A PDT foi realizada 48 horas após a segunda imunossupressão (7º dia de experimento), assim como a avaliação dos demais grupos. Previamente a realização da PDT, as soluções estoque do FS foram preparadas e envoltas por papel alumínio até o momento do uso, como já comentado anteriormente. Os animais foram avaliados de acordo com o grupo que pertenciam.
- Grupo P+L+s
Os animais pertencentes a este grupo foram submetidos a PDT, utilizando-se o PDZ diluído em salina na concentração de 100 mg/L. Para isto, os animais foram inicialmente anestesiados intraperitonealmente através da injeção de 200 µL de solução anestésica (Figura 15) que continha Ketamina, anestésico geral (Figura 13); Xilazina, relaxante muscular (Figura 14) e soro fisiológico, na proporção de 2:1:17, respectivamente, obtendo-se a solução anestésica.
Figura 15 – Aplicação intraperitoneal da solução de anestésico geral. Araraquara, 2012.
Figura 16 – Exposição do dorso da língua do animal previamente à aplicação do FS e realização da PDT. Araraquara, 2012.
Após anestesia, os animais foram colocados em posição supina e, com o auxílio de uma pinça clínica, a língua dos camundongos foi cuidadosamente posicionada para fora da cavidade oral dos mesmos (Figura 16).
Em seguida, realizou-se aplicação tópica de 50 µL do FS diluído em salina na região dorsal da língua (Figura 17). Nesse momento, a língua foi posicionada no interior da cavidade oral e os animais ficaram em repouso no escuro durante 20 minutos (tempo de pré-irradiação). Decorrido este tempo, as línguas dos animais foram posiciosadas novamente para fora da cavidade oral e iluminadas por 14 minutos com a extremidade da caneta LED em contato com o dorso lingual (Figura 18). Após a PDT, realizou-se a recuperação de C. albicans da língua dos animais por meio da coleta com mini-swabs estéreis que estavam previamente embebidos em 1 mL de solução salina estéril. Para isso, os swabs foram esfregados sobre o dorso das línguas dos animais durante 1 minuto (Figura 19).
Figura 14 – Embalagem comercial de Xilazina. Produtos Veterinários J. A. Ltda, Patrocínio Paulista, 2012.
Figura 13 – Embalagem comercial de Ketamina. Produtos Veterinários J. A. Ltda, Patrocínio Paulista, 2012.
Figura 19 – Recuperação de C. albicans após PDT. Araraquara, 2012.
Figura 17 – Aplicação do PDZ diluído em salina na língua do camundongo, com o auxílio de uma pipeta. Araraquara, 2012.
Figura 18 – Iluminação da região dorsal da língua com luz LED (660 nm) por 14 minutos. Araraquara, 2012.
- Grupo P+L+h
Este grupo experimental recebeu o mesmo tratamento que o grupo anterior, porém, o FS PDZ foi diluído em outro veículo, o hidrogel, na mesma concentração utilizada (100 mg/L). As Figuras 20 e 21 mostram a aplicação do PDZ com o auxílio de uma seringa no dorso lingual. Após a aplicação do FS, os procedimentos de incubação e iluminação foram realizados conforme descrito para o grupo P+L+s.
Figura 21 – Aspescto do dorso lingual após a aplicação do PDZ diluído em hidrogel. Araraquara, 2012.
Figura 20 – Aplicação do PDZ diluído em hidrogel na língua do camundongo, com o auxílio de uma seringa. Araraquara, 2012.
- Grupo P+L-s
Os animais pertencentes a este grupo receberam apenas aplicação do FS, porém não foi realizada iluminação, a fim de se verificar um possível efeito tóxico do FS aplicado. Como no grupo anterior, após dois dias da segunda imunossupressão, os animais foram anestesiados e receberam aplicação tópica do FS, diluído em solução salina, durante 20 minutos na região dorsal da língua na mesma concentração avaliada. Após esse período, foi realizada recuperação do micro-organismo da língua dos animais por meio da coleta com mini-swabs estéreis, por 1 minuto.
- Grupo P+L- h
Este grupo experimental recebeu o mesmo tratamento que o grupo anterior, porém, o FS PDZ foi diluído em outro veículo, o hidrogel, na mesma concentração utilizada (100 mg/L).
- Grupo P-L+
Os animais pertencentes a este grupo receberam apenas iluminação por LED na dose proposta, para verificar in vivo um possível efeito tóxico da luz sobre o micro-organismo. Como no grupo anterior, após dois dias da segunda imunossupressão, os animais foram anestesiados e receberam aplicação da luz na região dorsal da língua por 14 minutos, obtendo- se a dose testada (37,5 J/cm2). Após esse período, foi realizada recuperação do micro- organismo da língua dos animais por meio da coleta com mini-swabs estéril, por 1 minuto.
- Grupo P-L-
Os animais pertencentes a este grupo foram submetidos ao processo de indução de candidose, porém não receberam nenhum tratamento. Após dois dias da segunda imunossupressão, foi realizada recuperação do micro-organismo da língua dos animais por meio da coleta com mini-swabs estéreis, por 1 minuto.
-Grupo NI/P+L+s
Os animais pertencentes a este grupo não receberam os procedimentos de indução de candidose oral, ou seja, animais saudáveis receberam o tratamento com a PDT a fim de se analisar histologicamente a possibilidade desta modalidade terapêutica causar reação inflamatória no dorso da língua do camundongo. Assim, os animais foram anestesiados e receberam aplicação tópica de PDZ, na concentração de 100 mg/L diluído em solução salina, durante 20 minutos na região dorsal da língua. Após esse período, a língua dos animais foi iluminada pela luz LED (630 nm) na dose de iluminação avaliada (37,5 J/cm2, 14 minutos).
-Grupo NI/P+L+h
Os animais pertencentes a este grupo não receberam os procedimentos de indução de candidose oral, ou seja, animais saudáveis receberam o tratamento com a PDT a fim de se analisar histologicamente a possibilidade desta modalidade terapêutica causar reação inflamatória no dorso da língua do camundongo. Assim, os animais foram anestesiados e receberam aplicação tópica de PDZ, na concentração de 100 mg/L diluído em hidrogel, durante 20 minutos na região dorsal da língua. Após esse período, a língua dos animais foi iluminada pela luz LED (630 nm) na dose de iluminação avaliada (37,5 J/cm2, 14 minutos).