a condição pela qual todas as funções do modelo são dadas em termos reais;32
• e expressa as relações entre as variáveis, com modificações determináveis pelo nível dos preços, a cada mercado, simultaneamente;
Tudo muito fluído. Ao determinar-se, p.ex., a taxa de juros por uma relação entre a oferta e a demanda, no mercado monetário, é evidente o retorno àquela concepção que Keynes expôs, no seu cap. 17 que visou derrubar, atrelada que estava a uma equivocada interpretação sobre a determinação da taxa de juros. Ao propor, p.ex., os efeitos da suposição de que o salário nominal está dado no curto prazo, leva a passividade do mercado de trabalho no sistema, o qual não se altera, mesmo se a quantidade de dinheiro dada for independente do nível salarial corrente. Assim, diz Hicks:33
Dado que uma mudança dos salários monetários vai acompanhada, sempre, de uma mudança dos salários reais na mesma direção, se não é que na mesma proporção, não se causará nenhum dano e é possível que se obtenha alguma vantagem, se preferirmos trabalhar em termos dos salários reais. Naturalmente, a maioria dos ‘economistas clássicos’ tem seguido essa linha.
Como se vê, algo bastante contrário ao tratamento de Keynes. Uma ressalva, a favor de J. Hicks necessita ser feita. A maneira pela qual se dá a apropriação do pensamento por outros intérpretes não decorre da fidelidade a uma suposta leitura em termos originais daquilo que se encontra disponível nesse sentido. Pelo contrário, a própria construção da leitura do original, parece ser, algo coletivo, dependente das circunstâncias históricas na qual essas interpretações são produzidas. Sem explorar tais vínculos, parece que o problema evocado pela reinterpretação de Keynes via curva IS − LM não é apenas algo da melhor técnica formal interpretativa, mas sim algo vinculado à prática política da época.
Sem antecipar todas essas questões, é interessante observar como esses vínculos, estabelecidos entre a política e a ciência econômica, permitem que esses requisitos tomem forma teórico prática. No caso do primeiro deles, revelou-se para e no plano mais geral dos fundamentos científicos filosóficos, próprios à produção da ciência contemporânea, incluso
32Veja V. CHICK, op. cit. p. 5. “as relações têm sido operadas dentro de um sistema de equações simultâneas, i.é,
precisamente no que Keynes não queria fazê-lo.” (PASINETI, op. cit. p. 46).
novas metodologias, epistemologias e concepções ontológicas, ao alterar-se a percepção da relação estabelecida entre teoria, método, certeza e verdade, presente em concepções filosóficas anti-positivistas anteriores, principalmente a que decorre das suposições desenvolvidas em K. Marx.
Foi no interior desse debate que se produziram os elementos de pressuposição geral, com maior propensão à absorção de uma concepção positiva como fundamento para as teorias em ciências, cujos recursos de indagação, dedução e demonstração se resolvem, do ponto de vista da sua consistência e relevância, internamente aos próprios pressupostos lógicos-formais da análise.
Nesse sentido é que foi encaminhada a pioneira reinterpretação de Keynes, feita por J. Hicks. Os recursos por ele utilizados o levam a reconhecer uma tensão entre o modelo estático pretendido por Walras e os aspectos dinâmicos trilhados por Keynes e propor, em primeira mão, uma saída teórica para a crítica keynesiana aos modelos estáticos, que fundamentam o equilíbrio geral. E o fez alocando no primeiro a consistência do argumento formal, de maneira tal que o EGW dos mercados no curto prazo, do ponto de vista da oferta, pudesse responder às questões da dinâmica levantadas pela perspectiva da demanda efetiva de Keynes. E com isso, incorpora naquele modelo geral o realismo, tido na TGE, que se lhe acusava de faltar.
Em suma, com Walras a continuidade das discussões em ciência positiva somada à manutenção dos pressupostos da tradição clássica e, em Keynes, o suporte empírico necessário a validar a vazia ossatura do EGW, consistiu em uma agenda política. A dinâmica keynesiana, mais próxima da realidade para Hicks, lhe serviu implicitamente como referência para construção do modelo IS-LM em perspectiva estática estacionária, na linguagem de Samuelson, derivando daí uma rede de pressupostos e de suposições ocultas, provenientes das formulações micro e macro não keynesianas, o que lhe permitiu conciliar modelos heurísticos e ontologias, opostos.
Seja como for, essa base de apoio para Hicks possibilitou-lhe responder às insufici-