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DENETİMİN PLANLANMASI MÜŞTERİ SEÇİMİ VE İŞİN KABULÜ

3.9. DENETİMDE ÖRNEKLEME

3.11.5. İç Denetimin İşlevler

Um dos focos centrais do sistema teórico keynesiano é analisar os fatores que influenciam o volume de investimentos, uma vez que o nível de inversão corrente é a causa causantes do nível de produção e emprego de equilíbrio. Os investimentos são uma variável dependente e determinante no sistema econômico. As inversões são a pedra angular na determinação do nível de emprego da economia. No curto prazo, a propensão marginal a consumir é relativamente constante, de maneira que as flutuações econômicas devem ser originadas principalmente nos elementos que influem sobre as inversões (KICILLOF, 2008).

E no que diz respeito aos determinantes do investimento, há uma oposição diametral entre Keynes e a representação teórica tradicional. A teoria clássica (e também neoclássica atual) sustenta que o capital é um fator de produção – assim como o trabalho -, de modo que é sempre possível calcular seu rendimento marginal em termos físicos através de uma função de produção agregada com proporções variáveis e rendimentos decrescentes. A decisão de

investir surge da maximização de lucros para o capitalista individual ao comparar a produtividade física marginal do capital com sua rentabilidade, medida pela taxa de juros. A curva de demanda por investimentos das empresas tem inclinação negativa com respeito à taxa de juros, que aparece indissociável da produtividade física do capital11. Assim, a taxa de juros é determinada no lado real da economia, pela interação entre oferta e demanda por investimentos.

Em contraponto, Keynes (1964) apresenta em seu sistema teórico a EMgC, que difere radicalmente do produto físico dos bens de capital. Conforme argumenta Kicillof (2008, p. 367-368):

(...) a eficiência marginal do capital é o rendimento esperado em dinheiro atribuído ao emprego de um ativo de capital determinado. Os bens de capital não são homogêneos, de maneira que Keynes em nenhum momento se refere ao volume de capital em seu conjunto. Cada tipo particular de equipamento – e não o capital em geral ou o capital agregado – tem sua própria eficiência marginal: uma taxa de rendimento esperado vinculado à produção de uma unidade adicional de equipamento.

A curva de eficiência marginal de determinado capital se apresenta negativamente inclinada em relação ao montante dos investimentos neste capital pela influência dos últimos no preço de mercado (custo de reposição) do equipamento de capital e no preço de venda do seu produto. Contudo, a EMgC não pode ser confundida com a produtividade física do capital, visto que não relaciona unidades do produto com unidades do capital. Os empresários tomam suas decisões de investimento comparando a EMgC com a taxa de juros corrente do mercado, de modo que em equilíbrio as duas se igualem. Em equilíbrio, o preço de oferta de cada capital se iguala ao seu preço de demanda calculado pelo valor presente das anuidades descontadas a uma taxa de juros corrente. Contudo, isto não significa que a taxa de juros represente o rendimento do capital, pois a primeira é dada no mercado monetário pela interação da demanda e oferta de dinheiro.

A EMgC depende das expectativas empresariais sobre rendimentos futuros e é por isto que ela se torna o fator mais sensível de todo o sistema econômico de Keynes, estando sujeita a flutuações abruptas que explicam os ciclos econômicos de curto prazo. As decisões de

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Esta representação teórica remonta a Marshall (1890) e Walras (1874), prevalecendo até hoje nos manuais de microeconomia contemporâneos.

investimento dependem da percepção dos investidores (capitalistas inversores) sobre o melhor uso alternativo para a sua riqueza. No momento de decidir sobre a aquisição de um bem de capital, o investidor incorpora no cálculo as expectativas ou previsões futuras sobre a evolução da economia em seu conjunto durante o tempo de vida útil prevista para o investimento. Daí a importância das expectativas positivas sobre o cenário econômico nas decisões de investimento. Desta forma, a eficiência marginal esperada do capital se torna muito sensível às mudanças de humor no mercado financeiro e alheia à rentabilidade real dos negócios.

