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ICONİUM’DA HIRİSTİYANLIK

Belgede Iconium şehrinin jeopolitiği (sayfa 63-66)

3. SOSYO EKONOMİK YAPI

3.1. DİNİ YAPI

3.1.2. AZİZ PAVLUS/ PAUL VE ARKADAŞLARININ KENTTEKİ FAALİYETLERİ

3.1.2.2. ICONİUM’DA HIRİSTİYANLIK

Definido por Fogaça et al. (1984), o Grupo Costa Sena é caracterizado por duas unidades, as quais são da base para o topo:

 Formação Barão do Guaicuí: com espessura entre os 300 e 1000 metros,

constituída por quartzo-mica xisto, contendo muitas vezes cianita, turmalina e mais raramente lazulita, mostrando intercalações de quartzo xistos, quartzitos, sericita xistos, formações ferríferas bandadas, metavulcanitos ácidos e xistos verdes, e

 Formação Bandeirinha: representada por até 130 metros de quartzitos

(micáceos, puros ou ferruginosos) de granulometria variando de fina a média, contendo intercalações com espessuras até métricas de metaconglomerados polimíticos com matriz quartzítica.

Esta definição, admitida por muitos autores (e.g. Knauer, 1984), é colocada em dúvida em muitos de seus aspectos. Desta forma, Chaves (1987) atribui parte dos xistos da Formação Barão do Guaicuí ao produto da milonitização de rochas do Supergrupo Espinhaço, ao passo que Uhlein (1991), de certa forma corroborando Carvalho (1982), considera essas mesmas rochas xistosas como milonitização das rochas graníticas/gnáissicas do Complexo de Gouveia. Ressalta-se, contudo, que este mesmo autor (Uhlein, op.cit.), utiliza a designação Grupo Costa Sena mais a sul, praticamente com a mesma concepção da definição inicial.

Na década de 90, dúvidas mais consistentes foram levantadas principalmente quanto à Formação Bandeirinha e ao seu posicionamento dentro do Grupo Costa Sena. Deste modo, Almeida-Abreu (1993), Martins-Neto (1993), Almeida-Abreu & Pflug (1994) e Silva (1995a, b) propõem que a Formação Bandeirinha (ou as seqüências deposicionais Basal, Olaria e Natureza de Silva, op.cit.) corresponderia à base do Supergrupo Espinhaço na região de Diamantina. Ao mesmo tempo, Fogaça (1995) mantém de forma algo veemente o posicionamento destes metassedimentos no Grupo Costa Sena.

Knauer (1999) discute detalhadamente estas diferentes concepções, mantendo a definição original, confirmando, assim, as assertivas apresentadas por Fogaça & Schöll (1984), Knauer (1990), Knauer & Grossi-Sad (1995a) e Fogaça (1985, 1995).

2.2.3.1 – Formação Barão do Guaicuí

Constituindo a unidade mais basal do Grupo Costa Sena, a Formação Barão do Guaicuí é formada por litotipos xistosos, muitas vezes miloníticos ou milonitizados, nos quais não se

preservam estruturas primárias (Knauer, 1999). O forte tectonismo que afeta as rochas da unidade impede o estabelecimento de colunas estratigráficas definitivas, na medida em que repetições e/ou supressões de origem tectônica são algo comuns. Sua espessura, de acordo com Fogaça et al. (1984), apresenta variações entre 300 e 1000 metros, exibindo contatos gradacionais com os quartzitos da Formação Bandeirinha (sobrejacente) e, em locais não falhados, contatos por discordância angular e erosiva com os metassedimentos do Supergrupo Espinhaço.

De uma maneira geral, a Formação Barão do Guaicuí é litologicamente constituída por quartzo-sericita xistos, quase sempre contendo cianita e mais raramente lazulita, ocorrendo também variações para rochas ricas em turmalina ou clorita. Petrograficamente, o quartzo é predominante em porcentuais sempre superiores a 40%, atingindo 75% nos termos transicionais para quartzitos (Fogaça, 1995). A cianita é encontrada principalmente nas faixas de deformação mais acentuada, podendo corresponder a uma média de 10-20% dos constituintes (Fogaça, op.cit.).

Knauer (1999), baseado em trabalhos anteriores e dados de campo por ele obtidos, propõe uma divisão (para os afloramentos da porção centro-sul da Folha Diamantina) em três

unidades, designadas informalmente de “Inferior”, “Intermediária” e “Superior”.

