3. SOSYO EKONOMİK YAPI
3.2. KÜLTÜR SENTEZİ
3.2.1. HİTİT DÖNEMİ IKKUWANIA
Com ampla distribuição na Folha Diamantina, a Formação Sopa-Brumadinho representa a unidade mais importante do Supergrupo Espinhaço, tendo sido objeto de trabalhos de detalhe tanto por permitir correlações estratigráficas em nível regional, quanto por seu potencial econômico. Estes estudos (e.g. Schöll, 1980; Schöll & Turinsky, 1980; Fogaça & Almeida- Abreu, 1982; Alvarenga, 1982; Almeida-Abreu & Munhoz, 1983; Almeida-Abreu et al., 1987) propiciaram o aparecimento de subdivisões estratigráficas mais apuradas, que culminaram com a proposta de Almeida-Abreu et al. (1993), o qual (em substituição aos níveis “D”, “E” e “F” de Schöll & Fogaça, 1979) reconheceu três membros, designados respectivamente de Datas, Caldeirões e Campo Sampaio, este último já proposto por Fogaça & Almeida-Abreu (1982).
Estudos paleogeogáficos e de fácies sedimentares em detalhe da Tectonosseqüência Sopa-Brumadinho podem ser encontrados, por exemplo, em Martins-Neto (1993, 1995b, c).
O Membro Datas, porção mais basal da unidade, é constituído por uma associação de 30-40m de espessura de filitos e quartzitos micáceos finos. Apresenta contatos normalmente gradacionais com rochas da Formação São João da Chapada na base, e com rochas do Membro Caldeirões no topo. Neste último caso, quando a base do Membro Caldeirões é representada por metaconglomerados, podem ocorrer contatos bruscos (e.g. Knauer, 1990), marcando uma irregular superfície de discordância erosiva.
Variações laterais e verticais são comuns, ocorrendo, contudo, uma maior concentração de quartzitos na sua porção mediana, os quais podem ser distinguidos por granulometria fina, teor elevado de micas, estratificações cruzadas de pequeno porte (às vezes, laminações cruzadas) e laminações irregulares de corrente. Os filitos, quase sempre muito intemperizados (às vezes caolinítico) ou capeados por manto de alteração são constituídos por sericita e moscovita (mais raramente clorita e biotita), quartzo (até 50%), turmalina (3-10%) e opacos (hematita e magnetita/martita).
O Membro Caldeirões, com espessuras variando entre 100 e 200 metros, é caracterizado por um arranjo imensamente heterogêneo de litotipos de seção para seção em que predominam quartzitos e metaconglomerados em horizontes descontínuos ao longo do trend regional N-S (cf. Schöll, 1980). Os quartzitos são ferruginosos, com granulometria média a grossa, apresentando quantidades variáveis de sericita/moscovita. Os óxidos de ferro, normalmente hematita, podem estar difusos na matriz ou formando bandas milimétricas mais enriquecidas;
localmente podem constituir concreções ferruginosas de tamanhos centimétricos até decimétricos, as quais podem reaparecer retrabalhadas nos metaconglomerados da unidade.
As rochas mais características do Membro Caldeirões, correspondente à “fácies conglomerática” de Schöll & Fogaça (1979), são os metaconglomerados associados a estratos
marcados por variados tipos de quartzitos (finos, médios, grosseiros e puros, micáceos ou ferruginosos), e, menos comumente, filitos, metassiltitos e, em vários locais, filitos hematíticos relacionados a xistos verdes, tanto na forma de diques como em níveis métricos intercalados nos quartzitos (estes últimos estudos em detalhe por Hoppe & Otto, 1982).
Os metaconglomerados correspondem a corpos lenticulares métricos (0,20–0,30m a 2- 3m de espessura e extensões extremamente variadas, podendo atingir 150-200m), a bancos tabulares ou então (cf. Almeida-Abreu, 1993) a leques (lobos) com raios de poucos a vários metros com faces voltadas para leste. Predominam os tipos polimíticos, com matriz essencialmente quartzítica média até grosseira, possuindo conteúdos variáveis em micas e/ou óxidos de ferro e quantidades acessórias de zircão, turmalina e, raramente, rutilo. Entre os seixos, normalmente com bom grau de arredondamento e dimensões que variam de alguns a 25-30cm de diâmetro, predominam os de quartzitos (a maioria também encontrados na seqüência metassedimentar do Membro Caldeirões ou dos níveis mais basais das formações Sopa-Brumadinho e São João da Chapada) sobre menores quantidades de quartzo de veio, de filitos, de metassiltitos e de metaconglomerados. Seixos de formações ferríferas bandadas, de metavulcânicas ácidas e xistos verdes (sericita-clorita xisto) são ocasionais.
Destacam-se como estruturas sedimentares preservadas, além do acamamento, diversos tipos de estratificações cruzadas, em geral de médio porte (localmente de grande porte), incluindo tabulares, tangenciais a base, acanaladas e, localmente, “espinha de peixe” (Knauer, 1990). Marcas onduladas, tanto simétricas como assimétricas, são facilmente reconhecíveis, com variados tamanhos e comprimentos de onda.
