3.4. Sponsorluk ile İmaj Oluşturma Modelleri
3.4.4. Smth’in Sponsorluk Vasıtasıyla Aktarılan İmaj Transferi Modeli
3.4.4.1. Sponsorluğun Alanına Göre Aktarılan İmaj
3.4.4.1.1. Kültür Sanat Sponsorlukları İle Aktarılan İmaj
A primeira visita à Escola 1 aconteceu no dia 6 de abril de 2008. Eu e a representante da secretaria fomos recebidas por Iraci, supervisora dos 1º e 2º anos de 1º ciclo. Apresentei a proposta de pesquisa, e ela, bastante interessada, foi logo informando:
Aqui nós temos alguns pormenores: Hoje, temos somente algumas professoras que fizeram o curso. Muitas que fizeram o curso já saíram, por diferentes motivos; Estamos criando maneiras de trabalhar as capacidades, estudamos, tiramos xerox do material para quem não tinha; Tem uma distância grande entre o que eu tinha na cabeça e as professoras. Mas elas gostaram da ideia de fazer o diagnóstico usando o material do Ceale. Pegamos as capacidades, a progressão, refletimos sobre a adequação a nossa realidade. (Fragmento das Anotações do Caderno de Campo – 06/04/2008)
Após estes apontamentos, Iraci passou a recuperar o histórico do trabalho seguindo a formação do Ceale:
2006 foi o ano em que mais mudaram professoras aqui na escola. Chegou gente nova que não tinha feito o curso nem participado das nossas primeiras discussões.
Em 2007, retomamos os cadernos e as capacidades do Ceale. Um grupo acreditou, o outro “obedeceu”, fez porque precisou. No final do ano avaliamos que algumas capacidades não foram trabalhadas, principalmente as de consciência fonológica. No dia a dia as capacidades não foram trabalhadas, as professoras fazem o que está na cabeça delas.
Em 2008, temos organizado as capacidades com referência ao nosso projeto, que também é embasado nos PCN. Este ano vamos estudar de novo, fazer o diagnóstico. Você vai pegar um trabalho que agora está realmente sedimentado!!! Produzimos um documento, porque palavras o vento leva. Elaborei questões, atividades para as professoras realizarem. As professoras de apoio estão ajudando muito na aplicação do diagnóstico individual. Estudei com as professoras o que vinha a ser matriz de referência. Cada professora ganhou um kit referente às capacidades de acordo com o ano de seus alunos. O envolvimento tá nota 10!!! (Fragmento das Anotações do Caderno de Campo – 06/04/2008).
Esclareci sobre o meu interesse em acompanhar uma professora que estivesse com uma classe de alfabetização e acompanhar também a avaliação diagnóstica.
Com os olhos brilhando, ela indicou a professora do 2º ano, Iraci: Você vai adorar a Ivana. É ótima professora, trabalha com o material do Ceale, os alunos dela aprendem mesmo. Acho que ela vai topar te receber (Fragmento das Anotações do Caderno de Campo – 06/04/2008).
Na conversa com Ivana, apresentei a proposta de pesquisa, tal como apresentada para Iraci. Para minha surpresa, ela afirmou: Não sei se irei te decepcionar, mas eu topo o desafio!!! (Fragmento das Anotações do Caderno de Campo – 06/04/2008). Ivana reforçou: Nós nos preparamos para trabalhar com o material do Ceale neste ano. Já estamos evoluindo nesse uso, este ano vamos fazer o diagnóstico completo. A intenção é montar o planejamento em função do resultado do diagnóstico (Fragmento das Anotações do Caderno de Campo – 06/04/2008).
Iniciei a coleta de dados no dia seguinte, mas, em pouco tempo, Ivana tirou licença por um mês devido a problemas de infecção no ouvido, com a possibilidade de ampliar esse tempo de ausência. A professora que assumiu a turma não tinha feito o curso de formação do Ceale – Coleção Instrumentos da Alfabetização, portanto, eu deveria procurar outra professora. Para complicar, Iraci também teve problemas de saúde e entrou de licença.