A denominada “Unidade Inferior”, com espessuras que atingem poucas dezenas de

metros (e.g. Knauer, 1984), apresenta-se descontínua e com ocorrência apenas local (como, por exemplo, a leste da Fazenda Formação e a oeste de Padre Matias, ambos na Quadrícula de Extração). Predominam xistos a base de sericita/moscovita e clorita, com quantidades muito variadas de quartzo e acessórios comuns epidoto, turmalina e magnetita/martita, além da biotita, mais rara. Cianita não é tão comum, mas pode aparecer localmente, invariavelmente na forma de agulhas milimétricas estiradas e orientadas, nunca excedendo os 8% do volume total da rocha. Assim, em geral se observa uma seqüência marcada pela intercalação, sem um padrão de distribuição estratigráfica relativa, de clorita-quartzo-moscovita/sericita xistos, clorita xistos, sericita-clorita xistos e quartzo-moscovita/sericita xistos.

Intercalados nestes xistos são comuns horizontes métricos de xistos verdes, cujos contatos inferiores (com os sericita-xistos) são concordantes e marcadamente bruscos. O tipo mais incomum destes xistos verdes é caracterizado (e.g. Knauer, 1984) mineralogicamente pelo predomínio de tremolita/actinolita, clorita e sericita, apresentando como acessórios turmalina, epidoto e leucoxênio, com quartzo relativamente raro (não ultrapassando 10%).

A “Unidade Intermediária” é a de maior desenvolvimento estratigráfico e geográfico na

Folha Diamantina, chegando a apresentar espessuras inferidas em mais de 300m. Os litotipos dominantes variam desde quartzo-sericita/moscovita xistos e quartzo-cianita-sericita/moscovita xistos até sericita-quartzo xistos e cianita-sericita-quartzo xistos. Mineralogicamente, além do quartzo, da sericita/moscovita e da cianita, adquirem importância variável cloritóide, clorita e

turmalina. Em alguns afloramentos, fosfatos de alumínio e ferro podem aparecer nestas rochas, seja de forma dispersa ou formando bolsões centi- a decimétricos de maior enriquecimento, seja reconcentrados em veios de quartzo. Estes fosfatos estão representados em sua maior parte por ferro-lazulitas e em menores porcentagens, por augelita (Hoffmann, 1980).

Também nesta “Unidade Intermediária”, Knauer (1999) reconhece, localmente (e.g.

norte de Barão do Guaicuí, na Quadrícula de Guinda), intercalações centimétricas até decimétricas de formações ferríferas bandadas do fácies óxido. Outras intercalações que podem ocorrer são de quartzitos quase sempre finos a médios e com conteúdos variáveis em micas (sericita/moscovita) além de, muito localmente, intercalações centimétricas de finos fuchsita- quartzitos.

A chamada “Unidade Superior” da Formação Barão do Guaicuí, nem sempre presente

na Folha Diamantina, é caracterizada por até 60 ou 100 metros de quartzo xistos com menores quantidades de sericita/moscovita e cianita. Nesta unidade, as intercalações quartzíticas (de granulometria predominantemente média, localmente fina) tornam-se progressivamente mais comuns em direção ao topo, quase sempre com conteúdos mais ou menos importantes de cianita.

A seção-tipo da unidade (Fogaça et al., 1984), localizada na Folha Presidente Kubitschek, mais especificamente na Serra da Paraúna em seu trecho na Quadrícula de Costa Sena, apresenta espessuras da ordem dos 600 metros e permite antever uma divisão tríplice de certa forma similar àquela apresentada para a região de Diamantina (Figura 2.2.7).

Knauer & Grossi-Sad (1995b) reafirmam, para a maioria destas rochas uma origem sedimentar (como já proposto, entre outros, por Fogaça, 1982, 1985; Knauer, 1984, 1990). Além dos xistos verdes, em sua maioria produtos do metamorfismo sobre vulcânicas/tufos básicos, também metavulcânicas ácidas (riolitos e/ou tufos riolíticos) parecem representar uma pequena parte da unidade (e.g. Hoffmann, 1983b; Fogaça, 1982).