O estado de confiança dos agentes econômicos é um dos principais determinantes da EMgC, definida como a taxa de desconto que iguala o valor presente do ganho prospectivo do bem de capital durante sua vida útil ao seu preço de mercado. Assim, nas decisões de investimento, as expectativas de retornos do bem de capital são comparadas ao seu preço de oferta, e a taxa de investimento será determinada na curva de demanda por investimento no ponto em que a EMgC for igual ou maior que a taxa de juros nominal. A demanda de investimento depende da comparação entre a taxa de retorno sobre custos e a taxa de juros; a indução de novos investimentos depende das expectativas de retornos (ou renda prospectiva do capital) serem maiores que a taxa de juros de mercado. A EMgC considera não apenas os ganhos correntes, mas também as expectativas de ganhos futuros de um determinado estoque de capital, dado que a economia não é estática, mas dinâmica, de modo que as expectativas futuras interferem nas decisões presentes. Conforme Keynes (1964, p. 135), “as expectativas em relação ao futuro deveriam afetar o presente por meio do preço de demanda dos bens duráveis”. A EMgC é importante porque é através dela, bem mais do que a taxa de juros, que as expectativas em relação ao futuro influenciam as decisões presentes. Mas a situação presente também entra na formação das expectativas de longo prazo, e as incertezas quanto ao futuro ajudam a definir a taxa de juros de mercado.

No sistema de Keynes, o rendimento esperado do capital produtivo não é calculado em bases objetivas e racionais, mas se converte em uma variável independente, de natureza psicológica, que varia com as expectativas sobre o futuro incerto (KEYNES, 1964). O desconhecimento do futuro é inevitável e se converte num fator de erro e de instabilidade para

a demanda de bens de capital. Os investimentos são fortemente influenciados pelas atividades especulativas do mercado de capital privado. Conforme explica Kicillof (2008, p. 79):

(...) é impossível realizar um cálculo matemático exato sobre bases objetivas dos lucros que resultarão realmente de um negócio. A incerteza sobre o futuro cresce, naturalmente, junto com o prazo envolvido no cálculo. Esta é uma barreira difícil do sistema, pois não existe e nem existirá nunca um conhecimento certo acerca do futuro e o futuro está envolvido em toda decisão de investir.

Para Keynes, as decisões de investir em nível agregado não resultam do equilíbrio entre as curvas de poupança e investimento – não têm origem na psicologia do indivíduo poupador que requer uma recompensa pela espera e pela abdicação ao consumo cotejada com a maximização do lucro empresarial dada pelo produto marginal do capital. O investidor dispõe de múltiplas opções para conservar sua riqueza (dinheiro, ações ou diversos outros títulos negociados nos mercados financeiros organizados), de modo que nem sempre está obrigado a comprar um novo equipamento de capital produtivo. Nas decisões de investimento, o investidor compara o rendimento futuro da inversão com a taxa de juros monetária corrente. Se esta última superar a taxa de rentabilidade esperada do investimento, a decisão de investir não se realizará. As decisões de investimento dependem do rendimento em dinheiro das diferentes opções de investimento disponíveis, de modo que o investidor está a todo instante comparando o preço dos seus ativos cotados no mercado.

Há numerosos fatores instáveis que podem influenciar os preços dos títulos das empresas, que muitas vezes refletem mais o estado de ânimo dos agentes econômicos e as expectativas sobre os lucros em relação à variação do valor das ações das empresas do que seu próprio desempenho econômico. E, através dos preços dos títulos das empresas, o estado de confiança da economia afeta o cálculo da rentabilidade esperada do investimento, determinando o volume dos investimentos. As incertezas e expectativas afetam especialmente os investimentos de maior monta e com períodos de maturação mais prolongados. Assim, as expectativas dos agentes econômicos condicionam os movimentos da rentabilidade esperada e têm um papel crucial no sistema econômico, já que intervêm nas decisões de investimentos. O valor das ações das empresas acaba dependendo pouco da natureza, da situação atual, rendimentos reais e das perspectivas dos negócios envolvidos com a empresa em si,

convertendo-se em um mero valor convencional e arbitrado no mercado, onde predominam as incertezas, a irracionalidade e a instabilidade.

2.5 A TEORIA FUNDAMENTAL DO DINHEIRO, DA TAXA DE JUROS E DO