Voltei a conversar com os profissionais do Núcleo de Educação da Regional Industrial, e partimos então para a Escola 2. O mesmo protocolo foi cumprido lá: contatos com a supervisora, apresentação, em linhas gerais, da minha proposta de pesquisa e marcação de uma apresentação para as professoras do primeiro ciclo.
No dia marcado, 25 de abril de 2007, Virgínia, assessora pedagógica, estava coordenando uma discussão sobre projeto político pedagógico da escola. Pareceu-me que a supervisora havia se esquecido de nosso compromisso, pois a vice-diretora nem estava sabendo da minha presença, estranhando a minha chegada. A supervisora pediu 10 minutos do tempo, no final do encontro, para eu me apresentar.
No final da reunião, Magda se dispôs a me receber em sua sala. Ela, que participou do curso do Ceale, mostrou-me o seu caderno, seu diagnóstico e contou
sobre o horário do dia seguinte, dizendo que de 7 a 8 horas as crianças teriam aula de arte. Portanto, eu poderia chegar mais tarde.
Perguntou também sobre o que eu iria fazer quando ela não estivesse na sala com as crianças. Pareceu-me que poderia ficar incomodada com a minha presença em horário integral. Eu esclareci que a intenção era acompanhar o trabalho de modo geral, inclusive as atividades que são realizadas para dar suporte ao trabalho de sala de aula.
Sua expressão não foi de aprovação, mas também não se negou; disse que me esperava no dia seguinte.
Mais uma vez, estava eu entusiasmada com a coleta de dados. Não demorou muito, a Escola passou por uma reestruturação geral, vários professores foram trocados de turma, inclusive transferidos de turno ou mesmo de escola. Magda assumiu uma turma de alfabetização de adultos, e a sua turma original foi assumida por uma professora que também havia feito o curso do Ceale. No entanto, poucos dias depois, essa professora foi remanejada mais uma vez e assumiu a educação física da escola. Sua substituta não tinha feito o curso do Ceale, tampouco conhecia a Coleção Instrumentos da Alfabetização.
Esse conjunto de situações, detalhadamente relatado, possibilita pequena análise das situações que ocorrem nas escolas e que repercutem no processo de formação. Em primeiro lugar, se o pesquisador chega “vinculado” à secretaria, há representações dos sujeitos envolvidos as quais podem repercutir no resultado. Além disso, a indicação ocorre num contexto em que se evidencia mais o sucesso do trabalho das professoras. Em outra direção, há aspectos relacionados ao perfil das próprias escolas e de seus profissionais, e, nesse sentido, vimos uma situação em que a escola cria projeto próprio, recupera alguns dados dos textos de formação, ou alguns de seus aspectos, evidenciando alguns modos de “aplicação”; identificamos outras situações em que o processo de formação de alfabetizadores não encontra correspondência com o nível de ensino em que o professor atuará no momento em que as escolas se organizam e distribuem professores entre turmas (de alfabetização ou não) e turnos. Esse último aspecto, especialmente, aponta um processo de mudança contínuo que faz com que haja alterações muito frequentes no perfil de profissionais de uma escola, mesmo quando se pensou que determinada formação específica foi universalizada numa rede de ensino. Algumas dessas condições serão tratadas na análise posterior que faremos.
Tendo em vista tais condições, volto à estaca zero. Considerando ser a última vez que eu iria seguir as indicações da Regional, cheguei à Escola 4. Mais uma vez as apresentações foram feitas, primeiramente para a supervisora e diretora. Diante do exposto, elas convidaram a professora Rosa para a nossa conversa. Ela aceitou fazer parte da pesquisa e esclareceu:
Eu brigo para ficar no pré48. Eu gosto de trabalhar com crianças dessa idade. Ano passado eu não mandei nenhum pré-silábico. Fiquei muito feliz. Eu sei que eu causo polêmica, confusão, mas eu luto pela brincadeira, pela aula especializada, por tempos livres, para ficar com o prezinho (Dados do caderno de campo – 16/04/2008).
Dessa vez a coleta de dados, no caso com a professora Rosa, perdurou durante todo o período desta pesquisa.