Estas metavulcânicas ácidas, de difícil reconhecimento em campo (Knauer, 1990), são caracterizadas como rochas rosadas a esbranquiçadas, apresentando matriz fina e xistosa a quartzo, sericita, turmalina e alguma cianita envolvendo porfiroclastos de quartzo. As poucas e incompletas análises químicas existentes mostram uma filiação calcialcalina, indicando ambientes compressivos para sua geração. Estas mesmas rochas foram datadas na região de Ouro Fino por Machado et al. (1989) através da metodologia U/Pb em zircões, e a idade de 2049  16 milhões de anos obtida pode representar o início da colisão responsável pelo chamado

Figura 2.2.7: Coluna estratigráfica da Formação Barão do Guaicuí na Serra do Paraúna,

2.2.3.2 – Formação Bandeirinha

Equivalente ao antigo Grupo Maquiné Superior definido por Schöll & Fogaça (1979) e

à “Seqüência Superior de Quartzitos e Metaconglomerados” na concepção de Schöll & Fogaça

(1981), a Formação Bandeirinha é constituída por um conjunto de quartzitos com lentes de metaconglomerados, com espessura que não ultrapassa 150m (Fogaça & Schöll, 1984, figura 2.2.8). Com área de afloramento restrita as quadrículas Sopa, Guinda e Extração (e, talvez, esparsas ocorrências na Quadrícula Costa Sena, Fogaça, 1982), constitui-se, ainda, em objeto de controvérsias entre os pesquisadores da região.

O contato inferior com a Formação Barão do Guaicuí é quase sempre gradacional (Schöll & Fogaça, 1981; Knauer, 1990, 1999; Fogaça, 1995), apesar de Silva (1995a) considerar esses contatos tectônicos.

Em sua seção-tipo (margens do Córrego Olaria e proximidades da altitude máxima da BR-367) a porção basal desta seqüência é constituída por quartzitos finos, puros ou micáceos, com variações laterais e verticais para quartzo-xistos finos (Schöll & Fogaça, 1981). Além de quartzo e sericita-moscovita pode aparecer, como minerais acessórios, cianita, feldspato potássico (microclina) e hematita (Knauer, 1999).

Esta porção basal gradaciona para um pacote composto por quartzitos finos a médios, localmente grossos, micáceos (porém em menor proporção do que aqueles da seqüência basal), quase sempre possuindo coloração avermelhada intensa, proveniente da presença fina de óxidos de ferro nas bordas dos grãos de quartzo (Schöll & Fogaça, 1981). Almeida-Abreu (1993) interpreta estes quartzitos avermelhados como red beds, depositados em ambientes continentais, com o que não concorda Silva (1995a).

A porção superior da Formação Bandeirinha é representada por lentes metaconglomeráticas polimíticas contendo, principalmente, seixos de quartzitos (claros ou avermelhados), além de seixos de quartzo, itabirito, jaspilito e quartzitos ferruginosos (Schöll & Fogaça, 1981).

Conforme Schöll & Fogaça (op.cit.) e Fogaça (1995), em todos os quartzitos são freqüentes as estratificações cruzadas tabulares de médio e grande porte, ângulo muito baixo (10-15º) e tangenciais a base dos estratos; já as estratificações acanaladas são pouco comuns. Marcas onduladas, normalmente assimétricas, são também raras, sendo mais freqüentes na porção superior da unidade.

Fogaça & Schöll (1984), baseados nessas características da Formação Bandeirinha, interpretam o ambiente de sedimentação como praiano, com o que não concordam Knauer (1990) e Almeida-Abreu (1993) que visualizam uma deposição em ambientes dominantemente continentais (fluviais e eólicos).

Figura 2.2.8: (a) Coluna estratigráfica simplificada das seqüências da Serra do Espinhaço na

região de Guinda e Gouveia; subdivisões do Supergrupo Rio Paraúna segundo Fogaça et al. (1984) e Supergrupo Espinhaço segundo Pflug (1968) e Schöll & Fogaça (1979). (b) Coluna estratigráfica da Formação Bandeirinha do Grupo Costa Sena (Supergrupo Rio Paraúna). (c) Coluna estratigráfica das Formações São João da Chapada e Sopa-Brumadinho e seus respectivos níveis (Supergrupo Espinhaço); o Nível F corresponde ao Membro Campo Sampaio de Fogaça & Almeida-Abreu (1982), e os níveis D e E, Datas e Caldeirões, respectivamente (Almeida-Abreu, 1993), retirado de Fogaça (1995).

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