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DENETİMİN PLANLANMASI MÜŞTERİ SEÇİMİ VE İŞİN KABULÜ

3.9. DENETİMDE ÖRNEKLEME

3.11.6. İç Denetim Sürec

3.11.6.4. İzleme ve Değerlendirme

O arcabouço keynesiano pode ser considerado um marco conceitual importante para discutir as formas adequadas de intervenção estatal, proporcionando as bases necessárias para debater seus efeitos e as consequências do uso de políticas públicas sobre as variáveis macroeconômicas relevantes. Sob a ótica de Kicillof (2008, p. 17), “[o] nome de Keynes segue ainda ligado ferrenhamente às políticas econômicas expansivas e, de uma perspectiva mais ampla, a todo avanço da intervenção do Estado nos assuntos econômicos”.

O Estado tem ferramentas necessárias para induzir o crescimento econômico e o progresso da sociedade. Um papel governamental importante a ser destacado é a fixação de políticas monetárias adequadas, especialmente no tocante ao controle da taxa de juros e à facilitação do crédito, dado que por meio destes mecanismos pode-se influenciar positivamente o volume de investimentos e de empregos. Além da gestão macroeconômica responsável, outra função protagonista para o Estado no desenvolvimento econômico é através de uma maior participação nas inversões de longo prazo, pois boa parte da poupança social está com o poder público, que tem a capacidade institucional para fomentar os empreendimentos de grande porte, essencialmente os de infraestrutura básica.

Diferentemente da posição neoliberal defendida pelo Consenso de Washington, o poder público tem papel crucial na promoção do desenvolvimento econômico, devendo atuar na estabilização econômica; na produção de bens públicos; na promoção de políticas industrial e regional; no fomento à ciência e tecnologia; além das funções clássicas de redistribuição de renda e bem-estar social, privilegiando os gastos primários em saúde, educação, assistência e previdência social. Conforme Silveira (2004, p. 30):

uma importante justificativa para a intervenção do Estado na economia reside na existência de falhas de mercado, quando o sistema econômico não cumpre sua função de alocar eficientemente os recursos por razões de monopólio natural, informações assimétricas, bens públicos e externalidades.

As características específicas dos bens públicos – a não-rivalidade e a não- exclusividade no consumo13 – criam desincentivos para sua oferta pelo setor privado. Portanto, “a responsabilidade pela oferta dos bens públicos torna-se uma incumbência do estado, que financia sua produção mediante a cobrança compulsória de tributos” (SILVEIRA, 2004, p. 32).

As despesas com infraestrutura econômica (energia, transporte e telecomunicações) e social (educação, saúde, saneamento e urbanização) são exemplos de bens públicos que criam externalidades positivas ao produzir benefícios para todos os setores da economia e ajudar a aumentar a produtividade sistêmica. A intervenção do Estado nestes setores é necessária. “no caso específico da infraestrutura econômica, apesar da privatização ocorrida na maior parte deste setor ao longo dos anos 90, o Estado ainda tem um papel importante a desempenhar” (SILVEIRA, 2004, p. 62), sendo o co-responsável pelo provimento de tais bens e agente regulador do setor que os envolve a fim de evitar a escassez na oferta dos serviços.

O Governo exerce papel crucial em vários aspectos relacionados com as atividades construtivas. Na ótica de Finkel (1997), a influência mais significativa é como demandante de produtos e serviços finais prestados pela construção. Como enfatiza o autor:

Desde que tenha havido Governo houve participação do sector público na indústria da construção. (…) A infra-estrutura tem sido historicamente o domínio do Governo, de estradas para a navegação de metrô. Como Governo ramificada, na sequência da

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Uma mercadoria é considerada não-rival e não-exclusiva quando seu consumo por um indivíduo não diminui e nem exclui seus benefícios para o resto da coletividade, com custo marginal zero para um consumidor adicional.

revolução de Keynes do 30´s, então, fez seu papel no sector da construção (FINKEL, 1997, p. 72).

