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İran Kültürünü Anlamak Üzerine

Pace também tem concluído, através de suas análises, que os valores na qualidade do esforço conduzem a algumas modificações das conclusões de pesquisas anteriores. “Qualidade de esforço, introduzido em equações para predizer o sucesso dos estudantes na faculdade, tem alterado significativamente anteriores generalizações sobre o que melhor

18 Tradução livre de: All learning and development require an investment of time and effort by the student. Time is a frequency dimension. Effort is a quality dimension in the sense that some educational processes require more efforts than others.

representa para a realização.19” (PACE, 1984, p. 54). O valor citado sobre a qualidade do esforço, segundo esse autor, é mais poderoso do que o contexto familiar, identificação étnica ou racial, sexo, idade e outros.

A qualidade do esforço é um conceito útil e mensurável, onde a ideia original de sua medida pode vir a ser a chave para a avaliação da qualidade da Educação Superior, uma vez que vem sendo apoiado por inúmeras análises ao longo dos anos. Qualidade de esforço é um aspecto muito importante no progresso estudantil para a realização de importantes objetivos educacionais.

Uma vez estando os alunos na Educação Superior, o fator que intervém para a realização dos mesmos não é quem eles são ou onde estão, mas sim o que fazem. É a qualidade do esforço que investem sobre os recursos e oportunidades disponibilizadas pela universidade para o desenvolvimento da aprendizagem que faz a diferença. Observa-se, também, que a amplitude ou extensão do esforço dos estudantes está claramente relacionada com a amplitude dos resultados, os quais apresentam avanços significativos em cada objetivo específico.

A qualidade do esforço e a amplitude da alta qualidade dele são indicações de iniciativa. Para Pace (1984) ir para a faculdade já é em si uma iniciativa. Iniciativas como ler muitos livros da biblioteca, participar de comissões no campus ou participar de debates com diferentes temas não são atividades indispensáveis, no entanto, podem contribuir para a aprendizagem e desenvolvimento. São atividades desejáveis pelos professores, mas não obrigatórias.

Na transição do Ensino Médio para a universidade, além da ampliação e aperfeiçoamento dos conhecimentos, se exige muita iniciativa. Isso significa que ir à faculdade, esforçando-se para utilizar as facilidades e oportunidades que ela oferece, se favorece uma boa educação.

Não se pode concluir, então, que a faculdade não tenha influência na educação, embora as orientações dos resultados enfatizem a importância da iniciativa dos estudantes. É a faculdade que fornece os meios e recursos, em primeiro lugar. É ela que administra, bem como os professores que estabelecem as normas intelectuais, a qualidade do desempenho que se espera dos alunos, seus valores e ainda proporciona a qualidade das facilidades no ambiente universitário. “Não há dúvida da ligação entre a qualidade do esforço do aluno com

19 Tradução livre de: Quality of effort, introduced into equations in predicting students success in college, has significantly modified previous generalizations about what best accounts for achievement.

a qualidade das instalações e oportunidades que fazem o esforço ser recompensado.20 (PACE, 1984, p. 97). Assim, há uma relação entre a qualidade de resultados e os recursos, oportunidades disponíveis e a qualidade dos esforços dos alunos. Em muitas universidades o elevado nível de realização está particularmente relacionado ao elevado nível de iniciativa.

Uma medida de sucesso da universidade é a pontuação da qualidade do esforço dos estudantes. Nesse nível de ensino há maior liberdade individual, subentendendo-se uma maior responsabilidade, pois não há um acompanhamento detalhado de como os estudantes na Educação Superior usam o seu tempo.

Para Pace, o “time on task” (1984, p. 55), tempo na tarefa, é muito melhor atribuído/aproveitado pelo estudante quando ele o organiza e não quando é atribuído/determinado pelo currículo.

Nas pesquisas do College Student Experiences Questionnaire não há alguma observação direta equivalente à quantidade de tempo usado na tarefa, mas há comparações entre o tempo gasto e a qualidade desse tempo. Estas comparações foram feitas Friedlander e MacDougall (1991) e demonstraram que a qualidade do tempo gasto é um fator importante para explicar a realização do aluno, justificando completamente o tempo dispensado para tal. Para essas comparações, duas definições são similares à ideia de tempo na tarefa. Uma delas é quanto tempo os estudantes gastam na universidade; o outro diz respeito a quantas horas por semana os estudantes usualmente dispensam em atividades relacionadas com seus trabalhos escolares. A análise confirma a importância do tempo, mas também a grande importância do esforço. Os ganhos relativos às habilidades intelectuais para o ensino apresentam resultados de medidas relacionadas com o tempo que ficam na universidade. Observa-se, ainda, que o número de horas usado na semana em trabalhos acadêmicos está relacionado ao progresso dos objetivos universitários associados com a educação geral e a qualificação intelectual. Os estudantes que gastam muito tempo, porém com uma baixa qualidade têm menos progresso que alunos que dispensam menos tempo, mas com uma maior qualidade.

De acordo com Pace (1984), qualidade de esforço não é o mesmo que motivação. Esta é muitas vezes descrita como um fenômeno psicológico. Qualidade do esforço é uma atividade educativa mais especificamente relacionada com questões diretamente ligadas às experiências educacionais. Tampouco é a qualidade do esforço um traço de personalidade, uma vez que cientistas e engenheiros exibem uma alta qualidade de esforço em diferentes aspectos da sua experiência educacional, e são naturalmente diferentes da personalidade de humanistas e

20 Tradução livre de: There is not doubt a connection between student‟s quality of effort and the quality of facilities and opportunities that make the effort worthwhile.

artistas que também exibem alta qualidade de esforço. “A essência da qualidade do esforço, se é que tem uma essência, pode ser identificada em pesquisa no futuro. Entretanto, nós sabemos que ele é um conceito prático e poderoso que pode enriquecer a nossa compreensão sobre a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos na faculdade21.” (PACE, 1984, p. 102).

Em um sentido muito real, toda experiência na Educação Superior é uma experiência de valor acrescentado. Cada evento que ocorre na faculdade e que se destina a contribuir para a aprendizagem e desenvolvimento do aluno é um evento de valor acrescentado.

O que a pesquisa de Pace (1984) mostra é que esse elemento de valor acrescentado, ou em outros termos, o percentual de estudantes que realizam progressos significativos em direção à realização de importantes objetivos da Educação Superior, é principalmente o resultado da qualidade do esforço colocado pelo estudante em sua educação.

Ainda na década de oitenta tem-se outros olhares a respeito do comprometimento do aluno. Entre eles apresentam-se os trabalhos de Astin (1984) com o envolvimento do estudante; os de Pascarella (1985), voltados para os resultados; integração social e acadêmica de Tinto (1987); e Boas Práticas na Educação Universitária de Chickering e Gamson (1987).