O Membro Campo Sampaio, unidade superior da Formação Sopa-Brumadinho, possui distribuição mais restrita e localizada, com espessuras entre 2-3m a 50m (Fogaça, 1995). Com as seqüências do Membro Caldeirões, apresenta contatos inferiores marcadamente gradacionais, sendo caracterizado por um predomínio de metapelitos e quartzitos finos mais para o topo. Intercalados neste conjunto e com contatos bruscos e erosivos, ocorrem horizontes métricos (até 3m) de metabrechas polimíticas de matriz filítica e seixos angulosos e centimétricos de quartzitos predominantemente ferruginosos e peculiarmente oxidados (arroxeados, Fogaça,1995).
Apresenta, freqüentemente, um excelente grau de preservação de estruturas sedimentares de pequeno porte, incluindo laminações plano-paralelas e cruzadas, irregulares ou flaser, “espinha de peixe”, além de marcas onduladas, inclusive de interferência (Fogaça & Almeida-Abreu, 1982).
2.2.4.2 – Formação Galho do Miguel
Definida por Pflug (1968), a Formação Galho do Miguel corresponde à unidade com maior extensão geográfica da Folha Diamantina, ultrapassando 1000km2 (Fogaça, 1995). Destaca-se das demais unidades por possuir considerável homogeneidade litológica, comportando, da base para o topo, espessas camadas de quartzitos com alto grau de maturidade
(quartzo arenitos ou “ortoquartzitos”) e abundantes estratificações cruzadas de grande porte
(mega-estratificações). Espessuras máximas são estimadas em até 3000 metros por Pflug (op.cit.), e entre 1000 e 1200 metros por Fogaça (op. cit.).
Petrograficamente correspondem a quartzitos com granulação variando de fina a média, com alto grau de maturidade (constituídos por mais de 95% de quartzo), podendo, raramente, apresentar como acessórios sericita/moscovita, turmalina, opacos e, localmente, grãos de feldspato potássico. Os quartzitos micáceos (contendo sericita/moscovita) são mais freqüentes nas porções basal e no topo da unidade (e.g. Fogaça, 1995), apresentando-se como uma variação vertical dos pacotes de quartzitos puros.
Os contatos inferiores, quando não tectônicos, assinalam uma superfície de discordância regional (Schöll, 1980). Apenas localmente podem ser observados contatos inferiores gradacionais com a porção superior do Membro Campo Sampaio, marcados por uma progressiva diminuição na quantidade de sericita/moscovita. Características gradacionais são também observadas no contato com a Formação Santa Rita, unidade sobreposta (e.g. Knauer & Grossi-Sad, 1995a). A espessura da zona de transição varia de 1-10m (Diniz & Pinheiro, 1980, in Fogaça, 1995), ocorrendo predomínio de quartzitos sericíticos, bimodais e filitos quartzosos acinzentados.
Estratificações cruzadas gigantes caracterizam, principalmente, a porção basal da unidade, podendo atingir alturas de 15-20m e extensões laterais com 100-200m (Schöll & Fogaça, 1979), predominando os tipos tabulares, tangenciais à base e acanaladas. Marcas onduladas também são comuns, podendo ser simétricas ou levemente assimétricas, retilíneas ou sinuosas e de claro caráter bifurcado (e.g. Fogaça, 1995; Knauer, 1999).
O contexto paleoambiental da Formação Galho do Miguel foi interpretado como marinho (Pflug, 1968; Schöll & Fogaça, 1979; Pflug et al., 1980; Fogaça, 1985), contudo a partir da década de oitenta, trabalhos (e.g. Dossin et al., 1985), sugerem um ambiente continental (eólico), localmente com algum retrabalhamento marinho, para a sedimentação das rochas desta unidade. Almeida-Abreu (1993), por exemplo, utilizando dados apresentados por Köster (1984, in Almeida-Abreu, 1993), que descreve metarenitos vermelhos e metapelitos com níveis de turmalina e estratificações convolutas na região de Santa Rita, caracteriza depósitos do tipo wadi desenvolvidos em playas durante a sedimentação da unidade.
O Grupo Conselheiro Mata (termo introduzido por Dossin et al., 1984) distribui-se por cerca de 1000km2, sendo exclusivo da borda oeste da Serra do Espinhaço Meridional. Suas seqüências, podendo atingir 800m de espessura (Knauer, 1999), foram originalmente definidas por Pflug (1968), sendo denominadas, da base para o topo, de formações Santa Rita, Córrego dos Borges, Córrego da Bandeira, Córrego Pereira e Rio Pardo Grande (Figura 2.2.9).
Para Dupont (1995), o Grupo Conselheiro Mata corresponderia a uma superposição de três seqüências deposicionais, cada uma com porção basal transgressiva e superior progradante, com subdivisão marcada por três superfícies de afogamento nas porções intermediárias das formações Santa Rita, Córrego da Bandeira e Rio Pardo Grande (Figura 2.2.10). De acordo com Martins-Neto (1995b, c, 1998, 2000), a “Tectonosseqüência” Conselheiro Mata marcaria a fase flexural da Bacia Espinhaço, com sua base representando a expressão geográfica máxima do
“Mar Espinhaço”.
Figura 2.2.9: Perfil estratigráfico do Grupo Conselheiro Mata (Dupont, 1995).
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