No caso particular da economia brasileira, os gastos governamentais têm peso significativo no nível de atividades da construção. Este argumento é compartilhado por Scherer (2007, p. 34-35), que destaca como aspecto peculiar da construção nacional – essencialmente no que respeita às obras de construção pesada:

[A] estreita vinculação com o Poder Público, historicamente o principal cliente do setor. Mesmo em situações mais recentes, nas quais a iniciativa privada tem assumido o lugar de cliente principal, instituições públicas continuam ocupando espaços mediante a adoção de políticas de fomento e de financiamento de obras.

O ponto central desta questão é enfatizar que os investimentos públicos em infraestrutura são resultados de decisões políticas.

O Estado também exerce papel importante no monitoramento do nível de concorrência do setor, por se tratar, muitas vezes, da produção de bens públicos. Conforme esclarecem Teixeira e Carvalho (2006, p. 12), "grande parte dos produtos finais da indústria de construção são bens de caráter público, que não são administrados pelo mercado, e, portanto, devem ser geridos politicamente, sendo importantes instrumentos de política pública". E, neste contexto, o setor deve ser objeto de acompanhamento por parte dos gestores dos recursos da sociedade. Possas, Fagundes e Ponde (1998, p. 35) explicam que:

os setores de serviços de infraestrutura (public utilities), tradicionalmente monopólios privados ou estatais, têm experimentado um processo de transformação estrutural, em que a concorrência, pela entrada de novos competidores em alguns segmentos de mercado, coexiste com a necessidade de regulação sobre segmentos ainda monopólicos. Como resultado, tais setores se tornam, simultaneamente, sujeitos tanto a regimes de regulação como às regras de defesa da concorrência, delimitadas pela legislação antitruste de cada país. A integração harmônica entre essas duas dimensões não é uma tarefa fácil, embora ambas sejam necessárias para limitar o poder de mercado dos monopólios e encorajar a competição.

De igual importância é a atividade regulatória do governo no tocante ao monitoramento dos custos e da qualidade dos processos e produtos finais da construção. Em nível nacional, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habit (PBQP-H) se propõe a organizar o setor pela melhoria da qualidade nas obras brasileiras. A certificação PBQP-H vem sendo exigida desde 1992 em algumas licitações de obras habitacionais financiadas por instituições governamentais, o que tem servido como diferencial em nível de concorrência entre as empresas de construção.

Outro aspecto da intervenção estatal na indústria da construção é por meio da legislação pertinente ao setor. A administração pública é responsável pelo aparato legal subsidiário à concessão de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) destinado ao setor e também pela permissão de licenças para construção e liberação dos certificados de habite-se. Além disto, o Estado é, em última instância, o responsável pela regulamentação e fiscalização das condições de saúde e segurança de trabalho nas obras de construção. O Estado é também o árbitro final nas negociações de barganhas coletivas entre sindicatos patronais (altamente organizados) e os sindicatos representativos dos trabalhadores da construção.

O investimento público em construção depende dos gastos de capital inseridos nos orçamentos federal, estadual e municipal das administrações direta, indireta e autarquias, bem como nos orçamentos das empresas estatais. Depende, portanto, da decisão política de governo, que se expressa na política fiscal. O investimento privado no setor depende das decisões empresariais, que são realizadas mediante comparações entre a expectativa das taxas de lucro e o custo de oportunidade do financiamento da produção, considerando o estado de confiança dos mesmos em relação ao ambiente econômico presente e prospectivo. O grau de confiança dos empresários é que define os rendimentos prospectivos esperados dos bens de capital para a composição da EMgC, sendo função do comportamento especulativo dos agentes econômicos, das incertezas e riscos associados às decisões futuras e da natureza monetária da taxa de juros. Certamente o Governo tem papel crucial na definição de um ambiente econômico favorável às decisões privadas de investimento. Na formatação das expectativas empresariais de lucro, pesam a política creditícia, a política tributária, a estabilidade política e macroeconômica, a existência de marcos regulatórios confiáveis, a expectativa de um mercado consumidor em expansão e a existência de infraestrutura core que afeta a produtividade e competitividade da produção. Assim, a construção está intrinsecamente associada e é dependente do Estado para impulsionar seu desenvolvimento sustentado.